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mar 20 2023

Novo secretário do SNJ em Nampula não tem vara mágica

O Sindicato Nacional de Jornalistas – SNJ em Nampula já tem um novo secretariado Provincial. Eleito no último Sábado, 18/03, no decurso da VII Conferência Provincial da Organização, o novo secretariado é liderado por José Arlindo, Operador de Câmera na Televisão de Moçambique, delegação de Nampula. José Arlindo derrotou na corrida, a Jornalista reformada da Radio Moçambique, Rosa Nguane, agora a trabalhar para a Agência de Informação de Moçambique- AIM, que também concorria para o cargo de Secretária Provincial do SNJ em Nampula para a lista B. O novo Secretário eleito, substitui do cargo, a Jornalista Hermínia Francisco, da Rádio Moçambique, emissor Provincial de Nampula, que vinha conduzindo os destinos do SNJ nesta Província há mais de 10 anos. Na hora de despedida, Hermínia Francisco agradeceu a colaboração de todos os profissionais de Comunicação Social em Nampula, que mesmo com dificuldades de vária ordem, ajudaram a pilotar o avião. Com poucas palavras, a secretária cessante disse que deixa o secretariado Provincial do SNJ em Nampula, com sensação de missão cumprida. “Foram muitos os obstáculos que juntos procuramos superar, por isso gostaria de vos agradecer pelo apoio e deixo o secretariado com a sensação de missão cumprida, graça a vossa colaboração”. – sublinhou Hermínia Francisco, que disse ter batalhado muito para que o SNJ em Nampula conseguisse organizar as suas finanças. O seu sucessor, José Arlindo, deixou claro que não vem para o secretariado com vara mágica. Numa clara alusão de que vai precisar do apoio de todos colegas, incluindo os membros do anterior secretariado. “Espero que o apoio prestado a Secretaria anterior, seja também para o meu lado, porque se estou aqui, não significa que trago uma varinha magica para solucionar os problemas do sindicato”.- disse José Arlindo instando aos membros para que comecem deste já a pagarem as suas quotas, porque, segundo anotou, muitos colegas não tiveram a oportunidade de votar, por não terem as suas quotas em dia. Em representação do Secretário Geral do SNJ, o Jornalista Assane Issa, Secretário Regional Norte desse sindicato, apelou ao novo  secretariado a fazer tudo para que os jornalistas trabalhem respeitando a Ética e deontologia Profissional, para não ferir os princípios da organização. Ultimamente fala-se muito do “Procotra e Caracata” no jornalismo. Gostaria de desafiar ao novo elenco para disciplinar a classe. – avançou Assane Issa, recordando que o jornalismo é uma actividade nobre e que deve ser respeitado a partir dos próprios fazedores Refira-se que  dos 27 votos válidos, José Arlindo foi eleito com 16, contra 11 votos da Rosa Nguane. A VII conferência Provincial do SNJ em Nampula, elegeu igualmente Hermínia Francisco e Gracinda Caramage, jornalistas da Rádio Moçambique, a Membros do Conselho Nacional dessa organização. Foram eleitos também, os Jornalistas Rosa Nguane da AIM e Elísio João da Rádio e Televisão Encontro, a delegados da Conferência Nacional do Sindicato Nacional de Jornalistas, a decorrer ainda este ano. Por Elísio João

mar 16 2023

Apreciada em Nampula, Proposta de Lei que cria Fundo soberano de Moçambique

A Comissão do Plano de Orçamento da Assembleia da República promoveu, na quarta feira, 15 de Março, uma mesa redonda, na cidade de Nampula, para auscultação da proposta de Lei que cria o fundo Soberano de Moçambique. A auscultação da proposta em causa, foi dirigida por António Niquice, presidente da Comissão Parlamentar do Plano e Orçamento, o qual sublinhou que o povo deve estar acima de tudo em toda e qualquer reflexão. Niquice disse ser fundamental deixar que o povo diga o que deve ou não ser feito na possível Lei que cria o fundo Soberano, pois, é o legitimo detentor do poder. Niquice assegurou na ocasião, que o terrorismo em Cabo Delgado pode estar na origem da descoberta de quantidades enormes de gaz. Entretanto, Titos Orlando Quise, representante do ministério da economia e finanças, que apresentou a proposta de Lei que cria o fundo Soberano, disse que o fundo pode trazer eficiência na gestão dos recursos e ainda assegurar que o país se distancie de choques externos. Os representantes de organizações governamentais e não governamentais que participaram no encontro, deixaram ficar suas opiniões, propondo uma e outra coisa que a proposta não dispõe. Por Ernesto Tiago

mar 15 2023

Detidos sequestradores de um menor em Nampula

A Polícia da República de Moçambique em Nampula apresentou à imprensa na última segunda feira, 14 de Março,  um grupo constituído por dois indivíduos, indiciados de roubarem uma criança no posto administrativo de Namaita, distrito de Rapale. O Chefe do departamento de relações públicas no comando provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, disse que os indiciados foram neutralizados numa residência onde teriam roubado vários bens. Os dois envolvidos no crime, e por sinal parentes, não colaboram com a polícia, visto que um deles alega ser inocente. Entretanto um jovem de 22 anos de idade, que integra o grupo, assume ter cometido o roubo e diz não ser a primeira vez. A Polícia da República de Moçambique, na pessoa do chefe do departamento de Relações Públicas, Dércio Samuel voltou a pedir a colaboração da sociedade no combate ao crime. “Voltamos a pedir mais uma vez a todos os membros da sociedade para que denunciem casos suspeitos que estejam a decorrer na comunidade, para facilitar o trabalho da Polícia”. – implorou Dércio Samuel falando no habitual contacto semanal com a imprensa. Por Eva Bento

mar 14 2023

Continua preocupante a descriminação da Mulher com deficiência em Nampula

A Mulher com problemas de deficiência na cidade de Nampula continua a se sentir descriminada e excluída na Sociedade. Numa altura em que se multiplicam esforços para a inclusão da pessoa com deficiência em todas as esferas da Sociedade, Adelaide Maria Marques veio em publico, denunciar que prevalece a falta de inclusão da Mulher na província, Principalmente nos Sectores de Educação e Saúde. Adelaide Marques referiu que as mulheres com problemas de deficiência não são inclusas nos planos traçados, em quase todos os sectores de actividades. Acrescentou que devido a esse factor, elas continuam vulneráveis a várias situações e dependentes. “Estamos a ser descriminados nos diversos sectores de actividades e como consequência disso, somos dependentes e vulneráveis a tudo”. – lamentou Adelaide Marques, que defende a necessidade de a sociedade mudar de comportamento, numa clara alusão de que, segundo a constituição moçambicana, todos somos iguais e membros dessa sociedade. Por sua vez a Oficial de desenvolvimento e capacidades do programa “Aliadas”, Jéssica Manjate, disse que no processo de levantamento de necessidades, surgiu a ideia de empoderar as Associação das Mulheres com Deficiências, disponibilizando ferramentas de Gestão de renda. Por Assane Júnior

mar 14 2023

Pensionistas do INSS em prova anual de vida

O Instituto Nacional de Segurança Social em Nampula pretende confirmar a existência ou não dos pensionistas durante a prova anual de vida. A prova anual de vida lançada esta segunda feira, 13 de Março, poderá terminar em Junho. Para tal, foram criadas na Província de Nampula 10 brigadas, que vão funcionar nos distritos de Nacala-Porto, Angoche, Monapo, Ribaué e Eráti. Durante o processo, o INSS em Nampula espera provar a vida de 8.959 pensionistas. Falando no acto do lançamento da prova anual de vida, o director provincial de justiça e trabalho em Nampula, Cachimo Raul, recordou que a participação de todos os visados no processo é obrigatória, porque com ele, pretende-se certificar a existência física do pensionista. “Essa actividade, permite que o INSS melhore a gestão do sistema de segurança social, garantindo os direitos dos cidadãos. Por isso é necessário que todos participem”. – recordou Cachimo. Foi anunciado no acto do lançamento que o pensionista que na provar a sua vida, até o fim do processo, poderá ver a sua pensão suspensa. A prova de vida, recorde-se, é gratuito e acontece periodicamente, para atualizar o sistema, e ajudar a localizar os beneficiários. Por Amélia Augusto

mar 13 2023

Escribas de Nampula familiarizam-se sobre o CNAQ

A Presidente do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior, Maria Luísa, encorajou aos profissionais de comunicação social, a colaborarem com o organismo que dirige, para a melhoria da qualidade do ensino superior no Pais. Maria Luísa falava no último Sábado, 11 de Marco, em Nampula, à margem de uma sessão de capacitação dirigida a jornalistas, sobre a garantia do ensino superior em moçambique. No encerramento dessa capacitação, a fonte anunciou que está a decorrer a nível nacional, um concurso de Jornalismo, no qual o CNAQ pretende premiar os melhores artigos jornalísticos nas categorias de Rádio, Televisão e Imprensa Escrita. “O concurso de jornalismo esta a decorrer a nível Nacional e gostaria de encorajar os jornalistas de Nampula a participarem”. – disse Maria Luísa para depois acrescentar que “não há necessidade de regionalizar esse concurso, para fazer valer a Unidade Nacional”. Maria Luísa pediu todos os profissionais de comunicação social a aderirem nesse concurso, na perspetiva de que os jornalistas são importantes nessa luta para a melhoria da qualidade de ensino superior. Para ela, os jornalistas de Nampula são capazes de concorrerem em pé de igualdade com outros profissionais dessa área das restantes províncias do pais. A Presidente do CNAQ acredita que com a capacitação, os jornalistas passarão a escrever com conhecimentos sólidos sobre o ensino superior no pais. “As vossas contribuições nessa capacitação, vão nos ajudar a melhorar as nossas actividades”. Referiu. Capacitações do género já tiveram lugar na Cidade da Beira para jornalistas da região Centro, em Maputo para a região Sul e ultimamente na Cidade de Nampula para os profissionais do norte do pais. Por Elísio João

mar 10 2023

Forjaram facturas e caíram nas celas do SERNIC

O Serviço Nacional de investigação Criminal – SERNIC em Nampula, apresentou esta sexta feira, 10 de Março, seis indivíduos acusados de falsificarem facturas, numa empresa de produção de chapas de zinco, por sinal onde alguns deles são operários. Os indiciados são apontados como que, nesse processo, desviaram mais de 5 mil metros de chapa de zinco, do tipo IBR, avaliados em cerca de três milhões de meticais. Falando momentos depois de terem sido apresentados à jornalistas, os enquadrantes do grupo negam terem praticado essa Acção, e contaram que faziam o seu trabalho normalmente sem se meterem em esquemas de roubo. “Toda acusação que cai sobre nós, não constitui a verdade, porque nunca estivemos metidos nesse problema”. – disse um indiciado que, segundo suas palavras, não sabe porque está detido. A Porta voz do SERNIC em Nampula, Enini Tsinini, disse à imprensa que os acusados foram flagrados em plena actividade, apesar de hoje contarem outra versão sobre o seu envolvimento nesse crime. “Durante as investigações todos assumiram terem participado nessa acção, que lesou a empresa mais de 3 milhões de meticais”. – disse Tsinini, que não entende o porque que, perante os jornalistas eles procuram fugir com a “seringa no rabo”. Tudo isso aconteceu numa das fábricas de chapas de zinco, no bairro de Namutequelia, na cidade de Nampula. Por Eva Bento

mar 10 2023

ACAMO em Nampula será desalojada em Maio deste ano

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique – ACAMO está mergulhada num mar de dificuldades na Província de Nampula. De entre as dificuldades, o Secretário Provincial da ACAMO em Nampula destaca a falta de fundos e instalações para o seu funcionamento. Osório  José Muianga  falava a propósito dos 28 anos que a Associação completou esta sexta feira, 10 de Março, dia que serviu para uma reflexão sobre a necessidade de inclusão das pessoas portadoras de deficiência visual. O mau atendimento da pessoa portadora de deficiência visual nas instituições públicas, continua a ser a grande dor dos membros da ACAMO na província de Nampula. “Continuamos a registar reclamações dos nossos membros sobre mau atendimento nas instituições publicas, com destaque para as unidades sanitárias e isso nos preocupa muito”. –  lamentou Osório Muianga. Expandir a ACAMO para mais 12 distritos de Nampula, onde ainda não se faz representar, é outro desafio apontado pelo Secretário Provincial dessa agremiação. Sobre a falta de infraestrutura para os escritórios da ACAMO, Osório Muianga disse tratar-se de um problema que tira sono aos associados, numa altura em que estão a ser pressionados para abandonarem as instalações onde trabalham atualmente, porque eram emprestadas. “Recebemos uma notificação de que devemos abandonar essas instalações ate próximo mês de Maio”. –  explicou a fonte, lamentando o facto de a Associação não dispor de meios financeiros para arrendar uma casa. A ACAMO em Nampula conta com mais de Mil e Seiscentos membros, entre homens e mulheres, número que se espera venha a aumentar nos próximos tempos, uma vez que continuam a decorrer trabalhos de registo de novos membros nas comunidades. A ACAMO foi criada a 10 de Março em 1995, e os 28 anos são celebrados sob o lema – ACAMO, 28 anos promovendo a inclusão e participação das pessoas com deficiência visual na sociedade, em todas as esferas da vida. Por Amelia Augusto

mar 09 2023

O QUE CONSTITUI UMA REFEIÇÃO, SENHOR MINISTRO?

“No passado dia 1 de Março de 2023, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, referiu num encontro com o Director Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, que em Moçambique “90 por cento da população tem alimentação segura, ou seja, já consegue ter três refeições por dia”, o que coloca o país fora dos países em risco de fome. Ainda segundo Celso Correia, menos de 10% da população moçambicana é que se encontra em situação de insegurança alimentar, o que corrobora a sua afirmação anterior” (Zuluca, 2023)… (cf.: Destaque Rural Nº 213 / 8 de Março de 2023 / SEGURANÇA ALIMENTAR EM MOÇAMBIQUE: O QUE CONSTITUI UMA REFEIÇÃO, SENHOR MINISTRO?) autor: Máriam Abbas   leia o artigo completo no Destaque Rural n. 213 DR-213-Seguranca-alimentar-em-Mocambique

mar 08 2023

A Mulher: o ser mais maravilhoso do mundo

Cada comunidade tem os seus muros extremamente difíceis de derrubar sobretudo quando se fundam em tradições, seja de que natureza forem. Mas, sempre foi possível derrubá-los, ainda que, a pouco e pouco, ao longo dos tempos. Umas vezes, por circunstâncias ocasionais (uma guerra, uma mudança política, a acção de alguém mais esclarecido, mais ilustrado, mais viajado, mais rico de sentimentos, de emoções, de valores, de atenção às injustiças). Outras, graças a uma luta persistente por um mundo mais inclusivo, mais justo, mais livre, mais feliz. Mulher, tesouro da humanidade Continua a impressionar-me como a Mulher, o ser mais maravilhoso e mais importante de qualquer comunidade, continua, sobretudo em África, mas, não só, com um estatuto de subalternidade, esmagada por uma sociedade de hábitos machistas. Já é tempo de, todos juntos, dizermos basta! É uma vergonha que, embora a legislação se tenha vindo a alterar a favor da mulher, contudo, a sua condição de ser humilhado, usado, explorado, desprezado, subalternizado, pouco se tenha alterado. Uma vergonha! Ainda há muito para fazer Há festas, flores, bolos, desfiles, mas, os problemas estruturais, de grande gravidade, sobretudo os fundados em rotinas tradicionalistas erradas e fora do prazo, não se resolvem com palavras, nem com boas intenções e festarolas. As entidades responsáveis, a todos os níveis, não podem continuar a assobiar para o lado. Não podem continuar a ter medo de intervir. Ou estarão também imobilizadas pela óptica machista? Há mais de 40 anos, na Rádio Encontro, em Nampula, pusemos no ar um programa semanal destinado à mulher, impressionados pela sua condição de quase escrava. Foi uma luta entusiasmante, na medida em que debatemos acaloradamente, temas como o seu papel de Mãe, a excisão genital, os casamentos precoces, a importância da mulher para a economia do lar, os trabalhos no campo, tantas vezes, com um filho às costas, outro na barriga, outro por perto, à espera de mamar, outros entretidos por lá. Também já havia mulheres que tinham o seu negócio, mas, quase sempre, sem se libertarem da sujeição. Luta exigente Não é uma luta fácil, tanto mais que acontece, neste caso concreto, como com outros que mexem com a tradição, que é a própria interessada que recusa iniciativas de mudança, pois corre o risco de ser marginalizada pela própria comunidade. Perante os muros, deixamos estas situações eternizar-se? Seria uma derrota para toda a Humanidade. O mundo pertence cada vez mais a todos. Sobretudo com as suas diferenças. Uns fazem o que outros não conseguem. Juntos, seremos sempre mais capazes de construir uma civilização com futuro para as pessoas e para o ambiente. Nele cabem todas as línguas, identidades, tradições, religiões, práticas culturais, maneiras de estar na vida se as pessoas aprenderem a amar-se e a amar o outro. Há, pois, que definir os contornos da acção a desenvolver. Cada vez mais urgentemente. É importante que as autoridades responsáveis assumam as suas obrigações e façam cumprir a lei. Em simultâneo, os políticos, nas suas actuações, seja em que palco for, têm de apresentar soluções para a resolução deste problema da situação da mulher. Educação é a porta da mudança Mas, fundamentalmente, a escola, desde os primeiros anos, tem de obrigar-se a educar para a igualdade de género. Continuo a pensar que este problema, como tantos outros, só poderá resolver-se com uma educação que aposte na vida real e eduque para a cidadania e para a intervenção a favor de uma sociedade onde todos tenham direito à liberdade, à felicidade, à igualdade. A educação tem de beber as suas raízes na vida e preparar as pessoas para darem respostas concretas aos problemas estruturais do país e aos do dia-a-dia que preocupam cada cidadão. Por Leonel Marcelino

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