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jul 21 2020

IGREJAS FANTASMAS PREOCUPAM RELIGIOSOS EM NAMPULA

Província de Nampula IGREJAS FANTASMAS PREOCUPAM RELIGIOSOS EM NAMPULA Os lideres religiosos das diferentes congregações mostram-se preocupados com o aumento de igrejas que têm a função de extorquir os seus fieis usando o nome de Deus. A preocupação foi apresentada ontem (Segunda-feira) pelos líderes religiosos durante a sessão de auscultação pública da proposta da lei de liberdade religiosa e culto que contou com a presença de 16 diferentes líderes religiosos. A auscultação pública enquadra-se no processo de quarenta dias de consulta pública lançada pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos que tem por objectivo envolver as confissões religiosas e outras forças vivas da sociedade, no processo de elaboração da proposta de lei da liberdade religiosa e culto, de forma a colher as suas contribuições e subsídios a nível nacional. Alguns lideres religiosos que falaram à imprensa explicaram que a revisão da lei de liberdade religiosa e culto vai ajudar as confissões religiosas a ter um bom funcionamento, saber respeitar as outras religiões e reduzir o número de igrejas fantasmas que têm a função de roubar a sociedade e não de ajudar a mesma a ter a paz divina (DEUS). “As confissões religiosas neste momento precisam de uma lei divina que muitos perderam” explicou o padre Pinho dos Santos, representante da Igreja Católica e referiu que muitas pessoas hoje em dia usam as confissões religiosas para tirar dinheiro das pessoas vulneráveis com promessas de ajuda-las na sua vida e depois disso nada acontece. A representante da Visão Mundial e gestora do distrito de Nacarôa, Mercy Chaledzera, explicou que a revisão da lei de liberdade religiosa e culto deve servir para educar e ajudar as confissões religiosas no processo de mudanças de comportamento da sociedade para um futuro melhor distante de violência doméstica principalmente para crianças. O Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Oreste Gondola, disse que as confissões religiosas têm a missão de ajudar os seus membros a ter um bom comportamento dentro da sociedade e de mante-las distante das diferenças religiosas por Moçambique ser uno e inseparável. (Júlio Assane)

jul 17 2020

neste tempo de coronavirus: NÃO ESTAIS SOZINHOS

No início do mês de Junho a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) reuniu-se no Maputo para a sua reunião ordinária. Nesta ocasião publicaram 3 documentos importantes  para as nossas comunidades.   Uma carta dirigida aos irmão de Cabo Delgado que sofrem neste momento particular: Carta-Mensagem da CEM aos Irmãos de Cabo Delgado Plenária de Junho 2020   Uma Nota Pastoral na qual os Bispos fazem uma avaliação da vida das comunidades neste tempo de pandemia e lançam desafios  e propostas para toda a Igreja moçambicana. Uma nota digna de reflexão e implementação: Nota Pastoral CEM Plenária Junho 2020     O Comunicado oficial da reunião da CEM: Comunicado oficial CEM Plenária Junho 2020    

jul 17 2020

A coragem da Paz e o Compromisso da Missão

«Graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, o Qual nos consola em todas as nossas tribulações afim de podermos consolar, com a mesma consolação com que somos consolados, aqueles que estão atribulados». Nós os Bispos Católicos de Moçambique, reunidos no Seminário de Santo Agostinho da Matola, na nossa Segunda Assembleia Plenária Ordinária Anual (Novembro 2019), solícitos em servir e confirmar os irmãos na fé e empenhados em colaborar na promoção do bem para todos os moçambicanos, saudamo-vos com afecto. Comunicado da CEM 2019

jul 15 2020

Resposta à carta “Anciãos sem casamento canónico”

Resposta à carta “Anciãos sem casamento canónico”, VN setembro 2016 Por Comunidade São João de Deus, Nampula A carta em referência é da autoria de um grupo pequeno de cristãos descontentes que usam mal a sua liberdade de expressão enveredando pelo caminho da difamação. Como resposta a esta carta, queremos esclarecer o seguinte: a comunidade de São João de Deus é dirigida por uma anciã (pela primeira vez na historia da comunidade sede), eleita com 156 votos válidos, contra 80 votos do seu seguidor mais direto. A nossa anciã é uma cristã comprometida, batizada, crismada e viúva há mais de dez anos. Por causa da sua maturidade na fé desempenhou alguns ministérios na comunidade e na paróquia. Como anciã, ela conseguiu dinamizar a comunidade ao ponto de iniciar a construção da nossa sede paroquial, coisa que nunca se viu na história da paróquia. Alguns descontentes da comunidade não toleram, que uma mulher consiga tantas proezas e daí que começa tal difamação contra ela. Para nós, não há nenhum impedimento para que a nossa anciã desempenhe o seu trabalho. Encorajamo-la a prosseguir com o seu vigor e dinamismo espiritual.

jul 15 2020

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO (Parte II) Por: Carlos Mesters Jesus é a chave principal da Sagrada Escritura (DV 2.4.16) Para nós cristãos, Jesus é o centro, a plenitude e o objetivo da revelação que Deus vinha fazendo de si desde o Antigo Testamento (DV 2.3.4.15.16.17). “Os livros do Antigo Testamento adquirem e manifestam sua plena significação no Novo Testamento e, por sua vez, o iluminam e explicam” (DV 16). Sem o Antigo Testamento não se entende o Novo, e sem o Novo não se entende o Antigo. A experiência viva de Jesus na comunidade é a luz nova nos nossos olhos para poder entender todo o sentido do Antigo Testamento (DV 16). Cristo está como que do nosso lado, olhando conosco para o Antigo Testamento, clareando-o com a luz da sua presença. Dizia Santo Agostinho: “Novum in Veterelatet, Vetus in Novo patet”, o que significa “O Novo está escondido no Antigo, o Antigo desabrocha no Novo”. Tudo isto tem uma atualidade muito grande. Não se trata só de descobrir como os primeiros cristãos souberam encontrar as figuras de Jesus no Antigo Testamento (DV 15). Trata-se sobretudo de fazer hoje o que eles fizeram, a saber: descobrir como o nosso “antigo testamento”, isto é, a nossa história pessoal e comunitária, está sendo empurrada pelo Espírito de Deus para a vida plena em Cristo. A conversão para Cristo tira o véu dos olhos e faz entender o sentido da Bíblia e da vida (2 Cor 3,16). De um lado, a Bíblia ajuda a entender e a aprofundar aquilo que estamos vivendo em Cristo. De outro lado, nossa vida e nossa prática nos ajudam a entender melhor o sentido cristológico da Escritura. Antigamente, este sentido era chamado de “sentido espiritual”. Isto é, o Espírito nos ajuda a descobrir o sentido que o texto antigo tem para nós hoje. Também era chamado “sentido simbólico”, pois unia (sym-ballo) a vida e a Bíblia. Aceitar a lista completa dos livros (DV 16) Existem duas listas de livros inspirados: a lista judaica, que compreende o que nós chamamos o Antigo Testamento, e a lista cristã, que compreende os livros do Antigo e Novo Testamento. Aceitar a lista completa é aceitar a unidade dos dois Testamentos e admitir que uma e mesma economia divina une os dois Testamentos num único projeto de salvação e de libertação, projeto que só se revela plenamente na medida em que o Antigo passa a ser Novo. Esta passagem do Antigo para o Novo começou no momento da Ressurreição de Jesus e ainda não terminou. A cada momento novos povos, novas pessoas e novos setores da nossa vida pessoal e comunitária vão entrando no “Caminho” (At 9,2; 18,25.26). Esta passagem, páscoa, envolve tudo e todos, pois tudo foi criado por Deus para Cristo (Cl 1,16). Assim, cada pessoa, cada grupo, cada comunidade, povo ou nação tem o seu Antigo Testamento, tem a sua história de salvação e deve fazer a sua passagem do Antigo para o Novo, isto é, deve aprofundar a sua vida até descobrir lá na raiz, a presença amiga e gratuita de Deus, empurrando tudo para a plena vida em Cristo. A Bíblia com seus dois Testamentos é norma, é cânon, dado por Deus, para ajudar-nos no discernimento e na realização desta nossa páscoa de salvação e de libertação. “Renovar” é fazer com que também hoje nas nossas vidas o Antigo se torne Novo. A Bíblia é livro da Igreja (DV 21) Quando nos reunimos em torno da Palavra de Deus, formamos um pequeno santuário ou sacrário, tão santo quanto o sacrário que conserva o Corpo de Cristo. Na Igreja existem o Livro e o Cálice (João XXIII), o santuário da Palavra de Deus e o santuário do Corpo de Deus (DV 21). Os inúmeros pequenos santuários da Palavra de Deus que, assim, se espalham pelo mundo, sobretudo entre os pobres, são as pontas finas e frágeis da raiz que dão força e vigor à árvore da Igreja. Estes pequenos santuários em torno da Palavra de Deus são o lugar, onde a Igreja nasce como a água da sua fonte. A Bíblia não é, em primeiro lugar, um livro de piedade individual, nem uma cartilha de transformação social, mas é o livro de fé da comunidade, livro de cabeceira. A Palavra de Deus gera a comunidade. Interpretar a Palavra de Deus não é a atividade individual do exegeta que estudou um pouco mais que os outros, mas é e deve ser uma atividade comunitária, na qual que todos participam, cada um a seu modo com os seus dons, inclusive o exegeta. Deste modo, surge e cresce o sentido comum, aceito e partilhado por todos. É o “sensusecclesiae”, o “sensusfidelium”, o “sentido de fé da Igreja”, com o qual todos se comprometem como se fosse com o próprio Deus. Este “sentido de fé da Igreja”, quando partilhado por todos nos Concílios Ecumênicos e expresso pelo Magistério, cria o quadro de referência dentro do qual se deve ler e interpretar a Bíblia. Levar em conta os critérios da fé (DV 12) Não basta a razão para poder captar todo o sentido que a Bíblia tem para a nossa vida. É necessário levar em conta também os critérios da fé e ler a Bíblia “naquele mesmo Espírito em que foi escrito” (DV 12). Os critérios da fé são três: “Atender com diligência ao conteúdo e à unidade de toda a escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé” (DV 12). Ou seja, a interpretação cristã da Bíblia deve levar em conta: (1) a “unidade de toda a Escritura”, isto é, a Visão Global da Bíblia; (2) a “tradição viva da Igreja” dentro da qual a Bíblia foi gerada e é transmitida; (3) a “analogia da fé”, isto é, a vida da Igreja dentro da qual e em função da qual a Bíblia é lida e interpretada. Os três têm o mesmo objetivo: descobrir o sentido pleno da Escritura, impedir

jul 15 2020

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO (Parte I) Por: Carlos Mesters Nos anos depois do Concílio saíram vários documentos da parte do Magistério para estimular e orientar a leitura e a interpretação da Bíblia na Igreja. Pois a fidelidade à Igreja, à Tradição e ao Magistério é tão importante para a interpretação da Bíblia quanto a raiz para a árvore. Apresentamos aqui dez normas hermenêuticas (de interpretação), frutos do Vaticano II, que estão orientando a leitura e a interpretação da Bíblia na Igreja hoje.   Crer que a Bíblia é Palavra de Deus (DV 11) A fé de que a Bíblia é Palavra de Deus é o que mais caracteriza a leitura cristã da Bíblia. É por ser Palavra de Deus que a Bíblia tem aquela autoridade. A Palavra de Deus, porém, não está só na Bíblia. Deus também fala pela vida, pela natureza, pela história (DV 3). A leitura da Palavra escrita da Bíblia ajuda a descobrir a Palavra viva de Deus na vida. Santo Agostinho ensina que Deus escreveu dois livros. O primeiro livro é a criação, a natureza, a vida. O segundo livro é a Bíblia, inspirada por Deus para nos “devolver o olhar da contemplação”, para que possamos ler e interpretar melhor o Livro da Vida e da Natureza. Por ser Palavra de Deus, a Bíblia, quando “lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita” (DV 12), comunica a luz e a força deste mesmo Espírito aos que a lêem. Por isso, a Palavra de Deus tem força para realizar o que transmite (DV 21).   É Palavra de Deus em linguagem humana (DV 12) A linguagem usada por Deus para comunicar-se conosco na Bíblia é, em tudo, igual à nossa linguagem, menos no erro e na mentira. Por isso ela deve ser interpretada com a ajuda dos mesmos critérios que se usam para interpretar a linguagem humana: crítica textual, crítica literária, pesquisa histórica, etnologia, arqueologia, etc (DV 12; Pio XII 20). Do contrário, caímos no erro do fundamentalismo que tanto mal faz, pois desliga a Bíblia do contexto da realidade humana daquela época, isola o leitor e a leitora da comunidade e da tradição e separa vida e fé.   Deus se revela a si mesmo na sua Palavra (DV 20) O povo cristão procura e encontra na Bíblia “o conhecimento de Deus e do homem e a maneira pela qual o justo e misericordioso Deus trata com os homens” (DV 15). A Leitura Orante faz com que o modo de pensar de Deus, aos poucos, se torne o nosso modo de pensar. Por isso mesmo, ela ajuda a descobrir e quebrar em nós as falsas ideologias, e contribui para que aprendamos a olhar a vida com os olhos de Deus. Antes de ser um catálogo de verdades, a Bíblia é a revelação da graça e da misericórdia de Deus (DV 2). Ele nos amou primeiro! Para os pobres e oprimidos, esta revelação significa, desde sempre, que Deus se inclina para escutar o seu clamor e estar com eles na sua aflição, para caminhar com eles e libertá-los do cativeiro (Ex 3,7-8; Sl 91,14s). O objetivo primeiro da Bíblia é ajudar-nos a descobrir na vida esta presença amiga de Deus e experimentar o seu amor libertador. A leitura da Bíblia funciona como um colírio que vai limpando os olhos. Esta revelação e experiência de Deus são fruto, ao mesmo tempo, da graça de Deus e do esforço humano. De um lado, a revelação que Deus faz de si mesmo provoca nossa colaboração e participação e exige a observância da Aliança. De outro lado, ela “nos faz participar dos bens divinos que superam inteiramente a capacidade da mente humana” (DV 6). Eficiência e gratuidade, luta e festa, natureza e graça, ambos se misturam na caminhada conflituosa em direção a Deus. Este olhar libertador, nascido de Deus, liberta e abre o sentido da Bíblia.

jul 15 2020

O CATECUMENADO: CAMINHADA DAS TREVAS PARA A LUZ

O CATECUMENADO: CAMINHADA DAS TREVAS PARA A LUZ (1Sam. 16, 1b.6-7.10-13ª; Ef. 5, 8-14; Jo. 9, 1-41) A caminhada do cego corresponde à dos catecúmenos. O momento que marca o encontro com a Luz é o dia do batismo. É interessante que o cego não vê a Luz (não chega à fé em Jesus) de repente. Primeiro Jesus suja-lhe os olhos (para que reconheça que é pecador e confie naquele que o pode libertar do mal). Só mais tarde, fazendo o que Jesus mandou (a luz nasce da obediência ao Evangelho), ao lavar-se na piscina de Siloé (o batismo), é que começa a ver. Mas ainda não consegue ver tudo. Só depois de ser provado pelas dificuldades que lhe foram criadas pelos chefes do povo e até pelos seus próprios familiares, depois de ser maltratado pelo nome de Jesus é que o cego se prostra diante do seu Salvador, o Filho do Homem (o Filho de Deus que assumiu a natureza humana para a libertar do pecado, pela morte na cruz) e proclama: Eu creio em ti, Senhor! Caro catecúmeno: Dizer “eu creio em Ti, Senhor” não são palavras para serem ditas da boca para fora. Para veres a Luz tens que estar disposto a deixar-te lavar os olhos, a ver as coisas com o olhar de Jesus (o Evangelho) e a enfrentar com firmeza e decisão as forças que te querem fazer desistir: não deixes que nada te faça desanimar. Então chegarás à Páscoa e verás a Luz em todo o seu esplendor!

jul 15 2020

A SAMARITANA ENCONTRA O CAMINHO DE JESUS

A SAMARITANA ENCONTRA O CAMINHO DE JESUS (Ex. 17, 3-7; Rom. 5,1-2. 2, 5- 8; Jo. 4, 5-42) A mulher da Samaria percorre um caminho semelhante ao do catecúmeno, na compreensão de Jesus. Ela só conhecia a água do poço (uma felicidade material, relações amorosas com muitos homens). Pouco a pouco, na conversa com Jesus (as várias etapas do catecumenado) ela descobre coisas admiráveis: primeiro, que está a falar com uma pessoa extraordinária; depois, começa a ver que ele pode ser o messias prometido; por fim, sente que ele faz nascer dentro dela uma fonte de água viva (sente-se respeitada e amada como nunca tinha sido: o seu coração fica preso a Jesus, mas não fica ciumenta por outros o terem para eles, porque vai chamar toda a gente para conhecer Aquele que ela tinha encontrado). Ela termina proclamando Jesus como o Salvador do mundo. Caro catecúmeno, caro cristão: esta descoberta de Jesus parece fácil. Podes imaginar que, com a água do batismo, a amizade com Jesus vai ser tudo um mar de rosas. Mas, tal como aos Israelitas, que foram libertos do Egito e passaram pelo batismo do Mar Vermelho, não lhes faltaram dificuldades e até murmuraram contra Deus, assim o caminho do catecúmeno, mesmo depois do batismo, não está isento de sofrimentos que até lhe hão-de fazer pensar que Deus se esqueceu dele. Mas Deus é fiel às suas promessas: a felicidade da vida nova, que jorra da amizade com Jesus, constrói-se aos poucos, com paciência, na fidelidade aos compromissos do batismo. É uma caminhada longa como a dos israelitas no deserto, durante quarenta anos.

jul 15 2020

DEUS PROVOCA O CRISTÃO, COMO A ABRAÃO

DEUS PROVOCA O CRISTÃO, COMO A ABRAÃO (Gen. 12, 1-4; 2Tim. 1, 8b-10; Mat. 17,1-9) Abraão é chamado por Deus a deixar a sua terra, isto é, a deixar a vida que tinha vivido até àquele dia. Ao entrar para o catecumenado também cada um de nós é chamado por Deus a deixar a vida antiga: corrupção, injustiça, mentiras, bebedeiras, roubo, prostituição, etc. Embora essas coisas não dessem a verdadeira felicidade, sempre davam alguma satisfação. Mas Deus promete uma vida muito melhor, onde o amor a Ele e aos irmãos enche o coração, na vivência da liberdade sobre os vícios que escravizam, a liberdade que dignifica a pessoa. Durante o catecumenado cada um é convidado a percorrer um caminho de libertação. Como a Abraão, Deus não lhe diz todo o percurso. Vai-o guiando aos poucos. O que importa é estar disponível para ser guiado. No Evangelho ouve-se a voz de Deus: “Este é o meu Filho. Escutai-o”. De facto, Jesus é o guia que nos vai dizendo por onde temos que ir. Ele explica o que Moisés e Elias tinham profetizado e mostra que, para chegar à glória e à felicidade que o seu rosto luminoso anuncia, (a felicidade dos filhos de Deus) é preciso passar pela cruz (a entrega da vida em favor dos irmãos). Esse é o caminho do catecúmeno, para se tornar cristão, o caminho de Cristo.

jul 15 2020

MESMO DEPOIS DO BATISMO SOMOS TENTADOS

MESMO DEPOIS DO BATISMO SOMOS TENTADOS (Gen. 2, 7-9; 3, 1-7; Rom. 5, 12-19; Mat. 4, 1-11) A Quaresma é um pequeno resumo do catecumenado e, ao longo de 5 Domingos, são apresentadas as várias etapas dessa caminhada. No 1º Domingo, o catecúmeno é convidado a conhecer as tentações que o levam a pecar, olhando para Adão e para Jesus. Apesar de ter conhecido a amizade com Deus, Adão deixa-se seduzir pelo desejo de ser dono da vida e escolhe fazer o que é contrário à vontade de Deus, tornando-se infeliz, porque demasiado orgulhoso e inclinado à satisfação dos próprios interesses. Por isso deixa de ser uma pessoa de comunhão com os outros e com Deus. Toda a pessoa humana cai na mesma tentação em que caiu Adão. A única forma de vencer as tentações é seguir Jesus e deixar-se atrair pela sua humildade e obediência ao Pai. Também as tentações de Jesus são como as nossas: servir-nos do poder que temos para nosso benefício, para nos safarmos da melhor maneira (sem pensar nos outros nem em Deus, claro!); pretender que Deus faça o que queremos, em vez de fazermos nós o que Ele quer; preocupar-nos com ser famosos, ricos e mais do que os outros, em vez de estar ao serviço dos mais pobres e necessitados. Para vencer as tentações Jesus usou sempre as Sagradas Escrituras, onde encontrou uma sabedoria diferente da sabedoria humana. Caro cristão, que uso fazes da Palavra de Deus (Bíblia)?

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