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mar 16 2022

Ciclone Gombe mata pessoas e destrói impiamente várias infra-estruturas em Nampula

O ciclone tropical Gombe que fustigou a província de Nampula, matou 15 pessoas e devastou parcialmente várias infra-estruturas dentre públicas e privadas e deixou milhares de famílias sem teto. Para o efeito, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, dirigiu-se ao distrito de Monapo, dos mais afectados pela depressão tropical, para ver in loco a real situação e o cenário encontrado foi deveras preocupante, casas de construção precária completamente destruídas deixando milhares de famílias sem teto, e infra-estruturas públicas e privadas não ficaram de fora, deixando o distrito sem corrente eléctrica, e sem comunicação via telefone. Face a esta situação, algumas famílias tiveram que se deslocar aos locais identificados pelas autoridades governamentais, mas que depois a sua chega o ciclone removeu o teto da escola. “A chuva destrui nossas residências por completo, e não conseguimos tirar nada de dentro e depois que nos refugiamos a esta escola, o teto foi levado pela fúria do vento, deixando-nos ainda preocupados” avançaram os reassentados no centro de Monapo. Dados preliminares, indicam que 15 pessoas morreram a nível da província por consequência das chuvas e ventos fortes que se fazem sentir em todos os distritos de Nampula. Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, avançou que neste momento decorrem trabalhos de levantamento das famílias afectadas pelo ciclone tropical Gombe para posterior reconstrução das suas habitações. A tempestade Gombe atinge Moçambique dois anos depois de os ciclones Idai e Kenneth terem fustigado, respectivamente, as regiões centro e norte do país naquela que foi uma das mais severas épocas chuvosas de que há memória. Júlio Assane

mar 16 2022

PRM neutraliza indivíduos encontrados na posse de 200 notas de quinhentos meticais falsas em Nampula

As 200 notas de quinhentos meticais falsas apreendidas pela Polícia da República de Moçambique daquela parcela do país, são provenientes da província da Zambézia e eram usadas pelos indivíduos para aquisição de diversos produtos alimentares e outros bens valiosos no seio das comunidades rurais. No acto da sua detenção, foram encontrados na posse dos indiciados garrafas de bebida alcoólica supostamente adquiridas com dinheiro falso que estava escondido numa caixa de celular como forma de despistar às eventuais investigações. Zacarias Nacute, Porta-voz da Policia da República de Moçambique daquela circunscrição, avançou que a detenção deste grupo de malfeitores é graças a um trabalho de investigação que a corporação tem vindo a efectuar nos postos de travessia que dão acesso a província de Nampula. “A polícia vinha tomando conhecimento da existência de um grupo de indivíduos que faziam circular moedas falsas, nos centros comercias, bares, entres outros dai que iniciamos com a investigação e culminou com a detenção desta quadrilha”, explicou Nacute. Dos detidos um é dito como o indivíduo que recebeu as notas falsas e a bebida alcoólica que teria que entregar alguém que estava a espera dele na cidade de Nampula. A cidadã de 16 anos de idade residente algures na cidade de Nampula, detida pela corporação, tinha como função receber a encomenda enviada pela sua irmã que vive na província de Zambézia, mas nega o seu envolvimento no crime de que é acusada. Na mesma ocasião, a Policia da República de Moçambique apresentou dois indivíduos de nacionalidade de Congolesa acusados também de falsificar a moeda nacional. Júlio Assane

mar 03 2022

Avaria constante de semáforos na cidade de Nampula amplia o volume de acidentes de viação

Quase todos os semáforos instalados nos principais cruzamentos e entroncamento das ruas e avenidas da cidade de Nampula estão há dois meses completamente apagados. Aliás, em alguns cruzamentos os sinais luminosos funcionam num sentido e no outro não, facto que contribui no aumento de acidentes de viação e periga a vida dos transeuntes ao pretender atravessar a estrada. De acordo com alguns munícipes entrevistados pela nossa reportagem, a avaria constante dos sinais luminosos nas ruas e avenidas desta cidade coloca em risco a vida das pessoas com deficiência, mães gestantes e crianças que pretendem atravessar a estrada para chegar a escola ou outros destinos diversos. Diante desta situação os munícipes, sugerem que o Município devia trabalhar em coordenação com a electricidade de Moçambique com vista a resolver o problema. “O município devia trabalhar em coordenação com a Electricidade de Moçambique, para que este problema que coloca a vida dos peões em risco possa ser ultrapassado com a máxima urgência”. Importa referir que, já lá vão dois meses que os sinais luminosos localizados em diferentes avenidas e ruas desta parcela do Pais, funcionam de forma deficitária sob um olhar impávido e sereno das autoridades municipais. Júlio Assane

mar 03 2022

Transportadores semicolectivos na cidade de Nampula queixam-se da má actuação da Polícia Municipal

Para além da má actuação protagonizada pelos agentes da polícia camarária desta parcela do Pais, os transportadores queixam-se ainda de avultadas cobranças ilícitas feitas por alguns agentes e multas arbitrárias que recebem por infracção. Diante desta situação que afectou a estes transportadores semicolectivos, vulgarmente conhecidos por chapa 100 que exercem as suas actividades em diferentes rotas, chamaram a imprensa para exprimir as suas inquietações. “Nós estamos cansados com a actuação da polícia municipal, eles quando retêm as nossas viaturas, durante a caminhada para o comando eles nos pedem valores monetários como forma de evitar que a viatura esteja parqueada no recinto da policia municipal” disseram os nossos entrevistados, os quais consideram que as multas que são aplicadas pela infracção partem de 11 mil meticais a 19 mil meticais. Por sua vez Albano Anli do Comando da polícia Municipal avançou que algumas viaturas apreendidas não dispõem de documentos que lhes autorizam a realização da actividade e não cumprem com o decreto presidencial. “Esse é um trabalho rotineiro que a polícia municipal tem vindo a realizar e não vai parar por aqui, porque muitos dos que foram retidos, as suas viaturas estão a exercer actividades de forma clandestina, e outros desobedecem o decreto presidência vigente na pátria amada”. Importa referir que, dos trabalhos realizados de fiscalização culminou a retenção de trinta viaturas que serão multadas consoante o código camarário em vigor no município de Nampula. Júlio Assane

mar 03 2022

Polícia da República de Moçambique neutraliza Mãe e filha acusadas de venda de estupefaciente (Suruma) em Nampula

Trata-se de duas cidadãs por sinal Mãe e filha que passavam o tempo a comercializar estupefacientes na sua residência localizada no bairro de Carrrupeia arredores da cidade de Nampula. No acto da detenção, foram encontrados na sua posse 138 maços e um quilograma de Suruma. De acordo com Dércio Samuel chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da PRM, a apreensão da droga, é fruto de um trabalho de investigação levado a cabo pela corporação, que tem em vista eliminar com as bocas de fumo existentes naquela parcela do País. “Esta acção visa essencialmente eliminar as bocas de fumo e manter a ordem e tranquilidade públicas nos bairros da cidade de Nampula e não só” Entretanto, as indiciadas são confessas na prática do crime de que são acusadas e contam que vendiam o produto para conseguir dinheiro para poder alimentar os seus filhos” Mesmo com conhecimento da ilegalidade que estas cometeram, acrescentaram que adquiriam o produto com um individuo proveniente de Namialo a preço de 200 meticais. Importa referir que para além de vender elas são consumidoras de drogas e esta é a primeira operação que a PRM aborta esquemas de venda de drogas neste ano, nesta parcela do país. Júlio Assane

mar 03 2022

Justiça pelas próprias mãos culmina com a morte de um cidadão que aparentava ter 25 anos de idade na cidade de Nampula

O caso deu-se na madrugada da última sexta-feira (25/2) no bairro de Mutauanha e ninguém assumiu ter presenciado a morte do finado, porém acredita-se que o individuo tenha sido linchado, por apresentar escoriações no corpo e os seus braços amarrados. De acordo com alguns moradores entrevistados pela nossa reportagem, o individuo foi morto num outro ponto e transladado o seu corpo para aquele local, como forma de manipular eventuais investigações. “Durante a noite acompanhamos movimentos estranhos fora, e logo as primeiras horas da sexta-feira, fomos surpreendidos com um corpo abandono nas bermas da estrada e com sinais de rastos” disseram os nossos entrevistados, os quais disseram que sempre que alguém for a pegar um individuo acusado de ser malfeitor, levem as autoridades competentes para que seja responsabilizado pelos seus actos. Em relação a onda de criminalidade, estes avançaram que a zona é meio agitada e a falta de patrulhamento policial na calada da noite contribui no aumento do índice de delinquência em alguns bairros da cidade de Nampula, e contam que é o primeiro caso do género a ser registado neste ano no local. Júlio Assane

fev 27 2022

Achegar Tiodósio Matias lança “Um canudo para uma África e as dinâmicas do desenvolvimento”

Com 195 páginas, a obra “Um canudo para uma África e as dinâmicas do desenvolvimento”, foi lançada na tarde deste domingo (27) na cidade de Pemba com suporte informático da TV CISCAM que tem sua sede na Itália. A obra de autoria de Achegar Tiodósio Matias é composta por três capítulos e foi escrito durante 2 anos ao longo da vigência da pandemia da COVID-19, como fruto de leituras intensivas e recurso a diversos autores. De acordo com o autor, a obra aborda a questão da superação do homem africano no seu quotidiano e as políticas de desenvolvimento do continente e Moçambique em particular. “Neste livro descrevo os desafios que o africano tem de enfrentar no seu dia-a-dia profissional, constantemente interligando esta esfera com o âmbito mais social e não só mas também algumas questões centrais de África e de Moçambique em particular, como relativa aos recursos humanos e as suas competências, com relação ao mercado do emprego em que elas se vão inserir” explicou a fonte. Num outro desenvolvimento, Achegar salientou que a sua obra emerge como uma crítica ao nível acentuado de desemprego em África e a incapacidade de geração de auto-emprego de muitos graduados das universidades locais “Por outro lado procuro fazer uma ligação bem ponderada entre o desemprego, que continua a ser um dos calcanhares de Aquiles do continente, e as competências efectivas que um estudante que acaba de sair da sua formação, principalmente universitária, consegue obter, embora reconhecendo que esta é portanto, uma questão continental, mas que se conjuga, em Moçambique, segundo patamares particularmente preocupantes”, destacou. Vários participantes da LIVE moderada pelo Jornalista Morais Selemane, apontaram a pertinência da obra como contributo para a cultura literária e a criação de balizas para as dinâmicas de desenvolvimento africano e moçambicano, em particular. Cantífula de Castro, um dos painelistas da efeméride, considera a obra como um grito de socorro e crítica social “É um grito para o despertar de consciência para que o sistema de educação em África e Moçambique leve os cidadãos ao saber fazer. Crítica social do sistema de educação inoperante”, avançou. O Pesquisador Luca Bussoti destacou que a obra de Achegar pode servir de impulso para alavancar o aspiral de pesquisas para a camada juvenil e não deixou de destacar as qualidades académicas do autor. Parafraseando as palavras do outro Painelista, Tobias Miguel, Bussoti desafiou aos jovens a arraigar pela leitura para que “Um canudo para uma África e as dinâmicas do desenvolvimento” não envelhece nas prateleiras das casas e Bibliotecas. No fecho da apresentação do livro, o autor não deixou de demonstrar com preocupação a contradição patente nas instituições moçambicanas. “De facto, nota-se uma autêntica contradição que as instituições moçambicanas não conseguem resolver: por um lado, a estratégia de desenvolvimento aponta em grandes projectos, tais como carvão, gás, etc. Por outro, quando os investidores procuram mão-de-obra qualificada, a única saída é encontrá-la fora do país, ou ter de formar os jovens recém-graduados praticamente de raiz. Será que é por falta de escolas profissionais, ou devemos banir o Sistema da educação baseada em escolas gerais e optar em básicas como agora o ministério de educação pensou de forma ainda tímida na requalificação do Currículo do Ensino Geral e a implementação da Lei n° 18/2018, de 28 Dezembro, que estabelece o Regime Jurídico do Sistema Nacional de Educação (SNE) na República de Moçambique?” perguntou. De salientar que achegar Achegar Tiodósio Matias Actualmente, é doutorando, em Ciências da Comunicação, Faculdade de Educação e Comunicação- Universidade Católica de Moçambique-Nampula, Mestre em Sociologia de Trabalho e das Organizações, Licenciado em Direito pela Universidade Aberta de Moçambique-ISM-Maputo, Docente Universitário na Escola Superior de Econónia e Gestão- Delegação de Pemba, Consultor Jurídico, Auditor Social de Trabalho e das Organizações, actuando nas áreas de Ciências Sociais, Naturais e da Educação. É Coautor da Revista Debates Pautas Insubmissos-Brasil e da Revista Praxis Educacional, Planificador em Desenvolvimento Local no Governo do Distrito de Pemba. Achegar Tiodósio Matias, maisconhecido por Achegar, de 7 irmãos e o primeiro filho dos 5, nasceuem15 de Maio de 1989 nacidade de Lichinga, Província do Niassa emMoçambique. É filho de umafamíliade cristãos católicos. O pai,Tiodósio Matias Natmbela, natural do distrito de Mecanhelas- Niassa, A mãe, Madalena Issa Fernando, natural do distrito de Majune-Malanga-sede, Província de Niassa. Achegar, ingressou-se no ensino primário em 1996 onde frequentou de 1ª a 7ªclasse e concluiu em 2002 na EP2 de Chimbúnila. Aos 09 anos de idade Achegar Tiodósio Matias, destacou-se pelo gosto da leitura, escrita e de cálculos em jornadas de concursos de redação, declamação de poemas, cronicas, musica e dança em eventos da escola e da catequese na igreja. Como não tivesse o ensino secundário em Chimbúnila, em 2003, Achegar Tiodósio Matias, teve que abandonar os seus pais, e foi morar com os seus tios maternos na cidade de Lichinga, a fim de prosseguir com os seus estudos, tendo frequentando da 8ª a 10ªclasse e concluiu em 2005 na escola Secundaria Geral de Amizade. Nessa altura, Achegar já participava nos programas de radio infantil da R.M (Radio Moçambique), FM- (Radio esperança), membro do jornal um olhar de esperança também participava dos encontros e estudos bíblicos no grupo dos acólitos e vocacionados da Se- Catedral, Paroquia de São José, diocese de Lichinga, com o sonho de um dia ser um Padre. E m 2006, ingressou-se no ensino médio 11ª classe na escola secundária Paulo Samuel Kamkhomba em Lichinga. Mas como o chamamento da vida missionaria enquanto vocacionado era mais forte, em 2007, Achegar Tiodósio Matias, deixou cidade de Lichinga e ingressou-se ao seminário Propedêutico Mater Apostolourum de Nampula onde frequentou o 1º, 2º e 3º ano, tendo concluído em 2009 e seguiu a capital de Moçambique-Maputo para estudar Filosofia, no Seminário Interdiocesano Filosófico de Santo Agostinho da Matola. A partir de 2011 AchegarTiodósio Matias enveredoupelolocutor na radio capital, e por vários problemas sociais e económicos, Achegar ficou obrigado a abandonar o seminário e filiou-se em cursos profissionais de curta duração, tendo se formado em contabilidade geral e gestão de recursos humanos na

fev 26 2022

DOM INÁCIO LANÇA OFICIALMENTE A II JORNADA NACIONAL DA JUVENTUDE

O Arcebispo da Arquidiocese de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom Inácio Saure, anunciou na manhã deste Sábado (26/02) a retoma dos preparativos para realização da II Jornada Nacional da Juventude marcada para Novembro próximo em Nampula. Trata-se de um evento festivo eclesial e social da juventude que outrora tinha sido marcado para Agosto de 2020, que devido à eclosão da pandemia de COVID-19 ficou adiado para  17 a 20 de Novembro próximo em Nampula. Falando em Conferência de Imprensa, Dom Inácio descreveu que a II Jornada Nacional da Juventude vai do ponto de vista religioso, ajudando os jovens a experimentar o encontro comunitário com Deus, e social, proporcionando-os o alento de serem bons cristãos na Igreja e no mundo. Sem avançar o número exacto de participantes, a nossa fonte garantiu que a II Jornada vai acolher jovens das doze (12) Dioceses de Moçambique com idades compreendidas entre 18 a 30 anos. O prelado apela à união de todos os fiéis no sentido de garantir que a jornada seja verdadeiramente um encontro com o Messias e desafiou-os a tudo fazer para colaborar no acompanhamento dos jovens na Igreja e na sociedade actual. Refira-se que a II Jornada Nacional da Juventude que terá lugar em Nampula vai decorrer sob o lema “Encontramos o Messias: Acompanhar os jovens na Igreja e na Sociedade hoje”. Por Gildo Massaua

fev 26 2022

Associação Moçambicana dos Antigos Seminaristas (AMAS) doa material escolar ao Centro Orfanato da Aldeia da Esperança de Momola

Pouco mais de 300 cadernos e igual número de canetas, borrachas, lápis e afiadores foram alocados ao Centro Aldeia da Esperança de Momola sob tutela da Arquidiocese de Nampula, na manhã deste Sábado (27/2). O Director do Centro, o Pe Evaristo Moreriua, explicou que o Centro acolhe 34 rapazes Órfãos e desfavorecidos oriundos de diferentes lugares, com idades compreendidas entre 6 a 18 anos em processo de escolaridade. O clérigo enalteceu o esforço empreendido pela AMAS reconhecendo que o material doado vai beneficiar às crianças desfavorecidas e garantiu rezar pelo trabalho e crescimento da agremiação. O orfanato de Momola, segundo disse o Director, enfrenta diversas dificuldades com destaque ao material de higiene, vestuário, enxoval para o dormitório, material desportivo, equipamento musical e alimentação. “Eu tomei posse há pouco tempo neste Centro. Entretanto, as nossas dificuldades são várias, principalmente a alimentação, o material de higiene e desportivo, etc”. De acordo com a fonte, a partir de 2023 espera-se inaugurar o lar feminino que irá acolher igualmente meninas órfãs e desfavorecidas. Todas as crianças acolhidas naquele Centro estão no processo de escolaridade a partir da 1a Classe. Terminada a 7a classe alguns meninos são enviados a Escola Polivalente do Marrere e outros ingressam em outras escolas para continuar com os estudos secundários. O Vice-Presidente da AMAS, António Albisto, explicou que a associação que dirige visa ajudar pessoas necessitadas e os membros sensibilizaram-se com informações que dão conta que o Centro Orfanato de Momola carecia de material escolar. “Nós somos um grupo de ex-seminaristas impelidos pela caridade. Estamos apostados em fortalecer o lado humano de quantos sofrem em várias vertentes. Após a criação da Associação esta é a primeira ação caritativa da AMAS na esperança de poder continuar com outras ações de solidariedade”, referiu. Anastácio Luis é um dos integrantes do Centro Orfanato de Momola, e frequenta a 4a classe. O menino considera a doação como uma bênção e providência de Deus porque menos esperavam um gesto similar e quando crescer, Anastácio espera entrar no Seminário para ser padre. “Nós recebemos muitos cadernos e outro material escolar. É uma bênção de Deus. Quando eu crescer quero ser padre”. Refira-se que a AMAS foi recentemente legalizada com sede na Cidade de Nampula e é composta com pouco mais de 42 membros entre antigos seminaristas e padres. Por Kant de Voronha

fev 24 2022

Moradores da zona da barragem na cidade de Nampula exigem construção duma ponte sobre o rio Monapo

Para chegar a Localidade de Saua-Saua na zona da barragem, subúrbio do distrito de Nampula, com um potencial em produção agrícola e um dos celeiros da cidade capital, a população percorre longas distâncias e é sujeita a vários riscos quando tenta ultrapassar o rio Monapo. Esta situação ocorre, sobretudo na época chuvosa, devido a falta de um meio de transporte que explore a rota, para além da própria estar a clamar por uma reabilitação pelo acentuado estado de degradação que ela apresenta. Zita Armando é uma de entre várias camponesas que pratica suas actividades agrícolas na outra margem do rio, concretamente na Localidade de Saua-saua, diz que sempre que chega a época chuvosa vive num autêntico martírio, devido as dificuldades que esta e outros enfrentam para a travessia, assim como na fase de escoamento dos excedentes para suas residências. “Várias pessoas já foram arrastadas pela fúria das águas quando tentam atravessar para outra margem na busca dos seus excedentes para as suas residências” daí que exigem das autoridades competentes a construção de uma ponte sobre este rio, como forma de minimizar a dor e angústia que passamos quando chega a época chuvosa”, disse a nossa entrevistada visivelmente agastada com a situação. Por seu turno, o líder comunitário da zona confirmou que na última época chuvosa, pelo menos duas pessoas perderam a vida depois de serem arrastadas pela fúria das águas sobre o rio Monapo, e solta um grito de socorro para as entidades governamentais. “Estamos a pedir a construção de uma ponte sobre este rio, porque perdemos várias pessoas de entre amigos e conhecidos que pretendiam fazer-se a outra margem”, disse o líder comunitário, tendo afirmado que, em tempos de campanha eleitoral promessas não faltaram para a construção de uma ponte sobre este rio, facto que virou a ser um piripiri para os nossos olhos e pedra no sapato para os nossos pés”. Júlio Assane

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