abr 21 2021
Moçambique prepara-se para o CAN de futebol de praia
Depois da presença inédita no CAN de futebol de praia, Moçambique procura fazer história. A selecção de futebol de praia apurou-se pela primeira vez para o Campeonato Africano Senegal 2021, ao golear os Comores, por 10-3, em jogo da segunda mão da primeira e única eliminatória. O CAN vai decorrer no Senegal em Maio próximo. Face a este marco, o combinado nacional está a fazer de tudo para trazer melhores resultados desta prova no maior evento continental. Para o efeito, estão a trabalhar a todo vapor para que tal objectivo seja alcançado. Ainda esta semana, esta colectividade foi homenageada por empresas de telefones que operam no país, um gesto que tem em vista encorajar a rapaziada, nos desafios que lhes esperam. A selecção nacional garantiu a qualificação com um agregado de 17-8, visto que na primeira mão ganhou fora de portas por 7-5. (Júlio Assane)
abr 21 2021
O Executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos
Para responder as exigências dos utentes, executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos Este efectivo visa responder uma melhor prestação de serviço ao público. Estes dados foram tornados públicos, esta terça-feira, no decurso da sessão do órgão executivo provincial liderado por Manuel Rodrigues. Por outro lado, Leo Jamal, porta-voz da sessão, anotou que ainda no ano em curso foi confirmada a construção de 18 novas escolas que serão adicionadas a 2345 escolas reabertas no presente ano lectivo, face ao novo normal. A sessão vai igualmente passar em revista o estágio actual da covid-19, onde de Janeiro a esta parte, Nampula registou mais de 2000 novas infecções, com 245 óbitos, e um número não especificado de internados. (Júlio Assane)
abr 21 2021
Estudo multidisciplinar para compreender Moçambique e o seu povo
MOÇAMBIQUE E MOÇAMBICANA/O Moçambique e moçambicanos são um mistério a ser desvendado. Para ser desmistificado o que muitos não sabem sobre este país, sugiro que haja uma equipa de especialistas de várias áreas de saber para se dedicar no estudo sobre Moçambique e também de forma detalhada sobre cada moçambicana e moçambicano. Tenho acompanhado várias tentativas de pesquisas, leio várias obras, sinto o esforço de vários homens e mulheres, dotados de genialidade, mas parece que nenhum entende quem é este povo e o que é este país. Pode parecer exagerado, mas se cada um ficar atento poderá perceber que de facto há um grande mistério a ser revelado. Se vier como antropólogo e sociólogo, podes perceber que é um povo a mais dentro do contexto africano. Pode encontrar semelhanças que irão te atrapalhar e não terás conclusão sobre este povo muito menos seu país, Moçambique. A sociedade não irá te ajudar a entender nada porque apesar da semelhança, o moçambicano, é um povo muito diferente doutros africanos. Poderá o filósofo, o teólogo e o místico se unirem mas cada vez mais haverá algo a ser filosofado, algo a ser questionado e a ser comtemplado. Se for cantor ou poeta, as canções serão lindas e os poemas serão maravilhosos mas nunca dirão o que é ser moçambicano/a. A história nos apresenta uma coisa, a geografia divide, por exemplo, Nampula de outra província como Cabo Delgado, mas na fronteira a diferença será o rio Lúrio porque o povo irá ser o mesmo. Apresento alguns traços que me levam a afirmar que deve haver uma investigação de carácter multidisciplinar. 1. Quinhentos anos de colonização Foram quinhentos anos de colonização, dominação e imposição de culturas diferentes, mas até hoje, tem moçambicanos que não sabem falar a língua portuguesa e resistem se expressando unicamenteem idiomas locais. A dita civilização europeia ficou no papel porque até hoje, Moçambique se pratica a poligamia, algo dito como um crime em países nórdicos. 1.1. Guerras tribais Para maior controle de territórios e para a imposição da autoridade e poder, os chefes tribais faziam guerras entre si, mas no final do campeonato, tomavam juntos suas bebidas, como a Othéka (bebida tradicional feita na base de mapira). Os chefes tribais mantinham laços de amizades e também de vizinhança não se lembrando das guerras. Seus filhos praticavam casamentos inter étnicos e a intimidade crescia. 1.2. A escratura Com o início do comércio de escravos, uns tios vendiam seus sobrinhos principalmente os mais indisciplinados mesmo sabendo que o mesma daria a continuidade da família e do clã ou da tribo. Quando faltasse o que vender, alguns homens preparados para esse tipo de missão, iam roubar meninos noutras regiões. Enquanto a escravidão continuava, crescia também o povo e aos poucos foi povoando o país todo. 1.3. Religiões tradicionais e religiões monoteístas Desde cedo esse povo tinha sua religião e sabia dialogar com Deus. Ao usar diferentes nomes fruto de muitas línguas, o povo foi acusado de animista. Porém, o monoteísmo é mais forte em Moçambique que no Ocidente. Com a dominação colonial e a vinda dos árabes, instalaram as religiões cristã e islâmica, respectivamente. No entanto, quer o cristão quer o muçulmano, continua sendo moçambicano e a viver no dia a dia o ser religioso africano, usando os curandeiros e feiticeiros etc. 2. Dez anos de luta pela independência Após anos de negociação para que Portugal abandonasse o país, não havendo sucesso e com a insistência de que Moçambique era província ultramarina de Portugal, os moçambicanos tomaram nas armas para libertarem o país. Para a surpresa de todos, o tal inimigo passou a ser parceiro de cooperação e hoje os filhos dos dirigentes, os assimilados são mais “tugas” que os nativos. No país, graças a Deus e pelo espírito acolhedor do moçambicano, encontramos muitos amigos portugueses e muitos com nacionalidade moçambicana. Veja como deve haver de facto um estudo multidisciplinar! 3. Dezasseis anos de guerra civil Na guerra que durou 16 anos foi vergonhosa. Irmão lutando contra o irmão, em nome da dita democracia, arruinaram o país e mataram seus próprios familiares e vizinhos. A mesma terra que lhe viu a nascer, é a mesma que ele destrói. Ao se tornar chefe na mesma terra que ele próprio vandalizou, vai a União Europeia pedir empréstimo para reconstruir o país. Para a surpresa dos demais, no final da guerra, os irmãos continuaram a conviver e festejar juntos. Aí está a razão porque Moçambique deve ser estudado por gente de diferentes saberes. 3.1. A nudez e a fome Hoje, cada mulher que tem vida boa, acumula armários de roupa fina. Mas durante o governo de Samora Machel, ter uma única saia era sinónimo de ser esposa de um militar. Nas aldeias chegaram de vestir sacos de sisal. A fome era frequente e provocou as bichas ou filas desde a madrugada para a compra de um pão. Hoje, encontramos crianças que não comem pão do dia anterior. Quem comia pão quente naquele tempo era o comandante. Alguns professores não sabiam o que é ter salário mas recebiam boa comida do Programa Mundial da Alimentação e os mais pobres foram salvos pela Cáritas. Apesar da fome, da nudez e da falta de salário, quer os professores quer os alunos se dedicavam para tornar a Educação de qualidade. 3.2. O cadonqueiro e operação produção A actividade económica mais valorizada na era do tio Samora era a agricultura. Qualquer pessoa que tentasse optar, por exemplo, na venda de roupa usada, vulgarmente chamada de “calamidade”, recebia o nome de candonqueioro. O comércio informal não era bem visto. Por isso, embora não houvesse lucro na venda dos produtos agrícolas, os camponeses se dedicavam bastante. Os chamados preguiçosos eram recolhidos e submetidos ao programa “operação produção ” que consistia em tirar à força alguém, por exemplo, de Inhambame para a província do Niassa. Teve alguns resultados positivos nessa operação? Como terminou esse programa? 4. O Cabrito come onde está amarrado Em certo momento, na era de Joaquim Chissano, houve atraso de salário.
abr 21 2021
Encerramento de fábricas de processamento da castanha põe em causa mais de 30 mil postos de trabalho
Mais de cinco fábricas de processamento de castanha de caju instaladas um pouco por toda a província de Nampula, encontram-se encerradas, e outras em número não especificado trabalham a meio gás, colocando em causa pouco mais de 30 mil postos de emprego entre fixo e sazonais. Face a esta situação, a Associação dos Industriais de Caju, está a fazer de tudo, com vista a salvar este sector, e recolocar a província e o país em particular, na rota dos mais produtores e exportadores da África. Mahumed Yunus Abdul Gani, presidente da AICAJU, falando em entrevista, assegurou que decorrem negociações com o governo, para a concessão de financiamentos través créditos para aquisição da matéria-prima. De sublinhar que nos últimos três anos, os níveis de produção da castanha de caju na província de Nampula, registaram uma queda significativa, passando das 70 mil toneladas anuais para perto de 20 mil toneladas.
mar 23 2021
Alguns líderes religiosos em Nampula mostram-se insatisfeitos com o continuo encerramento dos locais de culto
Esta insatisfação dos líderes religiosos em Nampula surge na sequência do último posicionamento manifestado pelo presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, face as medidas de contenção na propagação da covid-19. Os religiosos dizem não fazer sentido permitir a reabertura das instituições de ensino e dos locais desportivos, deixando de fora o continuo encerramento dos locais de culto. Victor Canana representante de alguns líderes religiosos em Nampula, disse que não se justifica que o presidente da Republica de Moçambique, permita a reabertura das aulas e dos locais desportivos e deixe encerrados os locais de culto, justificando-se que estes locais reúnem mais condições que as escolas. “Será que as crianças têm mais condições de se prevenir da covid-19 que as igrejas? será que os chapas que assistimos com mais de 30 pessoas não são o local onde se transmite a doença? Será que as igrejas devem comprar equipamentos e distribuir aos seus fiéis para que estas possam ser reabertas como os locais desportivos?” Interrogou-se o pastor Canana, dizendo que até neste momento o presidente Nyusi não sabe o papel que as confissões religiosas têm, porque se ele soubesse, ele notaria que a sua eleição como presidente foi através da mobilização dos lideres religiosos que pediram aos fieis para se fazer em massa nos locais de votação. O nosso entrevistado, defendeu-se usando a passagem da bíblia que diz: “Vos hão-de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome”. Victor Canana lançou fortes críticas contra o modus operandi dos agentes da lei e ordem quando surpreendem grupos de fiéis a adorarem a Deus. Aliás, este avançou que quando estes cruzam um grupo de fiéis exaltam-se como se eles conseguissem neutralizar uma quadrilha perigosa. Com incerteza na reabertura dos locais de culto na província e no país em geral, o nosso entrevistado, exige ao presidente da República que no seu próximo pronunciamento possa reabrir as igrejas para que os fiéis possam adorar o verdadeiro Deus e único presidente honesto. (Júlio Assane)
mar 22 2021
Cidade de Nampula sem espaços para parqueamento de viaturas
Munícipes da cidade de Nampula ressentem-se da falta de espaços para parqueamento de automóveis, situação esta que se arrasta há bastante tempo. O Parque automóvel da cidade de Nampula aumentou de forma significativa e a urbe está ficar sem capacidade de resposta em termos de espaço para estacionamento dos veículos. Esta situação poderá se exacerbar nos próximos tempos tendo em conta que a construção dos edifícios ao nível da cidade, não cria condições para essas infra-estruturas. A Avenida Eduardo Mondlane é exemplo desta realidade porque as viaturas são estacionadas quase no leito da estrada. Abordados pela nossa equipe de reportagem, alguns munícipes consideram que esta situação em algum momento tem provocado acidentes de viação, uma vez que o lugar dos pedestres é ocupado por viaturas. Contudo, os munícipes pedem a edilidade de Nampula para identificação de espaços para parqueamento de viaturas de modo a inverter o cenário actual. Em torno do assunto, a Revista Vida Nova contactou o Conselho Autárquico de Nampula na Pessoa de Nelson Carvalho director de Comunicação e imagem o qual prometeu pronunciar-se posteriormente. (Júlio Assane)
mar 22 2021
Reserva de Mecubúri vai beneficiar de reflorestamento
Reserva de Mecubúri beneficia de reflorestamento com mais de 600 Mudas de árvores. A actividade está inserida na passagem do dia mundial do ambiente. Segundo Nélio Manuel chefe de departamento de ambiente, disse que o reflorestamento de uma das maiores reservas de Moçambique, surge por causa da invasão da população que habita há décadas na área de conservação ambiental e vive da agricultura recusando-se a sair. Aliás, segundo suas palavras o governo junto de parceiros vai levar a cabo trabalhos de sensibilização das comunidades que construíram suas moradias dentro da reserva para procurarem lugares melhores para a sua habitação que não seja dentro da reserva. Nélio Manuel, avançou que para o plantio das mudas de árvores nativas dentro da reserva foi identificado o local e, serão usados um total de 2000 hectares e, contará com a participação do governo da província de Nampula. De referir que a reserva nacional de Mecubúri localizada a oeste da província de Nampula, tem uma extensão de 230.000 hectares que nos últimos tempos tem sido palco de acções humanas que de certa forma colocam em causa a sua biodiversidade. (Júlio Assane)
mar 22 2021
Chuva deixa alagada a zona baixa de Nacala-porto em Nampula
A zona baixa da cidade portuária de Nacala em Nampula, ficou submersa em consequência da chuva que se abateu na tarde de ontem naquela região da província. Sem fazer vítimas mortais, a chuva deixou alagada a zona baixa da cidade portuária de Nacala condicionando circulação de pessoas e bens. O cenário teve incidência nos bairros de Mokone e Triângulo, respectivamente. Segundo relatos de algumas testemunhas vários produtos e bens que se encontravam na via pública, foram arrastados pela fúria das águas. O administrador de Nacala-a-Porto, Fernando Doda, avançou que neste momento decorrem trabalhos com vista apurar os estragos causados pela chuva. (Júlio Assane)
mar 22 2021
Em Nampula Dos 2.549.486 hectares planificados Nampula conseguiu apenas lavrar 2.486.834
A província de Nampula não atingiu a meta de produção agrária que era de dois milhões quinhentos e quarenta e nove mil e quatrocentos e oitenta e seis hectares previstos. A campanha agrária prestes a findar a província de Nampula tinha como meta lavrar cerca de dois milhões quinhentos e quarenta e nove mil e quatrocentos e oitenta e seis hectares mas deste plano apenas foram lavrados dois milhões quatrocentos e oitenta e seis mil e oitocentos e trinta e quatro. Os dados foram avançados esta quarta-feira pelo Director Provincial de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Ernesto Pacule, o qual referiu que neste momento há acções em curso visando sensibilizar as comunidades para apostar na segunda época agrícola. Neste âmbito, de acordo com a fonte, a aposta vai para a produção de hortícolas nos próximos seis meses. Numa outra abordagem, o dirigente exortou aos camponeses para evitar a venda excessiva de produtos alimentares que neste momento já estão prontos para o seu consumo.
Clero Diocesano de Gurue dispõe-se a colaborar com Dom Inácio Lucas
Por Kant de Voronha Decorreu no último domingo (21.3), em Gurue a ordenação e empossamento do novo Bispo titular. Trata-se de Inácio Lucas Mwita do Clero Diocesano de Nacala, que até a data da sua nomeação a 2 de Fevereiro último desempenhava o cargo de Vigário geral de Nacala e Reitor do Santuário Diocesano Maria Mãe de África em Alua. A Missa presidida por Dom Germano Grachane foi participada com cerca de 10 Bispos e Arcebispos da Conferência Episcopal de Moçambique, sacerdotes, autoridades civis e religiosas. Na sua homilia, o Bispo ordenante, Dom Germano Grachane destacou que Dom Inácio é chamado a ser grau de trigo que vai morrer para dar frutos de apostolado. Pois, “Episcopado significa trabalho e não honra”. Assim, é preciso proclamar a Palavra de Deus a tempo e fora do tempo, na oração e no sacrifício. Dom Inácio foi desafiado a amar o clero e todos os marginalizados da sociedade, dispondo-se a ouvir a todos com generosidade e conduzir os que andam fora do redil. Ademais, pelo vínculo com todo o episcopado, Dom Inácio foi recomendado a despender sua energia para a comunhão e harmonia no seio do colégio dos Bispos do mundo inteiro e os de Moçambique em particular. O Clero Diocesano de Gurue, em sua mensagem de ocasião, manifestou total reconhecimento e gratidão a Deus Pai, por tudo o que foi vivido no decurso da celebração pelo singular amor à Igreja que está no Guruè e seus fiéis. “O nosso agradecimento dirige-se ao Santo Padre, Papa Francisco, que olhando para as necessidades desta família diocesana, providenciou-nos um novo Bispo. Agradecemos igualmente, a Nunciatura apostólica em Moçambique, na pessoa de S Excia. Revma, Arcebispo D. Pergiorgio Bertoldi, que no seu multiforme empenho tudo fez para que hoje a Diocese do Guruè tivesse um Bispo titular”. Ao novo Bispo, “queremos manifestar a Dom Inácio, desde já, o nosso acolhimento e a nossa inteira disponibilidade em colaborar convosco, fiéis àquilo que o Espírito nos sugere para o crescimento da porção do Povo de Deus que está no Gurúè” lê-se em mensagem do Clero. Criada a 6 de Dezembro de 1993, pela Bula Enixam suscipientes, do Papa São João Paulo II, antes de Dom Inácio Lucas Mwita, a Diocese de Guruè, teve como Bispos, Dom Manuel Chuanguira Machado (1994-2009) e Dom Francisco Lerma Martínez (2010-2019), os quais se entregaram de alma e coração ao serviço de Deus, no meio do povo, selando a sua missão pastoral com a oblação das suas vidas. A Diocese de Gurue é formada por 4 Regiões Pastorais, 27 Paróquias, com 33 sacerdotes e 3 diáconos diocesanos, 18 sacerdotes religiosos, 2 Irmãos Religiosos, 49 Religiosas, 8 Leigas de Institutos seculares e 2.200 comunidades cristãs de base. Refira-se que Dom Inácio Lucas manteve o seu lema de ordenação sacerdotal em 21 de Junho de 1998 e o mesmo servirá para guiar o seu apostolado: “Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!” (Act 3,6).


