maio 10 2021
Shistomiase ou bilharziose
Por Júlia Tarrua Shistomiase – é uma doença infecciosa parasitária provocada por um tipo de vermes que são assexuados separados. Como se apanha a shistossomiase? Através das aguas dos rios onde encontramos a reprodução das cercarias do caracol e estes penetram na pele e podem provocar inflamação do fígado e do baço. O homem é o principal hospedeiro definitivo, daí que os vermes adultos macho e fémea copulam-se nos vasos sanguíneos e depositam ovos que vão para a circulação venosa e depois para a bexiga. A shistossomiase tem um período de incubação de 15 dias a 2 anos. Sintomas – Dores abdominais – Dores de cabeça -Mal estar (astenia) calafrios -Febres -Tosse seca -Dores da bexiga -Hematúria terminal (urina com sangue na ultima micção) e dermatite shistomica na face crónica. A shistomiase tem cura desde que o individuo é diagnosticado. Complicações -Esterilidade -Impotência sexual -Funções do fígado, laterícia -Ascite -Anemia -Neurite por causa da circulação colateral dos ovos ou lombrigas Prevenção -Tomar banho no rio depois das 9 horas usar proteção nos pés sempre que for ao rio -Não defecar ou urinar na água durante o banho. BOX 31 de Janeiro Dia mundial de luta contra a lepra Este dia foi instituído em 1954 pela ONU, a pedido de Raoul Follereau, o apóstolo dos leprosos do século XX, que um dia afirmou que “não há sonhos grandes demais”. Esta efeméride tem o objectivo de sensibilizar as pessoas para a discriminação exercida sobre os doentes com lepra, assim como promover a ajuda dos leprosos e a sua reintegração social. Foi escolhido o último domingo de Janeiro para a celebração em honra de Gandhi, falecido neste dia, que afirmou que “eliminar a lepra é o único trabalho que não consegui completar na minha vida”. O objectivo mundial é continuar o seu trabalho. A doença da lepra A lepra trata-se de uma doença transmissível, que afecta os nervos e a pele. A lepra tem cura, apesar de necessitar de uma longa época de incubação e de tratamento. Na sua origem estão a falta de água potável e de higiene, a desnutrição, entre outros males associados à pobreza. Todos os anos surgem entre 400 a 500 mil novos casos de lepra. Esta doença também é conhecida por doença de Hansen, pois foi um médico holandês chamado Gerhard Hansen que descobriu o bacilo responsável pelo surgimento da doença em 1873.
fev 17 2021
O TEMPO DE SE DESPEDIR E A ANGÚSTIA DA COVID-19
“Já testei positivo! Como testaste positivo? Estiveste comigo todo dia? Como estás e qual o remédio estás a tomar? Já estás isolado? Como fica minha situação de saúde? Eu também devo fazer o teste?” Conversa entre amigos depois de terem passado o dia juntos sem nenhuma proteção de máscara nem distanciamento. Um dos amigos testou positivo. Não se assuste por ouvir que testei positivo. Tenho buscado me prevenir mas meu ofício é mais exigente que a prevenção. Tem momentos que descubro que o cuidado não foi suficiente. Por muitos anos sabia dos sintomas da malária e quando sentisse algo estranho já fazia o teste e esperava ansiosamente o resultado para iniciar a tomar o remédio forte (droga anti malárico). No entanto, ao sentir algo estranho e ser submetido ao teste, a angústia surge por saber que por testar positivo não vou encontrar minha gente amada. Por testar positivo não saberei que remédio vou tomar. Por testar positivo não sei qual será a reação do organismo. Por testar positivo não farei o que eu gosto de fazer. Por testar positivo, minha morte será como de um perigoso. Por testar positivo nenhum amigo dará as últimas honras nem tocar meu caixão. Afinal, o que eu faço a esse momento antes das coisas serem perigosas? Veja o conselho de quem testou positivo e viu a morte a tirar a sua vida muito novo e cedo. 1. Intensique os cuidados. Cuide de ti, teus amigos, teus colegas, tua família. 2. Ame sempre, principalmente, os teus amigos, teu esposo, tua esposa, tua família, teus vizinhos e a toda gente. 3. Reze sempre porque o que levas desta vida é a oração. Não perca tempo somente com teus negócios. Proporcione um tempo para ti em oração e contagie a todos a rezar. 4. Se Reconcilie contigo, com os outros e com Deus. Não deixe que o sono te pegue sem antes fazer pazes contigo e os demais. 5. Se alimente bem embora seja um ponto complicado porque nem todos temos condições de nos alimentar bem porque o custo de vida está cada vez mais elevado. Mas se tiver meios coma bem para impulsionar a tua imunidade. 6. Beba água potável. Se não tiver condições de beber água tratada ou mineral, então ferva e deixe bem conservada. Beba com mais frequência e não espere sentir a sede para beber. Tenha hábito de comer a água para que teu sangue corra bem. 7. Tenha um tempo de repouso. Durma bem. Distancie se do estresse. Não admita que a correria da vida reduza a tua vida. Não espere te atacar a COVID-19, para se lembrar que deves amar, deves perdoar, deves conviver bem com tua gente amada. Aproveite bem a vida sem se afogar no álcool ou na ansiedade. Permita-se viver bem sem ser arrastada pela depressão. Entregue tudo nas mãos de Deus, mas faça também tua parte. Não esqueça, escrevo para ti porque experimentei ter COVID-19, no entanto, percebi que não adianta se apavorar porque cada organismo reage diferente do outro. Até mais um dia. Se cuide e cuide os outros. Use sempre a máscara que vais vencer. A ti que nunca vou te encontrar, fique em paz ou vai em paz. Com amor e carinho, de um sobrevivente de COVID-19. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.
fev 11 2021
Hospital Central de Nampula regista 750 casos de cancro
Hospital Central de Nampula diagnosticou mais de setecentos pacientes padecendo de diferentes de tipos de cancro. Estes dados foram avançados por Dércio Fernando especialista em cirurgia geral, no Hospital Central de Nampula, a margem do dia mundial do cancro que assinala anualmente a 04 de Fevereiro, que fez saber que dos 750 casos positivos de cancro, resultou rastreio em 3500 pessoas de Janeiro a esta parte. Os 750 doentes juntam-se aos outros 1200 que estão em tratamento em quimioterapia e outros estão sob cuidados médicos. Aliás, o especialista em cirurgia geral anotou que, os dados são referentes a três províncias nortenhas e uma da zona centro do país, nomeadamente, Nampula, Cabo Delgado, Niassa e Zambézia, no centro do país. “Estes casos registam-se com maior frequência em todas as províncias da região norte do país, incluindo a província central da Zambézia” Avançou. O nosso entrevistado, precisou que o Hospital dispõe de equipamento para o rastreio do cancro, pese embora, esteja a clamar por uma assistência com vista a responder a demanda dos pacientes que procuram estes serviços, para além de adequar a realidade do momento com a evolução da tecnologia. “Nós temos equipamentos suficientes para o rastreio de cancro e o nosso maior desafio é imprimir nova dinâmica para responder as exigências que a realidade hodierna impõe”. assegurou. Entretanto, alguns pacientes internados nos serviços de oncologia no Hospital Central de Nampula, apelam as pessoas a se fazerem ao centro de saúde mais próximo para receberem os tratamentos porque, segundo suas palavras a doença de cancro tem cura. “Apelar a todos cidadãos padecendo de cancro a se dirigirem ao posto de saúde mais próximo no sentido de receberem tratamento visto que a doença de cancro é mortífera quando não é tratada correctamente” exortou, Beatriz João Alberto. (Júlio Assane)
fev 11 2021
Em Nampula três pacientes estão internados e sob cuidados intensivos por conta da covid-19
Três pessoas encontram-se a beneficiar de cuidados médicos intensivos no centro de isolamento instalado no Hospital da Graça em Nampula, por conta da covid-19. Com uma capacidade instalada para atender trinta doentes graves pela covid-19, o centro de isolamento instalado na cidade de Nampula, e que assiste os 23 distritos, estão internados apenas três pacientes com idades acima dos cinquenta anos, dois são do sexo masculino e uma feminina, todos sob cuidados intensivos. “Irmãos moçambicanos, a doença de coronávirus existe e, é uma realidade. Desde já, quero apelar-vos a seguir todas as recomendações que o ministério de saúde tem levado a cabo, no que concerne a prevenção da covid-19, porque fora disso, nada de esperar senão catástrofe” avisou uma entrevistada. Num outro desenvolvimento, a fonte explicou que, ainda não conseguiu descortinar a dor desta doença altamente mortífera, senão a redução do oxigénio no organismo, resultante da invasão no vaso pulmonar. “Até aqui, não senti nenhuma dor, simplesmente perdia respiração, resultante da invasão do vaso pulmonar. Aquilo parecia uma anedota, mas, não afigurou tarefa fácil para ultrapassa-lo. Agradeço a Deus pela protecção e acredito que sairei daqui, são e salvo” assegurou. Segundo Fabião Ernesto, enfermeiro responsável daquele centro, os pacientes internados são provenientes de vários pontos da província de Nampula, transferidos aquela enfermaria a partir do Hospital Central de Nampula, na sequência da gravidade dos seus estados de saúde. Precisou ainda que, desde Junho do ano passado, altura em que o mesmo foi instalado, o mês de Janeiro de 2021 registou o pico de internados com 18 pacientes que saldou em seis óbitos, e Julho do ano passado com dez doentes graves, sem vítimas mortais. “No mês de Janeiro registamos 18 pacientes, dos quais 6 não conseguiram vencer a morte. No mês em alusão, registamos o pico de internados desde a criação deste centro em Julho do ano passado” disse. A fonte explicou que, da capacidade instalada, apenas dez por cento é o que tem sido explorado. “Do total de equipamentos que dispomos, apenas usamos dez por cento, isto significa que, ainda temos stock suficiente para responder qualquer eventualidade ligada a pandemia da covid-19”. Contudo, o nosso interlocutor apela a todos os cidadãos a observarem as medidas de prevenção desta pandemia viral, no sentido de evitar situações anormais que poderão concorrer para o colapso do sistema nacional de saúde. “Quero apelar a todos os cidadãos moçambicanos sem distinção de cor partidária para colocar mão na consciência porque o coronávirus é uma realidade e está a matar”. De referir que, desde abertura deste centro no mês de Julho do ano passado, cerca de 44 pacientes foram internados, com um total de 9 óbitos registados.
fev 07 2021
Moçambique: COVID-19 força o país a observar “o recolher obrigatório “
Algumas pessoas atentas já imaginavam que o país chegaria ao ponto de observar um recolhimento obrigatório no âmbito de COVID-19. Desde o ano passado, de março à abril, quando o país registou primeiros casos de Covid-19, muitas pessoas, com atitude negacionista, duvidaram e duvidam da existência de casos de COVID-19. Passados aproximadamente um ano, presenciamos a decisão do chefe do estado para a observância do recolher obrigatório, fechamento de áreas públicas e diversas limitações com vista a controlar a velocidade dessa pandemia. Todo o cuidado é pouco, por isso deve haver decisões duras que permitam pôr ordem em Moçambique. Quanto a mim, há vários factores que contribuíram para que chegássemos a esse nível de quase lockdown. 1. Nova variante da COVID-19? Numa das intervenções para falar sobre a pandemia, o ministro da saúde acredita haver a nova variante em Moçambique, a mesma que castiga a África do Sul, país vizinho e local de maior procura dos moçambicanos. Acredita-se que a tal variante de coronavírus deve ter “entrado” (deixaram entrar) em Moçambique em novembro de 2020. A falta de rigor e carência de testes nas áreas de fronteiras contribuiram negativamente para a entrada no país de gente que deu positvo a Covid-19. 2. Indisciplina e insensatez Se a morte muitas vez ameaça certas pessoas, em ambiente onde muita gente morre de guerra, de ciclones,de malária e cólera, é, difícil, contudo, convencer o indisciplinado e o insensatez que a Covid-19 mata. As reportagens e o relatório diário do pessoal da saúde anunciam a morte de idosos, jovens e crianças. Apesar dos números subirem drasticamente de Janeiro a Fevereiro de 2021, a preocupação de muitas pessoas é a progressão dos seus projectos. Ninguém quer perder tempo. A vida deve continuar mas para isso deve haver precaução e muito cuidado. O indisciplinado sabe o problema mas como tudo faz na marra, então deve ter ajuda do disciplinado ou a força da polícia para que ele cumpra as orientações. O insensatez pensa sempre que o próximo a morrer será o outro, o pai e mãe do outro, talvez o inimigo morrerá de covid-19. O insensatez se coloca no lugar de pessoas que nunca morrerão de pandemia. Têm corpos blindados. Mesmo sem vacina, o insensatez pensa que tem imunidade suficiente para escapar de coronavírus. 3. Demora de testes colectivos Nos hospitais públicos já virou negócio o teste de covid-19. As clínicas e hospitais privados estão ricos depois que abraçaram o negócio de testes de Covid-19. Vai ser muito difícil, portanto, controlar quem está infectado enquanto não houver a obrigação de testes em lugares suspeitos, em pessoas com sintomas e que sempre estão em zonas aglomeradas. Acompanhei algumas pessoas com sintomas de covid-19 ao hospital, mas não tiveram a sorte de fazer o teste, mas todos que quiseram fazer o teste para viajar fizeram o teste, no entanto com o sistema de pré pago. A valorização da vida, ai ai, está sendo uma questão para vermos na parusia, somente no Éden. 4. Demora da vacina contra covid-19 Em muitos países, o povo já recebeu a primeira vacina e está a espera da avaliação da eficiência e outros países já produzem localmente. Em Moçambique, ainda não recebemos. Se o problema for o dinheiro, que se intensique a negociação com os países ricos e produtores de vacinas para nos emprestarem. Assim que sobrevivermos dessa maldita pandemia, podemos pagar. Não divudem que trabalhamos duro. Basta ver inúmeras pontes que nossos avós e antepassados construíram, ainda estão em pé. Neste momento podemos confessar que não temos dinheiro porque já passam dois anos que não produzimos quase nada. A vocês sortudos que facilmente adquirem a vacina, mandem algumas doses para nós. Assim salvaremos os mais vulneráveis. Atenção, não se apresse em adquirir vacinas para sermos cobaias. Que sejam vacinas comprovodas que são eficientes. O apelo final é: Seja disciplinado e prudente para cumprir com as orientações do governo. Vamos juntos nos prevenir dessa pandemia. Que venham urgentemente testes de covid-19. É importantíssimo a vinda da vacina e mobilização de recursos para combater a fome. Se a Covid-19 demorar, muitos morrerão de fome. Mas ao lutar para não morrer de fome, lembre-se de usar a máscara e evite aglomeração desnecessária. Para hoje é tudo, mas saiba que tu és importante e por isso a prevenção te ajudará a ser resiliente. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.
O Cuidado à Vida e o Medo de Mahindra
A pandemia da COVID-19 está desnorteando muitas nações e milhares de povos. Apesar dessa realidade ainda se verifica gente que vai obrigar que seja solicitado o “mahindra”, viatura da Polícia da República de Moçambique, mais conhecida pela sigla, PRM, para que aprendam a se cuidar. Acompanhando as notícias e unindo-me em oração com o povo de Manaus, no Brasil, bateu no meu peito uma grande dor e preocupação! Até quando o cuidado à vida precisará sempre do mahindra para se verificar a ordem? Qual é o real problema de muitas pessoas que não se cuidam nem cuidam dos outros ao ponto de obrigar a intervenção policial? O que é necessário para que um povo aprenda a se cuidar e evite coisas piores? Com vista a desenvolver o tema desta crónica, vamos discutir alguns temas que acredito que estejam a faltar para que um povo não precise de “força maior”, de chicote ou chamboco nas suas ações. 1. Amor à vida O cuidado que cada mãe e pai tem para que a sua criança nasça com muita saúde, cresça bem e tenha longa vida, deve também haver uma escola familiar que quando falamos da vida também envolve a saúde, a alimentação e toda forma de viver que permite que a pessoa humana viva bem, cresça bem e chegue a terceira idade, viver se possível até aos 100 anos de vida. Não obstante ao esforço de muitos pais, temos observado que há gente que perdeu o sentido da vida. O hedonismo invadiu no meio de muitos grupos sociais. O prazer é trocado pela alegria. O outro é visto como última prioridade. 1.1. Ética do Cuidado Algumas pessoas pensam que são donas da vida e podem fazer o que quiserem. Por exemplo, temos muitas pessoas que bebem o álcool muito mal, fumam muito mal e ao serem questionadas dizem que a vida é delas por isso fazem o que quiserem. Na compreensão da ética do cuidado, a vida é um dom e cada um é protagonista e responsável em cuidar a sua vida e a vida da natureza, dos outros. Cuidar significa, inicialmente, saber o que a pessoa deve fazer e não deve fazer para que não coloque a vida em perigo. Cuidar significa ser prudente suficientemente para que a vida não corra nenhum risco. Um exemplo prático é a condução de um carro em que se aprende que “se beber não conduza” ou “se dirige o carro não beba”. Está claro que não há combinação entre o carro e o álcool. Porém, verificamos nas ruas das cidades muitos acidentes provocados por motoristas bêbados. Outro exemplo, é sobre o actual cenário mundial, covid-19. As instruções do sector da saúde sobre o uso de máscara, evitar aglomerações desnecessárias em festas nocturnas, baladas e boates etc. Cuidar é ter um carinho para que algo não se estrague e tenha muito tempo de vida. Existe uma obrigação moral para que todos tenhamos o cuidado à vida. Todos somos responsáveis de um do outro. Todos somos e formamos único ecossistema. Por isso viva e deixe o outro a viver. 1.2. Ética da liberdade e responsabilidade Ser livre é antes de tudo ser responsável pelas suas próprias ações. É assumir as consequências das suas atitudes. No dia a dia não é isso que verificamos, pois tem gente que clama pela liberdade mas vive a libertinagem. Tem gente que pensa que é responsável mas nunca assume os danos provocados pelas suas ações. Ser livre é cumprir com as obrigações e lutar pelos seus direitos. Ser livre é viver de acordo com as orientações da sociedade. Ser livre é se importar pelo bem comum. Ser responsável é fazer parte de uma sociedade e viver os ideais da mesma. Ser responsável é tomar uma decisão, executar uma ação e avaliar se foi um acto bom ou mau. Ser responsável é viver o direito e dever moral. Ser responsável é permitir que a consciência seja guia das as ações quotidianas. Embora muita gente saiba dos temas sobre a liberdade e responsabilidade, observamos o clamor de muita gente que de facto segue na contra mão da vida. Exemplo prático de gente que pensa que luta pela liberdade, mas não, é o grupo pró republicano, nos Estados Unidos, que invadiu o Capitólio, símbolo da democracia. Criaram caos e provocaram mortes. Usaram da libertinagem e não foram responsáveis suficientes para ver que consequências teriam a partir daquele acto macabro. 2. Amor à pátria e ao concidadãos Se estiver num país rico ou pobre, neste momento da pandemia, todo cuidado é pouco. Por isso deve investir no respeito com os outros. Cada um deve seguir “ao pé da letra” se possível, as orientações do governo e os agentes da saúde. Amar a terra própria não é somente defender a pátria da guerra e dos invasores. Mas também e fundamentalmente, é lutar contra a pandemia que cada dia dizima milhares de amigos, familiares e vizinhos. Abra os olhos e siga o caminho certo por um minuto e salvarás tua vida e a vida dos outros. O assunto amor à pátria não é para todos. É urgente que haja educação cívica para que se aprenda sobre a cidadania. Numa altura em que Manaus, Brasil, precisa urgentemente de oxigênio, algumas pessoas desviam esse produto precioso e necessário para salvar a vida de muitos pacientes. Será que essa gente ama a pátria? Não é hora de rir nem debochar a ninguém, mas unir esforços para lidar com a Covid-19. Deve haver união para cuidar uns dos outros mas também para denunciar aqueles que desviam os bens do Estado necessários para salvar vidas. É preciso e urgente denunciar os que brincam com a saúde pública. Enfim, desperte e viva! Cuide e ame! Ser feliz é estar bem com os outros. Ser livre é cumprir com os deveres e lutar pelos direitos de todos. Ser responsável é assumir as consequências das suas ações. Cuidar é amar e respeitar ao outro. Acredito que se o que discutimos um pouco acima cada um
dez 21 2020
ONU disponibiliza 4.6 milhoes de USD para redução da droga e HIV/Sida
As Nações Unidas desembolsaram mais de quatro milhões de dólares para mitigar o impacto das drogas e HIV para o Centro e Norte do país. Para a materialização deste objectivo, os actores envolvidos na iniciativa, nomeadamente Governo através dos representantes dos Gabinetes de Combate a Droga e Sida, Sociedade Civil, assim como quadros do escritório das Nações Unidas, reuniram em Nampula, onde dentre assuntos em debate, reflectiram em torno dos casos relacionados ao impacto das drogas e das infecções do HIV/Sida na vida da população. Durante a reflexão o respresentante do Gabinete provinviareflexãol de combate ao HIV/SIDA, avançou que o elevado custo de vida é um dos maiores veículos que arrasta a sociedade no consumo de drogas e ao trabalho de sexo, o que propicia a transmissão do HIV/SIDA em Moçambique. O desembolso de mais de quatro milhões para as organizações comprometidas com esta causa inicia no próximo ano. Isabel Sanfins avançou que a província de Nampula apresenta um número elevado de cidadãos que se envolvem no consumo de drogas fator que contribui igualmente no aumento dos casos de infeção do vírus de HIV nas comunidades desta província. Sanfins disse que só nos primeiros nove meses deste ano (2020), dados colhidos apontam que a província de Nampula registou um número de 390 casos de jovens que consomem bebidas alcoólicas e outros tipos de drogas. Dai que garantiu que a organização que dirige junto dos parceiros e através deste projecto vai tudo fazer de modo a reduzir os números assustadores de consumidores das drogas e no combate a transmissão do HIV/SIDA. “Ha muita vulnerabilidade de jovens no uso das drogas ilícitas” avançou Isabel Sanfins, Directora do Gabinete Provincial de Combate a Drogas na província de Nampula. (Por Júlio Assane)
nov 23 2020
Governador de exorta aos cidadãos a afluirem nas unidades sanitárias para doação de sangue
Por Júlio Assane O Governador da provincia de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto exortou aos cidadaos desta provincia económica de Moçambique a afluirem em massa as unidades sanitárias de referência para doarem sangue. O apelo daquele Governante surge numa altura em que a quadra festiva esta a espreita e pelo facto de algumas unidades sanitárias com referência como o Hospital Central de Nampula terem poucas unidades de sangue para responder a demanda dos utentes. Manuel Rodrigues avançou que para evitar elevados números de mortes nas unidades sanitárias devido a falta de sangue é preciso que as pessoas sejam voluntárias para salvarem vidas das pessoas que se encontram nos hospitais doando sangue. A fonte voltou a recordar que, em muitos dos casos de sangue, a sua procura tem sido crescente nestes períodos principalmente quando se avizinha a quadra festiva e o final do ano. O chefe do executivo provincial voltou a recordar a todos que, doar sangue é salvar mais uma vida que pode ser de um parente, um colega, amigo e um compatriota.
nov 21 2020
Sanitários públicos em Nampula com péssimas com condições de higiene
Por Júlio Assane Com um total de 400 mil habitantes, o bairro Cimento da cidade de Nampula, aquela que foi cartão de visita em tempos de Amurane, actualmente conta apenas com três sanitários públicos e sem condições básicas de higiene. Os mesmos estão localizados no Parque dos continuadores, Hospital Central e nos passeios dos CFM, respectivamente. Destes, as condições de higiene são péssimas, perigando a saúde dos utentes. Aliás, os próprios trabalhadores afectos nesses locais clamam por socorro a quem de direito. Para satisfazer as necessidades biológicas, os munícipes de Nampula são forçados a recorrer acácias e muros, sobretudo para os que pretendem urinar pese embora saibam que se trata de violação do código de postura municipal. “Com os sanitários públicos em péssimas condições de higiene preferimos usar as acácias para evitar a contaminação de várias doenças”- sublinhou Antunes Alifo que disse verificar-se este cenário com o conhecimento das autoridades competentes e com capacidade de manter os sanitários em perfeitas condições de uso. Com o grito de socorro, aqueles munícipes apelam a construção de mais novos urinóis públicos em locais estratégicos da praça. Entretanto, a edilidade de Nampula, na pessoa do Presidente Paulo Vahanle, reconhece este cenário dramático e promete pronunciar-se oportunamente.
nov 10 2020
O papel das matronas
Por Judite Macuacua Pinto No nosso País, as Matronas, nas Comunidades Rurais, desempenham um papel muito importante, no tocante à ajuda que prestam às jovens mulheres a dar à luz. Na sua maioria, são mulheres de uma idade avançada, respeitáveis, influentes e experientes quanto à matéria da maternidade, nas suas respectivas comunidades ou no seio familiar. Infelizmente, a sua figura, embora muitas vezes esquecida e inexistente em muitos países, em Moçambique, sobretudo nas zonas desprovidas de unidades sanitárias, continua a ser considerada um Património da Humanidade e uma das profissões mais antigas. Muitos partos que acontecem fora do hospital, é graça a estas mulheres humildes e sem conhecimento académico, mas que se fazem valer pelas suas experiências de mães. Aliás, segundo alguns relatos populares e históricos, desde os tempos primórdios, estas sempre foram assistentes das parturientes durante o trabalho do parto e no momento de expulsão. Segundo Marcela Bueno, Neuropsicóloga Brasileira, à semelhança do que acontece noutros países, em Moçambique, principalmente nas zonas rurais, cabe às Matronas, proporcionar às futuras mães, cuidados e a atenção que necessitam, desde o momento de concepção até que se termine o puerpério. Além disso, é responsabilidade destas mulheres, a instrução às jovens mães, sobre os primeiros cuidados com o bebé. Por outro lado, as Matronas, em algumas situações excepcionais, no seu âmbito de actuação, podem ser solicitadas em algumas Unidades Sanitárias existentes na Comunidade, nas famílias ou mesmo para um atendimento domiciliar particular. A Matrona na gravidez Mais adiante, a nossa fonte refere que, a Matrona, é responsável por preparar o corpo da futura mãe para a gestação (planeamento), o adequado seguimento da gravidez e o parto seja natural ou de cesárea. E também ajuda a aplicar medidas de emergência, caso seja necessário. Além disso, auxilia a gestante nas muitas mudanças emocionais, escutando e respondendo as inúmeras dúvidas, tais como os temores frente ao parto, a dor, a prematuridade, a morte súbita, os problemas que podem ocorrer a um recém-nascido e também apoiando-a em todas as etapas. No momento do parto Por vezes, nas Comunidades próximas de algum centro de saúde, as Matronas são solicitadas para acompanhar as grávidas, ao hospital e as levam à sala de dilatação, onde são atendidas durante todo o período de dilatação e expulsão. Se ao longo deste momento, aparecer alguma complicação, a Matrona avisa a Obstetra ou a Parteira para entrar em acção. Assim, quando chegar o momento adequado, se encarrega de avisar o anestesista, caso a gestante o exija. Caso contrário, actua em todo o período expulsivo. Apos o nascimento Ainda de acordo com a Marcela, chegada a esta etapa, a Matrona, na Comunidade ou no seio familiar, ainda tem o papel de controlar a mãe e o bebé, durante as 3 horas posteriores à expulsão, sinónimo da responsabilidade que as Matronas assumem em todas as etapas. ……………………… BOX ROSTO DA MULHER Violência Doméstica … Durante o tempo do Coronavirus alertamos toda a sociedade para os potenciais aumentos da frequência e do grau de violência contra mulheres e crianças. Com efeito, de todo o mundo surgem indícios de aumento da violência doméstica e violência contra crianças devido à insegurança e ao confinamento domiciliar forçado. O nosso País não é excepção, pois o convívio quotidiano prolongado e forçado em casa pode propiciar o agravamento de actos de violência contra as mulheres, dada a estrutura hierarquizada e autoritária das relações de poder desiguais em casa. Essa violência pode ser não só física como sexual e psicológica, havendo fortes probabilidades de se estender também às crianças e com particular incidência nas crianças de sexo feminino. As cidadãs e os cidadãos, bem como as autoridades dos bairros, devem ser mobilizadas/os para estar atentas/os e para intervir em caso de suspeita de violência, mesmo dentro das casas, pois assim se poderão salvar vidas e a integridade física de mulheres e crianças. (Comunicado da associação Mulheres ComVida)


