SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
*LITURGIA DA PALAVRA* PRIMEIRA LEITURA 1 Sam 3, 3b-10.19 «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta» *Leitura do Primeiro Livro de Samuel* Naqueles dias, Samuel dormia no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. O Senhor chamou Samuel e ele respondeu: «Aqui estou». E, correndo para junto de Heli, disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Mas Heli respondeu: «Eu não te chamei; torna a deitar-te». E ele foi deitar-se. O Senhor voltou a chamar Samuel. Samuel levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Heli respondeu: «Não te chamei, meu filho; torna a deitar-te». Samuel ainda não conhecia o Senhor, porque, até então, nunca se lhe tinha manifestado a palavra do Senhor. O Senhor chamou Samuel pela terceira vez. Ele levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Então Heli compreendeu que era o Senhor que chamava pelo jovem. Disse Heli a Samuel: «Vai deitar-te; e se te chamarem outra vez, responde: ‘Falai, Senhor, que o vosso servo escuta’». Samuel voltou para o seu lugar e deitou-se. O Senhor veio, aproximou-Se e chamou como das outras vezes: «Samuel, Samuel!» E Samuel respondeu: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta». Samuel foi crescendo; o Senhor estava com ele e nenhuma das suas palavras deixou de cumprir-se. Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9.10-11 (R. 8a.9a) Refrão: *Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.* Repete-se Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me. Pôs em meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Refrão Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações, mas abristes-me os ouvidos; não pedistes holocaustos nem expiações, então clamei: «Aqui estou». Refrão «De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade. Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no meu coração». Refrão «Proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis. Não escondi a justiça no fundo do coração, proclamei a vossa bondade e fidelidade». Refrão SEGUNDA LEITURA 1 Cor 6, 13c-15a.17-20 «Os vossos corpos são membros de Cristo» *Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios* Irmãos: O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só Espírito. Fugi da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo; mas o que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo. Palavra do Senhor. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO cf. Jo 1, 41.17b Refrão: Aleluia. Repete-se Encontramos o Messias, que é Jesus Cristo. Por Ele nos veio a graça e a verdade. Refrão EVANGELHO Jo 1, 35-42 «Foram ver onde morava e ficaram com Ele» *Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João* Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?». Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?». Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer ‘Cristo’ –; e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’. Palavra da salvação.
jan 13 2021
MOÇAMBIQUE, TERRA DOS LOUCOS (PARTE II)
Aproveitando o calor intenso que até nas manhãs o sono não é agradável, ou seja, além da noite quente também nas primeiras horas do dia é quente, retomo a crónica sobre Moçambique terra dos loucos. Como eu disse anteriormente, considero ser terra de loucos apresentando as diferentes loucuras. Loucura num sentido positivo, como vontade de ver algo melhor. Desta vez partilho o que verifico nos mercados formais e informais, lojas, supermercados, barracas e bancas: cada um quer ficar rico de uma única vez ou quer aproveitar para explorar os outros. Loucos por um Moçambique com preços de produtos justos Desde a preparação intensiva para a celebração do Natal do Senhor até a entrada de 2021, alguns preços de produtos de primeira necessidade subiram exageradamente. A que se deve essa subida de preços? Como continuar a viver numa terra onde comer, por exemplo, uma batata “Reno” ou “inglesa” é luxo? Agricultura, pecuária e indústria sem nenhuma expressão regional Não quero dar razão a nenhum comerciante, no entanto, os preços altos de produtos de primeira necessidade podem ser motivados pela fraca expressividade das áreas agropecuária e indústria. Muita coisa que se consome no país, Moçambique importa. Com o problema da Covid-19, a importação pode ter sido afectada. Loucos por ver um Moçambique explorando suas potencialidades nas áreas agrícolas, terras férteis e povo trabalhador. Deve ser urgente o abandono da agricultura de subsistência. A enxada com cabo curto serve somente para alimentar uma família de oito pessoas. Moçambique já não é mais uma família de poucas pessoas. O país já regista cerca de trinta milhões de habitantes. Deve se traçar políticas que favoreçam a produção para o consumo interno e a exportação. Loucos por Moçambique com uma indústria que produza o básico. Que haja pelo menos uma indústria que processa a ração de galinhas. Conversando com um amigo que tem aviário, criação de galinhas poedeiras, disse-me que na região norte de Moçambique, dependem do Malawi para o fornecimento de ração. Entretanto, incentiva-se a criação de animais de pequeno porte. Como avançar com projectos idênticos se não há facilidades? A falta de ração compromete o negócio de ovos e consequentemente, os ovos acabam sendo muito caros. Antes de se pensar na criação, por exemplo, de galinhas para o consumo local, deve haver uma fábrica de ração e tudo que permita o funcionamento de um aviário. Braço de aço para mais fiscalização O governo deve incentivar a circulação de produtos nacionais embora como vimos no ponto número um, a produção local é fraca. Porém, quem importa, não deve aproveitar para se tornar rico numa única venda. O governo deve fiscalizar, monitorar e avaliar os preços de acordo com o salário mínimo do país. Não é justo, um quilo de açúcar custar, por exemplo, numa loja MZN 78,00, aproximadamente um dólar, e noutra loja ser quase um Euro, isto é, MZN 90,00. A concorrência de preços deve ser leal e não uma competição para ver quem vende mais aplicando o preço mais alto. Honestidade nas balanças Loucos por um Moçambique com balanças justas ou balanças halal. Na correria do dia-a-dia, muitas vezes, a pessoa se esquece que o quilograma que antes era 1000 gramas, hoje tem outra medida. Dependendo da honestidade de um vendedor, pode ser de 800 gramas ou mesmo 700 gramas. Além de venderem caro, alguns comerciantes, principalmente os informais, adulteram a balança para ganharem mais e mais. Se fores ao mercado “Waresta” em Nampula, irás ouvir o termo balança halal, ou seja, uma balança que minimamente pesa o que equivale “quilo certo”. Em mercados muito movimentados como Waresta, o tempo é limitado para verificar se a balança é halal ou haram (justa ou injusta). Consumidor consciente Loucos por um Moçambique que tenha consumidores conscientes. Que adianta fazer uma concorrência desleal? Se tu ganhas cinco salários mínimos sempre terás as condições de fazer boas compras e talvez nunca irás sentir que os preços subiram. Os milhares de moçambicanos que ganham único salário mínimo, sempre irão murmurar que os preços sobem cada minuto. A questão não deveria se basear na diferença salarial mas numa sociedade consciente que tem direito de comprar os produtos, pelo menos, da primeira necessidade, a preços justos. No final da quadra festiva, alguns jornalistas da TV local mostraram um fenómeno não humano que se verificou no Mercado Grossista de Zimpeto, na cidade de Maputo. Importaram grandes quantidades de batata Reno para atender aos clientes que se preparavam para festejar o Natal. Não obstante o interesse do povo em comprar as batatas, esconderam em algum lugar para que na hora certa vendessem a preços altíssimos. Conscientes de que não passava de um “roubo”, muitos clientes recusaram-se a aderir ao fenómeno. Ninguém foi comprar as batatas. Pela demora na liberação dos armazéns, as batatas decidiram ficar podres antes do destino final: enriquecimento ilícito de certos vendedores. Que proveito tem ao deixar apodrecer as batatas que vende-las aos irmãos que tanto as procuraram para comerem nas festas? Por um lado, parabenizo pelo tipo de consumidor consciente que decidiu não aderir ao esquema e por outro lado lamento pela atitude de algumas pessoa que mancham o bom nome de vários moçambicanos que sobrevivem fazendo o comércio justo. Guerras e Coronavírus Loucos para ver Moçambique livre de guerras e de Covid-19. Os preços altos que nesta crónica constituem prato forte podem ser motivados pelas guerras: do centro do país e do norte (terrorismo em Cabo Delgado) e pelo Coronavírus. Quando há guerra, muita gente se aproveita para ficar rica facilmente. Por isso, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, os preços são típicos. Porque há maior procura de produtos de primeira necessidade para atender quer os deslocados de guerra quer os que se encontram nas zonas de refúgio, como cidade de Pemba, notou-se uma subida excessiva de preços. Os comerciantes culpam a guerra e Coronavírus. Muitos se aproveitaram disso e vendem tudo a preços insuportáveis. Loucos por ver um Moçambique solidário. De gente que entende que na condição em que o país
jan 13 2021
MOÇAMBIQUE É TERRA DE LOUCOS (Parte I)
Poderá alguém sentir-se ofendido por causa do título desta crónica pelo facto do autor generalizar que Moçambique é terra de loucos? Se se sentiu incomodado então saiba que está de parabéns porque podes ser menos louco ou mesmo estás bem saudável. Mas calma aí. De que loucura eu aponto? Em que consiste chamar ao meu país terra de loucos? Loucos por um mundo melhor Por muitos anos, Moçambique, o povo tem lutado loucamente para ver o país em boas condições socioeconómicas. No entanto, há uma corrente de gente que pensa que os moçambicanos estão a servir um punhado de folgados que imaginam no seu próprio umbigo. Há impostos como outros países mas parece que ninguém fiscaliza a aplicação desses impostos. Introduzem portagens como noutros países, mas caso de Moçambique muitas estradas foram invadidas por buracos. Constroem escolas e hospitais mas não cuidam da manutenção ou aprovam a um empreiteiro que deixará o tio Nyusi chateado na hora de uma suposta inauguração. Não enganam o homem porque de qualidade de uma obra, ele entende. Se formos a avaliar detalhe por detalhe poderemos escrever volumes de crónicas. Sim, Moçambique está louco em ver um mundo melhor mas falta ainda caminhos claros que permitirão atingir os objectivos. Nunca usar “shot ways”, corta matos para chegar a meta. Louco por um Moçambique de paz Estamos no início do ano, e por sinal, cada um traça sua meta anual. Mas será que cada um inclui também a conquista de uma paz interior? A guerra em Moçambique pode ser devido ao problema das “guerras interiores” que muita gente produz nas suas vidas. Para que haja uma paz efetiva proponho alguns passos. 2.1. Loucos por um Moçambique de Humildes Deve haver em cada um de nós a humildade na nossa convivência, no trabalho, na família e em cada encontro com o outro. A ideia de pensar-se que só o “eu” tem razão, é criar uma vereda que levará a conflito e a posterior guerra. Ser humilde é ter a capacidade de rebaixar-se diante de alguém seja menor que nós ou mais pobre que nós. Seja, primeiro, humilde se quer ver um país livre de guerra. 2.2. Louco por um Moçambique de Diligência É fácil encontrar alguém que quer ser rico, mas não faz menor esforço para ser rico. Vai ao serviço mas trabalha porque está diante do chefe ou porque foi pressionado para apresentar evidências do trabalho, produtividade etc. Como iremos ver Moçambique rico se muita gente quer emprego, porém não trabalha? Não basta pedir ao tio Nyusi que crie empregos se pouca gente se preocupa em doar-se no trabalho. Aliás, os poucos que se dedicam podem ser zoados de que trabalho é do pai deles. Algumas pessoas se tornam ricas por trabalhos obscuros e obtenção de dinheiro ilicitamente. Outras se unem aos terroristas para ganharem dinheiro facilmente. O país é seu, meu e nosso. Portanto, deve haver entrega à causa se todos queremos ser loucos por um Moçambique de diligentes, país livre da pobreza extrema. 2.3. Louco por um Moçambique menos pobre Que haja desapego, partilha e solidariedade no meio dos contemporâneos. A vontade de se ter tudo aniquila o desejo de ser uma pessoa humana. Acredite se quiser mas, em Moçambique, que no ranking internacional ocupa um dos dez países mais pobres do mundo, há gente que cada dia se torna mais rica e tem bens que distribuindo equitativamente ninguém passaria um dia sem pão em casa. A que se deve isso? A ganância e o egoísmo estão a sobressair cada vez mais. Atenção, se estamos loucos em ver um país de paz, por favor, partilhe seus bens e seja solidário com os necessitados. Não julgue os pobres mas promova-os para que eles tenham no mínimo pão nas suas casas. Por enquanto paramos aqui e retomaremos a reflexão noutro areópago. Servo inútil. Pe. Fonseca Kwiriwi, CP
Baptizados e enviados em Missão
Por Pe Fonseca Kwiriwi Ao celebrarmos o Baptismo de Jesus Cristo, a liturgia da Palavra nos apresenta a riqueza dessa solenidade e seu sentido teológico-pastoral. Por que Jesus foi receber o Baptismo se Ele não era pecador? O Baptismo de João era de penitência e perdão dos pecados. Os judeus aproximavam João Baptista para confessarem seus pecados. Eles voltavam às suas casas purificadose seus pecados perdoados. Para a surpresa de João Baptista, recebe no rio, seu primo Jesus que o pede para ser baptizado. Existe uma resistência da parte de João mas Jesus insiste em ser baptizado. A surpresa será maior ainda durante e após o Baptismo. Vamos por isso aprender o sentido do baptismo que celebramos neste domingo. *1. Baptismo de Jesus: Como Deus, Jesus recebe o Baptismo para inaugurar um novo baptismo no qual todo aquele que for baptizado será renovado: homem novo. Deus revela sua relação com seu Filho: “Ele é o meu Filho muito amado”. Ele deve ser recebido e amado. Deve ser seguido e acolhido porque é também Deus. Como Homem, Jesus deve ser baptizado para receber o Espírito Santo, o dom de Deus. Para a sua missão do anúncio da Boa Nova, Ele deve ser baptizado com água e Espírito Santo dando um novo sentido ao Baptismo dos membros da Nova comunidade que nasce em Cristo. *2. Baptismo da Igreja O Baptismo é o primeiro sacramento de iniciação cristã. Após uma caminhada catecumenal que implica a conversão total, mudança de vida e novo propósito de caminhada, a pessoa é baptizada. Morrer com Cristo e ressuscitar com Ele. Morrer do pecado e ganhar uma vida nova em Cristo. Ser um novo membro da comunidade daqueles que foram renovados em Cristo e vivem os princípios cristãos. Eles formam um só corpo, uma só alma. Tudo têm em comum. Não há necessitado porque partilham seus dons. A Igreja baptiza as crianças a pedido dos pais que assumem a responsabilidade de educar a prole na fé cristã. Os pais que serão os primeiros catequistas ensinam a doutrina na qual acreditam. Por isso nenhum pai , nenhuma mãe deve baptizar sua criança se não acredita no Baptismo, se não participa da comunidade e se não terá tempo de instruir os filhos segundo o Evangelho. *3. Sentido teológico-pastoral O Baptismo de Jesus Cristo abre novo caminho da salvação. No Baptismo, temos três dimensões que todos temos que saber e viver: *3.1. Filiação divina O baptizado é filho adoptivo em Jesus Cristo. Ele participa da filiação que só Jesus gozava. Uma nova fase junto com o Pai que acolhe o baptizado em Cristo. Por isso o Baptismo de Jesus tem esse poder. *3.2. Purificação do pecado original.* O baptizado é purificado do pecado original vindo de Adão e Eva. Após o Baptismo, o neófito goza da Graça de Deus. Está repleto do Espírito Santo. 3.3. Membro da Igreja Todo baptizado é por excelência membro da Igreja. Ele vive todo direito e exigência eclesiais. Ou seja, assume uma vida de Cristo e em Cristo. Ele é testemunha da Boa Nova. Ele participa do projecto salvífico de Jesus Cristo. Portanto não há cristão de primeiro nem de último grau. Somos baptizados e enviados à missão. Jesus envia seus discípulos com o seguinte mandato: “Ide e fazei meus discípulos todos os povos, baptizando-os em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Esse compromisso é para todos os cristãos e tem um significado profundo não só pela da universalidade mas também de inclusão que o Baptismo tem pois todos são baptizados em Cristo. Quem acreditar em Jesus e pedir o Baptismo deve ser baptizado. Atenção! Não se trata de distribuir de qualquer maneira o sacramento. Quem acredita, quer dizer, deve ser submetido na catequese, mostrar-se firme que irá viver seu Baptismo. A comunidade deve acompanhar os candidatos até ao Baptismo e os inserir na comunidade com todas exigências. Os candidatos ao Baptismo devem ter seus padrinhos e madrinhas que são seus pais na fé. A Igreja desencoraja quem escolhe padrinho ou madrinha por motivos materiais e familiares. A comunidade deve tambem instruir aos candidatos ao Baptismo para que escolham uma pessoa de boa reputação na Igreja e na Sociedade, que vive sua vida cristã. No Baptismo de Jesus renovamos nossos compromissos baptismais para que animados continuemos testemunhas do Evangelho e tenhamos coragem de ir ao encontro daqueles que precisam de Cristo. Somos baptizados e enviados para sermos novos “cristos”, os ungidos do Senhor.Deus abençoe a ti e renove cada dia seu Baptismo.
dez 21 2020
ONU disponibiliza 4.6 milhoes de USD para redução da droga e HIV/Sida
As Nações Unidas desembolsaram mais de quatro milhões de dólares para mitigar o impacto das drogas e HIV para o Centro e Norte do país. Para a materialização deste objectivo, os actores envolvidos na iniciativa, nomeadamente Governo através dos representantes dos Gabinetes de Combate a Droga e Sida, Sociedade Civil, assim como quadros do escritório das Nações Unidas, reuniram em Nampula, onde dentre assuntos em debate, reflectiram em torno dos casos relacionados ao impacto das drogas e das infecções do HIV/Sida na vida da população. Durante a reflexão o respresentante do Gabinete provinviareflexãol de combate ao HIV/SIDA, avançou que o elevado custo de vida é um dos maiores veículos que arrasta a sociedade no consumo de drogas e ao trabalho de sexo, o que propicia a transmissão do HIV/SIDA em Moçambique. O desembolso de mais de quatro milhões para as organizações comprometidas com esta causa inicia no próximo ano. Isabel Sanfins avançou que a província de Nampula apresenta um número elevado de cidadãos que se envolvem no consumo de drogas fator que contribui igualmente no aumento dos casos de infeção do vírus de HIV nas comunidades desta província. Sanfins disse que só nos primeiros nove meses deste ano (2020), dados colhidos apontam que a província de Nampula registou um número de 390 casos de jovens que consomem bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas. Dai que garantiu que a organização que dirige junto dos parceiros e através deste projecto vai tudo fazer de modo a reduzir os números assustadores de consumidores das drogas e no combate a transmissão do HIV/SIDA. “Ha muita vulnerabilidade de jovens no uso das drogas ilícitas” avançou Isabel Sanfins, Directora do Gabinete Provincial de Combate a Drogas na província de Nampula. (Por Júlio Assane)
dez 21 2020
Preço de batata e tomate dispara em Nampula
Vendedores do mercado grossista de Waresta em Nampula aproveitam-se da quadra festiva e agravam preços de produtos como são os casos de batata e tomate. Os consumidores da cidade de Nampula foram colhidos de surpresa na semana passada, com o agravamento de preços da batata e tomate produzidos no país. A título de exemplo, a batata que no princípio de Dezembro em curso custava entre 25 e 30 meticais o quilograma, deste semana passada o valor disparou para 40 a 60 meticais o quilograma, e o tomate passou dos 40 meticais para actuais 70 meticais o quilograma. Os comerciantes reconhecem a subida de preço fora da média e justificam-se pela escassez destes produtos nos campos de produção. As nossas fontes garantiram que o problema de especulação de preços de produtos da primeira necessidade vai até os meses de Janeiro e Fevereiro quando os mesmos estiver a ser retirados das machambas. Entretanto, revelaram igualmente que tal facto poderá comprometer a oferta destes produtos na quadra festiva, devido ao baixo stock que estes dispõem. Sem registo magnético, o delegado do INAE em Nampula, Hélio Rareque, assegurou que foi criada uma equipa de inspecção, para monitorar de forma relâmpago, ainda esta semana, a especulação de preços de produtos alimentares um pouco por todos mercados da cidade de Nampula e distritos, como forma de evitar que o pior aconteça. (Por Júlio Assane)
dez 15 2020
O Governo da província de Nampula enaltece o papel espiritual e social da Igreja Católica no desenvolvimento do país
Por: Gelácio Rapieque Segundo o governador de Nampula, a Igreja Católica tem privilegiado a melhoria de condições espirituais e social dos seus fies, contribuindo assim, para o bem-estar da sociedade. Manuel Rodrigues Aberto, disse também que ao se preocupar em acolher e alojar, as vitimas do terrorismo que se vive na vizinha província de Cabo Delgado, a Igreja Católica esta a fazer a sua missão de caridade, mas também, mas também, esta a mostrar o mundo o valor da vida, da paz e do bem-estar das pessoas. Neste sentindo, disse Rodrigues, a Igreja católica em Nampula, tem sido um verdadeiro parceiro do governo, rumo a esperança, paz e reconciliação nacional. Rodrigues espera continuar a contar com a igreja e apela para que os líderes religiosos continuem a difundir mensagem de vigilância aos terroristas, esperança aos afetados, paz e amor ao próximo.
dez 15 2020
Deslocados de guerra denunciam actos de discriminação em Namutequeliua
Por: Gelácio Rapieque A denúncia foi apresentada ao arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, que no último sábado esteve naquele bairro, onde dirigiu a celebração do natal Solidário, organizado pela sua igreja em favor das crianças e adolescentes de famílias deslocadas de Cabo Delgado. Segundo informaram ao Dom Inácio, quando são vistos a passear, são chamados de terroristas e mais ainda, são consideradas de pessoas preguiçosas e esfomeadas. A outra denuncia efetuada por aqueles deslocados, tem que ver, com o alegado desvio e ou roubo de apoios, que muitas pessoas de boa fé confiam as autoridades para fazerem chegar a eles. Em jeito de comentário a estas denúncias, o Dom Inácio Saurecomeçou por agradecer o espirito solidário do povo de Nampula,que desde o primeiro minuto esta acolher nas suas casas famílias deslocadas e tem apoiado na logística das mesmas. E quando a descriminação denunciada, Dom Inácio disse: Desvio de alimentos. Neste encontro com represente máximo da Igreja Católica em Nampula, os deslocados também apresentaram as suas dificuldades ligadas a participação e inserção na vida litúrgica da Arquidiocese. Eles pediram para que nas paróquias onde estão acolhidas, possa haver leituras em língua maconde.
dez 15 2020
Igreja Católica cada vez mais preocupada e próxima às vitimas dos ataques armados no centro e norte do país
Por: Gelácio Rapieque A preocupação da Igreja Católica nos chega de quase todos os quadrantes do mundo, que assiste com enorme tristeza a intensificação de actos terroristas, que já causaram a morte de vários moçambicanos e desalojou milhares de famílias, colocando-as em situação de deslocados e consequentemente carentes de quase tudo, abrigo, alimentação, segurança entre outros bens. Constrangida com a situação, por várias vezes, a Igreja Católica local e até ao seu mais alto nível, através do Papa Francisco,veio ao público repudiar estes actos, apelando para necessidade urgente de restabelecimento da Paz e Reconciliação nacional. Recentemente a Igreja Católica da África do Sul e da Suazilândia enviaram para Moçambique delegações compostas por bispos e religiosos, que acompanhadas pelos representantes da Conferência Episcopal de Moçambique, na pessoa do Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure e o Bispo de Pemba Dom Luiz Lisboa, escalaram a cidade de Pemba e alguns distritos da província de Cabo Delgado, afectados pelo terroristo, onde foram consolar de perto o povo. Segundo Dom Inácio Saure, a situação no tereno é totalmente desumana, chocante e lamentável. Diante desta difícil realidade, Dom Inácio diz mesmo que a sua equipa concluiu que, o povo moçambicano em geral e o de Cabo Delgado em particular está a ser profundamente humilhado na sua própria terra. Por isso, a Igreja Católica apela aos promotores a pararem com este mal para que se restabeleça rapidamente a paz e reconciliação nacional. A paz é o melhor presente que o povo moçambicano pode e deve receber, afirmou. Aos afectados, a equipa de bispos moçambicanos, sul africanos e da Esuwatine, renovaram o seu apelo e encorajamento no sentido de manterem firme a fé e esperança em Cristo, príncipe da Paz. Dom Inácio Saure, disse por outro lado que a Igreja Católica agradece a todos que de forma solidaria e generosa têm dado pouco de si, em favor das vitimas deste mal e comprometeu-se em continuar a apoiar tanto na procura da paz, assim como no acolhimento e integração dos afectados.
dez 15 2020
Na barragem de Nampula: Crocodilo fere e mata no rio Monapo
Por Júlio Assane Pelo menos duas pessoas perderam a vida e outras cinco contrairam ferrimentos entre ligieros e graves na sequência de ataques protagonizados por crocodilos ainda este ano no rio Monapo, concretamente na barragem de captaçãoo e bombagem de água para a cidade de Nampula. As vítimas, na sua maioria são pescadores que no seu dia-a-dia recorrem a pesca como alternativa para ganhar a vida. Alguns entrevistados reconhecem o perigo que represnta ao se fazerem ao rio mas sustentam não ter altrnativa para encarar a conjuntura económica que o país enfrenta para sustentar as suas familias. Jose Adriano, mais conehcido por pernas cumpidas, avançou que um dos motivos que lhe leva a se fazer a barragem tem a ver com a falta de emprego. “Nós aproveitamos entrar na água para pescar e termos algum dinheiro para ajudar os nossos filhos em casa” avançou aquele pescador, que, por outro lado, reconhece o perigo que ele corre ao se fazer ao rio. Para reduzir os ataques naquele rio, o Secretário do bairro daquela circunscrição geográfica, salientou que tem vindo a criar actividades de sensibilização as comunidades para evitarem se fazer ao rio.


