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Archive for vidanova

set 09 2020

EU TAMBÉM SOU LICENCIADO!

Por Deolindo Paúa Era suposto que o crescente número de doutores que nossas universidades formam mudasse a postura social e académica do nosso país, afinal, o conhecimento traz uma nova abordagem social e científica. Quem estuda não pode continuar a ser o mesmo, tem que mudar para o melhor. O crescente número de licenciados na nossa sociedade deveria melhorar os serviços públicos, a convivência social nos bairros, a postura civilizada e não produzir indivíduos prontos para humilhar quem não tenha sentado numa carteira da universidade, nem para comprometer a relação com os outros. Há dias participei da resolução de um conflito entre dois vizinhos no qual de entre várias coisas, um exigia do outro respeito. O primeiro, senhor Marcos, é professor da escola Secundária e é licenciado. Como tal, suas condições caseiras são relativamente boas. No bairro de expansão em que vive, foi o primeiro a ter ligação de corrente eléctrica graças as suas influências na EDM. À partir dele os outros vizinhos, com quem convive cordialmente, tiveram corrente eléctrica em suas casas. Sua casa é das poucas melhores da zona e tem um muro de vedação que lhe coloca em conflito com o seu vizinho, o senhor Augusto, o outro recém-licenciado. Só que como não há postura que não arraste críticas, esta atitude cordial do senhor Marcos não é bem vista por todos. O senhor Augusto a entende como humilhação aos outros e acha que o senhor Marcos, ao ser prestativo e cordial, rebaixa aos outros por ser licenciado. Foi por isto que quando foi abordado pelo secretário do bairro a respeito da fonte do desentendimento com seu vizinho ele, num tom de arrogância, deixou claro: “eu também sou licenciado!”. Faz tempo que a discórdia está instalada e nem o secretário que devia ser encarado como autoridade local deve intervir. É um problema de licenciados! Este é apenas um exemplo de como encaramos de forma estranha o nível académico que alcançamos com muito sacrifício. É difícil estudar porque exige o consentimento de vários sacríficos e o gasto de somas de dinheiro. Tradicionalmente a finalidade do estudo é a aquisição de conhecimento para facilitar nossas opções e nossas acções de vida. Estudar é um acto de humildade ao se reconhecer a ignorância própria e sair-se em busca de conhecimento. É por isso que uma formação normal, em condições normais e feita em caminhos normais, leva à humildade. Já dizia um filósofo que o orgulho é dos ignorantes, a humildade dos sábios. A nossa sociedade felizmente está cheia de licenciados. Nos últimos anos nota-se um interesse pela formação por parte das pessoas de todas as idades. Mas se as pessoas se dirigem às universidades para adquirirem orgulho e competirem em pé de igualdade ou se imporem aos seus colegas, seus vizinhos, seus maridos, suas esposas, etc., de nada vale esse investimento. Normalmente a formação devia trazer concórdia social. Mas nas nossas sociedades e sobretudo no nosso contexto moçambicano, as licenciaturas parece provocarem discórdia. Uma vez que as licenciaturas concedem orgulho e não humildade que deviam, há licenciados que descobriram esposas ou maridos ignorantes e destruíram seus lares, outros que desprezaram seus pais, outros ainda que não convivem com vizinhos que não sejam de seu nível, outros que humilham seus alunos, outros ainda que, dominados pelo orgulho de serem doutores, pontapearam todos os princípios da sociabilidade e isolaram-se em suas casas no conforto da sua licenciatura. Não é a licenciatura que muda as pessoas. São as pessoas que entendem mal a licenciatura e que a encaram erradamente como um estatuto social que as coloca em tudo acima das outras pessoas. Qualquer graduação que introduza em nossas mentes o desprezo e mau comportamento, só pode derivar de uma licenciatura mal feita e que por isso deveria ser repetida. A humildade e a concórdia social devem ser consequências afectivas de uma licenciatura bem-feita. Doutores que destroem a harmonia social e induzem ao mau comportamento são falsos, são piratas.

set 08 2020

Os ataques em Cabo Delgado ameaçam Vitória alcançada em 7 de Setembro 1974

O Secretário do Estado da província de Nampula, Mety Oreste Gondola, disse que a Vitória alcançada por Moçambique através da assinatura de Lusaka em 1974 é ameaçada pelos insurgentes de Cabo Delgado. Esta posição foi manifesta momentos após o Secretário de Estado da capital nortenha do país proceder à deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos por ocasião das comemorações do 46º dos Acordos de Lusaka. A efeméride lembra que Portugal reconheceu formalmente o direito do povo de Moçambique à independência e, em consequência, acordou com a FRELIMO o princípio da transferência da soberania que detinha sobre o território nacional. Mety Gondola apelou aos moçambicanos para que estejam Unidos em torno da promoção da paz e da unidade nacional. Segundo disse Gondola, os jovens do nosso país devem estar sempre na linha de frente de modo que os ataques que estão a acontecer no centro e no norte do país não ponham ainda mais em risco a nossa independência. “A liberdade é ameaçada, está em ameaça na medida em que terroristas estão procurar desestabilizar o país através da vizinha província de Cabo Delgado” avançou Mety Gondola o qual sublinhou que, a liberdade alcançada por moçambicanos, custou vidas humanas de muitos irmãos, por isso a necessidade de continuar a lutar para que Moçambique não perca a liberdade. Alguns antigos combatentes ouvidos pela nossa equipa da Vida Nova, disseram que a Vitória alcançada está ameaçada devido aos ataques que estão a ser feitos na província de Cabo Delgado sob olhar negligente dos dirigentes. Eles exigem ao governo de Moçambique para criar novas estratégias de libertar a de Cabo Delgado que aos poucos está a ser levada a cabo por pessoas sem identificação. (Júlio Assane )

set 08 2020

HCN INAUGURA CENTRAL DE CHAMADAS DE EMERGÊNCIA PARA COVID-19

Mais de 8.640.000.00 mt (oito milhões e seiscentos e quarenta mil meticas) foram usados para reabilitar e comprar material para a sala de central de chamadas para serviços de emergência médica contra COVID-19 instalado no Hospital Central de Nampula. A central de chamadas para utentes, foi inagurada na manhã de hoje pelo Secretário do Estado da provincia de Nampula, Mety Oreste Gondola, onde explicou que, a mesma tem a cobertura de atender utentes das provincias de Cabo Delgado, Niassa e Zambézia. Mety Gondola explicou que a central de chamdas do Hospital Central de Nampula conta com 12 técnicos altamente formados para atender e resolver as preocupações que os utentes de diferentes locais solicitarem a sua satisfação. “Os servicos da central de chamadas vai funcionar durante 24horas (vinte e quatro horas)” -sublinhou Mety Gondola, onde explicou que, dos  12 técnicos afectos na sala o seu trabalho será rotativo para serem capazes de responder a demanda dos utentes. Aquele Secretário disse que para além  da língua portuguesa, os tecnicos foram formados para atender os utentes que falam a lingua materna das provincias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia e Nampula. Mety Gondola avançou que desde o funcionamento expirimental da central de chamadas, por dia são atendidos mais de 500 utentes que procuram exclarecimentos sobre a COVID-19 e outras doenças. A central não prende-se apenas para utentes que procuram exclarecimento da COVID-19, “os técnicos também foram formados para responder qualquer dúvida que os utentes têm” sublinhou Gondola. (Júlio Assane)

set 08 2020

INGC DELEGAÇÃO DE NAMPULA

Recebe produtos alimentares para familias vindas de Cabo Delgado O Instituto de Gestão de Calamidades, INGC, na provincia de Nampula recebeu hoje (03.09) produtos alimentares da empresa de producao de alimentos Merec industries. Estes produtos oferecidos pela Merec Industries são constituidos por 300 sacos de farrinha de milho, 600 caixas de esparguete e 300 sacos de massas bingale. Os produtos alimentares entregues ao Instituto Nacional de Gestão de calamidades, INGC, serão calanalizados para mais de 3500 familias deslocadas de Cabo Delgado  que se encontram alojadas em diferentes locais da capital do norte do país. O representante do director da Merec indutries, Sanjam Raval, explicou que as ofertas que a empresa de produção de alimentos está a realizar, é o cumprimento da sua responsabilidade social que a empresa tem, de ajudar as pessoas em tempo de dificuldades. E no caso concreto, as familias vindas da vizinha provincia de Cabo Delgado. O Delegado do INGC na provincia de Nampula, Alberto Armando, agradeceu o gesto que a Merec industries fez as familias de Cabo Delgado e explicou que uma parte dos alimentos oferecidos por aquela empresa já se encontram em Namialo onde, a partir de lá serão distribuidas as familias deslocadas de Cabo Delgado. (Júlio Assane)

set 01 2020

SOLDMOZ-ADS E GDI EM NAMPULA

Capacitam membros da Assembleia Municipal Mais de quarenta (40) membros da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula participaram na última segunda-feira (31.09) dum workshop sobre a  planificação e orçamentação na óptica do género. Com duração de dois dias, este evento está ser promovido pela Solidariedade Moçambique – ADS e o Instituto de Apoio à Governação e Desenvolvimento -(GDI), que tem por objectivo envolver todos os actores da Assembleia Municipal de Nampula no desenvolvimento das suas habilidades práticas em matérias de Planificação e Orçamentação na óptica do género e de estimular a criação ou implementação efectiva de uma política de género nesta instituição. A ofIcial de programas do Instituto de Apoio a Governação (GDI), Florinda Massango, explicou que a capacitação dos membros da Assembleia Municipal de Nampula, é para trazer provas concretas se os planos de  orçamentação da Assembleia refletem os indicadores de género. “Nós esperamos que os membros façam trabalhos práticos, para serem capazes de analisar os  próprios documentos da Assembleia Municipal”- Avançou Florinda Massango. Contudo, os membros representados por bancadas, nomeadamente, da FRELIMO, RENAMO e MDM, mostraram-se satisfeitos pela iniciativa ao que igualmente revelaram as suas expectativas de aquisição de conhecimentos sobre a matéria. (Júlio Assane)

set 01 2020

Igreja do Nazareno em Nampula

OFERECE MATERIAL DE HIGIENIZAÇÃO AO MUNICÍPIO O Conselho Autárquico da Cidade de Nampula recebeu ontem (31/8) da Igreja do Nazareno material de higienização para combate à COVID-19. O material de higienização que é composto por 25 (vinte e cinco) caixas de Sabão, 1900 máscaras de fabrico caseiro e 25 (vinte e cinco) baldes será entregue as famílias deslocadas de Cabo Delgado que estão alojadas em diferentes locais desta cidade. O pastor da Igreja do Nazareno Gervásio Ramos Raimundo explicou que o gesto que a sua igreja está a fazer aos deslocados de guerra é um compromisso para ajudar as pessoas mais carentes. “Nós como igreja a nossa missão é ajudar as pessoas necessitadas ” – avançou Gervásio Ramos Raimundo. A fonte explicou que esta iniciativa vai continuar e poderá abranger os moradores de Maratane que também precisam de apoio. O vereador institucional, cooperação e desenvolvimento do Conselho autárquico da cidade de Nampula, Chehate Essimela, agradeceu o gesto daquela congregação em ajudar as famílias de Cabo Delgado e garantiu que o mesmo material será canalizado aos legítimos destinatários. (Júlio Assane)

set 01 2020

RENAMO EXALTA FIGURA DE VASCO NOVAELA CHARAMADANE

Realizou-se na última terça-feira (01.09) na cidade de Nampula o funeral do Antigo deputado da RENAMO na Assembleia da República de Moçambique, Vasco Novaela Charamadane. Charamadane aderiu ao partido RENAMO ainda jovem em 1983 e, nas primeiras eleições multipartidárias de 1994, foi eleito como deputado da Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Nampula, onde devido o seu empenho na casa do povo naquele ano foi eleito pela segunda vez como deputado, 1999. A despedida com o corpo presente do malogrado contou com a presença do presidente da Resistência Nacional de Moçambique – (RENAMO) Ossufo Momade, o qual exaltou a figura de Vasco Novaela Charamadane, devido ao seu contributo no crescimento do partido durante a sua permanência enquanto membro. Ossufo Momade explicou que devido o seu empenho na Assembleia da República, Vasco Charamadane foi eleito chefe provincial dos assuntos religiosos e membro da comissão politica provincial e membro da comissão nacional. Ossufo Momade explicou que o desaparecimento físico do ex-deputado da assembleia da republica deixa um vazio na família e no partido, pelo facto dele ter mostrado um bom exemplo para o crescimento do partido RENAMO. “A morte é a única certeza de que todos temos, mas quando ela aparece, nos colhe sempre de surpresa” – avançou Ossufo Momade. Aquele dirigente explicou que Charamadane morre num momento em que o partido precisa dos seus conselhos para o crescimento da RENAMO. Vasco Novaela Charamadane morreu no dia 31.08 no Hospital Central de Nampula com 76 anos de idade e deixa uma viúva e quatro filhos. (Júlio Assane)

ago 31 2020

UNIDADE DOS CRISTÃOS – UMA APOSTA DE LONGA DATA

UNIDADE DOS CRISTÃOS – UMA APOSTA DE LONGA DATA Por Pe Massimo Robol O Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos realiza-se anualmente entre 18 e 25 de Janeiro, e é celebrado mundialmente desde 1908. “Eles nos demonstraram uma benevolência fora do comum” é o tema da edição deste ano, uma frase do livro dos Atos dos Apóstolos (28,2). O material para as celebrações, reflexão e oração desta semana especial foi preparado pelas Igrejas cristãs da Ilha de Malta. Em 10 de Fevereiro, muitos cristãos em Malta celebram a festa do naufrágio de São Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nessa ilha. A leitura dos Atos dos Apóstolos (27,18.28,10) usada na festa é o texto escolhido para a Semana de Oração deste ano. Cristo chama todos os seus discípulos à unidade: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Os cristãos enfrentam um grande desafio: fazer todo o possível, com a ajuda de Deus, para abater muros de divisão e desconfiança, superar obstáculos e preconceitos que impedem a proclamação do Evangelho a todos os homens e mulheres do nosso tempo. Todos os anos, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é uma oportunidade de ver se avança e de que maneira o processo de aproximação entre as Igrejas em direcção à comunhão plena e visível. A unidade dos cristãos será alcançada algum dia? E como vai ser? Essas são perguntas difíceis de responder, assim como é impossível prever como essa recomposição das diferenças será realizada. Sabemos que o Espírito Santo decidirá tempos e formas de unidade, entretanto os cristãos são solicitados a rezar e se comprometer para favorecer a sua acção. O tema proposto pela semana de oração deste ano sublinha o valor da hospitalidade. Esta é uma virtude muito necessária na nossa procura da unidade cristã. É uma prática que nos leva a uma maior generosidade para os necessitados. As pessoas que mostraram benevolência fora do comum a Paulo e seus companheiros não conheciam ainda Cristo, mas mesmo assim é através da sua benevolência fora do comum que um povo dividido acaba por ficar unido. A nossa própria unidade cristã será descoberta não apenas mostrando hospitalidade de uns para os outros, embora isso seja muito importante, mas também através de encontros amigáveis com aqueles que não partilham a nossa língua, cultura ou fé. Em tais viagens tempestuosas e encontros casuais, a vontade de Deus para a Igreja e para todas as pessoas será cumprida. Como Paulo proclamará em Roma, a salvação de Deus foi enviada a todos os povos (At 28,28).

ago 31 2020

HISTORIAL DO CENTRO CATEQUÉTICO DE ANCHILO

HISTORIAL DO CENTRO CATEQUÉTICO DE ANCHILO A génese O Centro Catequético “Paulo VI” foi idealizado como uma estrutura polivalente que funcionaria também como Centro Pastoral. A ideia de um Centro Catequético Diocesano datava de meados de 1968, mas só se tornou realidade em Janeiro de 1969, quando na reunião da Conferência Episcopal, realizada no Seminário de S. Pio X em Maputo, foi proposta a criação de três Centros Catequéticos: um no Norte para aquelas que são agora as Dioceses de Nampula, Lichinga e Pemba; outro no Centro para Beira, Quelimane e Tete e outro no Sul para as Dioceses de Inhambane, Xai-Xai e Maputo. Contudo, só na “Semana de Pastoral” realizada em Nampula a finais de Julho e início de Agosto de 1969 é que foi proposta definitivamente a criação de um Centro Catequético e de um Centro Pastoral. A proposta tornou-se realidade a 14 de Setembro do mesmo ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, com o decreto do Bispo da Diocese de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto.Ele idealizava o Centro Catequético como motor de arranque para uma pastoral encarnada no povo e caraterizada pela participação ativa dos leigos. Equipas de gestão do Centro Para a coordenação das várias atividades do Centro, pensou-se numa equipa intercongregacional, com a presença dos Missionários Combonianos, da Sociedade Missionária (Boa Nova), das Irmãs da Apresentação de Maria, das Irmãs Vitorianas, das Irmãs Servas de Nossa Senhora de Fátima e das Irmãs Missionárias Combonianas. Finalidade do Centro O Pe. Graziano Castellari, missionário comboniano, primeiro director do Centro, numa entrevista, recordava que os objectivos do Anchilo constituíram uma autêntica “profecia do futuro”.Ele sublinhava a importância“da formação de leigos que assumissem a responsabilidade do crescimento desta Igreja e descobrissem as formas particulares  e próprias de uma Igreja enraizada na própria cultura e no próprio povo. Naquele momento o Centro Catequético movia-se em três dimensões: catequistas, inculturação, liturgia. Cada uma destas três opções era um grande capítulo… Catequistas como sujeitos próprios de evangelização, e não simples delegados. Estudo da própria cultura e preparação dos novos missionários para amarem e respeitarem esta cultura, como um novo Belém onde Cristo continuava a incarnar-se. Colocar na mão dos cristãos a Palavra e a celebração dominical”. Opção Pastoral Como opção pastoral, foi dada prioridade: à Palavra de Deus traduzida em lingua macua; à catequese com conteúdos atentos aos sinais dos tempos; à reorganização do caminho catecumenal; à caridade; à justiça epaz e à formação na Doutrina Social da Igreja; à liturgia; à organização das pequenas comunidades cristãs; à informação; à pastoral da saúde e à prevenção das doenças; ao diálogo com o Islão e com a religião tradicional; ao ecumenismo; à iniciação tradicional em contexto cristão. O primeiro curso de dois anos para catequistas e suas esposas iniciou em 1970. No mesmo ano, foi fundado, no Centro Catequético do Anchilo, o Centro de Adaptação Missionária. O objectivo era preparar os missionários para o trabalho pastoral, através do estudo da língua, história, crenças religiosas, usos e costumes do povo macua, da história do país e da Igreja moçambicana, e das linhas da pastoral diocesana. Obras de construção A 3 de Janeiro de 1971, fez-se o lançamento da primeira pedra do bairro dos catequistas. O projecto previa a construção de 40 casas. A Revista Vida Nova Anchilo podia igualmente valer-se de um instrumento privilegiado de formação, informação e difusão das novas diretivas de renovação eclesial: a revista Vida Nova, fundada emMeconta, em 1960, com o nome de Boa Nova, por obra dos Padres da Sociedade Missionária (Boa Nova). Quando foi aberto o Centro Catequético no Anchilo, a revista passou a ser alí editada, com o atual nomeVida Nova.Em breve tempo tornou-se um importante meio de comunicação para os cristãos. Os assuntos foram desde o princípio temas bíblicos, de catequese, de formação cristã, de liturgia, de promoção da mulher, de justiça e paz, de educação, contando sempre com a participação ativa dos leitores através de cartas e contribuições pessoais enviadas à revista.Ao longo destes 60 anos de actividade, na revista Vida Nova sucederam-se vários directores, os Padres: Graziano Castellari, Cornélio Prandina, Francisco Antonini, Pier Maria Mazzola, António Bonato, João de Deus Martinez González, António Manuel Constantino Bogaio, Tiago Palagi, Victor Hugo Garcia Ulloa. Atualmente, a equipa de redação é composta pelo Pe. António Bonato, missionário comboniano e Pe. Cantífula de Castro, do clero diocesano de Nampula. Importantes colaboradoras foram também as Irmãs Missionárias Combonianas: Pina Scanziani, Daniela Maccari e Marcela Moncayo. Posteriormente, colaboraram na revista as Irmãs de Nossa Senhora da Paz e Misericórdia: Deolinda Maria Edmundo Pires,Aida Gonçalves do Rosário e Natália José Toqueleque. Lembramos também a figura do Ir. Edgar Costa Marques, dos Missionários da Boa Nova, pelo incansável trabalho de impressão da Vida Nova. Juntamente com a revista, conquistaram também grande importância as edições do mesmo Centro. Foram imprimidos em língua macua textos sagrados e devocionais, catecismos e documentos da Igreja e subsídios para os vários ministérios das comunidades cristãs. Principal organizador destas traduções foi o Pe. Gino Centis, coadjuvado por alguns colaboradores, entre os quais os Padres Ambrogio Reggiori, Cornélio Prandina, Pier Maria Mazzola e o Sr. Daniel Sitora, que merece um agradecimento particular, pela sua dedicação e fidelidade ao serviço do Centro. Entretanto, nasceu tambémo Centro de Saúde do Anchilo, para responder às necessidades de assistência sanitária das famílias dos catequistas em formação. Em seguida, esta assistência estendeu-se também às populações vizinhas. O Centro de Saúde contou desde o princípio com a presença das Irmãs Missionárias Combonianas, entre as quais merecem um particular agradecimento as Irmãs Giulia Costa, Maria Pedron, Laura Malnati e Gabriella Visentin, que garantiram um apóio solícito e constante à população local. Pessoal missionário que serviu o Centro O Centro Catequético tornou-se um ponto de referência para a pastoral da Diocese, graças à presença e ao trabalho incansável de muitos missionários, missionárias e leigos comprometidos que colaboraram nas várias actividades e âmbitos de trabalho próprios desta realidade diocesana. No que diz resepito ao Centro Catequético, desde 1969 até 1975 estiveram presentes os Padres da Sociedade

ago 31 2020

CENTRO CATEQUÉTICO PAULO VI DE ANCHILO

ENCERRAMENTO DO JUBILEU DE 50 ANOS SEM DATA Por Kant de Voronha A paralisação das actividades motivada pelas sucessivas prorrogações do Estado de Emergência em Moçambique, influenciou negativamente na vida do Centro Catequético de Anchilo. A informação foi dada pelo Director daquele Centro pastoral que falando, em exclusivo, a nossa equipa de redacção, não esconde sua preocupação pelo facto de não ter havido cursos nem outros encontros durante 5 meses deste ano. “Isso prejudicou a presença de grupos assim como a própria auto-sustentabilidade da estrutura. De facto, o Centro cobre uma parte das despesas ordinárias através da venda de livros e das diárias dos cursistas”, disse o Pe Massimo Robol. A pandemia do Coronavírus mexe com toda estrutura existencial. Desde Março último (23) vários sectores da sociedade moçambicana viram-se condicionados na sua operacionalização visando mitigar e prevenir a contaminação massiva de COVID-19. O Centro Catequético Paulo VI não ficou alheio a essa realidade. Cinco meses depois de suspender todo programa de actividades, visando a sua retoma gradual, o Director do Centro em alusão, Pe Massimo Robol, salientou que por enquanto a prioridade vai para pedidos específicos de alguns grupos, aguardando a retoma das celebrações nas paróquias da Arquidiocese de Nampula. Pe Massimo Robol, Director “Neste momento, o Centro está a promover alguns encontros de capacitação e formação, limitando a actividade a alguns pedidos específicos da Caritas de Nacala e da CIRMO de Nampula. Acerca da programação para cursos de formação dos agentes de pastoral, o Centro está a espera que as paróquias retomem a sua actividade ordinária, e que as comissões arquidiocesanas organizem os seus encontros de formação também”. Em Outubro de 2019, o Centro celebrou a abertura do Jubileu dos 50 anos da sua fundação (1969). Porém, o seu encerramento que estava agendado para o dia 13 de Setembro de 2020 fica condicionado “à situação de incerteza que estamos a viver neste tempo da COVID-19. O Jubileu sofreu as limitações impostas pelo Estado de Emergência, assim que não foi possível dar a devida importância ao evento”, explicou Pe Massimo. Mas, porque “não é proibido sonhar”, foi enviado um inquérito a todas as paróquias e comunidades religiosas da Arquidiocese de Nampula com objectivo de colher sensibilidades e propostas sobre uma possível requalificação do Centro em função das prioridades indicadas por todos. Com efeito, a nossa fonte reconhece que “É necessário saber responder a este tempo de mudança com responsabilidade e competência, adequando o serviço às exigências do momento actual”. Como casa de todos, o Centro Catequético “está sempre disponível para acolher grupos ou comissões que queiram oferecer momentos de formação, para aprofundar aspetos da vida social e religiosa dos cristãos da Arquidiocese. O importante é saber aproveitar bem deste espaço, como lugar de encontro, de partilha de experiências pastorais, como laboratório para produzir material de informação e formação para que todos possam viver bem o dom da fé que receberam e são chamados a transmitir. Nisso, é necessário que todos se sintam responsáveis e protagonistas na vivência e na sustentabilidade do Centro, património da história e da tradição cristã da nossa Igreja local” apelou o Pe Massimo. Refira-se que o Centro Catequético “Paulo VI” foi idealizado como uma estrutura polivalente que funcionaria também como Centro Pastoral. A ideia de um Centro Catequético Diocesano datava de meados de 1968, mas só se tornou realidade em Janeiro de 1969, quando na reunião da Conferência Episcopal, realizada no Seminário de S. Pio X em Maputo, foi proposta a criação de três Centros Catequéticos: um no Norte para aquelas que são agora as Dioceses de Nampula, Lichinga e Pemba; outro no Centro para Beira, Quelimane e Tete e outro no Sul para as Dioceses de Inhambane, Xai-Xai e Maputo. Contudo, só na “Semana de Pastoral” realizada em Nampula em finais de Julho e início de Agosto de 1969 é que foi proposta definitivamente a criação de um Centro Catequético e de um Centro Pastoral inaugurado em 14 de Setembro do mesmo ano.

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