nov 23 2020
Governador de exorta aos cidadãos a afluirem nas unidades sanitárias para doação de sangue
Por Júlio Assane O Governador da provincia de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto exortou aos cidadaos desta provincia económica de Moçambique a afluirem em massa as unidades sanitárias de referência para doarem sangue. O apelo daquele Governante surge numa altura em que a quadra festiva esta a espreita e pelo facto de algumas unidades sanitárias com referência como o Hospital Central de Nampula terem poucas unidades de sangue para responder a demanda dos utentes. Manuel Rodrigues avançou que para evitar elevados números de mortes nas unidades sanitárias devido a falta de sangue é preciso que as pessoas sejam voluntárias para salvarem vidas das pessoas que se encontram nos hospitais doando sangue. A fonte voltou a recordar que, em muitos dos casos de sangue, a sua procura tem sido crescente nestes períodos principalmente quando se avizinha a quadra festiva e o final do ano. O chefe do executivo provincial voltou a recordar a todos que, doar sangue é salvar mais uma vida que pode ser de um parente, um colega, amigo e um compatriota.
nov 21 2020
Para este ano a Revista Vida Nova arrecadou 17.553 assinantes a nível nacional
Por Julio Assane Um total de cerca de 17 mil assinantes é o número que a Revista Vida Nova, com sede no Posto Administrativo de Anchilo, provincia de Nampula conseguiu arrecadar nos primeiros onze meses do corrente ano. Estes dados representam uma redução de 2.53 por cento comparativamente ao igual período do ano passado, no qual foram registados 17 mil 571 assinates 17 mil 17.553 assinantes para este ano. Estes dados foram divulgados na manhã deste sábado durante um encontro anual que a revista manteve com os seus colaboradores e quadros para fazer a avaliação das actividades que foram realizadas neste ano, e que serviu para criar novas estratégias para angariação de mais assinaturas nas paróquias, instituições e pessoas singulares. “O número dos assinantes a nível nacional aumentou de forma significativa apesar da pandemia mundial do novo coronavirus” sublinhou o padre António Bonato, director da Revista Vida Nova na provincia de Nampula. Na ocasião, Padre Bonato desafiou aos colabores e quadros daquela instituição para que trabalhem para conseguir conquistar mais novos leitores das instituições públicas e privadas e oh assinantes simgjlares. Os colaboradores e quadros prometeram continuar a trabalhar e tudo fazer para o crescimento da revista de “Formação e informação cristã”. De referir que a Revista Vida Nova completou este ano 60 anos de existência desde a sua fundação em 1960 e a sua primeira publicação teve início no mês de Agosto, com o no,e de Boa Nova e regida sob lema: “boletim de formação religiosa e informação missionaria”.
nov 21 2020
Sanitários públicos em Nampula com péssimas com condições de higiene
Por Júlio Assane Com um total de 400 mil habitantes, o bairro Cimento da cidade de Nampula, aquela que foi cartão de visita em tempos de Amurane, actualmente conta apenas com três sanitários públicos e sem condições básicas de higiene. Os mesmos estão localizados no Parque dos continuadores, Hospital Central e nos passeios dos CFM, respectivamente. Destes, as condições de higiene são péssimas, perigando a saúde dos utentes. Aliás, os próprios trabalhadores afectos nesses locais clamam por socorro a quem de direito. Para satisfazer as necessidades biológicas, os munícipes de Nampula são forçados a recorrer acácias e muros, sobretudo para os que pretendem urinar pese embora saibam que se trata de violação do código de postura municipal. “Com os sanitários públicos em péssimas condições de higiene preferimos usar as acácias para evitar a contaminação de várias doenças”- sublinhou Antunes Alifo que disse verificar-se este cenário com o conhecimento das autoridades competentes e com capacidade de manter os sanitários em perfeitas condições de uso. Com o grito de socorro, aqueles munícipes apelam a construção de mais novos urinóis públicos em locais estratégicos da praça. Entretanto, a edilidade de Nampula, na pessoa do Presidente Paulo Vahanle, reconhece este cenário dramático e promete pronunciar-se oportunamente.
nov 21 2020
Mendigos Voltam Assaltar Ruas Da Cidade De Nampula
Por Júlio Assane O êxodo rural continua a ser o responsável pela mendicidade nas artérias e ruas da cidade de Nampula. Grande parte destes cidadãos são provenientes das zonas rurais, um pouco por toda a província de Nampula, como forma de procurar melhores condições de vida, e como a sorte de emprego ainda não lhes bateu a porta. O cenário que se vive na cidade de Nampula é deveras preocupante, tudo porque, crianças, jovens e adultos saem a rua para conseguir um prato de comida para alimentar os seus familiares que com ansiedade em suas casas esperam que lhes seja recheado de pratos de manjares suculentos. Muitos destes cidadãos que praticam a mendicidade nas ruas da cidade de Nampula, são pessoas que por falta de recursos financeiros para terminar o seus estudos e emprego sentem-se na obrigação desta prática como forma de satisfazer o seu organismo. Alguns dos nossos entrevistados explicaram que pedir esmola é melhor do que sentar em casa e esperar que a sorte lhes bata a porta. Dos que se fazem a rua da cidade de Nampula, são pessoas de todas faixas etárias, que ficam aglomeradas no mesmo sítio e sem o mínimo de observância das medidas de prevenção a covid-19 e sob todos os riscos de contaminação daqui decorrente, numa altura em que Moçambique já ultrapassou a barreira de 12 mil infecções. Recorde-se que o Instituto Nacional da Acção Social (INAS) criou em diversos postos administrativos da cidade capital do norte de Moçambique um Centro de apoio a velhice e não só, onde os idosos recebem mensalmente um valor de 1500 meticais para realizar as suas actividades.
nov 21 2020
Transportadores semi-colectivos de passageiros agastados por falta de terminais rodoviários
Por Júlio Assane A situação vem sendo verificada há bastante tempo, sob olhar impávido das autoridades que tutelam esta área. Grande parte das terminais rodoviárias são improvisados nas bermas das avenidas e ruas da urbe, facto que contribui para o congestionamento do trânsito e acidentes de viação. Como exemplo desses locais, está a terminal improvisada em frente dos CFM, padaria Nampula, Clube 5 (Petrona) e por fim, o mercado grossista do Waresta onde a cada dia, milhares de pessoas perdem os seus bens por conta de falta de segurança desses locais onde se dirigirem para chegar aos seus destinos finais. Por esse motivo, os transportadores que realizam suas actividades em algumas terminais de passageiros, sobretudo Moma e Angoche, por exemplo, procuram vias alternativas nas ruas e avenidas da capital norte do país para estacionar os seus veículos. Cientes do risco que correm, os automobilistas pedem uma intervenção imediata, das autoridades que superintendem esta área para regularizar este problema que é de falta de terminais rodoviários. Contactado telefonicamente Luís Vasconcelos, Presidente da Associação dos transportadores rodoviários desta província, prometeu pronunciar-se sobre o assunto oportunamente.
nov 21 2020
Ministro da Indústria e Comércio assegura disponibilidade de alimentos na quadra festiva
Por Júlio Assane A garantia nesse sentido foi dada pelo titular da pasta da indústria e Comércio, Carlos Mesquita, que sossegou aos moçambicanos, não obstante a pandemia do novo coronavirus que assolou significativamente a economia. Por disso, Carlos Mesquita disse que o país dispõe de stock suficiente de produtos alimentares para abastecer o mercado até a quadra festiva que se avizinha e não só. “Não haverá ruptura de stock de alimentos na quadra festiva” avançou aquele dirigente garantindo que uma equipa multissetorial foi criada para fazer o monitoramento dos preços dos produtos nos estabelecimentos comerciais, como forma de evitar especulação de preços. Num outro desenvolvimento, Mesquita disse ainda que até Setembro último, houve um aumento record na comercialização de diversos produtos agrícolas na ordem de 76 por cento, quando comparado ao ano passado que se situou em 70 por cento. A fonte fez estas declarações na sua visita de trabalho à província de Nampula, onde igualmente lançou a campanha Agrícola 2020-2021 no Distrito de Muecate.
nov 20 2020
Coronavirus paralisa celebrações litúrgicas
Por Kant de Voronha Desde a declaração do Estalo de Emergência, em Março último, várias comunidades cristãs continuam encerradas sem possibilidades de rezar em comunidade. Esta informação foi partilhada por vários animadores e anciãos presentes na reunião de preparação do ano pastoral 2020/2021 havida na manhã deste sábado (20.11). Muitas comunidades cristãs de Moma e Micane, Angoche e Meconta, por exemplo, ainda não retomaram as suas actividades de celebrações litúrgicas devido às imposições de regras de prevenção da pandemia do coronavirus. De acordo com o Vice-Chanceler da Arquidiocese de Nampula, o Pe António Martinho Canera, os párocos devem dialogar com as lideranças locais para encontrar mecanismos de retoma das celebrações nas suas comunidades. Para isso, “as equipas de vistoria nos distritos e localidades continuam abertas para acolher as propostas das comunidades”, referiu o clérigo. Outra preocupação que aflige os agentes de pastoral prende-se com a situação de elevado número de deslocados que fogem o terrorismo em Cabo Delgado. Em várias paróquias de Nampula chegaram muitas pessoas, sobretudo mulheres e crianças. Como forma de os acolher e acomodar, o governo provincial de Nampula criou um Centro de acolhimento dos deslocados no Posto Administrativo de Corrane, Distrito de Meconta. Por essa razão, torna-se necessário repensar as mensalidades de solidariedade e inserção dos deslocados nas comunidades e paróquias cristãs cientes da dificuldade de língua e carência de documentos que os acompanha.
nov 20 2020
Arquidiocese de Nampula reune-se em preparação do ano pastoral 2020/2021
Por Kant de Voronha Nas vésperas do término do ano pastoral 2019/2020, o Arcebispo de Nampula, reuniu-se neste sábado (20/11), no Salão da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com os agentes da pastoral. O encontro de um dia visava, entre vários pontos de agenda, a programação do ano pastoral de 2020/2021, cientes que os tempos que correm exigem prontidão em reconhecer os sinais do tempo presente marcado pela pandemia do Coronavirus, o terrorismo em Cabo Delgado e Centro do país. De acordo com a apresentação inicial do Senhor Arcebispo, é urgente repensar a missão do Centro Catequético de Anchilo, criado em 1969, “olhando com gratidão para o passado, vivendo com paixão o presente, e projectando-nos para o futuro com realismo”. A luz desse desejo, decorre desde 2018 um processo de requalificação do Centro Catequético com objectivo de revitalizar as actividades internas à luz do contexto actual. Com efeito, foi constituída uma equipa conjunta entre os Missionários Combonianos e a Arquidiocese de Nampula. Com efeito, foi lançado um inquérito para as Paróquias focalizado em três áreas: a) formação pastoral; b) autonomia económica do Centro; c) auto-sustentabilidade e melhoria da Revista Vida Nova. “O Centro está sendo vítima do seu processo histórico. Porque durante muito as Paróquias contribuíram simbolicamente para a sustentabilidade econômica durante a formação dos agentes de pastoral durante 50 anos”, referiu o Pe Altino, Pároco de Santa Isabel de Namaita. De referir que do encontro participaram padres, irmãs e leigos provenientes de várias paróquias da Arquidiocese de Nampula.
nov 20 2020
“Não há erro sem possível solução”
Por Kant de Voronha Não se pode viver acomodado sobre as dificuldades que a vida apresenta. Muitas vezes, as realidades que preocupam as comunidades cristãs têm sua origem no tempo de sua formação. Os graves problemas econômico-financeiros nascem desde o começo da sua constituição. Por isso, citando o Decreto Pastoral do Vaticano II, Dom Inácio salientou que “as comunidades cristãs devem ser construídas desde o começo de modo que possam por si mesmas prover das suas necessidades” (Ad gentes, nr 15). Assim, o Centro Catequético e a Revista Vida Nova nascem no contexto de impossibilidade de auto-sustentabilidade. Mas isso “é possível ser corrigido” referiu Dom Inácio Saure. É necessário, portanto, aproveitar os recursos humanos e materiais que as Paróquias dispõem para permitir que o processo de requalificação do Centro Catequético e da Revista Nova se efective, apesar das dificuldades.
nov 11 2020
A seca, a desertificação e o plantio de árvores
Por Éden Sansão Mucache Não há dúvida que nestes últimos anos o clima está a mudar:as estações não são as mesmas do passado e as chuvas não respeitam ninguém… O activista ambiental,Dr. Eden Sansão Muchave da Associação Moçambicana para a Saúde e Ambiente,vai-nos ajudar a entender estas mudançase a tomar iniciativas positivas. Uma estiagem, também é conhecida vulgarmente como período de seca e é uma catástrofe natural com propriedades bem características e distintas das demais. Afinal o que é estiagem ou seca? O termo “seca” refere-se ao tempo seco de longa duração. Durante a seca, a água disponível encontra-se abaixo dos parâmetros habituais de uma determinada região geográfica; por conseguinte, a água não é suficiente para satisfazer as necessidades dos seres humanos, os animais e as plantas. A causa mais habitual da seca é a falta de chuvas. Quando não chove durante períodos muito prolongados, surge a seca meteorológica e, se esta se mantiver, resulta numa seca hidrológica. O que causa a seca? Entre as várias causas, encontra-se: O incorrecto ordenamento do território;Insuficientes infraestruturas de armazenamento de água;Uma sobre utilização das reservas hídricas subterrâneas; Uma gestão incorrecta do consumo de água;O desmatamento do território, sem controlo. Como podemos prevenir a seca? Os consumidores têmde reduzir o desperdício e utilizar menos água. Controle de ervas daninhas, uma vez que aceleram a perda de água pela transpiração. Utilização de cobertura morta, como palha, casca de arroz e serragem, bem como à incorporação ao solo, dos restos culturais anteriores, diminuindo o efeito da evaporação e conservando a humidade natural do solo. Adopção da técnica de plantio directo, reduzindo em aproximadamente 30% a perda de humidade. Iniciar a restauração de florestas: as árvores evitam o assoreamento de rios e represas e regulam o clima. Reflorestar é urgente, e o resultado é muito rápido. A desertificação e o plantio de árvores O problema da desertificação passou a despertar o interesse da comunidade científica há 80 anos, contudo somente nos últimos dez anos passou a ser destacado como um sério problema ambiental, devido ao seu impacto social e económico, uma vez que o processo ocorre de forma mais acentuada em áreas correspondentes aos países subdesenvolvidos. O que é desertificação? A desertificação é um fenómeno de degradação dos solos e de áreas agrícolas que afecta centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, uma vez que o seu resultado é a perda total ou parcial de regiões agricultáveis, prejudicando as práticas económicas. Esse processo pode ser uma ocorrência tanto de ordem natural muito embora a sua intensificação se deva exclusivamente ao exaustivo uso dos solos pelo ser humano. Quais são as causas da desertificação? As causas da desertificação pelas actividades humanas estão, sobretudo, relacionadas ao empobrecimento dos solos realizado pelas actividades económicas. O desmatamento é o principal vilão, pois deixa a terra exposta às intempéries climáticas e diminui a retenção de água e nutrientes. Além disso, o uso intensificado do solo em áreas agrícolas, o esgotamento de rios e demais recursos hídricos e até a actividade da mineração também estão na lista de acções que levam à expansão desse problema ao longo do espaço geográfico. De maneira geral, como causas da desertificação podem ser apontadas: sobre uso ou uso inapropriado da terra (monoculturas comerciais como a cana-de-açúcar, soja, trigo, milho); desmatamento;utilização de técnicas agropecuárias impróprias; queimadas; uso excessivo de agrotóxicos; poluição ambiental. Como combater a desertificação? Para combater e evitar a expansão da desertificação, a medida mais eficaz é preservar as áreas verdes, evitar queimadas, plantar árvores e praticar o reflorestamento em zonas devastadas. Então: Vamos plantar mais árvores?


