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Archive for vidanova

out 07 2020

O Desemprego em Moçambique hoje

Por Isac Velica Maio é o mês dos trabalhadores. Para acompanhar as comemorações atinentes a essa efeméride trazemos para si o contexto actual do desemprego em Moçambique. O nível de desemprego actual A sociedade moçambicana é banhada por chuvas torrenciais de lágrimas de gente que, dia e noite, gasta assuas energias à procura de emprego,porque o desemprego em Moçambique, hoje, é uma realidade e um problema bastante sério. De acordo com o IV Censo de 2017, Moçambique tem uma população de cerca de 28.861.863 habitantes, sendo que 15.061.006 são mulheres, representando 52%, e 13.800.857 homens, correspondentes a 48%. Deste universo, a Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), em 2019, atesta que o índice do desemprego no nosso país é bastante alto, situando-se em cerca de 24% e atingindo principalmente a camada juvenil. No entanto, a dificuldade de acesso ao emprego formal não é motivada apenas pelas exigências do mercado (como fraca qualificação, empregos limitados), mas também pela falta de transparência no processo de absorção da força de trabalho (corrupção: contratos via familiares ou amigos, exigência de pelo menos cinco anos de experiência, língua inglesa, etc). Políticas públicas de Moçambique O facto curioso é que o emprego é uma palavra chave nas políticas públicas de Moçambique. Como se pode constatar, um dos objectivos da Política de emprego em Moçambique consiste na promoção da criação de emprego contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país e bem-estar dos moçambicanos . Além disso, o Plano Quinquenal do Governo 2015-2019 enfatiza a prioridade de criar emprego como caminho para redução da pobreza . Outrossim, o primeiro número do artigo 122 da CRM reza que “o trabalho é a força motriz do desenvolvimento e é dignificado e protegido”. Ora, na realidade, vê-se que o emprego é uma palavra frequentemente usada para justificar políticas, estratégias e defender projectos de investimento e quaisquer que sejam as decisões; os mecanismos de criação de emprego decente, mais produtivo e que promove o desenvolvimento da sociedade e das pessoas, permanecem não descutidos. Consequências do desemprego Desta maneira, a falta de emprego propicia o aumento de criminalidade, o consumo de álcool e drogas, o aumento de marginalidade, a prostituição e os casamentos prematuros . Estudos feitoscomprovam também que o desemprego aumenta osproblemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador; impulsiona a radicalização política, tanto à direita como à esquerda, bem como a desorganização familiar e social; faz aumentar os divórcios, etc . O que fazer? Portanto, como via de minimização dessa praga, é preciso que haja incentivo ao investimento privado, implementação de políticas fiscais e monetárias adequadas, aumento das despesas públicas, flexibilização do mercado de trabalho, trabalho compartilhado, treinamento e requalificação de recursos humanos, além de outras possibilidades.   BOX A cultura do trabalho “O camponês é preguiçoso, o produtor tradicional é sinal de subsistência e favorece uma mentalidadede dependência!”, são estas algumas falsas afirmações que geralmenteindicam que os trabalhadores agrícolas moçambicanos, e africanos em geral, não têm uma cultura do trabalho. Mas isto não é  teoricamente defensível em termos de ciências sociais. Todos têm uma cultura do trabalho; ou seja, a maneira como as pessoas trabalham reflecte as normas e as representações culturais relativamente ao trabalho. Quando se afirma que os camponeses moçambicanos não têm uma cultura do trabalho, usa-se geralmente a expressão de modo pejorativo e muitas vezes relacionadas com formas de pensar “tradicionais”, mas a proposição cobre um leque ambíguo de significados. Há quem afirme que muitos moçambicanos, particularmente os das zonas rurais, não gostam de trabalho árduo, que são preguiçosos ou indisciplinados no modo como trabalham e que não estão habituados às condições do trabalho assalariado. Se têm emprego, chegam tarde, quando chegam, e saem cedo. Como tem sido observado por críticos, a proposição de que “os africanos não têm uma cultura do trabalho” é uma reminiscência de velhos estereótipos amplamente utilizados no mundo colonial, e não apenas em Moçambique, para explicar conflitos de trabalho nas plantações. A ausência de uma cultura do trabalho continua, de facto, a ser usada para explicar conflitos laborais actuais. (Bridget O’Laughlin, IESE 2017)

out 07 2020

ESTA TERRA PERTENCE AO POVO

Moçambique é uma terra abençoada. Actualmente cresce a onda de descobertas e redescobertas de recursos minerais em diversas províncias. Na bacía do Rovuma, por exemplo, enormes reservas de gás e ouro subjazem no solo. Mas quem se beneficia destas riquezas naturais? Será a maioria da população? Quem do povo simples (os eternos excluídos) sabe das quantidades e volumes desses jazigos naturais? O máximo que pode acontecer é beneficiar de reassentamento para viver em casotas cheias de rachas e muito calor. Empresas de grande vulto fazemos seus investimentos na corrida ao carvão, areias pesadas, pedras preciosas, ouro, diamantes, gás, madeira e pescado de primeira qualidade e ocupação de terras férteis para a prática da agricultura. Ora, os milhares de milhões de dólares que as empresas investem porque não podem beneficiar o povo? Não seria um meio que lhe permitiria sair da miséria? Para onde vai esse dinheiro? Numa ocasião, li um texto que dizia: “É arriscado criticar a hierarquia de um país que desde a independência é governado de forma autoritária”. E quando se ousa “tossir um pouco”. uma bala é destinada para calar eternamente o autor da “tosse”. Não é o caso de dizer que somos “os condenados da terra” de Frantz Fanon. Os Bispos de Moçambique em 2017 escreveram: “A terra em Moçambique está em agonia profunda! De todos os países africanos, o nosso país é um dos mais cobiçados pelas empresas e países estrangeiros nestes últimos anos. Em todas as províncias do país estão a surgir conflitos por causa da terra. Não devemos aceitar um modelo de desenvolvimento que privilegia o lucro individual em detrimento da dignidade do ser humano e dos direitos das comunidades. Não devemos aceitar uma sociedade cuja economia está centrada na idolatria do dinheiro. Assim, cuidemos das relações com os nossos irmãos e com toda a criação” (Carta Pastoral). Nós somos os abençoados da terra. Sim! Deus cumulou a nossa terra de muitas riquezas. Mas cabe a nós criar mecanismos de distribuição equitativa dos recursos existentes. Neste mês dedicado aos trabalhadores de diversas espécies e categorias é preciso tomar consciência de quantos desvalorizados, mesmo com profundo suor que vem do seu trabalho, dos marginalizados, dos garimpeiros que morrem soterrados nas minas de Moçambique, dos empregados domésticos, e de tantos outros trabalhadores que ao romper do sol se predispõem à labuta, mas para receberemoseu salário é preciso tocar latas até rebentar as mãos, vertendo sangue escuro. Ao celebrar o mês dos trabalhadores devemos recordar alguns pecados no trabalho: Inveja, intolerância, ganância, preguiça, soberba, gula, impaciência, insatisfação, etc. Por vezes, essas doenças ofuscam a capacidade de reconhecer as qualidades e competências do outro. Se a terra é nossa, lutemos para que juntos possamos construir um país de que temos direito de nos orgulharmos. Por Kant de Voronha

out 07 2020

A Dignidade da pessoa humana

A dignidade da pessoa humana é um conjunto de princípios e valores que têm a função de garantir que cada cidadão tenha os seus direitos respeitados pelo Estado. O principal objectivo é garantir o bem-estar de todos os cidadãos. O princípio está ligado a direitos e deveres e envolve as condições necessárias para que uma pessoa tenha uma vida digna, com respeito a esses direitos e deveres. Também se relaciona com os valores morais porque tem por objectivo garantir que o cidadão seja respeitado em suas questões e valores pessoais. A dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais Muitos direitos básicos do cidadão (direitos fundamentais) estão relacionados como princípio da dignidade da pessoa humana, principalmente osindividuais e colectivos e os direitos sociais. O respeito aos direitos fundamentais é essencial para garantir a existência da dignidade. E é justamente por esse motivo que a dignidade da pessoa humana é reconhecida como fundamental pela Constituição da República de Moçambique.Os Artigos 35; 36 e 44 (CR) atestam isso de forma conjunta. Osdireitos individuais e colectivossão os direitos básicos que garantem a igualdade a todos os cidadãos. Os mais importantes são:direito à vida,direito à segurança,igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres,liberdade de manifestação do pensamento,liberdade de crença em sua religião; protecção da intimidade, liberdade para o trabalho, liberdade de locomoção e liberdade de exercer actividades artísticas ou intelectuais. Já osdireitos sociaissão os direitos relacionados com o bem-estar do cidadão. Alguns exemplos:direito à educação e ao trabalho,garantia de acesso à saúde, transporte, moradia, segurança, previdência social,protecção às crianças, à maternidade e aos mais necessitados.   A dignidade da pessoa humana e o Estado Democrático de Direito A dignidade da pessoa humana é um princípio do Estado Democrático de Direito, que é o Estado que respeita e garante os direitos humanos e os direitos fundamentais dos seus cidadãos. Assim, ela pode ser entendida como um princípio que coloca limites às acções do Estado. Dessa forma, a dignidade da pessoa humana deve ser usada para basear decisões tomadas pelo Estado, sempre considerando os interesses e o bem-estar dos cidadãos. Isso significa que, além de garantir às pessoas o exercício dos seus direitos fundamentais, o Estado também deve agir com cuidado suficiente para que esses direitos não sejam desrespeitados. É uma obrigação do Estado, através do governo, tomar medidas para garantir osdireitos e obem-estar dos cidadãos. Da mesma maneira, também é tarefa do Estado cuidar que osdireitos fundamentais não sejam violados.

out 07 2020

EU SOU UM NEGRO MUITO CARO

Por Kant de Voronha Em muitas ocasiões, famílias há que se dizem civilizadas e, portanto, portadoras da cultura do outro continente estrangeiro. Esse tipo de pessoas não se identifica nem tão pouco com a cultura dos seus pais e antepassados. Vivem como se fossem oriundas de Portugal ou Espanha ou Brasil. Tudo quanto as caracteriza é a cultura doutro mundo. Única coisa que estimam é a cultura da Televisão. Lembra-me, igualmente, aquilo que um senhor disse emcerta altura ao afirmar que: “Existe a civilização de não saber nem querer falar a língua Emakhuwa. Um fenómeno estranho verifica-se entre alguns membros que são mas não querem identificar-se como pertencentes à etnia Makhuwa: não sabem falar a língua; e isso chamam de “civilização”; repreendem os seus filhos se os apanham a falar essa língua; expulsam empregados que se atrevem a falar Emakhuwa no recinto da casa. Será Auto negação?” Ao ler esta afirmação que é verdadeira, caiu-me um oceano de lágrimas escorregando sobre o meu rosto macio. Parecia ter visto uma legião de fantasmas rodeando a minha presença. Chorei porque conheço inúmeras pessoas que realmente pensam ser civilizadas. São pessoas que nos envergonham porque elas próprias se envergonham da nossa cultura. Nasceram cá, no meio duma floresta e cresceram no clima ambiental de muitos de nós. Mas porque leram um pouco, tentam esquecer não só a sua cultura, como também os seus pais e familiares. É uma autêntica vergonha cultural. São pessoas que vivem sem identidade, carregadas de falsidade porque vivem de aparências. Tudo quanto fazem é aparentar-se com aparência, mas o coração está vazio, desprovido daquilo que lhe é essencial. Talvez esqueceram que “as aparências enganam”. Na verdade, há muitas pessoas que não falam a língua materna; proíbem seus filhos de aprender e falar a língua local com seus amigos e fingem de viver como estrangeiros. Enganam-se a si próprios e enganam a quantos acreditam em suas mentiras. Vivamos como nós e sejamos protagonistas da nossa cultura. Pois, aqueles de quem queremos imitar a língua e a cultura, torcem por manter a hegemonia da sua própria cultura e língua maternas. Não adianta tentar viver como não natural de cá enquanto o seu berço é negro e a sua cultura makhuwa ou maconde ou Sena ou ainda Nyungwe, Ndau, machangana, etc. Identifiquemo-nos connosco mesmos e uma verdadeira pessoa não se envergonha de ser o que é. Aliás, o desconhecimento da língua remete-nos à ignorância da sua cultura. Por isso mesmo, a língua é uma das manifestações culturais que fundamentam a identidade de um povo. É também um dos elementos essenciais na construção da subjectividade, possibilitando o elo das novas gerações com a herança cultural da comunidade a que pertencem.A oralidade, em especial, é a manifestação da língua viva e, como tal, é dinâmica, variando de acordo com o uso que fazem dela. Assim, é pela oralidade que a identidade de um povo se mostra com mais força, revelando a diversidade, os conflitos, as tendências presentes em sua sociedade. Tal como acontece em muitas famílias que vivem nas cidades, o casal de Malaquias Omar e Josina Mussa tem 3 filhos. Malaquias nasceu em Morrumbala e Josina teve a sorte de nascer na cidade de Maputo. Por ironia do destino, este casal fixou a sua residência na cidade de Nampula onde trabalham para combater a fome e ganhar o pão de cada dia. Juju, Fifi e Fufa (a tripla desse casal) não sabem outra língua moçambicana senão a língua de Camões (Português). Juju tem 25 anos. Depois de terminar a Faculdade teve a oportunidade de trabalhar como técnico agrónomo no distrito de Lalaua. Outra chance não havia senão falar com os camponeses em Emakhuwa que ele não sabia. Um mês depois, tentando enganar que sabia morder algumas palavras de makhuwa, voltou para dar relatório a seus pais com desejo ardente de abandonar o serviço. Assim que chegou a casa de seus pais disse: “Vocês são culpados. Se me tivessem ensinado ou se me deixassem aprender emakhuwa hoje não estaria a passar por esta vergonha. Estou quase para ser despedido no serviço porque não consigo comunicar-me com os camponeses”. Carregado de lágrimas nos olhos, Malaquias soluçou algumas palavras em jeito de resposta: “Filho, eu sou um negro muito caro. Já estou civilizado. Isso de falar língua local é rebaixar-se”. É assim como muitos moçambicanos se inferiorizam negando as suas origens culturais. E também é dessa mesma forma que alguns jovens perdem oportunidades de trabalho por falta de domínio da língua materna. Será o seu caso? E mais não disse!

out 06 2020

Visão Mundial implementa projecto “juntos educando a criança”

Cerca de 25 (vinte e cinco) milhões de meticais é o valor que será usado pela Visão Mundial na província de Nampula para a materialização do projecto “Juntos educando a criança” terceira fase. O Projecto “Juntos Educando a Criança” está ser implementado nos distritos de Muecate e Nacaroa em Nampula e, prevê-se abranger um total de 50 mil crianças dos dois distritos ate o termino do projecto. Na segunda fase do projecto que terminou no mês de Setembro último, estava orçado em 50 milhões de meticais e o mesmo tem como objectivo de melhorar a qualidade de aprendizagem de crianças em idade escolar e as boas práticas de saúde, higiene e nutrição. Até Setembro último, o projecto já construiu várias infra-estruturas escolares como 29 escolas, 435 blocos de latrinas melhoradas, 160 cozinhas e armazéns escolares e 57 novos furos de água para além de fornecimento de 45,671,038 refeições para alunos e professores, apoio ao sector de saúde na desparasitação e distribuição de vitaminas para 71,258 alunos, apoio a 90 grupos de pequenos agricultores em técnicas melhoradas de produção e fornecimento de insumos, capacitação de 1.322 professores e 245 Directores das Escolas em abordagens pedagógicas. O governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, explicou que as actividades realizadas pelo projecto “juntos educando crianças”, teve um grande impacto na construção de infra-estruturas escolares e no fornecimento de refeições e de material didáctico aos alunos das classes iniciais. Manuel Rodrigues disse que o projecto depois do seu término nos próximos anos, não deve morrer como tal, com tudo, as organizações envolvidas devem continuar a trabalhar junto do governo para a contínua materializarão do projecto dentro das escolas e comunidades desta parcela do país. O Director interino da Visão Mundial, Manuel Januário, explicou que durante a segunda fase do projecto juntos educando a criança, o sector que dirige já ajudou varias escolas dos distritos de Nacaroa e Muecate na construção de varias infra-estruturas e entregue diversas materiais didácticos aos alunos de ensino inicial dos distritos onde o projecto está a ser materializado. (Júlio Assane)

out 01 2020

Cerca de três mil famílias vão beneficiar da corrente eléctrica em Niarro

Mais de três mil habitantes residentes no posto administrativo de Napipine localidade de Niarro na cidade de Nampula vão dentro de trinta dias beneficiar-se de um PT para o abastecimento da corrente eléctrica. A obra da expansão da corrente eléctrica para a localidade de Niarro, posto administrativo de Napipine,terá 600 metros de rede de média tensão e está orçada em 5 milhões e duzentos mil meticais. Numa primeira fase serão beneficiados um total de 300 consumidores e a previsão será de abastecer um total de 1000 casas. O governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, explicou que o abastecimento de energia para aquela zona residencial é o cumprimento da promessa feita pelo seu governo em trazer a energia para Niarro, localidade que há dez 10 anos atrás aquela comunidade tanto chorou para ter energia. Manuel Rodrigues disse que o governo de Moçambique reconhece que a energia eléctrica é o motor para o contínuo desenvolvimento da actividade económicas no país e em particular nos distritos e localidades da província económica da região norte de Moçambique. “Com a energia que será montada nesta zona residencial, vai melhorar as condições de vida dos moradores e, combater a pobreza no seio da comunidade de Niarro” sublinhou o governador de Nampula. A fonte prometeu que o seu executivo vai continuar a fornecer a energia eléctrica para mais localidades dos distritos de Nampula. Manuel Rodrigues exortou a comunidade de Niarro, para quando chegar a corrente eléctrica naquele bairro, todos sejam vigilantes para evitar a vandalização da rede, porque segundo suas palavras, existem pessoas que não gostam ver os outros a desenvolver. (Júlio Assane)

set 29 2020

Aumentam casos de mordedura canina em Nampula e Nacala

O governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, mostra-se preocupado com o aumento de casos de mordedura canina que está a ser registada na província económica da região Norte do país. Só nos primeiros seis meses deste ano em Nampula foram registados cerca de 1480 casos de pessoas mordidas por cães. Por conta disso, o governador da província de Nampula procedeu ontem (28/9) o lançamento da campanha de vacinação de cães, com a qual se pretende vacinar um total de 60 mil cães só na província de Nampula. A campanha de vacinação contra a raiva lançada ontem pelo governador de Nampula tem em vista a mobilização de recursos e aplicação de conhecimentos para melhor prevenção e controlo, com a finalidade última de eliminar a transmissão da raiva canina ao Homem. A dada que é celebrada anualmente, tem por objectivo consciencializar as pessoas de todo o mundo, sobre o impacto dramático da doença, pelas mortes que causa ao nível das comunidades e principalmente nas crianças. Para este ano, o dia foi celebrado com o lema “acabe com a raiva, colabore, vacine”. O governador da província de Nampula explicou que os números de mordedura canina a nível mundial é preocupante, porque segundo suas palavras, cerca de 59 mil pessoas morreram de mordedura canina em todo o mundo, e destes números, cerca de 95 por cento das mortes registadas ocorreram em África e Ásia cujas principais vítimas têm sido crianças. “No nosso país cerca de 100 pessoas por ano morrem por mordedura canina” – sublinhou Manuel Rodrigues. Deolandeu de Azevedo chefe provincial de pecuária explicou que os distritos que apresentam maiores índices de mordedura canina em Nampula, são os de Nampula e Nacala, pelo facto destes distritos terem um número elevado de cães vadios ou seja sem dono. A fonte disse que para reduzir o número elevado de mordedura canina em Nampula, a direção provincial de agricultura em parceria com o Conselho autárquico estão a levar a cabo a campanha de captura de cães sem dono e a sua respectiva conservação. (Júlio Assane)

set 29 2020

No próximo ano Governo de Nampula espera produzir 85.1 mil milhões de meticais

O governo da província de Nampula prevê uma produção global de 85.1 mil milhões de meticais para o próximo ano económico. A informação foi tornada pública hoje (29.09) pelo governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, durante a realização da II Sessão Extraordinária alargada aos Administradores Distritais, que teve como ponto, a apreciação do plano económico e social do ano de 2021 e do seu respectivo orçamento. Manuel Rodrigues contou que com a produção global orçada em 85.1 mil milhões de meticais, a província terá um crescimento de 6 por cento. A fonte afiançou-nos que para o ano de 2021, o governo irá realizar actividades que vão aumentar o nível de produção e de produtividade agrícola e fomento pecuário nos distritos de Erate, Mecubúri, Nacaroa, Muecate e Rapale, na distribuição de 100 gados bovinos divididos em vinte (20) para cada distrito. No mesmo período em alusão, aquele dirigente referiu que o seu executivo vai realizar igualmente a construção de 130 fontes de água para toda extensão da província de Nampula e, construir 15 pequenos sistemas de abastecimento de água que poderão elevar a cobertura de abastecimento de água para o próximo ano em 15.4 por cento. “A província de Nampula dispõe de uma quantidade extensa de terras aráveis para a realização da actividade agrícola. Por isso a necessidade do governo investir cada vez mais no crescimento da agricultura na província de Nampula”, sublinhou Manuel Rodrigues. (Júlio Assane)

set 28 2020

EM ANCHILO-DISTRITO DE NAMPULA

Acidente de viação mata quatro pessoas Quatro pessoas morreram carbonizadas e 16 ficaram feridas na noite do último domingo (27.08) no posto administrativo de Anchilo distrito de Nampula, em consequência de um acidente de viação entre duas viaturas. Envolveram-se no acidente, ocorrido por volta das 21horas, uma viatura ligeira e outra pesada que carregava inertes. Segundo os dados divulgado pela responsável dos serviços do banco de socorros, Dalva Khosa, até neste momento os corpos não foram identificados pelos seus familiares devido o estado avançado de carbonização. A fonte contou que dos 16 feridos do acidente que envolveu uma viatura ligeira e uma pesada somente 11 estão internados para serem assistidos durante esta semana. Para além dos quatro corpos não identificados, Dalva Khosa disse que o hospital registou durante o final de semana a entrada de seis mortos de um acidente de viação ocorrido no Distrito de Angoche, onde foi apontado o excesso de velocidade como a causa do sinistro Haua Sufane uma das sobreviventes do acidente ocorrido no distrito de Angoche declarou que quando o carro rebentou os pneus de frente e atrás foi cuspida para fora da viatura e, na ocasião, uma das suas sobrinhas que vinha junto com ela perdeu um braço. Num outro desenvolvimento, aquela fonte exortou aos condutores para evitar o excesso de velocidade como forma de escapar casos de género. (Júlio Assane)

set 23 2020

POR CONSUMO EXCESSIVO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Cidadão de 34 anos morre no bairro de Muhala Expansão Um cidadão que responde pelo nome de Jamal Patricio, de 34 anos de idade, foi encontrado morto na manhã de hoje (23.09) no bairro de Muhala Expansão na cidade de Nampula. O cidadão em alusão era consumidor assíduo de bebidas alcoólicas e poucas vezes conseguia ter refeições principais das são recomendadas a cada cidadão por dia. O irmão do malogrado que responde pelo nome de Alfredo Jamal explicou a nossa reportagem que, a família recebeu a notícia logo nas primeiras horas de hoje através de vizinhos e amigos que ali se faziam passar para os seus locais de trabalho. Alfredo disse que o seu irmão não sofria de nenhuma doença e não era ladrão, mas ele tinha o vicio de beber constantemente e que não lhe dava tempo de comer e nem de tomar banho para o bem estar da sua saúde. “Fisicamente ele tinha alguns defeitos que foram provocados pela bebida” sublinhou o nosso entrevistado, quem acrescentou que, todo o corpo dele estava inchado e com aparências de ter anemia devido o consumo excessivo da bebidas alcoólicas. Ricardo Niyapi chefe da unidade comunal, Paulo Samuel Khomkhomba, disse que o cidadão Jamal antes de morrer apresentava algumas aparências de estar ainda em vida, mas por causa de não querer comer morreu. “A vida do malogrado era só consumir bebida alcoólica todo o santo dia” sublinhou o chefe do Quarteirão. Refira-se que este é o segundo caso a ser registado neste ano naquele bairro. Abudo Rosário, chefe do Posto de Namwatto A falou que depois de ter tomado conhecimento da morte do cidadão reuniu a sua equipa para aguardar o corpo até a chegada da equipa do SERNIC para a sua remoção. Alguns moradores entrevistados pela nossa reportagem, disseram que o cidadão não apresentava sinais de agressão, e a sua morte torna-se a ser uma lição de vida para os consumidores que ainda estão vivos de modo a se prevenirem. (Júlio Assane)

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