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Archive for vidanova

ago 11 2020

Emprego em Nampula

FALTA DE EMPREGO PREOCUPA O.T.M SINDICA CENTRAL A Organização dos Trabalhadores de Moçambique em Nampula está preocupado com o aumento do desemprego neste tempo da COVID-19. A preocupação foi manifestada pelo secretário provincial da OTM Central Sindical, Silvério Celestino, que referiu que no inicio do estado de emergência muitas empresas sentiram-se obrigadas a reduzir os seus trabalhadores e suspender os contratos até o fim da pandemia, Silvério Celestino explicou que a redução de trabalhadores domésticos e doutros de diferentes empresas radicadas nesta cidade contribui para que muitos jovens se envolvam em actos criminais. “Muitas empresas estão a despedir trabalhadores de forma clandestina sem, no entanto, respeitar e cumprir o decreto presidencial”- apontou Silvério Celestino acrescentando que desde o início do estado de emergência no país, apenas uma empresa suspendeu os seus trabalhadores com o conhecimento do sindicato da área. Silvério Celestino declarou que, neste momento, a província conta com mais de 45 trabalhadores suspensos e sem salários e ainda oito empresas que pediram a suspensão de pagamento do INSS alegando a falta de fundos neste tempo de coronavírus. A O.T.M central sindical está a monitorar as empresas de modo que estas cumpram a lei de trabalho que diz que em tempo de quarentena o trabalhador tem o direito de salário até onde a empresa conseguir. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Moradores de Mutauanha

EXIGEM A REPOSIÇÃO DE LUZ PÚBLICA Os Moradores do Bairro de Mutauanha, posto administrativo de  Muatala,       na cidade de     Nampula  exigem a EDM-Electricidade de  Moçambique, em Nampula     a reposição da iluminação pública na    rua Eduardo Mondlane. Esta preocupação surge numa altura em que nos últimos dias aumenta o número de pessoas que sofrem roubo dos seus bens na via pública. Faúsia Raimundo e Aniceto António, residentes daquele bairro contaram que por falta da corrente pública naquela zona residencial várias pessoas sofreram de agressão dos malfeitores neste primeiro semestre do ano. As nossas fontes explicaram que o falecido presidente do Município de Nampula, Mahamudo Amurane, através do projecto de bairros circulares, a EDM disponibilizou a luz pública para aquele bairro, mas em menos de um mês as lâmpadas deixaram de acender. “Já lá vão três anos que vivemos com esse problema sob olhar negligente das pessoas competentes para resolver esse problema “-apontaram aqueles moradores, acrescentando que ligado ao problema de falta da luz pública esta também a fraca actuação dos homens da lei e ordem no processo de patrulhamento nocturno para garantir a ordem e tranquilidade públicas. Os nossos entrevistados acreditam que se a EDM repusesse a iluminação pública no bairro em causa os casos de agressão física durante a noite iriam reduzir. Os nossos entrevistados pediram a electricidade de Moçambique, delegação de Nampula, para que faça a manutenção das lâmpadas que lá foram instaladas que até então não funcionam. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Impacto da guerra em Cabo Delgado

GUERRA PREOCUPA OS PSICÓLOGOS QUANTO AO FUTURO DAS CRIANÇAS A Associação provincial dos psicólogos está preocupada com o impacto psicológico que a guerra em Cabo Delgado está a causar as crianças e várias famílias. Este pronunciamento surge numa altura em que várias crianças da província de Cabo Delgado, dos distritos onde eclodiu o conflito armado, estão acomodados em locais de acolhimento construídos para as famílias que se deslocaram por causa dos ataques terroristas protagonizados pelos insurgentes. O psicólogo Nuno Miguel, explicou que a associação dos psicólogos na província de Nampula realizam campanhas de sensibilização para todas as crianças e famílias vindas de Cabo Delgado, como forma de ajuda-las a reintegrarem-se na vida social sem trauma e stress da guerra. Imagine para uma criança “-observou Nuno Miguel acrescentando que para além de ajudar as crianças e famílias vindas de Cabo Delgado, os psicólogos também vão realizar actividades para aquelas famílias afectadas pelo COVID-19, para que estejam cientes da grandeza da doença e como se podem manter distante do vírus. A fonte explicou que o governo deve criar uma estratégia de como integrar a criança depois do reinicio das aulas, tendo em conta que a mesma, não dispõe de documento comprovativo da classe que frequenta, para que não esteja prejudicada no final do ano lectivo. Nuno Miguel referiu-se igualmente da retracção do investimento no país, devido aos ataques de Cabo Delgado, apelando para o efeito, a união dos moçambicanos para identificar a causa principal desta desestabilização. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Nos próximos cinco anos

NAMPULA VAI CONSTRUIR PELO MENOS DEZ NOVAS UNIDADES SANITÁRIAS O governo da Nampula projecta construir 10 novas unidades sanitárias em seis distritos, nomeadamente, Lalaua, Memba, Rapale, Angoche, Malema e Moma nos próximos cinco anos de governação. Manuel Rodrigues Alberto, governador de Nampula, explicou que durante os cinco anos de governação o seu executivo vai igualmente garantir cerca de 378.300 novos empregos aos sectores público e privado e contratar 685 extencionistas para todos os distritos da província. A fonte assegurou que ira fazer a cobertura das estações meteorológicas automáticas aos distritos passando dos actuais 11 para 16 em Lalaua, Liupo, Mossuril, Erati e Memba, equivalente a uma cobertura de cerca de 66 porcento. Aquele governo apontou a importância do reflorestamento previsto em 70 mil hectares que vai reduzir o nível de vulnerabilidade às calamidades naturais elevando a percentagem de famílias reassentadas em zonas seguras. Feito isto, passará dos actuais 33 por cento para 50 e dotar as comunidades de conhecimento sobre a redução de risco de calamidades naturais em toda a província. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Por medo da COVID-19

MÃES NÃO LEVAM SUAS CRIANÇAS AO CONTROLO DE PESO Algumas mães que falaram a nossa reportagem disseram que por causa de vários testes que são obrigadas a fazer no hospital central e outros centros de saúde temem que a saúde dos seus filhos e delas corram o risco de contrair o novo coronavírus obtendodesta forma em sentar em casa para evitar a contaminação da pandemia. Teresa Castro e Mónica Jacinto são duas residentes do bairro de Mutauanha que de viva voz disseram que reconhecem que é dever delas levar os seus filhos para fazer controlo de peso e receber a suplementação da vitamina A, mas devido as medidas restritivas nos centros de saúde criaram um clima de medo nas gestantes contribuindo dessa forma que continuem nas suas casas. Enquanto isso, a Direção provincial de saúde recomenda as mães a levarem os seus filhos para o controlo de peso, vacinação e suplementação da vitamina A. O Responsável Provincial de Programa de Nutrição, Malverno Sueleque explicou que levar o seu filho ao centro de saúde para fazer o controlo de peso e dar-se a suplementação com vitamina A faz parte dos cuidados primários que ajudam a controlar o nível de desenvolvimento e de crescimento das crianças. A nossa fonte fez saber que todos os funcionários do sector da saúde foram treinados para fazer a desinfeção nas unidades sanitárias e todas as mães antes desaírem de casa são recomendadas a usarem a máscara como forma de reduzir o risco do contágio do novo coronavírus. Malverno Sueleque acrescentou que a recomendação de ir ao hospital não abrange só as mães e seus filhos, mas também a todas as pessoas que quando tiverem algum problema de saúde devem se dirigir ao hospital para fazer controlo da sua saúde. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Criminalidade em Nampula

Cidadão morre espancado em Mutauanha Um cidadão de 25 anos de idade foi morto na noite do último sábado no bairro de Mutauanha, Quarteira 2, unidade comunal 25 de setembro. O individuo que respondia pelo nome de Ferrão Agostinho, foi encontrado morto no quintal de uma família e apresentava sinais de agressão que mostravam que o mesmo foi espancado até a morte. Hilton Albuquerque dono da casa onde foi encontrado o individuo, explicou que, quando era cinco horas de madrugado encontrou o corpo sem vida deitado dentro do seu quintal e sem saber oque fazer, dirigiu-se a casa do secretário para informar o sucedido. “durante a noite ouvimos que os cães latiram muito” -afirmou Hilton Albuquerque, onde explicou, para além dos cães percebemos também que ouve muita movimentação de pessoas, e por consequência disso resultou em um corpo sem vida deitado dentro do meu quintal. Eusébio Gabriel tio do individuo linchado, explicou que o seu sobrinho já esteve preso por muito tempo na penitenciaria regional norte e por conta do surto do coronavírus o mesmo foi solto. Luís António do secretário do bairro de Mutauanha unidade comunal 25 de setembro, Quarteira 2 explicou que o corpo apresentava sinais de agressão que eram recentes e este é o primeiro caso a ser registado de um individuo é linchado naquela zona residencial. (Por Júlio Assane)

ago 03 2020

Campanha de Solidariedade para as vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado

  As vítimas dos ataques terroristas  já vem recebendo apoio da população, das Caritas de Pemba, Nampula e Nacala, do Governo e de várias organizações de ajuda humanitária, mas isto não é suficiente tendo em conta que os desalojados estão a aumentar cada vez mais. Por isso a Igreja Católica tomou iniciativa de lançar uma campanha nacional de solidariedade, devido a gravidade da situação, que exige uma resposta de emergência. Além de mobilizar apoios, o movimento denominado Juntos por Cabo Delgado, visa igualmente harmonizar a solidariedade que tem sido prestada aos deslocados que são consideradas desumanas. As vítimas não param de chegar as zonas seguras e ajuda e insuficiente especialmente comida, e por isso lançamos esta campanha que vai ser coordenada pelas Caritas Diocesana, explicou Dom Luís Fernando Lisboa, o Bispo de Pemba. As vítimas do terrorismo perderam praticamente tudo, e segundo o Bispo, toda ajuda vai estar virada para o mais essencial. As pessoas podem ajudar com comida,  roupa, cobertores, esteiras e lonas, mas quem puder colaborar com dinheiro, também e bem-vindo porque a equipa pode comprar o que for necessário no momento, disse Dom Luís Fernando Lisboa em jeito de apelo. Os ataques terroristas em Cabo Delgado começaram em 2017, e já provocaram mais de 250 mil deslocados. Assista ao video de lançamento da Campanha

jul 30 2020

com o COVID 19 ficamos mais pobres

Uma “saudável” reflexão sobre impacto económico na famílias moçambicanas pelo COVID 19. Porquê-o-Governo-é-rápido-e-flexível-no-apoio-financeiro-às-empresas-mas-lento-e-rígido-na-assistência-às-famílias-pobres

jul 29 2020

REPRESENTAR O POVO OU O PARTIDO?

REPRESENTAR O POVO OU O PARTIDO? Por Deolindo Paua Há uma pergunta a que queremos responder: “O poder político em Moçambique, é representação do povo ou de partidos? De acordo com os estudiosos, em Estados democráticos o poder último reside no povo sem o qual nenhum dirigente pode fazer algo. Ao mesmo tempo, esses estudiosos entendem que apesar do povo ser depositário do poder político, ele, enquanto multiplicidade, ou seja, conjunto de várias pessoas, não pode governar a si mesmo. Seria impossível, no nosso caso, que todos os moçambicanos governassem o País, ou fôssemos conjuntamente presidentes. Porque não podemos nos governar em conjunto, como povo, emprestamos o nosso poder a algumas pessoas competentes e de confiança, às quais recomendamos a tarefa de governar, mas apenas em nosso nome e segundo a nossa vontade soberana, só nas condições em que essas pessoas farão exactamente aquilo que queremos e aquilo que lhes recomendamos que façam. Servir a nação Uma vez que a Constituição da República, ao adoptar a Democracia, como sistema moçambicano de governação, também coloca a soberania nas mãos do povo, então, podemos dizer que é no perfil indicado acima que se devia enquadrar o nosso Estado, não apenas formalmente, mas também na prática. Os dirigentes do nosso Estado são ou deveriam conceber-se a si próprios como servos do povo para resolver os problemas de todos; as leis que são aprovadas pela Assembleia da República deveriam ser sobre aquilo que realmente o povo quer e tornar os deputados realmente a voz do povo; os ministérios, as províncias, os distritos, os municípios deveriam ser dirigidos e governados segundo essa vontade soberana do povo. Prática diferente da teoria Mas não constitui novidade para ninguém que na nossa ainda débil democracia, infelizmente ainda o povo apenas serve para pagar impostos e votar! Acontece muitas vezes que, depois do acto de votação, o seu poder não é mais representado e nem a sua voz ouvida. Na presidência da República é notório um serviço mais ao partido do que ao povo; na Assembleia da República não são poucas as leis que foram aprovadas não no espírito do bem comum, mas no espírito das vontades partidárias. Aliás, as discussões entre as bancadas durante os debates dos deputados raramente são sobre se a lei vai ou não beneficiar o povo, mas parece ser sobre o que os grupos partidários ganham com essas leis. Nos Municípios ainda assistimos a comandos partidários sobre os órgãos eleitos localmente e não um comando popular. Ainda é difícil falar de descentralização nos municípios porque o poder destes ainda contínua amarrado às vontades partidárias. Estado em serviço ao cidadão Se queremos um desenvolvimento justo, inclusivo que nos torne todos filhos da mesma pátria e com os mesmos direitos, é chegada a hora de mudarmos as coisas e colocarmos o Estado ao serviço dos direitos de todos. Um País onde uns estão condenados apenas a cumprir deveres e outros apenas a beneficiarem dos direitos não se deveria chamar de democrático. Um país onde o desenvolvimento só se nota e é favorável para um grupo de pessoas enquanto outro grupo está abandonado à sua sorte, deveriam ser reformadas e seus dirigentes expurgados desse falso poder. Servir o povo é um dever Todos nós, todos os moçambicanos, precisamos de criar e desenvolver a consciência de que o Estado é nosso. Dirigir o país, parte dele ou ascender a um cargo de chefia, deve ser encarado como serviço de representação de vontades populares e não serviço à própria vontade. Nós, o povo, temos de começar a exigir os nossos direitos. Precisamos de acordar, tomarmos activamente a nossa cidadania e exigir a quem dirige a representação adequada e justa das nossas vontades. Paremos com a divinização dos dirigentes e os encaremos como servos. Servir bem a este Estado dirigindo tal como o povo espera que se dirija, não deve ser considerado um acto de caridade de quem governa. Construir uma escola, um hospital, uma ponte ou qualquer que seja a infra-estrutura não é um favor que um dirigente faz ao povo, mas sua obrigação, a qual deveria ser constante e caracterizar efectivamente o seu serviço. O poder político em Moçambique deve abandonar o seu alvo e passar dos partidos a que os dirigentes pertencem para o povo a quem têm obrigação moral, legal e divina de servir.

jul 29 2020

O ABUSO SEXUAL

O ABUSO SEXUAL O abuso sexual é um assunto delicado e preocupante que não podemos deixar correr quando somos interpelados a intervir nalgumas situações. Continuamos a apresentação de alguma situação a risco. O abuso sexual, na maioria dos casos, ocorre longe da casa da criança ou do adolescente. O abuso ocorre, com frequência, dentro ou perto da casa da criança ou do abusador. As vítimas e os abusadores são, muitas vezes, do mesmo grupo étnico e nível socioeconómico. O abuso sexual se limita ao estupro. O abuso sexual ocorre quando uma criança ou adolescente é usado para gratificação sexual de um adulto ou mesmo de um adolescente mais velho, com base em uma relação de poder física, afectiva ou moral, que pode incluir, além do ato sexual: carícias, manipulação da genitália, mama ou ânus, exploração sexual, “voyerismo”, a pornografia e o exibicionismo. A maioria dos casos não é denunciada. Estima-se que, na verdade, poucos casos são denunciados. Alguns factores dificultam a denúncia do abuso sexual, entre eles, a descrença na possível solução, o constrangimento frente ao assunto, o constrangimento frente aos pais e familiares, a ameaça de um processo criminal envolvendo a família e o profissional como testemunha, o silêncio da própria criança ou adolescente. Quando há envolvimento de familiares, existe pouca probabilidade de que a vítima faça a denúncia, seja por motivos afectivos, seja por medo do abusador, de perder os pais, de ser expulso(a), de que outros membros da família não acreditem na sua história, ou ser causador(a) da discórdia familiar. As vítimas de abuso sexual são oriundas de família de níveis social e económico baixo. Níveis de renda familiar e de educação não são indicadores do abuso. Famílias de classe média e alta podem ter condições melhores para encobrir o abuso, pois, em geral, as crianças são levadas para clínicas particulares, onde são atendidas por médicos da família e a situação é abafada com maior facilidade. A criança mente e inventa que é molestada sexualmente. Raramente a criança mente. Sem dúvida, é necessário discriminar entre realidade e as fantasias. Especialmente quando a situação envolve uma criança, ela deve ser levada a sério, mas a conversa deve ser feita de modo cuidadoso para não induzir a relatos fantasiosos. Mais do que descobrir fatos, é preciso estar atento aos sentimentos envolvidos. Sexualidade das pessoas com deficiências As pessoas com deficiências e necessidades educativas especiais têm anseios e dificuldades comuns a todos os seres humanos. Elas têm a mesma necessidade de amar e ser amadas, de aprender, partilhar, crescer e experimentar como cada um de nós tem. Elas não vivem num mundo separado. Existe apenas um mundo onde aprendemos a viver e a sentir a nossa sexualidade porque, cada ser humano, sem excepção, é portador de necessidades especiais. Enfim, as pessoas com deficiências precisam também desenvolver positivamente a sua auto-estima e viver experiências afectivas geradoras de oportunidades para reconhecer no outro a aprovação e o interesse afectivo-sexual.

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