logo

nov 25 2022

Está a decorrer na província e cidade de Nampula (de 24-25/11) a 3ª Conferência Nacional dos Advogados

Sob o lema «por uma advocacia ao serviço da sociedade, na consolidação do Estado de direito democrático» decorre na província e cidade de Nampula (de 24-25/11) a 3ª Conferência Nacional dos Advogados. O evento conta com a presença de grandes individualidades como o antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, que lhe foi incumbida a missão de trazer à tona o percurso da advocacia dos advogados e estagiários presentes. O bastonário da ordem dos advogados, Duarte Casimiro, disse dirigindo-se aos advogados que este é um momento festivo, pelo fato de ter que permitir que estes se encontrem e construam laços, não só de amizades, como também de nível de funcionamento dos seus trabalhos. Casimiro disse ainda que desta conferência poderão sair ideias que irão contribuir para o bom funcionamento das actividades nos próximos anos. Entretanto, na mesma ocasião, Manuel Rodrigues, Governador da província de Nampula, disse considerar oportuna a 3ª conferência nacional dos advogados, uma vez que a província que dirige está a registar actos de criminalidade como raptos, linchamentos e terrorismo, situações que de certa forma desafiam o advogado a agir. Outrossim, Manuel Rodrigues disse que os advogados são agentes sociais fundamentais na promoção de uma vida ordeira entre as pessoas. Rádio e Televisão Encontro (RTE)

set 05 2022

A imposição da justiça social exige opções difíceis

No que diz respeito à acção de cidadania, a nossa sociedade moçambicana nota-se cansada e abatida. Os cidadãos que guardam a esperança de um futuro melhor prometido há 47 anos, mas que nunca chega, parecem cansados de lutar pela justiça social, pior quando a cada dia os seus ouvidos são escandalizados por relatos de crimes daqueles a quem cabe o dever de proteger os outros. É que por vezes, a força da injustiça é superior à força de vontade para contradizê-la. Aliás, quando, quem assume o poder é o primeiro a lesar aqueles a quem devia servir, parece mais fácil, para quem devia ser servido, render-se. A tentação de maior parte dos jovens moçambicanos, hoje, que assistem ao assalto impiedoso à sua esperança de emprego, de habitação, de educação, de saúde, etc., é, infelizmente, resignar-se. Auto serviço e corrupção do país Há alguns anos que o nosso país ganha uma nova forma de ser governado assente no auto-serviço e na corrupção. Hoje, enquanto por um lado as condições de sobrevivência e de enriquecimento beneficiam a quem tem poder político, por outro, a corrupção se instala e se solidifica nas instituições do Estado. Não é novidade, infelizmente, que o acesso ao emprego é selectivo; não é também novidade que os altos funcionários do Estado ganham os extraordinários e mais altos salários e bonificações da função pública. Não é igualmente novidade que o poder é usado para influenciar e corromper, manipulando o sistema a favor de determinadas pessoas com interesses em manter os seus benefícios. O que devia ser de todos e para todos serve apenas à família de alguns. Os desafios que caracterizam as circunstâncias que atravessamos parece indicarem que a honestidade perdeu a batalha e ganhou espaço e vitória a desonestidade, a delinquência. Pior é que essa delinquência é encabeçada pelas autoridades que deviam combatê-la. Hoje, contra toda a esperança de um dia construirmos um país de justiça social onde todos sintam orgulho de viver, a nova forma de viver baseada em quem tem mais força, ganhou espaço. Em consequência, como imitação dos demais a quem governa na base de sabotagem ao Estado, os mais pequenos funcionários do Estado seguem o exemplo. Os militares deixaram de proteger o país e começaram a assaltá-lo. Esta é a realidade que nos agride os ouvidos a partir de Cabo Delgado; a polícia deixou de proteger as pessoas e passa a roubá-las. É o que agora sabemos sobre o envolvimento da polícia nos sequestros e nos assaltos por todo o país; os enfermeiros deixaram de tratar os doentes e prevenir a morte de seus concidadãos e agora a provocam com sua negligência. É a reclamação dos pacientes nos maiores hospitais do país onde a corrupção e a negligência sobrepõem-se ao direito à saúde que o indivíduo tem; os políticos deixaram de servir o país e se servem do país roubando e endividando-o para viabilizar seus interesses, os de seus amigos e de seus filhos. Este é o escândalo que nos é dado a partir do julgamento das dívidas ocultas. Qual pode ser a nossa esperança neste cenário como cidadãos? Mais do que uma esperança passiva, o que devemos fazer para mudar? Os poderosos controlam a vontade dos fracos Na situação em que nos encontramos é fácil ver que os espertos abocanham as riquezas. Com as riquezas que possuem e com o poder político que assumem também controlam as vontades dos mais fracos. Controlam os mais compráveis para os ajudar a viciar os votos, cujos resultados os mantêm no poder; controlam a polícia que protege os seus bens ilícitos, controlam os militares contra quem se atrever a reclamar; controlam jovens cobardes que vivem só para si mesmos, etc. Parece tudo perdido, mas na realidade a nossa única esperança para libertar o nosso país dessa postura delinquente e criminosa é agir como cidadãos normais. Quando digo cidadãos normais refiro-me àqueles que não se contentam com a sua casa bonita e o seu pouco dinheiro e pensam que podem ficar alheios às questões políticas; refiro-me àqueles que, movidos pelo patriotismo e pelo amor a sua liberdade, fazem valer o ideal de um país de justiça social. Infelizmente, neste nosso cenário em que o nosso país é praticamente controlado pela vontade dos políticos que são ao mesmo tempo os mais ricos, produzem-se três tipos de cidadãos: os primeiros são os que acham que o que a política faz não lhes interessa. Têm emprego fora das instituições do Estado e pensam que não se podem meter na política porque não é esta que os alimenta; os segundos são aqueles que, para sobreviverem, devem viver à sombra dos políticos e dos mais ricos. A sua fonte de sobrevivência é normalmente a bajulação. Por isso, para estes, patriotismo é concordar e defender quem exerce o poder, não importa que esteja certo ou errado; os terceiros, que considero os piores, são os desistentes. Lutaram pelo bem-estar e pela justiça social, por vários anos, esperaram que as coisas melhorassem, mas como a injustiça e a delinquência estão enraizadas nas instituições do Estado e sua remoção não é fácil, renderam-se. Juntaram-se aos primeiros ou aos segundos. Não desistir na luta contra a injustiça A pior postura de um cidadão é desistir de lutar contra a injustiça do seu país. Entristece-me ver a desistência de muitos jovens académicos cuja crítica era esperança na luta para um Moçambique justo. A cada ano vejo jovens académicos pararem de mostrar o seu descontentamento com o modelo de governação e embarcarem para a bajulação como modo fácil de sobrevivência. O nosso futuro é que fica comprometido porque nenhum país de cobardes consegue implantar a justiça. Se cada um se interessar pelo trabalho que lhe garante sobrevivência singular, estaremos a vender o país. Num país empobrecido como o nosso, a indiferença dos cidadãos é criminosa na mesma proporção que a bajulação. Do mesmo modo que no passado, jovens que partiram de suas famílias para a guerra sem saber se iriam voltar, embarcaram para a luta de libertação nacional com

ago 16 2022

Município de Quelimane aberto para negócios com países vizinhos

O presidente do Concelho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, defende que o Município que dirige está preparado para acolher negócios com os paises vizinhos. Manuel de Araújo falava na semana finda à impressa onde afirmou que a cidade de Quelimane de hoje não aquela de ontem porque, segundo suas palavras, é um Quelimane muito organizado. Questionado sobre a suposta perseguição por indivíduos até então desconhecidos, o autarca disse não temer a perseguição por ser um cidadão livre e que exerce o seu direito na plenitude. De Araújo aproveitou os microfones para revelar que acidade de Quelimane vai fazer oitenta anos de elevação à categoria de cidade no dia 21 do mês em curso, facto este que semeia alegria no rosto daquele Edil. Por Malito João

jul 13 2022

A PRM em Nampula Retém centenas de motorizadas por condução sem equipamento de proteção

Mais de uma centena de motorizadas foram retidas, esta manhã, pela Polícia da República de Moçambique, em Nampula, por condução sem uso de equipamento de proteção. A “operação capacete”, que teve lugar na manhã da última Terça-feira (12/07), na cidade de Nampula, visa educar os motos-taxistas em matérias de segurança rodoviária. É assim que a polícia de trânsito levou a cabo esta fiscalização, onde centenas de moto-taxistas, que se deslocavam a vários destinos da cidade, caíram nas malhas das autoridades. Os retidos reconhecem a sua negligência no uso do material de protecção e olham no trabalho como uma clara preocupação de quem cuida de trânsito rodoviário. Aos infractores foram aplicadas multas segundo a gravidade dos actos. As nossas fontes, algumas que iam para os seus postos de trabalho, na sua maioria prestando serviço de táxi-mota, viram o seu tempo reduzido e dizem ter tomado lição de não negligenciarem o uso de equipamento de protecção. Aliás, a partir de hoje, estes prometem usar capacetes de forma constante. Entretanto, Alfredo Mitano, chefe da organização do departamento da polícia de trânsito em Nampula, explicou que a operação pretende espalhar mensagens de segurança rodoviária aos motos-taxistas. Mitano apela para maior responsabilidade aos que se fazem à rua, obedecendo, sobretudo, às regras trânsito. A fonte explicou ainda que a aplicação das multas aos infractores não é objectivo prioritário da polícia, pois, o que está em causa é a garantia de segurança das pessoas e seus bens. Quando os automobilistas tentavam regularizar a sua situação para ter de volta os seus meios de transportes, a polícia aproveitou a ocasião para mais uma breve sessão de sensibilização em matérias de segurança rodoviária. Recorda-se que, num breve passado, o comandante da Polícia da República de Moçambique, em Nampula, saiu pessoalmente à rua para espalhar mensagens educativas aos automobilistas e taxistas que usam diversas vias da cidade com diferentes destinos. por César Rafael

jun 09 2022

Há barulho à volta da proposta da criação de Assembleias distritais em Moçambique

A criação das Assembleias distritais, previstas para 2024, já está a provocar barulho no país. Recentemente, o presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse que o país não está em condições de criar as Assembleias distritais em 2024. Este pronunciamento não foi bem acolhido pelos partidos políticos na oposição, que defendem que esse processo deve acontecer. Entretanto, o Secretário Provincial da Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional, em Nampula, chamou hoje a imprensa para dizer que a decisão do presidente da República está acertada, uma vez que o país ainda não está familiarizado com o novo figurino de governação, associado com questões financeiras. Henriques Naweca entende que se forem criadas as Assembleias Distritais, os seus membros poderão ter problemas de salários, uma clara alusão de que o país não terá capacidade para lhes pagar, numa altura em que a prioridade do momento é aumentar o salário mínimo. Por outro lado, o Secretário Provincial da Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional, em Nampula, defende que a tarifa dos semi-colectivos urbanos deve ser agravada para 20 meticais, como forma de acomodar os transportadores. Henriques Naweca, que falava, esta manhã (09/06), em conferência de imprensa, pediu ao Presidente do Município de Nampula para que seja célere nesse processo, porque os munícipes estão a sofrer com a falta desses serviços. “Se eu fosse do partido dele, seria o primeiro a ir lhe dizer para atender o pedido dos transportadores, porque os dez meticais não são suficientes para eles fazerem a manutenção das suas viaturas” – Disse Naweca, acrescentando que se ele tivesse uma viatura a fazer chapa, também não aceitaria com a actual tarifa de 10 meticais. Por Elísio João

abr 28 2022

Embaixada turca oferece produtos alimentares de primeira necessidade às famílias necessitadas em Nampula

Trata-se de um gesto de boa fé vindo do governo da Turquia em virtude da parceria que existe entre com o Conselho Autárquico da cidade de Nampula e aquela entidade governamental. A iniciativa começou com um encontro de cortesia entre o Conselho Autárquico da cidade de Nampula e a embaixada daquele país, que culminou com a promessa de canalizar produtos de primeira necessidade à 470 famílias carenciadas. De entre os produtos oferecidos constam Farinha de milho, massas esparguetes e óleo alimentar. “Recebemos uma delegação da embaixada turca chefiada pelo próprio embaixador da Turquia, que manifestou o interesse em doar produtos alimentares a alguns agregados familiares que necessitam, de entre idosos, jovens e órfãos” – Disse Paulo Vahanle, edil da cidade de Nampula. Por seu turno, Avni Aksoy, embaixador da Turquia, agradeceu o carinho dos munícipes de Nampula e por terem aceite a ajuda do seu país. Entretanto, o presidente do conselho Autárquico da cidade de Nampula procedeu à primeira entrega dos víveres a Amina Abudo, residente nesta Urbe, a qual deixou ficar o seu agradecimento pelo apoio incondicional. Alguns encarregados e responsáveis de famílias, que falaram nos nossos microfones, disseram que o gesto é bem vindo, numa altura em que carecem de muitos apoios. Alberto Assane, morador de Muhala Expansão, agradece a Deus por ter sido um dos sortudos em receber os produtos. Este gesto acontece numa altura em que muitas famílias, na cidade de Nampula, carecem de apoio multiforme, devido à sua incapacidade financeira.

abr 28 2022

A degradação da estrada que liga a zona de cimento com a unidade sanitária de Mucuaxe, em Muahivire, preocupa munícipes da cidade de Nampula

O mal-estar da estrada que liga a zona de cimento com a unidade sanitária de Mucuaxe, em Muahivire, preocupa os automobilistas e munícipes da cidade de Nampula. Trata-se de um cenário antigo, que se agravou com a destruição daquela via de acesso, devido à força da fúria das águas das chuvas que se fazem sentir nesta cidade, nos últimos dias. Falando à Rádio Encontro, Abdul Ibraimo, automobilista de semicolectivo do troço em causa, disse que está a ser muito difícil fazer-se a Mucuaxe, partindo da Avenida FPLM, uma vez que a via de acesso tornou-se insuportável, para além de ser motivo de avarias constantes das viaturas. O pedido de socorro dos nossos entrevistados, é no sentido de as autoridades que tutelam pela manutenção de estradas reabilitarem aquela via de acesso considerada como muito importante para os munícipes. Recorde-se que o Presidente do Conselho Autárquico da cidade de Nampula, Paulo Vahanle, anunciou ainda este ano que estava tudo posto para o arranque das obras de asfaltagem da estrada que dá acesso ao Centro de Saúde de Mucuaxe, não se sabendo, ao certo, o nível de execução dos trabalhos, uma vez que nada está acontecer no local como sinal de obras de reabilitação. A danificação de vias de acesso na cidade de Nampula está a ser preocupante em quase todos os bairros desta cidade, onde a circulação de viaturas é feita com muitas dificuldades. A chuva que continua a cair na cidade de Nampula é apontada como responsável na destruição das vias de acesso. Enquanto os dirigentes continuam a prometer melhorias das vias de acesso, os munícipes vão passando o sofrimento a que são sujeitos, principalmente nesta época chuvosa. Por: Sónia Nananova

abr 14 2022

A FRELIMO ASSEVERA CRÍTICAS CONTRA A LIDERANÇA DE PAULO VAHANLE EM NAMPULA

Os Membros da Assembleia Municipal na cidade de Nampula estão, desde ontem e durante dois dias, reunidos na sua I Sessão Ordinária para fazer avaliação do cumprimento das actividades planificadas pelo Conselho Autárquico, no período de Janeiro a Março do ano em curso. O primeiro dia da sessão foi caracterizado por acusações entre as bancadas da Frelimo e da Renamo naquele órgão fiscalizador municipal. Nas declarações políticas, no período antes da ordem do dia, a Frelimo lançou fortes críticas para a governação de Paulo Vahanle, considerando-o incapaz de gerir o Município de Nampula. Para sustentar a acusação, falou da fraca capacidade da edilidade na recolha de lixo, e manutenção das ruas e avenidas, que, segundo a bancada da Frelimo, encontram-se esburacadas. Orlando Mpissa, membro sénior da Frelimo e Membro da Assembleia Municipal de Nampula, disse que a Governação da Renamo está a levar esta cidade a um abismo, propondo-se como única salvação dos munícipes. Enquanto isso, a Renamo, na pessoa de Salimo Agostinho, encoraja ao edil de Nampula a continuar com as suas actividades, que, segundo ele, são feitas de forma transparente e para o bem dos munícipes. Para ilustrar a sua afirmação, Salimo Agostinho aponta a aquisição de novos equipamentos para a recolha dos residuos sólidos e o melhoramento das vias de acesso como sendo uma grande conquista na governação de Paulo Vahanle. Os Membros da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula pela Bancada da Renamo voltaram mais uma vez a acusar a Frelimo de estar a partidarizar as datas comemorativas, o que faz com que muitos moçambicanos não participem livremente. A Bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), considerando-se um partido de Paz, apareceu na primeira Sessão da Assembleia Municipal com poucas palavras, mas com vontade de ver uma cidade em crescimento e sem conflitos políticos. O chefe daquela Bancada pediu aos outros políticos para aprenderem a fazer a política a partir do MDM por ser uma autêntica escola. Entretanto, alguns Munícipes, ouvidos pela Rádio Encontro, são da opinião de que este não é momento para os políticos se acusarem, numa clara alusão de que o povo quer ver o trabalho que eles prometeram fazer durante a campanha eleitoral, para o bem da cidade de Nampula e dos seus moradores. Sem comentar as declarações políticas dos representantes dos três partidos na Assembleia Municipal, o Edil de Nampula, Paulo Vahanle, tomou a palavra para apenas pedir a todos os munícipes para continuarem a respeitar o protocolo sanitário sobre a prevenção da Covid-19. Paulo Vahanle lamentou o recrudescimento da criminalidade na zona de cimento e nos bairros periféricos da Cidade de Nampula, daí ter pedido mais vigilância. Depois das declarações políticas, seguiu-se a apresentação do informe do Presidente do Conselho Autárquico de Nampula, que no capítulo sobre a promoção económica referiu que, durante o primeiro trimestre, foram arrecadados seis milhões e trezentos e onze mil e trezentos vinte e seis meticais. Na área de gestão de mercados e feiras, foram arrecadados quatro milhões e seiscentos oitenta e oito mil e novecentos e quarenta meticais de receita. Feitas as contas em todas áreas, o informe ilustra que o Conselho Municipal da Cidade de Nampula, durante os três meses de 2022, arrecadou uma receita total de cento e trinta e sete milhões e quinhentos e setenta e dois mil e trezentos meticais contra os mais de duzentos e catorze milhões de meticais planificados, o que corresponde a um cumprimento do plano na ordem de 64 porcento. A subida das cobranças nas diferentes rubricas originou o crescimento da receita própria em mais de 39 porcento, ocupando, assim, a primeira posição de entre as várias áreas. Durante o período em alusão, de Janeiro a Março de 2022, foram realizadas despesas num valor global de cento e quarenta e sete milhões e setecentos e quarenta e um mil e seiscentos meticais, o que equivaleu a um cumprimento de 68 porcento do planificado. O informe do Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, apresentado por ocasião da primeira Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, refere que o desempenho da autarquia, durante o período em análise, foi muito bom, na medida em que o volume de receitas cresceu em mais de 18 porcento, comparativamente a igual período de 2021. Foram apontados como constrangimentos, a não transferência atempada do Tesouro Central, do fundo de investimento de iniciativas Autárquicas, a fraca sensibilidade de alguns agentes económicos e outros munícipes, em cumprir com as suas obrigações fiscais, associada com a crise financeira agravada com os efeitos negativos da Covid-19, para além do registo de fortes enxurradas no território municipal, no primeiro trimestre de 2022, que provocaram muitas destruições. Mesmo com esses constrangimentos, o Conselho autárquico da cidade de Nampula compromete-se no seu informe em continuar a empenhar-se de forma contínua na procura de soluções alternativas para fazer face aos vários desafios. Refira-se que os Membros da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula apreciaram e aprovaram igualmente a conta de gerência do exercício económico do ano passado de 2021. Por Elísio João  

abr 14 2022

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AUTORIZA A DEVOLUÇÃO DA SEDE DA RENAMO EM NAMPULA

Dez anos depois, o Estado moçambicano fez a devolução, nesta terça-feira (13 de Abril), da sede da Renamo sito na rua dos Sem Medo, no Posto Administrativo de Muatala, cidade de Nampula. O edifício teria sido ocupado pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) em 8 de Março de 2012, alegadamente porque a Renamo usava-o como quartel, e não como Sede da Delegação Política daquele Posto Administrativo. Volvidos anos de negociações entre a liderança da Renamo e o Estado moçambicano, eis que o Presidente da República de Moçambique autorizou a devolução do edifício, por se ter notado que agora a infraestrutura não constitui ameaça para a ordem e tranquilidade públicas. O Secretário de Estado da Província de Nampula, que procedeu a devolução do imóvel, disse que reconhece a entrega do líder da Renamo na pacificação do pais, fruto dos encontros que tem mantido com o Presidente da República, Filipe Nyusi. “Julgamos que os motivos que ditaram a ocupação desta casa pelas forças de defesa e segurança já estão ultrapassados e estamos convictos de que estamos viver num ambiente de irmãos” – Observou Mety Gondola. Aquele chefe acrescentou que todos os membros da Renamo são chamados a acarinharem o processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), com vista a garantir o desenvolvimento do país e a consolidação da democracia moçambicana. A Delegada Política Provincial da Renamo em Nampula, Abiba Aba, agradeceu a decisão do governo, uma vez que, segundo suas palavras, aquela infraestrutura fazia muita falta para o partido Renamo. Abiba Aba referiu ainda que fez vários pedidos aos Membros do seu partido para manterem a calma, garantindo que um dia a casa seria devolvida. Em suas declarações fez transparecer a alegria de reaver o edifício outrora perdido: “finalmente o dia esperado chegou. Foi muito triste o que aconteceu no dia 8 de Marco de 2012, ao perdermos a nossa casa, em pleno dia internacional da Mulher”. – Recordou Abiba, acrescentando que “apesar de ter sido muito difícil, já temos a nossa sede de volta e vamos usa-la como vínhamos usando. É desta forma que a democracia poderá ser exercida da melhor maneira” – disse Abiba Aba, que encoraja o Estado moçambicano a continuar com as conversações nessa componente. O acto da devolução oficial da casa onde há dez anos funcionou como Sede Política da Renamo, na Rua dos Sem Medo, foi testemunhado por membros e simpatizantes daquela formação política em diversificados níveis, com destaque para o presidente do Município da Cidade de Nampula, Deputados da Assembleia da República pela Bancada da Renamo, Chefes de todos os Postos Administrativos Urbanos da Cidade de Nampula e pela população curiosa. Foi um ambiente de festa, que culminou com o içar da Bandeira da Renamo, depois de 10 anos que ela não flutuava naquele recinto. Trata-se de uma infraestrutura que se encontra num estado muito avançado de degradação, uma vez que todos esses anos, não beneficiou de nenhuma manutenção, sendo que estava a ser guarnecida por homens da Lei e Ordem. Por Elísio João    

mar 03 2022

Obras de Marrere vão contar com ajuda da ANE

As obras de reconstrução da estrada que sai da EN1 a Hospital Geral de Marrere na cidade Nampula vão contar com o apoio dos técnicos da ANE, segundo fez saber Mety Gondola Secretário de Estado em Nampula. Para a execução da infra-estrutura que virou polémica para os munícipes daquela circunscrição geográfica, a edilidade dispunha de vinte e oito milhões, novecentos e noventa e quatro mil, setecentos e setenta e um meticais e oitenta centavos, e mais adiante, o empreiteiro e o fiscal da obra concluíram que o valor inicial não era suficiente para cobrir as despesas, e o dono da obra teve de injectar mais onze milhões, quinhentos e sete mil, seiscentos e cinquenta e seis meticais e oitenta e cinco centavos, totalizando quarenta milhões quinhentos e dois mil e quatrocentos e vinte e oito meticais e sessenta e cinco centavos. Dai que, duas semanas após o edil Paulo Vahanle ter exigido a devolução do valor pela ZAC construções, pela má qualidade da mesma, o governo central através do Secretário de Estado efectuou uma visita de monitoria para ver in loco a real situação, e garantiu que os técnicos da ANE vão se fazer ao local com vista a resolução do problema. “A estrada de Marrere não é apenas responsabilidade do município, é responsabilidade de todos os munícipes e dirigentes desta província, dai a necessidade de todos intervirmos para com máxima urgência ultrapassarmos imbróglio” referiu Mety Gondola, que vai garantiu manter um encontro com o presidente do conselho municipal da cidade de Nampula, para juntos encontrar soluções com vista a satisfação dos munícipes que são os primeiros lesados. O dirigente referiu que apesar da estrada não ser da responsabilidade da ANE, eles vão ter que se fazer ao local para junto do empreiteiro flexibilizarem o trabalho, trocando experiências e técnicas de construção de uma estrada boa e de raiz. Para além dos técnicos que vão corporizar a equipe da estrada de Marrere, Mety Gondola avançou que a equipa das obras também far-se-á ao local para prestar os seus serviços. A obra de construção dos 1200 metros da estrada que liga a EN1 ao Hospital Geral de Marrere na cidade de Nampula foi inaugurada a 4 de Janeiro do presente ano, e contou com a presença de quadros seniores do partido RENAMO provenientes das províncias de Maputo, Sofala e Tete. Júlio Assane

Nossa Localização

© 2025 Revista Vida Nova – Propriedade do Centro Catequético de Anchilo. Todos os direitos reservados.