ago 16 2022
Presença de fiéis católicos na peregrinação ao Santuário de Meconta bate recorde na Arquidiocese de Nampula
O santuário Santa Maria, Mãe do Redentor, no distrito de Meconta, província de Nampula, acolheu este final de semana (13-14/08), a peregrinação mais concorrida de sempre. De acordo com Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, que presidiu ao grande evento de oração e de encontro com Deus, a grande presença registada dos fiéis superou a peregrinação de 2019. Os fiéis presentes na cerimónia, que há dois anos não participaram da peregrinação por contas da covid 19, manifestaram a sua alegria e mataram a sede de se encontrarem com Deus e com os irmãos. Seus desafios concretos foram de orar e continuar a orar pela conversão dos protagonistas do terrorismo em Cabo Delgado e noutros ângulos do mundo, para que por força de Deus se juntem aos fiéis para que, de uma vez por todas, as armas se calem e o sofrimento seja uma palavra inexistente rumo à reconciliação e paz efectiva. Já na missa vespertina da solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, Dom Inácio Saure começou por explicar o sentido daquela solenidade da Assunção da Virgem Maria: “olhamos para o belo exemplo daquela que soube, mais do que ninguém, acolher a palavra de Deus e pô-la em prática”. O prelado sublinhou, na sua homilia, que a Virgem Maria é a salvação do povo de Deus: “o triunfo da Maria será o triunfo do povo de Deus, o fim último desta cerimónia”. De acordo com o Arcebispo, a peregrinação é a possibilidade de exprimir a sua fé em comunidade dos fiéis em marcha e que permite concentrar-se e dar forma a uma busca de Deus, julgada cada vez mais difícil no ritmo ordinário do dia-a-dia da vida. Por: César Rafael
ago 14 2022
Missão é partir: idade é uma experiência e não obstáculo
No Evangelho de são Mateus 28,19-20, o Mestre diz: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco, todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”. As experiências de várias pessoas de diferentes nacionalidades que partem à Missão e se encantam com o povo autóctone marca para toda vida. É assim que sente a Ir. Elisa, religiosa Pastorela de 83 anos de idade. No ano de 2000, início do terceiro milênio, um grupo formado por quatro religiosas, italianas, da Congregação de Jesus, o Bom Pastor, Pastorelas, chegava nas terras de Moçambique, especificamente, na diocese de Pemba, em Cabo Delgado. A juventude e o ardor missionário caracterizava as quatro mulheres com o carisma de Jesus o Bom Pastor, para animar as paróquias, como prioridade e ofício. Não são “párocos”, mas “auxiliadoras” diretas dos párocos, os agentes e atividades pastorais. Numa diocese que contava com poucas congregações, um novo instituto religioso se fazia presente com a chegada das Irmãs: Dina, Rosângela, Elisa e Lucia. A pedido de Dom Tomé Makhwèliha, então bispo de Pemba, as Pastorelas se instalaram na paróquia da Sé Catedral de São Paulo, cidade de Pemba. Depois de longo período sem nenhuma formação profunda de catequistas, as Pastorelas foram encarregues a levar a cabo a tarefa de passar em todas as paróquias animando o povo com novos modelos de ensinar a catequese e testemunhar o Evangelho de Cristo. Conheceram a diocese e encontraram várias pessoas de culturas e etnias diferentes. Enquanto duas: Dina e Lucia partiam para às paróquias e aldeias longe da cidade, Rosângela e Elisa ficavam em Pemba, contudo com outras incumbências: auxílio no seminário diocesano, apoio aos pobres e cuidado da pequena livraria católica. Aos poucos, as consagradas foram se instalando na diocese e na cidade de Pemba. Com o término da construção da casa e instalação da comunidade religiosa oficial, fixaram-se em Gingone, um dos bairros de Pemba, espaço que acolheu por muitos anos a maior e única biblioteca-livraria privada. Os anos passaram, as mudanças bateram a porta e as irmãs pioneiras foram se separando para outros compromissos em destinos diferentes. Algumas estão na Itália e outras em Pemba animando as irmãs nativas e as jovens formandas. Um dado fundamental que nos leva a fazer este artigo de agradecimento e encorajamento, é a perseverança e ousadia da Ir. Elisa, uma das pioneiras. Ir. Elisa, tímida aparentemente, bastante humilde, a *”Dulce dos Pobres”* de Pemba, de poucas palavras e muita ação, já retornou a Pemba depois de aproximadamente dois anos fechada na Itália. Quando foi a Itália de férias e cuidar um pouco de sua saúde, Ir. Elisa já havia celebrado os 80 anos de vida bem vivida e doada, o “Jubileu de Diamante” da Vida consagrada a Deus e nas Pastorelas, cerca de vinte anos de Missão na diocese de Pemba e uma larga experiência no trabalho pastoral e social com os pobres e marginalizados, particularmente, as mulheres carentes de Pemba e arredores. Por causa da COVID-19 e da guerra em Cabo Delgado, norte de Moçambique, quando mais os anos foram se passando, a ideia de que a religiosa “velhinha” não voltaria parecia fixa na mente das pessoas. A saudade apertava no coração, no entanto, o agradecimento a Deus pela vida e vocação da Ir. Elisa perpassava na vida de todas pessoas que a conhecem. Não obstante a todos os fatores que contribuiriam para a Ir. Elisa não voltar a Moçambique, principalmente pela idade, fomos surpreendidos com a notícia do seu retorno: mais animada e entregue aos desígnios de Deus como se uma religiosa juniora se tratasse. Às 16h, horário da Itália, do dia 23 de Junho de 2022, ligamos como de costume a nossa amada irmã. Atende o telefone com dúvida se era ligação a partir de Moçambique ou outro lugar, ela pergunta: ” tu ligas donde, onde estás?” Antes de terminarmos a resposta, a missionária anuncia com muita alegria que em agosto deste ano, já vai a Pemba. Porque nas conversas anteriores já mostrava essa vontade de voltar a Moçambique apesar da resistência das superioras, familiares e amigos, não ficamos tanto surpresos quando a Ir. Elisa anunciou a viagem. Na tentativa de desanima-la, tem gente que insistia e insiste em perguntar a irmã o que fará na África? Uma pergunta que perde sentido olhando a dimensão missionária que não deve se restringir em fazer. Missão é partir não obstante ao fator idade Missão é deixar que o Senhor envie a pessoa para onde quer que o missionário ou a missionária vá e esteja para testemunhar o Amor de Deus. Missão é não focar nos problemas mas transformá-los em desafios do projeto da Evangelização. Missão é não se limitar pela idade, riqueza ou pobreza, clima, e formação. Missão é seguir para frente a exemplo dos setenta e sete discípulos que foram dois a dois às povoações enviados pelo Mestre Jesus. Missão é compreender que quem parte leva o Evangelho e o dono da Messe estará sempre presente. Missão é ir ao encontro do outro para partilhar a vida. Missão é fazer como a irmã dos pobres, nossa Elisa, apesar dos mais de oitenta anos, vai ao encontro do seu primeiro amor pela missão, o povo da diocese de Pemba. Missão é ser com Deus e estar com os irmãos e as irmãs. Portanto, Ir. Elisa não vai “fazer” nada, mas irá “ser com Deus e estar com o povo” que ela tanto ama. Conversando com ela, Ir. Elisa disse: “se eu morrer posso ser enterrada junto com meu povo, na terra que eu tanto amo”. Não há mais motivo de brigarmos com ela na tentativa de desencoraja-la para ir a Missão porque ela é uma autêntica e verdadeira missionária. Ela já está no meio do seu povo e feliz porque é sua escolha. Estar na Missão e com povo da terra do índico, torna Ir. Elisa
ago 01 2022
A JNJ 2022 está a aproximar!!!
Queridos amigos jovens, Vem aí a II Jornada Nacional da Juventude! Fostes vós que a quisestes, sois vós que a quereis. Somos todos nós, Igreja Católica em Moçambique, jovens e adultos, que a quisemos e que a queremos. Vem aí a grande festa da fé juvenil. Vem aí o momento ímpar preparado pelos jovens, com os jovens e para os jovens, para poderem unir-se e construírem pontes de amizade, de esperança, de fraternidade, de solidariedade e de paz em Moçambique, com um olhar solidário ao mundo inteiro. Na construção dessas pontes, vós precisais de uma companhia segura. Jesus é o vosso Amigo que, como outrora com os discípulos de Emaús, vos quer acompanhar e, explicando-vos tudo o que a Ele diz respeito, levar-vos a reconhecê-Lo ao partir o pão (Lc 24, 13-35). Ele nunca vos deixará sozinhos, pois, assim prometeu aos Seus discípulos: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28,20). É Jesus sempre Jovem quem vos chama a Nampula: “vinde e vereis” (Jo 1,39). Uma vez em Nampula, sim, vós vereis. Cada um de vós deverá ser André para seu irmão, dando testemunho do seu encontro com o Messias: Encontrámos o Messias (Jo 1,41). Em Nampula vai acontecer o Pentecostes juvenil de 2022. Todos os jovens, vindos de Nacala, de Pemba, de Lichinga, de Gurúè, de Quelimane, da Beira, de Chimoio, de Tete, de Inhambane, Xai-Xai e de Maputo, vão começar a falar outras línguas, conforme o Espírito os irá inspirar que se exprimam, mas cada um os ouvirá a falar na sua própria língua (cf. Act. 2,6). Os jovens virão a Nampula falar uma única linguagem, a linguagem do amor de Deus, destinada a todos os povos. Em Novembro deste ano de 2022, todos os caminhos juvenis levam a Nampula, ao encontro do Messias Amigo e dos amigos. Jovem, este Guião é para ti. Ele é o caminho seguro que te vela rumo à II Jornada Nacional da Juventude, Nampula 2022. Tem-no em tuas mãos! ✠Inácio Saure, IMC Presidente do Comité Organizador Local da II JNJ
jul 25 2022
Irmã Delfina Calisto lança o seu primeiro album de música litúrgica em Nampula
A comunidade de são Rafael Arcanjo, na Paróquia de São João de Deus, na Arquidiocese de Nampula, acolheu, no último Domingo (24/07), a cerimónia do lançamento do 1º CD da Irmã Delfina Calisto Cacheriua, da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. De acordo com a autora do CD, com o título “Que barco eu deixei em casa”, o álbum contém 10 faixas musicais com mensagens de evangelização, visando transmitir o amor de Deus que comove os corações do Seu povo. Com a presença de sacerdotes, Irmãs consagradas, fiéis leigos, entre vários convidados, a Irmã Delfina sublinhou que pretende com o trabalho incutir a fé no povo de Deus, sobretudo nos jovens, para além de trazer a realidade cristã. Emocionada, estava a Irmã Delfina que disse ser este o seu primeiro trabalho, mas que sonha mais pela frente. A freira detesta aos violadores dos direitos autorais, porem as suas músicas já estavam no ar mesmo antes do seu lançamento, mas esta disse que perdoa a todos que assim procederam. Entretanto, o Pe. Jeremias do Rosário enaltece o trabalho da Irmã e explica aos presentes que para se chegar a esta fase passa-se por um processo longo, ao que fez da ocasião para deixar um apelo aos grupos corais em nascimento que pretendam seguir o caminho da freira Delfina. O Pe. Constantino, por sua vez, também fez da ocasião para detestar os que vinham tocando as músicas antes do lançamento, pois, magoa a sensibilidade dos autores. A festa foi ainda animada por alguns músicos da praça convidados para a cerimónia. A música litúrgica é um instrumento de evangelização que tem por objetivo aproximar as pessoas de Deus através do canto na liturgia. Por João Baptista
O Clero Diocesano de Nampula considera Dom Maguenge um líder espiritual incontornável
O Clero Diocesano de Nampula enaltece os feitos realizados por Dom Ernesto Maguengue durante 8 anos de actividade pastoral nas terras de Nampula. O Clero louvou o esforço desmedido na cura pastoral tanto do Clero quanto do amado povo dos fiéis. Em mensagem apresentada aquando da despedida de Dom Maguengue na manhã deste domingo (15/5), na Sé Catedral de Nampula, o Clero Diocesano refere a magnitude dos ensinamentos do prelado: “Com a vossa transferência para pastor da Diocese de Inhambane fica em nós tudo o que nos ensinastes como sacerdotes e como povo de Deus, nas diferentes ocasiões, como nos belíssimos retiros espirituais, nas homilias, etc.). Não restam dúvidas que o vosso empenho pastoral foi de bem trabalhar como um verdadeiro líder espiritual, um bom pastor, que não só quer ver o seu povo a rezar, como também a trabalhar. De onde a expressão “olompa ni ovara muteko” (orar e trabalhar) está impressa em nós sacerdotes e neste povo santo que tanto amastes como seu digno pastor. Fostes no meio de nós um pai simples e de ouvidos abertos para escutar o clamor dos filhos”. Falando do papel de D. Maguenge na Arquidiocese, o Clero realçou a sua proximidade: “A vossa proximidade ao Clero e ao povo de Deus fez-nos contemplar em vós o rosto de Cristo, o Bom Pastor. Desde 2014 que chegastes para o serviço pastoral da nossa Igreja particular de Nampula, antes como Bispo Auxiliar, depois como Administrador Apostólico e finalmente como Bispo Auxiliar, somente encontramos motivos de gratidão pelo bom testemunho que nos destes”, lê-se na mensagem. Pedir desculpas faz parte do ser humano e reconhecer os próprios erros é atitude cristã. Por isso, a mensagem do Clero não hesita em manifestar o pedido de perdão endereçando a Dom Ernesto: “Se um dia vos sentistes mal, de alguma forma, pedimos-vos perdão, pois, filhos de Adão que somos, estamos sujeitos a limitações. Ao mesmo tempo que vos endereçam É com estas palavras do profeta Isaías que, nós padres do Clero Diocesano de Nampula, queremos saudar e dirigir a nossa imensa gratidão a vós, D. Ernesto Maguengue, pelo vosso esforço desmedido na cura pastoral do nosso clero e do amado povo dos fiéis. Com a vossa transferência para pastor da Diocese de Inhambane fica em nós tudo o que nos ensinastes como sacerdotes e como povo de Deus, nas diferentes ocasiões, como nos belíssimos retiros espirituais, nas homilias, etc.). Não restam dúvidas que o vosso empenho pastoral foi de bem trabalhar como um verdadeiro líder espiritual, um bom pastor, que não só quer ver o seu povo a rezar, como também a trabalhar. De onde a expressão “olompa ni ovara muteko” (orar e trabalhar) está impressa em nós sacerdotes e neste povo santo que tanto amastes como seu digno pastor. Fostes no meio de nós um pai simples e de ouvidos abertos para escutar o clamor dos filhos. A vossa proximidade ao clero e ao povo de Deus fez-nos contemplar em vós o rosto de Cristo, o Bom Pastor. Ao mesmo tempo que vos endereçamos os nossos votos de boa pastoral na Igreja particular de Inhambane. Contai com as nossas humildes orações, assim que também vos pedimos rezar incessantemente por nós. Renovamos, finalmente, os nossos votos de muita gratidão e felicidades para onde o Senhor Jesus Cristo vos enviar. Que Nossa Senhora de Fátima, padroeira da nossa Arquidiocese, interceda por vós e ilumine todos os vossos trabalhos pastorais”. O Clero garantiu orar pelo sucesso pastoral pastoral, sem escrúpulos, de D. Maguenge: “Contai com as nossas humildes orações, assim que também vos pedimos rezar incessantemente por nós. Renovamos, finalmente, os nossos votos de muita gratidão e felicidades para onde o Senhor Jesus Cristo vos enviar”. Foram palavras do Clero Diocesano de Nampula, ressaltando o empenho pastoral de Dom Maguenge na Arquidiocese de Nampula.
Dom Ernesto Maguengue despede-se da Arquidiocese de Nampula com sentimento de gratidão
Dom Ernesto Maguengue, Bispo titular de Inhambane, presidiu na manhã deste Domingo (15/5) a Eucaristia de despedida havida na Sé Catedral de Nampula concelebrada pelo Arcebispo Dom Inácio Saure e pelo Presbitério local representado por alguns sacerdotes. Na sua pregação, Dom Ernesto convidou os fiéis para que imitem o amor de Cristo que se despojou até ao fim dando-se a si próprio pela sua morte na cruz. Na ocasião, o prelado disse não encontrar palavras adequadas para dirigir ao povo de Deus pela sua estadia na Arquidiocese de Nampula no decurso de 8 anos. Foi um percurso no qual se sentiu bem acolhido de forma multiforme em todas as vertentes. Em Nampula, Dom Ernesto, aprendeu o significado de ATOKWÈNE (chefe grande ou mais velho), mas na sua língua significa chimpanzé. E em todos os fiéis, Presbíteros, agentes de pastoral, lideres civis e governantes encontrou reverência e consideração como atokwène. “No primeiro momento tive um impacto assustador quando ouvisse os anciãos a chamar-me atokwène porque na minha língua esta palavra significa chimpanzé. Mas depois fui explicado que atokwène quer significar Mais Velho”, referiu. Durante a sua presença na Arquidiocese de Nampula, Dom Ernesto diz que sonhava em formar um movimento forte de papás cristãos “o meu sonho era ter um grande movimento dos papás na nossa Arquidiocese por isso fiz vários encontros com eles”. Dom Ernesto exortou as famílias cristãs para que não se cansem de reavivar o seu enlace matrimonial. Com efeito, recorreu às expressões Otethèrya e wìsélela (reacender e soprar o fumo) como impulsos do amor reciproco. Convidou a todos para que continuem motivados na fé em colaboração com o Arcebispo. Últimas recomendações: “1. Que continuem a ser cristãos com duas pernas e uma cabeça. Oração/olompa (perna direita) diária, trabalhar/ovara muteko (perna esquerda) diariamente. Estudar/osoma (usando a cabeça) sempre. 2. Trabalhar para vencer o medo interior que devasta muitas pessoas. 3. É preciso que todos os cristãos amarrem a lenha. Juntar forças para alcançar a vitória que se deseja em todas dimensões da vida” Refira-se que Dom Ernesto chegou na Arquidiocese de Nampula no ano de 2014 como Bispo Auxiliar, posteriormente foi nomeado Administrador Apostólico da mesma Arquidiocese e com a nomeação de Dom Inácio Saure para Arcebispo de Nampula, Dom Ernesto voltou a exercer a tarefa de Bispo Auxiliar. Desde 4 de Abril último, o Papa Francisco nomeou-o como Bispo Titular de Inhambane. Por Kant de Voronha
Dom Inácio Saúre preocupado com a qualidade de catequese na Arquidiocese de Nampula
O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, iniciou na manhã deste sábado, 14 de Maio, a visita pastoral à Paróquia de São Francisco Xavier. Depois de uma breve passagem pela comunidade sede, Dom Inácio visitou a Comunidade de Santo Agostinho de Maratane. Recebido, num clima fervoroso de alegria, com manifestações culturais típicas de África, Dom Inácio presidiu uma missa na qual foram confirmados (crisma) 36 cristãos de quatro comunidades (Mucuache, Gimo, Mueda e Maratane). Durante a sua homilia e dirigindo uma palavra aos crismandos, o prelado mostrou-se bastante preocupado com a qualidade da catequese na nossa Arquidiocese, tendo convidado os cristãos a se preocuparem, não apenas com a recepção dos sacramentos, mas também com as orações e os ensinamentos básicos da Igreja Católica. Exortou os crismandos a não se comportarem como “doutores graduados” que já não precisam mais de ler, sob risco de se tornarem analfabetos perigosos – numa clara alusão aos cristãos que se sentem realizados por já receberem os sacramentos e abandonam a Igreja. Após a celebração eucarística, Dom Inácio dirigiu a reunião do Conselho Paroquial, durante a qual ficou sabendo sobre o funcionamento desta Paróquia. Nesta, Dom Inácio ficou sabendo que a Paróquia conta com a presença de várias famílias consagradas que compõem a Equipa Missionária, nomeadamente: Padres Diocesanos, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Irmãs do Jesus Crucificado, Irmãs Combonianas, Irmãs Pastorelas, Irmãos da Caridade e Irmãos da Sagrada Família. Outrossim, foram partilhados os desafios da Paróquia nos diversos ministérios, ressaltando a urgência de construção de uma Igreja de raiz na Comunidade sede e na de Muecane. Reagindo, Dom Inácio congratulou a Paróquia pelos passos que tem vindo a dar e apelou para a necessidade de todos se envolverem na busca de soluções para os problemas e dificuldades existentes, tendo sempre presente as limitações que existem à nível da Arquidiocese. Os leigos podem e devem desempenhar um papel fundamental na igreja – disse Dom Inácio Saure. O Arcebispo terminou a sua agenda deste primeiro dia de visita pastoral à Paróquia de São Francisco Xavier visitando a Escola Comunitária de Nanuco, onde se terminou recentemente a construção de um bloco escolar com 3 salas de aulas, com o suporte financeiro da Congregação dos Missionários Scalabrinianos. Refira-se que este primeiro dia de visita pastoral foi caracterizado por muita alegria e envolvimento dos paroquianos, numa clara demonstração de acolhimento e comunhão com o pastor-mor desta Arquidiocese.
abr 23 2022
01 de Setembro é a data limite das inscrições dos peregrinos da Segunda Jornada Nacional da Juventude, Nampula 2022
O Facto foi anunciado na manhã desta sexta-feira (22/04), na cidade de Nampula, pelo Padre Serafim João Muacua, Porta-voz do Comité Organizador Local da segunda Jornada Nacional da Juventude, um evento eclesial, de carácter religioso e cultural. Segundo padre Serafim, a medida visa garantir a melhor preparação do evento, que vai juntar, em Nampula, jovens de todo o país. Padre Serafim fez saber, por outro lado, que foi mantido o número de 100 peregrinos por diocese, sendo que o COL definiu como valor obrigatório para inscrição dos participantes, seiscentos meticais, valor que vai servir para crachá e camiseta, ferramentas fundamentais para ter acesso aos locais da realização do evento. O porta-voz do COL garantiu que os jovens de Nampula estão animados em acolherem e participarem neste grande evento da juventude católica do nosso país. Entretanto, a fonte apela às famílias de Nampula para o maior acolhimento aos jovens peregrinos nas suas casas. Por: Gelácio Rapieque
O Arcebispo de Nampula critica o uso abusivo das redes sociais
Falando por ocasião da Missa Crismal, celebrada nesta Terça-feira (12/04), na Sé Catedral de Nampula, D. Inácio Saure confessou estar apreensivo com a indisciplina e libertinagem no uso dos meios de comunicação social, que invade os jovens e, nalgum momento, o clero. Ao mesmo tempo que constatou que o mundo digital em que vivemos exige de todos, e especialmente dos sacerdotes a formação de consciência. “O mundo digital em que vivemos exige de todos, e especialmente de vós sacerdotes, um elevado sentido de responsabilidade pelos outros, no uso das redes sociais. Nunca serdes causadores de danos à humanidade com abuso no uso das redes sociais”. Realçando a importância dos meios de comunicação social, D. Inácio afirmou que o seu correcto uso pode contribuir eficazmente para o bem-comum e maior progresso da sociedade humana. Sublinhou ainda que a veiculação das notícias deve respeitar as leis morais do homem, o seu legítimo direito e a dignidade. Perante o cenário perigoso, o Arcebispo instou aos sacerdotes, que, como pais na fé, procurem a fomentar a boa imprensa, genuinamente católica, capaz de criar, formar e promover a opinião pública que não se contraponha ao direito natural. Por: Serafim J. Muacua
MORRE PADRE CÉSAR AGOSTINHO VÍTIMA DE DOENÇA PROLONGADA
Foram a enterrar esta manhã (Quarta-Feira, 06/04) os restos mortais do padre César Agostinho, do Clero Diocesano de Nampula, vítima de doença prolongada. O padre César partiu para Deus no último sábado (02/04), com apenas 48 anos de idade, no Hospital Central de Nampula. Em sua homilia, o Arcebispo de Nampula, D. Inácio Saure, que presidiu a missa exequial e a cerimónia fúnebre, no Seminário Filosófico Interdiocesano de São Carlos Lwanga de Nampula, referiu que a morte deve ser encarada com “um olhar de fé em Jesus Cristo, Pão da vida”. O prelado chamou a atenção a que se não perceba a ressurreição nos moldes de reanimação dos corpos ou uma mera reencarnação das almas, mas uma profunda comunhão com Deus. Falando do finado, Dom Inácio disse que o padre César era uma pessoa de bom-humor e não hesitou em descrever o seu estado crítico de saúde: “E se posso dizer alguma palavra sobre o padre César Agostinho, é que era um homem de bom-humor. Tive a graça de estar com ele um dia antes da sua chamada ao Pai, na residência dos sacerdotes da Sé Catedral, visivelmente debilitado, já com dificuldades de locomoção, com dificuldade de articulação, mesmo da palavra, de falar, e ali com o padre Ligório, médico (…), todos nós preocupados a preparar soro para aplicar, notamos uma certa serenidade e pôs-se alongado ao colchão…”. Por seu turno, a mensagem do Clero Diocesano de Nampula, apresentada pelo padre Serafim Muacua, Secretário do Clero, descreve o padre César Agostinho como “Um padre de sociabilidade extraordinária, amigo de todos e de generosidade imensurável”. E disse que, “como Jesus, nunca hesitou ir às periferias existenciais para se encontrar com os marginalizados desta sociedade para os regatar. Homem de poucas palavras. Sempre carregado de alegria e divertido que semeava alegria e esperança aonde quer que fosse”. Acrescentou o clero a que se não possa fazer julgamentos na base de “sentimentalismos preconceituosos sobre isto ou aquilo”. O padre César, nascido a 23 de Março de 1974, em Mutuáli, Distrito de Malema, ingressou no Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula a 10 de Fevereiro de 1993, onde em 1995, concluiu o ano propedêutico. De 1996-1998 cursou-se em Filosofia no Seminário Filosófico Interdiocesano da Matola. De 1999 2002 formou-se em Teologia no Seminário de S. Pio X de Maputo. Depois de ter feito o seu estágio diaconal e pós-diaconal, em 2003, em Marrere, a 18 de Julho de 2004 foi ordenado Presbítero, na Paróquia de Santa Teresa do Menino Jesus, em Mutuáli. O desdobramento da sua experiência pastoral foi nas paróquias de Marrere, Corrane, Muecate e Rapale; já teve ano sabático no Brasil de onde regressara com um entusiasmo crescente. Redacção


