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maio 14 2021

MDM Suspende Tocova e três outros membros em Nampula

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em Nampula confirma a suspensão de Manuel Tocova e outros membros do partido. Sem avançar as razões da suspensão dos membros, Lopes Aquimo Muatamuro, delegado do Movimento Democrático de Moçambique em Nampula disse que a decisão tem em vista a chamada de atenção de outros membros para o cumprimento dos estatutos desta formação politica. Entretanto, os visados não confirmam a sua suspensão e afirmam que vão continuar a frequentar o partido até que venha um mandato da ordem central que ordena a sua saída de forma definitiva. Importa salientar que, a suspensão dos 13 membros, com destaque para Manuel Tocova, Antigo Edil Interino do Conselho Municipal de Nampula, Luciano Tarieque, Ex-Delegado da Cidade e Maria Maroviça Membro da Assembleia Municipal entre outros foi a mando do conselho jurisdicional deste partido em Novembro do ano passado. (Júlio Assane)

maio 10 2021

TRAVÕES DO DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE

Por Dr. Tomas Selemane O que é que trava o desenvolvimento do pais? Começamos o ano novo com uma nova rubrica: Contraponto. Umas páginas de reflexões políticas, económicas e sociais à luz da Doutrina Social da Igreja (DSI), um convite à acção por uma sociedade mais justa. Ocasião para reflectir o que geralmente se acredita ser verdade e para procurar apelar a mais acção, à mudança de atitude, ao maior engajamento cristão, de modo a sairmos da situação de católicos somente de baptismo e de missas. Começamos a nossa viagem identificando os maiores travões do desenvolvimento de Moçambique. A opinião pública identifica como principais travões do desenvolvimento do nosso país, a pobreza, o desemprego, a insuficiência de escolas e hospitais, de estradas pavimentadas, ou simplesmente transitáveis, a fraca produtividade agrícola, a desnutrição, e por aí a diante. Porém, todos esses problemas são consequências de outros problemas mais profundos. Intolerância política É a intolerância política o primeiro maior travão do desenvolvimento de Moçambique. Inspirados na última Encíclica do Papa Francisco “Fratelli Tutti” – Somos todos irmãos: Sobre a Fraternidade e a Amizade Social – consideramos como sendo o primeiro maior travão do desenvolvimento de Moçambique a intolerância política no seu sentido mais amplo. Não me refiro à intolerância partidária que produz e reproduz ódio entre membros e simpatizantes dos diferentes partidos políticos, com maior destaque para os três maiores (Frelimo, Renamo e MDM). Refiro-me àquela intolerância que igualmente gera e reproduz ódio entre os membros e simpatizantes do mesmo partido político. A intolerância que está na origem das desavenças que se vivem dentro dos partidos políticos, de forma particular, e dentro da nossa sociedade, de forma geral. Harmonia nas diversidades Na sua Encíclica “Somos todos irmãos”, o Papa Francisco ensina-nos como podemos construir um mundo melhor a partir da aceitação do Outro, de como a fraternidade e a amizade social podem ajudar-nos a construir um mundo pacífico e com mais justiça. E este é exactamente, do nosso ponto de vista, o primeiro maior problema de Moçambique: como aceitar as diferenças sociais e políticas, dentro e fora dos partidos políticos? Porque é que não vemos uma convivência harmoniosa, salvo raras excepções que confirmam a regra, entre pessoas de partidos políticos diferentes? Mais preocupante ainda: porque é que não vemos harmonia entre os diferentes grupos dentro dos principais partidos políticos? Intolerância dentro dos partidos políticos Por exemplo, são conhecidas as desavenças que houve dentro do partido Frelimo entre o grupo do Presidente Guebuza e o grupo do seu antecessor, o Presidente Chissano. Foi notória a votação ao esquecimento do segundo grupo pelo primeiro, muitas vezes com pronunciamentos públicos indecentes, incluindo prisão de ex-governantes num claro fingimento de combate à grande corrupção. Com a chegada do Presidente Filipe Nyusi à Presidência do país e da Frelimo, temos visto também o mesmo grau de intolerância entre o seu grupo de apoiantes e o grupo do seu antecessor. Como que a completar a trágica coreografia política, essa intolerância inclui também pronunciamentos públicos de uns contra os outros, incluindo também prisões de ex-governantes: Sempre em nome de um suposto combate à corrupção. Digo suposto porque fora das prisões não vemos nenhumas reformas às causas da grande corrupção no país. Estes são sinais de como a intolerância política no nosso país é mais profunda do que a intolerância partidária. E na Renamo? Do lado da Renamo, são conhecidos os desentendimentos entre o grupo de apoiantes do Presidente Ossufo Momade com o grupo do seu antecessor, o Presidente Afonso Dhlakama. O surgimento da autoproclamada Junta Militar – com todas as consequências que dela advêm – deve ser entendido no contexto dessa intolerância política, essa falta de capacidade de aceitação do Outro por parte de ambos os grupos. Não vemos tentativas nem esforços de convivência mútua, de aceitação de que “somos todos irmãos” tal como nos ensina o Papa Francisco. E no MDM? Do lado do MDM também vimos como a falta de aceitação entre irmãos resultou em saídas de membros daquele partido, tendo inclusive chegado ao trágico cúmulo da morte do ex-Presidente do Município de Nampula, Mahamudo Amurane. Sem conclusão das investigações das autoridades da justiça sobre as causas e os mandantes daquele assassinato, está assente no plano de análise política a discórdia que existia entre a direcção do MDM e aquele dirigente autárquico. Você não é dos nossos! É conhecida a discriminação, por exemplo, de pessoas que não sejam do partido no poder quando se trata de nomeações para cargos governativos, a vários níveis. Mas também, nos locais onde os partidos da oposição (Renamo e MDM) governam, não vemos procedimentos de aceitação do Outro. Notamos o mesmo grau de intolerância política, neste caso em miniatura, porque são casos registados a nível municipal. Ao passo que a intolerância política da Frelimo é mais visível porque ocorre a nível nacional e dentro de diferentes territórios do país. Promover a tolerância politica Podemos afirmar que sem aceitação mútua, sem tolerância e compreensão das nossas diferenças – se não nos tratamos como irmãos – é impossível criarmos desenvolvimento. Podemos ir aumentando o número de escolas e de hospitais, por exemplo, mas se não assumimos que essas escolas e hospitais devem pertencer a todos os moçambicanos, tanto para o seu uso como para a sua gestão, vamos apenas ter mais escolas e mais hospitais com mais exclusão, e por consequência, com maior desigualdade. Por isso, é importante que nós os católicos sejamos “sal da terra e luz do mundo” (Mat. 5: 13, 14) e marquemos diferença nos diferentes sectores da sociedade onde trabalhamos, ao contrário da inércia em que vivemos actualmente!

abr 21 2021

O Executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos

Para responder as exigências dos utentes, executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos Este efectivo visa responder uma melhor prestação de serviço ao público. Estes dados foram tornados públicos, esta terça-feira, no decurso da sessão do órgão executivo provincial liderado por Manuel Rodrigues. Por outro lado, Leo Jamal, porta-voz da sessão, anotou que ainda no ano em curso foi confirmada a construção de 18 novas escolas que serão adicionadas a 2345 escolas reabertas no presente ano lectivo, face ao novo normal. A sessão vai igualmente passar em revista o estágio actual da covid-19, onde de Janeiro a esta parte, Nampula registou mais de 2000 novas infecções, com 245 óbitos, e um número não especificado de internados. (Júlio Assane)

abr 21 2021

Estudo multidisciplinar para compreender Moçambique e o seu povo

MOÇAMBIQUE E MOÇAMBICANA/O Moçambique e moçambicanos são um mistério a ser desvendado. Para ser desmistificado o que muitos não sabem sobre este país, sugiro que haja uma equipa de especialistas de várias áreas de saber para se dedicar no estudo sobre Moçambique e também de forma detalhada sobre cada moçambicana e moçambicano. Tenho acompanhado várias tentativas de pesquisas, leio várias obras, sinto o esforço de vários homens e mulheres, dotados de genialidade, mas parece que nenhum entende quem é este povo e o que é este país. Pode parecer exagerado, mas se cada um ficar atento poderá perceber que de facto há um grande mistério a ser revelado. Se vier como antropólogo e sociólogo, podes perceber que é um povo a mais dentro do contexto africano. Pode encontrar semelhanças que irão te atrapalhar e não terás conclusão sobre este povo muito menos seu país, Moçambique. A sociedade não irá te ajudar a entender nada porque apesar da semelhança, o moçambicano, é um povo muito diferente doutros africanos. Poderá o filósofo, o teólogo e o místico se unirem mas cada vez mais haverá algo a ser filosofado, algo a ser questionado e a ser comtemplado. Se for cantor ou poeta, as canções serão lindas e os poemas serão maravilhosos mas nunca dirão o que é ser moçambicano/a. A história nos apresenta uma coisa, a geografia divide, por exemplo, Nampula de outra província como Cabo Delgado, mas na fronteira a diferença será o rio Lúrio porque o povo irá ser o mesmo. Apresento alguns traços que me levam a afirmar que deve haver uma investigação de carácter multidisciplinar. 1. Quinhentos anos de colonização Foram quinhentos anos de colonização, dominação e imposição de culturas diferentes, mas até hoje, tem moçambicanos que não sabem falar a língua portuguesa e resistem se expressando unicamenteem idiomas locais. A dita civilização europeia ficou no papel porque até hoje, Moçambique se pratica a poligamia, algo dito como um crime em países nórdicos. 1.1. Guerras tribais Para maior controle de territórios e para a imposição da autoridade e poder, os chefes tribais faziam guerras entre si, mas no final do campeonato, tomavam juntos suas bebidas, como a Othéka (bebida tradicional feita na base de mapira). Os chefes tribais mantinham laços de amizades e também de vizinhança não se lembrando das guerras. Seus filhos praticavam casamentos inter étnicos e a intimidade crescia. 1.2. A escratura Com o início do comércio de escravos, uns tios vendiam seus sobrinhos principalmente os mais indisciplinados mesmo sabendo que o mesma daria a continuidade da família e do clã ou da tribo. Quando faltasse o que vender, alguns homens preparados para esse tipo de missão, iam roubar meninos noutras regiões. Enquanto a escravidão continuava, crescia também o povo e aos poucos foi povoando o país todo. 1.3. Religiões tradicionais e religiões monoteístas Desde cedo esse povo tinha sua religião e sabia dialogar com Deus. Ao usar diferentes nomes fruto de muitas línguas, o povo foi acusado de animista. Porém, o monoteísmo é mais forte em Moçambique que no Ocidente. Com a dominação colonial e a vinda dos árabes, instalaram as religiões cristã e islâmica, respectivamente. No entanto, quer o cristão quer o muçulmano, continua sendo moçambicano e a viver no dia a dia o ser religioso africano, usando os curandeiros e feiticeiros etc. 2. Dez anos de luta pela independência Após anos de negociação para que Portugal abandonasse o país, não havendo sucesso e com a insistência de que Moçambique era província ultramarina de Portugal, os moçambicanos tomaram nas armas para libertarem o país. Para a surpresa de todos, o tal inimigo passou a ser parceiro de cooperação e hoje os filhos dos dirigentes, os assimilados são mais “tugas” que os nativos. No país, graças a Deus e pelo espírito acolhedor do moçambicano, encontramos muitos amigos portugueses e muitos com nacionalidade moçambicana. Veja como deve haver de facto um estudo multidisciplinar! 3. Dezasseis anos de guerra civil Na guerra que durou 16 anos foi vergonhosa. Irmão lutando contra o irmão, em nome da dita democracia, arruinaram o país e mataram seus próprios familiares e vizinhos. A mesma terra que lhe viu a nascer, é a mesma que ele destrói. Ao se tornar chefe na mesma terra que ele próprio vandalizou, vai a União Europeia pedir empréstimo para reconstruir o país. Para a surpresa dos demais, no final da guerra, os irmãos continuaram a conviver e festejar juntos. Aí está a razão porque Moçambique deve ser estudado por gente de diferentes saberes. 3.1. A nudez e a fome Hoje, cada mulher que tem vida boa, acumula armários de roupa fina. Mas durante o governo de Samora Machel, ter uma única saia era sinónimo de ser esposa de um militar. Nas aldeias chegaram de vestir sacos de sisal. A fome era frequente e provocou as bichas ou filas desde a madrugada para a compra de um pão. Hoje, encontramos crianças que não comem pão do dia anterior. Quem comia pão quente naquele tempo era o comandante. Alguns professores não sabiam o que é ter salário mas recebiam boa comida do Programa Mundial da Alimentação e os mais pobres foram salvos pela Cáritas. Apesar da fome, da nudez e da falta de salário, quer os professores quer os alunos se dedicavam para tornar a Educação de qualidade. 3.2. O cadonqueiro e operação produção A actividade económica mais valorizada na era do tio Samora era a agricultura. Qualquer pessoa que tentasse optar, por exemplo, na venda de roupa usada, vulgarmente chamada de “calamidade”, recebia o nome de candonqueioro. O comércio informal não era bem visto. Por isso, embora não houvesse lucro na venda dos produtos agrícolas, os camponeses se dedicavam bastante. Os chamados preguiçosos eram recolhidos e submetidos ao programa “operação produção ” que consistia em tirar à força alguém, por exemplo, de Inhambame para a província do Niassa. Teve alguns resultados positivos nessa operação? Como terminou esse programa? 4. O Cabrito come onde está amarrado Em certo momento, na era de Joaquim Chissano, houve atraso de salário.

fev 24 2021

Morreu Daviz Simango, presidente do segundo maior partido da oposição

Aos 57 anos de idade, morreu na madrugada da última segunda-feira, (22/2) vítima de doença, Deviz Simango, presidente do município da Beira, e do partido Movimento Democrático de Moçambique, o segundo maior da oposição no país. Daviz Simango nasceu na Tanzania, aos 7 de Fevereiro de 1964, tendo, em 1997 se juntado à Renamo, partido com o qual se tornou presidente do conselho municipal da cidade da Beira, em 2003. Na sequência de desentendimento com a liderança da Renamo, Simango decidiu criar o MDM, partido que ao mesmo tempo tenta consolidar-se como alternativa aos dois rivais históricos, a Frelimo e a Renamo. Simango, ex-membro do extinto partido de Convenção Nacional (PCN) e da Renamo, foi premiado pela revista professional Management Review-África, como melhor edil de todos os municípios moçambicanos, nos anos de 2006, 2008 e 2009. Daviz Mbepo Simango, de seu nome completo, é licenciado em Engenharia civil pela Universidade Mondlane. Entretanto, o politico encontrava-se internado num dos Hospitais da vizinha África do Sul, onde passou os últimos dias em vida. Ainda não foi anunciada a data da transladação dos restos mortais da África do Sul para Moçambique. Falando esta manhã em Nampula, Paulo Vahanle enalteceu a figura do seu homólogo, pelo trabalho realizado no município da cidade da Beira enquanto presidente daquela autarquia. Segundo suas palavras “o desaparecimento físico de Daviz Simango, que também era membro do Conselho de Estado, colheu de surpresa a todos, em especial aos munícipes da cidade onde o mesmo malogrado exercia as suas actividades como presidente”. Vahanle reconheceu igualmente o trabalho que o seu homólogo vinha levando a cabo em prol da cidade da Beira que era de se admirar, pois em menos tempo, conseguiu colocar aquela parcela do país num patamar invejável, pese embora os desastres naturais que assolaram.

fev 07 2021

Aprendendo com os heróis nacionais

É bonito ver quando chega uma data comemorativa que lembra o dia dos heróis, várias personalidades governamentais e outras individualisades de diversas áreas do poder a homenagear na praça dos heróis milhares de homens e mulheres que morreram pela pátria. É bonito ainda testemunhar a condecoração de gente que corajosamente dedicaram-se por algum tempo na luta para o bem comum: independência nacional, paz e democracia etc. Na minha pobre compreensão, não deveria somente ser um dia de homenagear os heróis exclusivos, mas de forma abrangente e de pessoas que amplamente doaram suas vida para o bem de um certo povo. Na minha lista deveriam estar perpetuados não somente os que pegaram as armas de guerra mas também aqueles que usando a razão, a consciência, o bom senso, lutaram para uma nação mais fraterna, mais solidária etc. Abrindo o caminho para um debate, e quem sabe, um dia acrescermos a lista dos heróis, apresento a proposta de tipos de pessoas a ser considerada de heroínas e heróis. Apresento igualmente o que devemos fazer para que o seu legado continue na consciência coletiva do povo. 1. Militares, para militares exemplares Homens e mulheres que renunciando o seu conforto lutaram nas diferentes guerras para o bem de certo povo. Não deveria ser pelo facto de pertencerem a um partido do fulano ou da fulana, mas após uma avaliação dos objectivos pelos quais uma pessoa decidiu tomar a arma e lutar. Não se trata de uma tarefa fácil pois exige uma compreensão mais humana e patriótica. Seria possível somente num país com parlamento propriamente a serviço do povo e que decida assuntos em favor do povo. Deveriam ser estabelecidos claramente critérios de chegada a categoria de herói independentemente se o “gajo” ou a “gaja” foi rebelde ou um dia chamou-se bandido ou bandida. Não quero defender aqueles que injustamente mataram os irmãos e destruíram os bens de um país, mas a partir de uma certa comissão criada para esse fim, definisse quem pode ser e quem não pode ser herói ou heroína. 2. Datas definidas e abrangentes Neste ponto pretendo abordar a questão da abrangência da data dos heróis. Para que a maioria, se possível todos se sintam contemplados, o dia dos heróis deveria ser definido olhando não somente o dia que morreu o amigo de um, mas também o inimigo do outro ou por exemplo, daquele partido que está no poder. Ao insistir excluir alguns por não fazerem parte de um partido, o dia que deixar de governar o seu partido também há risco de serem retirados seus heróis em praças públicas. Não quero provocar ódio nem instigar alguém que faça isso um dia. Mas apresento o óbvio que o que foi recusado hoje pode ter razões de dar o mesmo troco em determinado momento da história. Havendo definições claras hoje nunca correremos o perigo de um dia termos praças públicas não mais públicas por serem privatizadas por partidos políticos. O assunto é tão delicado que pode ferir a sensibilidade de alguém porque a praça pública, conforme o termo, deve ser para todos compatriotas. Não se trata de uma propriedade privada de um grupinho que acha ter privilégios, mas para todos que fazem parte de uma nação. Portanto, as datas também deveriam ser revistas, definidas novas que incluam a todos. Então seria: “nova data nacional dos heróis da pátria”. Seria uma tentativa porque na vida tudo é possível desde que se use os vários dons que cada um tem. É possível uma convivência pacífica entre inimigos desde que cada um abra a mão da sua razão e sua arrogância. 3. Novos critérios de ser herói nacional Os “novos heróis” que passariam a residir nas “praças dos heróis ” não dependeria das suas mãos terem manchado com sangue ou não. A nova categoria de heróis teria o novo sabor: 3.1. Competência, doação e auto entrega Homens e mulheres que em vida deram exemplo de competência, doação e entrega de suas vidas para o bem comum, todos seriam declarados heróis. Tem gente que dá vontade de mencionar seus nomes pela forma como souberam e sabem mostrar que é possível ser diferente: um professor educador, uma enfermeira muito humana, um polícia de trânsito amigo do povo, um juiz mais justo, etc. 3.2. Auto crítica e conselho Existe grande dificuldade de acolher os críticos e conselheiros porque mexem as feridas de muita gente poderosa. No entanto, para o crescimento de um país, deve haver gente que sabe auto criticar-se e criticar positivamente as ideias, as autoridades, dar conselho os que exercem o poder num determinado país ou mesmo numa sociedade particular. Eu consideraria como heróis porque os críticos que muitas vezes se tornam inimigos de algumas pessoas, mas também são mortos pela boa causa. A heroicidade de uma pessoa tem a ver com sua coragem mas para o bem comum. Não abusa da sua língua para ofender os outros mas também não vive de covardia pois sabe muito bem que se não falar as coisas não melhoram. Então, esse tipo de gente deve estar e ser homenageada na praça dos heróis e seus nomes cravados para que a geração futura aprenda com seus exemplos de cidadania. Poderia dar vários exemplos mas por hoje é tudo. A ideia é mesmo trazer nova reflexão sobre os critérios de definição de heróis e heroínas, datas específicas e abrangentes, exemplo de vida a serviço da pátria e a despartidarização das praças públicas para evitar que cada partido que ganhar às eleições menospreze os heróis ditos doutro partido. Os heróis de um país são uma memória de um povo. Um povo sem memória é um povo ainda colonizado. Viva os heróis nacionais incluindo os anónimos! Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.

fev 03 2021

Os Profissionais da Saúde são os verdadeiros heróis

O Secretario de Estado na provincia de Nampula, Mety Gondola, afirma de forma categórica que na conjuntura actual a qual nos encontramos para além dos libertadores da pátria, os profissionais da saúde são os verdadeiros heróis, tendo em conta a batalha que enfrentam em cenários de entrega das suas vidas por conta de pacientes da covid-19. O reconhecimento neste sentido foi manifestado esta manhã pela passagem de mais um aniversário daqueles que fizeram de tudo e tombaram por um Moçambique livre. Aliás, no âmbito do três de Fevereiro dia dos heróis moçambicanos. Gondola fez estes pronunciamentos parabenizando com vivacidade os profissionais de saúde pelo espírito patriótico em resposta da entrega na missão nobre na luta contra a pandemia da COVID-19 dos que lutam acima de muitas dificuldades e no meio de muitos riscos de contrair a doença. Como era de se esperar, Gondola, fez menção das dificuldades que a província se ressente no provimento de água potável, produto indispensável para o cumprimento das medidas de prevenção da covid-19, tendo assegurado que o governo, tem para breve trecho, solucionar o problema e estão em curso acções de negociações com os parceiros. Como medidas urgentes Gôondola anunciou que está em curso a instalação na cidade de Nampula de tanques gigantes de água um pouco por todos os bairros assim como a circulação de camiões para fazer face a crise do precioso liquido.

dez 15 2020

O Governo da província de Nampula enaltece o papel espiritual e social da Igreja Católica no desenvolvimento do país

Por: Gelácio Rapieque Segundo o governador de Nampula, a Igreja Católica tem privilegiado a melhoria de condições espirituais e social dos seus fies, contribuindo assim, para o bem-estar da sociedade. Manuel Rodrigues Aberto, disse também que ao se preocupar em acolher e alojar, as vitimas do terrorismo que se vive na vizinha província de Cabo Delgado, a Igreja Católica esta a fazer a sua missão de caridade, mas também, mas também, esta a mostrar o mundo o valor da vida, da paz e do bem-estar das pessoas. Neste sentindo, disse Rodrigues, a Igreja católica em Nampula, tem sido um verdadeiro parceiro do governo, rumo a esperança, paz e reconciliação nacional. Rodrigues espera continuar a contar com a igreja e apela para que os líderes religiosos continuem a difundir mensagem de vigilância aos terroristas, esperança aos afetados, paz e amor ao próximo.

dez 02 2020

Fugindo tribalismo, três membros do MDM engrossam as fileiras do partido RENAMO

Por Júlio Assane A Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) apresentou na manhã desta terça-feira (01.12), três novos membros vindos do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Trata-se de Ramadan Rachide, Benedito Riquicho e Jamal José que anteriormente exerceu o cargo de chefe da bancada do partido MDM na assembleia Municipal da cidade de Nampula, que por motivos de tribalismo e uso do poder exagerado pelos quadros seniores daquela formação política decidiram abandonar o MDM e filiar-se ao partido Renamo, delegação de Nampula. Jamal José, porta-voz dos recém membros da RENAMO, avançou que desde o início do partido MDM em Nampula o tribalismo já estava a ser notório, e nestes últimos anos o tribalismo e uso do poder pessoal de forma exagerada tem vindo a aumentar. Paulo Mirase, chefe da Mobilização da RENAMO delegação de Nampula, avançou que este é mais um grupo de moçambicanos que estavam perdidos num outro mundo, mas foram salvos pelo conhecimento que eles tiveram que a Renamo é e continuará sendo o maior partido da oposição. Num outro desenvolvimento, aquela fonte denunciou a existência de falsos membros que actuam nas redes sociais, que promovem incitações de manifestações violentas contra a liderança do presidente da RENAMO, Ossufo Momade. Mirase explicou que o objectivo dos falsos membros é de desestabilizar a principal força política de oposição de Moçambique, cujos comportamentos não estão alinhados dentro do partido. “Este tipo de atitude mostra claramente que são pessoas de má-fé, com objectivos obscuros, uma vez que não aparecem fisicamente em público para mostrar a sua inquietação” sublinhou Paulo Mirase chefe de mobilização do partido RENAMO em Nampula. Paulo explicou que a RENAMO vai continuar a trabalhar para neutralizar este grupo de indivíduos que se fazem passar de membros desestabilizando o partido.

nov 28 2020

Entrega de meios circulantes aos delegados distritais do MDM culmina com o desrespeito às medidas de prevenção da COVID-19

Por Júlio Assane O Movimento democrático de Mocambique (MDM) entregou na manhã da última sexta-feira (23.11) meios circulantes aos delegados distritais e que culminou com o disrespeito às medidas de prevenção da pandemia mundial da COVID-19. O desrespeito às medidas de prevenção da covid-19 é feito numa altura em que o nosso país conta neste momento com mais de 15 mil casos positivos e pouco mais de 129 óbitos por conta da Pandemia. Dos meios circulantes oferecidos aos delegados distritais, referência vai para motorizadas, e para sua aquisição foi investido um montante avaliado em 805 mil meticais, fruto das contribuições feitas pelos membros e simpatizantes do partido MDM. O delegado do Movimento Democrático de Moçambique, em Nampula Lopes Muatamuro, avançou que os meios circulantes vão ajudar aos delegados a percorrerem longas distâncias do Distrito onde eles trabalham e a mante-Los próximos dos seus membros. Aquele delegado sublinhou que esses meios devem servir para resolver os problemas que eles enfrentavam anteriormente de deslocar-se para os zonas mais recondidas e sem gerar discórdias no seio dos membros. Os delegados dos distritos de Mecubúri, Rapale e Malema que foram os primeiros a beneficiarem-se dos meios circulantes, disseram que os mesmos vão ajudar a resolver os problemas que eles enfrentavam no seio distrital, para chegar nas regiões mais longínquas.

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