Bíblia: Palavra de Deus revelada aos homens
Por Bíblia católica online As Sagradas Escrituras, que englobam o Antigo e o Novo Testamento, foram inspiradas por Deus (2Tm 3,16). Foi o Espírito Santo que guiou os autores bíblicos a escreverem aquilo que Ele desejava revelar. Alguns cristãos dizem: “A Bíblia é tudo o que preciso”, contudo, tal afirmação não se encontra na própria Bíblia. Na verdade, a Bíblia ensina justamente o contrário, como se lê em 2Pd 1,20-21 e 2Pd 3,15-16. “Sabei primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, porque a profecia nunca foi proferida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1,20-21). Além disso, a teoria de que “somente a Bíblia basta” nunca foi professada pela Igreja primitiva. Ainda que seja popular em muitas igrejas cristãs, a teoria de que “somente a Bíblia basta” simplesmente não funciona na prática. A experiência histórica desaprova essa ideia, pois em cada ano vemos surgir mais e mais religiões, cada qual com uma interpretação bíblica diferente. Existem hoje dezenas de milhares de denominaçõesreligiosas, cada qual afirmando que asua interpretação particular da Bíblia é a correta. As divisões que geram, causam confusões indescritíveis entre milhões de cristãos sinceros, mas desorientados. É suficiente abrir as páginas amarelas da lista telefónica para verificarmos quantas denominações diferentes estão catalogadas, cada uma dizendo que “somente a Bíblia basta”, mas nenhuma concordando exactamente com a interpretação bíblica de todas as demais. Porém, podemos ter a certeza de uma coisa: o Espírito Santo não pode ser o autor de toda essa confusão (cf. 1Cor 14,33). Os livros que compõem a Bíblia são 73, sendo 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento: Antigo Testamento: são todos os livros escritos a partir do séc. XV a.C. até ao nascimento de Cristo. Contém a Lei de Deus dada a Moisés, a história do povo de Israel e assuas reflexões de sabedoria e de louvor, bem como as profecias da previsão da vinda do Messias, que se deu com a vinda de Jesus Cristo. Novo Testamento: são todos os livros escritos após a vinda de Jesus até ao final do séc. I d.C. Livros do Evangelho: narram a vida, os ensinamentos, os milagres e a obras do Messias Jesus Cristo descrevendo a vida e as obras de Jesus, a criação e a expansão da Igreja, além de documentos de formação do povo cristão. Livro Histórico: apresenta a instituição e expansão da Igreja Cristã, primeiro na Palestina e, a seguir, no mundo até então conhecido. Epístolas: são as doutrinas e exortações escritas por alguns Apóstolos de Cristo e encaminhadas a comunidades ou fiéis cristãos. Livro Profético: traz a vitória de Cristo e sua Igreja sobre as forças do mal e o juízo final.
nov 10 2020
Dom Manuel Vieira Pinto: herança e desafios
Pela Redacção No dia 30 de Abril deixou-nos Dom Manuel Vieira Pinto, arcebispo emérito de Nampula de 1967 até 2001, testemunha do Senhor ressuscitado na história de Moçambique. O seu legado para as comunidades cristãs continua a ser a conjugação positiva entre a fé e a vida de cada dia iluminada. Resumo dum texto já publicado por P. Zé Luzia autor de várias e prestigiadas publicações sobre a figura de Dom Manuel. “Cristianismo e religião – Fé e revolução” foi o título da carta-pastoral do Bispo Manuel Vieira Pinto no Natal de 1978. Num tempo de ateísmo militante, tratou-se de uma proposta e de um desafio a um diálogo sereno com os ideólogos marxistas da Frelimo. Afinal, a religião não tem de ser, fatalmente, ópio do povo, mas também pode ser fonte de rebeldia revolucionária, de inspiração transformadora da sociedade. Dom Manuel, também nisto se revelou o pastor intrépido, seguro de que as vicissitudes por que a Igreja católica passava, às mãos da Frelimo, eram o dedo de Deus a fazê-la renascer no coração do Povo como genuinamente moçambicana. Nada de anticomunismo primário ou de tentação de resistência à proposta de reconstrução nacional. Manuel Vieira Pinto foi, também, tranquilamente, catequista dos políticos. Por isso pode responder à conhecida interpelação de Samora: “Deus não precisa que o defendam. O Homem sim!”. Atenção aos últimos Dom Manuel, como verdadeiro discípulo de Jesus, foi um incontornável defensor da dignidade de todo o humano. E foi-o, especialmente das pessoas mais pobres, mais abandonadas nas margens do mundo, ou perseguidas pela sua entrega ao serviço das causas da verdade e da paz; e mais ainda, e, tantas vezes, sacrificadas e massacradas na estupidez de todas as guerras, enfatizando, aqui, sua querida terra moçambicana, a tristemente inesquecível guerra civil – a tal dos 16 anos – de que ainda ninguém se penitenciou. Nem Frelimo nem Renamo. O silêncio parlante: a Doença A pandemia do COVID 19 obrigou a que o seu funeral não tivesse a solenidade que todos desejávamos e tivesse sido feito na exiguidade e nos constrangimentos de todos conhecidos. Um dia, convocar-nos-emos de novo para fazermos a celebração da glorificação pascal da vida tão plena de tão grande pastor. Por causa da sua doença prolongada, já nos tínhamos habituado ao seu silêncio, à sua ausência de cena, à sua voz emudecida pela doença. Afinal, mesmo roubado pela doença, há anos, ao nosso convívio, todos continuávamos a senti-lo vivo, palpitante, como se fosse nosso eterno companheiro nesta peregrinação terrestre. A “Irmã Morte” veio despertar-nos, a todos, da letargia em que vivíamos e trouxe para a ribalta mediática, sociológica, política e eclesial, o nosso Pai (como tão carinhosamente, sobretudo os mais humildes do Povo Moçambicano, me perguntavam por ele). Recordar é viver e crescer “Eu, muito jovem (ndr.Pe. Zé Luzia) , cheguei a Nampula, ao convívio do Bispo Manuel, em 1968. Eu, aprendiz de missionário e de padre, logo me dei conta do pastor sempre aproximado de toda a gente. A “Diocese”, designação, então da casa do Bispo, deixava de ser o palácio distante onde os pobres nunca tinham acedido. Como, 45 anos depois, viria a dizer o Papa Francisco, “um Pastor com cheiro a ovelhas”. De facto, o Bispo Manuel foi, como agora Francisco, sempre surpreendente nas palavras e nos gestos. Atrevido, avantajou sempre as asas dos nossos voos de jovens insatisfeitos e rebeldes, arroteando caminhos por abrir. Ousado! Tanto na pastoral em sentido mais estrito, como nas suas incidências políticas, como o testemunham as homilias “Repensar a guerra” (1974), interpelando o governo e a sociedade coloniais, que o levou à expulsão; e “A Coragem da Paz” (1984), desafiando, em nome do Povo, o Presidente Samora a entabular o diálogo com a Renamo”. Dom Manuel em sintonia com Papa Francisco Como Igreja, conheci, na prática, um Bispo não-clerical. Com ele aprendi a ser animador de uma genuína Igreja de Todos, crescentemente livre do vício clerical, pela participação de todos os baptizados, do pé descalço ao engravatado, tanto ao gosto, hoje, do Papa Francisco. Nessa linha, aprendi a ser padre mais da “Igreja das Palhotas”, das pequenas e humildes comunidades emergentes, do que da grandiosidade das empoladas catedrais por impressionantes que elas possam ser. Com efeito, foi também o atrevimento e a aposta do Bispo Manuel que fez, dos animadores paroquiais, homens e mulheres simples e de pé no chão, protagonistas do renascimento da Igreja católica em Moçambique, e mais particularmente, na Diocese de Nampula, no contexto do ateísmo a seguir à independência. Convite a não esquecer É necessário que o mundo académico, a começar pelos nossos seminários e as instituições universitárias, produzam trabalhos de pensamento que rentabilizem a preciosa herança que ele nos deixou. Apesar de ele ter sido, entre outros, alvo duma “ingratidão” por parte do governo que nem se lembrou de lhe manifestar a sua gratidão com a consolação de o brindar com a nacionalidade (pedido que ele nunca fez por uma questão de evitar equívocos e mal-entendidos), Dom Manuel fica como um marco indiscutível da história religiosa e cívica de Moçambique. Os dias do Moçambique de hoje no-lo exigem. A guerra que lavra no centro do país, e o terrorismo criminoso de Cabo Delgado, desafiam-nos como cidadãos e como cristãos. Infelizmente, Dom Manuel
nov 10 2020
O papel das matronas
Por Judite Macuacua Pinto No nosso País, as Matronas, nas Comunidades Rurais, desempenham um papel muito importante, no tocante à ajuda que prestam às jovens mulheres a dar à luz. Na sua maioria, são mulheres de uma idade avançada, respeitáveis, influentes e experientes quanto à matéria da maternidade, nas suas respectivas comunidades ou no seio familiar. Infelizmente, a sua figura, embora muitas vezes esquecida e inexistente em muitos países, em Moçambique, sobretudo nas zonas desprovidas de unidades sanitárias, continua a ser considerada um Património da Humanidade e uma das profissões mais antigas. Muitos partos que acontecem fora do hospital, é graça a estas mulheres humildes e sem conhecimento académico, mas que se fazem valer pelas suas experiências de mães. Aliás, segundo alguns relatos populares e históricos, desde os tempos primórdios, estas sempre foram assistentes das parturientes durante o trabalho do parto e no momento de expulsão. Segundo Marcela Bueno, Neuropsicóloga Brasileira, à semelhança do que acontece noutros países, em Moçambique, principalmente nas zonas rurais, cabe às Matronas, proporcionar às futuras mães, cuidados e a atenção que necessitam, desde o momento de concepção até que se termine o puerpério. Além disso, é responsabilidade destas mulheres, a instrução às jovens mães, sobre os primeiros cuidados com o bebé. Por outro lado, as Matronas, em algumas situações excepcionais, no seu âmbito de actuação, podem ser solicitadas em algumas Unidades Sanitárias existentes na Comunidade, nas famílias ou mesmo para um atendimento domiciliar particular. A Matrona na gravidez Mais adiante, a nossa fonte refere que, a Matrona, é responsável por preparar o corpo da futura mãe para a gestação (planeamento), o adequado seguimento da gravidez e o parto seja natural ou de cesárea. E também ajuda a aplicar medidas de emergência, caso seja necessário. Além disso, auxilia a gestante nas muitas mudanças emocionais, escutando e respondendo as inúmeras dúvidas, tais como os temores frente ao parto, a dor, a prematuridade, a morte súbita, os problemas que podem ocorrer a um recém-nascido e também apoiando-a em todas as etapas. No momento do parto Por vezes, nas Comunidades próximas de algum centro de saúde, as Matronas são solicitadas para acompanhar as grávidas, ao hospital e as levam à sala de dilatação, onde são atendidas durante todo o período de dilatação e expulsão. Se ao longo deste momento, aparecer alguma complicação, a Matrona avisa a Obstetra ou a Parteira para entrar em acção. Assim, quando chegar o momento adequado, se encarrega de avisar o anestesista, caso a gestante o exija. Caso contrário, actua em todo o período expulsivo. Apos o nascimento Ainda de acordo com a Marcela, chegada a esta etapa, a Matrona, na Comunidade ou no seio familiar, ainda tem o papel de controlar a mãe e o bebé, durante as 3 horas posteriores à expulsão, sinónimo da responsabilidade que as Matronas assumem em todas as etapas. ……………………… BOX ROSTO DA MULHER Violência Doméstica … Durante o tempo do Coronavirus alertamos toda a sociedade para os potenciais aumentos da frequência e do grau de violência contra mulheres e crianças. Com efeito, de todo o mundo surgem indícios de aumento da violência doméstica e violência contra crianças devido à insegurança e ao confinamento domiciliar forçado. O nosso País não é excepção, pois o convívio quotidiano prolongado e forçado em casa pode propiciar o agravamento de actos de violência contra as mulheres, dada a estrutura hierarquizada e autoritária das relações de poder desiguais em casa. Essa violência pode ser não só física como sexual e psicológica, havendo fortes probabilidades de se estender também às crianças e com particular incidência nas crianças de sexo feminino. As cidadãs e os cidadãos, bem como as autoridades dos bairros, devem ser mobilizadas/os para estar atentas/os e para intervir em caso de suspeita de violência, mesmo dentro das casas, pois assim se poderão salvar vidas e a integridade física de mulheres e crianças. (Comunicado da associação Mulheres ComVida)
O MUNDO VESTIU-SE DE MÁSCARAS
Por Kant de Voronha Agora o mundo vestiu-se de máscaras. A humanidade experimentou e ainda enfrenta o confinamento dentro das casas e com medo de um inimigo invisível, o Coronavírus que tem nome famoso ao qual chamam Covid 19. Sim. É essaCovid 19 em todas as línguas. A humanidade foi desafiada passando por um tempo de profunda provação. Pois, fecharam as Igrejas, fecharam as mesquitas, fecharam as escolas, fecharam as universidades, fechou a alegria, fechou o horizonte de 2020 ser um ano carregado de prosperidade. Baixou a economia mundial; baixou o poder aquisitivo; baixou o fluxo de viagens nacionais e internacionais. Será que ficámos iludidos na passagem ao ano novo? Tínhamos muitos projectos e propósitos. Esperávamos que 2020 fosse um ano intensamente de muitos sucessos. Quem ainda continuaa dizer isso? Perdemos a esperança? Apagou-se a torcida que fumegava? Até alguns perguntam: “porque Deus permite esta pandemia? Mas ainda é cedo para atirar pedras a Deus. A Bíblia ensina que “Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu” (Ecle 3,1-8). Agora estamos no tempo de Coronavírus. O tempo das máscaras. O tempo do distanciamento social; o tempo de quarentena; o tempo de isolamento; o tempo de túneis de desinfecção; o tempo de lavar as mãos com água e sabão ou cinza; o tempo de não abraçar nem beijar; o tempo de bater cotovelos ou os pés ou ainda de vénias em jeito de saudação; o tempo de rezar intensamente em família; o tempo das igrejas e mesquitas fechadas; o tempo das aulas suspensas e escolas encerradas; o tempo de estudos online; o tempo em que o professor é opróprio encarregado de educação; o tempo de pagar mensalidades mesmo sem aulas presenciais; o tempo de saudades; o tempo em que a liberdade é coarctada,etc. etc. Mas o que é que vamos aprender com este tempo? Será que aprendemos a manter a higiene pessoal e colectiva? Aprendemos a cultivar a virtude da oração em nossa casa? Aprendemos a reconhecer que a Igreja não são os templos das 4 paredes, mas somos nós? Aprendemos a ensinar os nossos filhos sobre matérias escolares? Aprendemos a confiar em Deus? Qual é a lição que você vai tirar deste tempo? Essa coisa de máscaras iiiiiii!!!Nas ruas vimos todos tipos possíveis de máscaras: de pano, de coco, de folhas de árvores, de panelas, de alumínio, de ferro, da farmácia, etc. Às vezes para reconhecer alguém que usa máscara não é fácil. É normal cruzar com um amigo e não o reconhecer; cruzar com um bandido que parece pessoa sadia. As máscaras escondem a nossa face real. Quando alguém está sorrindo ou nervoso não se nota. Por isso os hipócritas usam máscaras. O inimigo desconhecido vestiu-nos com máscaras. Para exigir o cumprimento das medidas de prevenção da pandemia e as exigências do decreto presidencial durante a vigência do estado de emergência, vimos acções violentas e cruéis de alguns agentes da Polícia da República de Moçambique. Não sei se foi por ajuste de contas. Mas não faltaram exageros de indisciplina ou excesso de zelo que culminaram com a morte de uns e ferimento de outros. Mas esse agir era indistinto. Pois, alguns fiscais entre polícias e outras entidades autorizadas quando encontravam bêbados reunidos em convívio, o tratamento variava consoante o aliciamento que se lhes dava. Em alguns lugares o acto era voluntário: “embrulhavam” o chefe (polícia) com um envelope de 100Mt ou menos e o chefe fazia de contas que não viu nada. Ao passar por esse local, as pessoas continuavam a conviver, normalmente. Noutros lugares onde os vendedores oferecessem resistência, choviam chambocos, algemas arbitrárias, detenções e até balas verdadeiras para dispersar os cidadãos. Na ocasião, um chefinho gritava com voz de macho: “Onde está o meu refresco?” Este cenário lembrou-me o discurso do saudoso Presidente Samora Machel que dizia: “O polícia deve ser um elemento político, altamente educado e cortês. Um polícia não pode dar um pontapé a ninguém! O polícia que dá um pontapé a um cidadão, não respeita e não sabe o que representa a farda que enverga. Um polícia a espancar as pessoas é o cúmulo da vergonha! Este elemento não serve para a estrutura do Estado. O nosso polícia não tem privilégios. O seu privilégio é servir bem a República, é zelar pela aplicação da Constituição, é fazer respeitar as leis, educar os cidadãos. O polícia deve preocupar-se em conhecer as leis para as fazer respeitar, conhecer a Constituição para a saber defender. Ele deve respeitar o sofrimento dos outros”. Parece que Samora via de longe que no tempo de Coronavírus haveria crueldade. Continuemos vigilantes na observância das medidas de precaução, implorando que Deus faça chover sobre a humanidade “novos céus e nova terra” purificados pela Covid-19. Continuemos vigilantes e perseverantes na oração. “Não se perturbem os vossos corações. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim” disse Jesus (Jo 14,1.6). E mais não disse!
nov 09 2020
O que é Covid-19?
Por Júlia Tarrua É um vírus que causa infecções semelhantes a uma gripe comum e pode provocar infecções respiratórias. Sintomas da Covid-19 Os sintomas comuns são: febre, cansaço, tosse seca e dificuldades respiratórias. Alguns pacientes podem sentir dores, congestão nasal, comichão no nariz, garganta inflamada ou diarreia. Estes sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas infectadas não apresentam sintomas e sentem-se bem. Medidas preventivas da Covid-19 Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou cinza, ou então higienize com álcool em gel a 70%; Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço ou com o braço e não com as mãos; Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; Mantenha uma distância mínima de cerca de 2 metros ou 1 metro e meio de qualquer pessoa tossindo ou espirrando; Evite abraços, beijos e aperto de mãos. Adopte um comportamento amigável sem contacto físico, mas sempre com um sorriso no rosto; Higienize com frequência o celular e os brinquedos das crianças; Não compartilhe objectos de uso pessoal como toalha, talheres, pratos e copos; Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados; Evite circulação desnecessária nas ruas, estádios, mercados, shows, lugares de culto e escolas; Se puder, fique em casa; Se estiver doente, evite contacto físico com outras pessoas e fique em casa até melhorar; Utilize máscaras caseiras ou artesanais, feitas de tecido, em situações de saída de sua residência.
nov 09 2020
Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Como escrevemos no primeiro texto sobre os Direitos Humanos, a Declaração começou a ser elaborada no ano de 1946. Porém, a Declaração foi oficialmente adoptada pela ONU no dia 10 de Dezembro de 1948. O conceito de direitos humanos envolve os direitos e as liberdades básicas necessárias para garantir uma vida digna aos indivíduos. Estes direitos devem ser assegurados a todas as pessoas, independentemente de qualquer distinção, como etnia, nacionalidade, género, religião ou orientação sexual. A Declaração dos Direitos Humanos é composto por 30 artigos que destacam temas chave como: a vida, a liberdade, a segurança, a educação, a igualdade e a liberdade de expressão. Apontamos abaixo os principais direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos: Todos osseres humanos são livres e iguais em direitos e dignidade. Capacidade e liberdade para viver sem discriminação. Direito à vida, liberdade e segurança. Nenhuma pessoa deve ser escravizada. Ninguém deve ser torturado ou receber tratamento cruel. Direito de reconhecimento como pessoa. Igualdade perante a lei. Direito de acesso à justiça quando osdireitos forem violados. Ninguém deve ser preso arbitrariamente. Todas as pessoas têm direito a julgamento justo. Direito à presunção de inocência até que a culpa seja provada Protecção à vida privada e familiar. Liberdade de movimentação e de deixar e voltar a qualquer país. Direito de procurar asilo em outros países. Direito de ter uma nacionalidade. Direito ao casamento e à família. Protecção da propriedade. Liberdade de fé e prática religiosa. Liberdade de expressão e de opinião. Liberdade para participação em associações. Acesso ao governo e ao serviço público do seu país. Direito à segurança e protecção do Estado. Direito ao trabalho e protecção ao desemprego. Direito ao descanso e ao lazer. Padrão de vida que garanta saúde e bem-estar à família. Direito à educação gratuita nos anos fundamentais. Acesso às artes, cultura e ciências. Direito de viver numa sociedade justa e livre. Cumprimento de deveres com a comunidade, de acordo com os princípios das Nações Unidas. Protecção dos direitos determinados na Declaração.
Vivência cristã no tempo do coronavírus
Por Pe. Bonifácio Raça No tempo em que os edifícios religiosos estão fechados e suspensas todas as celebrações litúrgicas por causa do coronavirus, somos convidados a redescobrir a natureza da Igreja Domestica, raiz da família de Deus. A vida cristã é uma bela aventura com Deus. É diferente da aventura que o mundo oferece. Contudo, ela é sempre acompanhada por situações que a deixa atribulada, sofrida e, até não poucas vezes, entregue à morte. Por isso, é necessário que cada cristão, ao abraçar o compromisso do discipulado, esteja pronto para assumir as vicissitudes da fé que abraça. As dúvidas humanas Muitas vezes, visto que vemos de forma confusa, como num espelho (cf. 1Cor13,12), ficamos quase que cegos e não conseguimos conciliar o mistério salvador de Deus com a dor e o sofrimento que nos abalam. Daí que surgem questões como:será que Deus se compraz com os nossos sofrimentos? Onde está Deus neste momento de dor? Porque tanto silêncio quando gritamos? Mergulhados nessas dúvidas e dores, incapazes de ler a nossa história à luz da fé, perdemos a oportunidade de contemplar as maravilhas que Deus opera na nossa vida. Concentramos todas as nossas energias na dor, que nos causa desespero.É o que está a acontecer nestes dias com a eclosão da pandemia daCovid19, a humanidade inteira vive aterrorizada pelo medo, ao ponto de criar um desespero universal. As notícias que circulam somente apontam para o mal físico, que pode acontecer em caso de contágio pelo coronavírus. Preocupados excessivamente com esta vida passageira, todo o resto já não conta, apenas a busca de a todo o custo salvaguardar a ‘minha vida, economia, etc.’ Diante desta realidade como deve ser a atitude do Cristão? Perante a dor eo sofrimento que a condição humana e o mundo nos impõem, o melhor que um cristão pode fazer é procurar conselhos na Palavra de Deus. O Apóstolo Pedro dizia: “Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha. Pelo contrário, alegrai-vos, pois assim como participais dos sofrimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória” (1Pd 4,12-13). Na verdade, na caminhada cristã, enquanto Igreja que caminha pelas sendas do mundo, podemos encontrar inúmeros desafios que nos afligem. Mas não podemos desanimar, pois, segundo o Apóstolo, “depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, (…) vos restaurará, vos firmará, vos fortalecerá e vos tornará inabaláveis”(1Pd 5,10). A atitude a tomar diante da dor e do sofrimento é a confiança em Deus. Uma confiança que consiste numa fé inabalável, com uma esperança viva. Aliás, Jesus, o nosso Salvador e Mestre ensinou-nos a ter fé n’Ele, confiar em Deus e não temer nada: “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). E quando os discípulos pareciam desanimar e atormentados disse-lhes: “Cesse de perturbar-se o vosso coração! Crede em Deus, crede também em Mim” (Jo 14,1). E que significa isso para nós? Significa que devemos procurar ver as coisas com os olhos de Deus. Esta pandemia oferece-nos a oportunidade de vivermos a nossa fé de maneira diferente. É o momento de fortalecer a Igreja Doméstica. A experiência de oração em comunidades maiores, que muitas vezes nos deixava perdido na massa anónima, traz-nos hoje uma oportunidade de rezar em pequenas comunidades de irmãos de sangue.É o regresso dos momentos iniciais da Igreja em que se reunia nas casas (cf. Act 12,12).Não é o momento de lamentações nem desânimo, mas sim de alegria e fortalecimento da nossa adesão a Deus. Nestes dias, saindo de Belo Horizonte (Minas Gerais) para Guaratinguetá (São Paulo), parei na cidade de Barra Mansa (Rio de Janeiro), onde fui recebido pela família Altamir e Sónia, pois não podia continuar a viagem, devido ao impedimento de circulação por conta da pandemia do coronavírus. Foi uma providência divina. Pois com essa paragem pude colher uma grande experiência de vida de oração de uma família. Vi a alegria da família em me receber e fazer parte da sua vida. Sendo a primeira vez que recebiam um padre na sua casa, encontrei uma verdadeira Igreja Doméstica e me fez pensar: quem me dera que todas as famílias cristãs vivessem desta maneira!A alegria, simplicidade e esperança de dias melhores contagiantes. Partilhei com ela as alegrias da fé. Duranteos quatro dias em que fiquei com eles, rezámos juntos o santo Rosário, e aprendi a importância de aproveitareste período da graça para fortalecer o amor familiar. O calorque recebi da família e a entrega de todos os membros na oração impulsionaram-me a descobrir ainda mais o lado bom do momento em que vivemos.Nisto compreendi o sentido das palavras de Jesus ao descrever a sua crucificação como “hora de glorificação”. Portanto, esta hora é de graça, é “o tempo favorável”de fortalecimento das famílias cristãs, servindo como exemplo de esperança e modelo de alegria na adversidade. É o tempo de as famílias cristãs brilharem como estrelas da aurora, que anunciam o dia, mostrando ao mundo que têm como fonte de alegria a certeza da presença de Deus na sua vida. A igreja não são os edifícios É verdade que as igrejas estão fechadas, mas a Igreja não são os edifícios; as famílias é que são a verdadeira Igreja. E elas estão sempre abertas e podem viver a sua fé com alegria. É preciso criar momentos de oração em família, de partilha das experiências da vida e meditar a Palavra. A oração em família pode levar-nos a descobrir o tesouro que se esconde nestes momentos difíceis. Lembremo-nos que a Igreja cresce não nos momentos de alegrias mundanas, mas sim nos momentos considerados difíceis. Sim é possível viver a alegria da fé em meio a dor e o sofrimento. Não nos entristeçamos porque não podemos ir à igreja ou à capela do nosso bairro; podemos sim aproveitar a ocasião para fortalecer a Igreja Doméstica: rezando e vivendo dentro da nossa
nov 09 2020
As incidências do terrorismo em Cabo Delgado
Pela Redacção No dia 5 de Outubro de 2017, a sede do distrito de Mocímboa da Praia (Cabo Delgado) foi atacada por indivíduos armados. Este ataque que não foi reivindicado, visou essencialmente instituições do Estado, nomeadamente da polícia local. Desde então, os ataques têm sido recorrentes em quase todos os distritos nortenhos de Cabo Delgado até, em Março a ocupação momentânea das sedes dos distritos de Mocímboa da Praia e Quissanga, onde os atacantes içaram uma bandeira semelhante à do Estado Islâmico. Entretanto, depois de dois anos e meio para as autoridades continua o mistério em torno da identidade e motivações deste grupo persiste. Sérgio Chicava, pesquisador do IESE (Instituto de Estudos Sociais e Económicos), apresentou numa sua publicação (Boletim Ideias n. 127) as diferentes hipóteses, enunciadas pelo governo moçambicano, sobre a identidade e objectivos destes insurgentes que podem ser resumidas em quatro: Indivíduos com objectivo de instalar um Estado Islâmico; Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez; Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira e Forças externas. Instalar um Estado Islâmico Logo após o ataque de 5 de Outubro de 2017 a Mocímboa da Praia, o governo afirmou que se tratava de um grupo constituído por indivíduos (estrangeiros e moçambicanos) que tinha como objectivo, instalar um Estado Islâmico em Moçambique. Em virtude disso, imediatamente após os ataques, diversos cidadãos muçulmanos em Cabo Delgado foram presos sob a acusação de pertencerem ao “AlShabaab” e várias mesquitas encerradas. Esta situação criou um mal-estar no seio da comunidade muçulmana moçambicana tanto que as autoridades moçambicanas mudaram de discurso, declarando que não tinhama certeza que os ataques tivessem a ver com um grupo com motivações religiosas e que ainda continuam sem saber os seus objectivos. Igualmente, é preciso realçar que a comunidade muçulmana moçambicana sempre se distanciou dos ataques em Cabo Delgado. Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez De acordo com as autoridades moçambicanas, os garimpeiros locais (a chegada da Montepuez RubyMining, nos princípios de 2017, para explorar as minas de rubis, foi precedida pela expulsão violenta de garimpeiros “ilegais” pelas forças policiais) estariam a ser manipulados por “estrangeiros” oriundos da Tanzânia e República Democrática do Congo (RDC), que tinham sido expulsos das minas de rubi, onde estavam a fazer exploração clandestina, provocando o caos para poderem continuar a fazer exploração ilegal de recursos naturais em Cabo Delgado. Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira O governo de Moçambique diz também que alguns empresários moçambicanos residentes na cidade da Beira, descontentes com o combate feito pelo Estado ao tráfico ilegal da madeira estariam a financiar os “insurgentes”. Contudo, até agora, não houve mais desenvolvimentos quanto a esta hipótese, não se sabendo a que conclusões as autoridades chegaram em relação aos “falsos empresários” ou aos empresários da Beira. Forças externas A outra hipótese avançada pelo governo moçambicano, é a de que se trata de uma guerra movida por forças “externas” em conluio com alguns moçambicanos. Os líderes dos “insurgentes” seriam congoleses, que recrutavam e treinavam moçambicanos na RDC para fazer guerra em Moçambique. Nesta empreitada, os congoleses estariam a agir em colaboração com tanzanianos, somalis e malianos. Uma guerra movida por pessoas de fora e pessoas que têm dinheiro com o objectivo de instrumentalizar o tribalismo para dividir os moçambicanos. Os sem rosto, têm rosto? Que leitura se pode fazer destas diferentes versões? Evidências no terreno mostram claramente que o país está perante a presença de um grupo radical islâmico. Primeira hipótese inicialmente avançada pelo governo e que por razões pouco claras foi “abandonada”. Contudo, os recentes ataqueis , onde a reivindicação de um Islão radical está bem patente, deixa poucas dúvidas da ligação entre o “Al Shabaab” e o Estado Islâmico, o que deita por terra a tese de que se trata de atacantes “sem rosto” nem “mensagem”.
nov 09 2020
Espiritualidade do Tempo Comum
Por Pe Fonseca Kwiwiri O Tempo Comum vem sempre após a celebração de Pentecostes. O tempo comum tem 34 domingos, divididos em duas partes: a primeira começa no domingo em que se celebra o Baptismo de Jesus e dependendo do início da Quaresma pode durar de cinco a sete semanas. A segunda é logo depois de Pentecostes até à solenidade de Cristo, Rei do Universo. Entretanto, a Igreja celebra as solenidades do Senhor dentro do tempo comum que são:Apresentação do Senhor, Santíssima Trindade, Sagrado Coração de Jesus, o Corpus Christi, Transfiguração e Exaltação da Santa Cruz. Temos também a presença forte de Maria (Assunção, Natividade, entre outras) e a vida dos Santos, seus amigos que nos precederam na caminhada de fé (João Baptista, Pedro e Paulo, Apóstolos, Mártires, todos os Santos). Espiritualidade do Tempo Comum O quotidiano é o chão de onde brota a espiritualidade do Tempo Comum. Conforme sustenta José Bortolini, trata-se de um tempo que pode tornar-se kairós, tempo especial de graça, pois se encontra sob a custódia do Espírito que pousou sobre Jesus na festa do seu Baptismo, e que nos foi dado na solenidade de Pentecostes. É o espírito a conduzir-nos à comunhão da Trindade e à verdade plena, recordando-nos e ensinando-nos tudo o que o Senhor Jesus disse e fez. A espiritualidade do Tempo Comum inspira-se sobretudo nos evangelhos sinópticos proclamados nesses domingos que, juntos, somam mais de metade do ano: Mateus (com Jo 1,29-34 – Ano A), Marcos (com Jo 1,35-42 e cap. 6 – Ano B) e Lucas (com Jo 2,1-11 – Ano C). Nos dias de semana, os três frequentam, por turnos, as celebrações eucarísticas. O Evangelho durante o ano Litúrgico O evangelista Mateus (Ano A) apresenta Jesus como o Mestre da Justiça. São estas as suas primeiras palavras, ao ser baptizado por João Baptista: “Por enquanto deixe como está! Porque devemos cumprir toda a justiça”. Um ponto adiante, no Sermão da Montanha, Jesus exigirá dos seus seguidores uma prática da justiça superior à burocrática e formal das lideranças judaicas: “Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu”. Marcos (Ano B) é o patriarca dos evangelhos, certamente escritos para servir de guia aos adultos que se preparavam ao Baptismo. Duas perguntas norteiam o seu evangelho: Quem é Jesus? Qual é o perfil do discípulo que Jesus procura? Marcos responde à primeira questão com factos, narrando os milagres que o Mestre realizou, deixando ao leitor a tarefa de responder à questão. Quanto à segunda pergunta, o evangelista convida à humildade de quem sabe recomeçar a cada passo, pois nesse evangelho os discípulos padecem de ignorância crónica a respeito de quem é Jesus. Lucas (Ano C) é o evangelho da misericórdia e da paz. O caminho da paz começa com o anúncio do nascimento do Salvador, chega a Jerusalém – cidade que rejeita o portador da Paz – e pela acção do Espírito se estende até os extremos da terra, com o livro dos Actos. A misericórdia é um tema forte nesse evangelho, que apresenta a Trindade compassiva: Jesus que se compadece da viúva de Naim; o samaritano, que se enche de compaixão pelo ferido à beira da estrada; o pai do filho rebelde, que o abraça trepidando de compaixão.
COVID-19 obriga cancelamento da Peregrinação anual ao Santuário de Meconta
Por Kant de Voronha A crise mundial provocada pela pandemia do coronavírus obrigou o cancelamento da peregrinação anual ao Santuário Mariano, Maria Mãe do Redentor de Meconta na Arquidiocese de Nampula. Um Comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira, (30.10) realça ser tradição, na Arquidiocese de Nampula, a realização da peregrinação anual, um evento religioso que teria lugar no passado dia 24 de Outubro corrente. Entretanto, abre-se a possibilidade de visitas individuais ou em pequenos grupos de fiéis ao Santuário observando a rigor todas as medidas de prevenção da Covid-19 e o protocolo do Ministério da Saúde. Com efeito, os interessados deverão realizar uma prévia inscrição junto a Reitoria do Santuário de Meconta, indicando “o nome do grupo, a paróquia e a hora de chegada e saída do Santuário”. O Porta-Voz da Arquidiocese de Nampula, o Pe Pinho dos Santos, que apresentou o Comunicado em alusão sublinhou que as visitas ao Santuário “são vivamente encorajadas”. Por outro lado, os cristãos são chamados a testemunhar em todos os momentos da sua vida o amor “à nossa mãe, a Mãe do nosso divino Redentor!” A nossa fonte esclareceu que a Campanha de contribuições para recolha de fundos a serem utilizados para criação de infra-estruturas, abastecimento eficaz de água e construção de balneários que decorre desde 1 de Dezembro de 2019 prolonga-se até a realização da próxima peregrinação prevista para os dias 30 e 31 de Outubro de 2021. A Arquidiocese de Nampula manifesta seu apreço e conforto aos milhares de deslocados de guerra de Cabo Delgado, encorajando aos que assumem o papel de autênticos Bom Samaritanos “a continuarem a servir Cristo sofredor na pessoa do nosso próximo que é todo aquele que necessita do nosso apoio”. De referir que a Arquidiocese de Nampula possui dois Santuários onde anualmente se realizam peregrinações sendo um Santuário Mariano situado em Meconta e outro Santuário Sacerdotal situado na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Rapale.


