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mar 17 2021

Detidos em Nampula quatro indivíduos por espancar um cidadão

Quatro indivíduos estão detidos em Nampula indiciados de captura ilegal por particulares. Estes indivíduos teriam se dirigido no dia três do mês corrente a uma residência localizada no bairro de Muahivire a fim de exigir o pagamento de um valor e para lograr seus intentos molestaram a vítima algemaram-na e encaminharam para as subunidades policiais. Não sendo da competência do grupo, o porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, referiu que os indivíduos agiram acima da lei por isso que a corporação prendeu-os para responsabilizar criminalmente. Entretanto, os indiciados são confessos na prática do crime e dizem que dirigiram-se a casa da vítima para poder cobrar um valor de um amigo seu, que há tanto estava a ser cobrado. (Júlio Assane)

mar 17 2021

Em Nampula Moradores exigem a construção de uma ponte sobre o rio Nucuta

Moradores do bairro de Murrapaniua, posto administrativo de Natikiri em Nampula, exigem das autoridades municipais, a construção de uma ponte sobre o rio Nicuta, o que poderá facilitar a travessia de pessoas e bens. Segundo alguns moradores entrevistados pela Revista Vida Nova, quando chove, a transitabilidade para as outras áreas tem sido deficitária devido o aumento do caudal do rio Nicuta que chega a arrastar várias pessoas quando tentam atravessar para a outra margem. Aliás, estes avançaram que as chuvas que se fizeram sentir na última semana na cidade de Nampula, duas pessoas morreram quando tentavam sem sucesso atravessar o rio Nicuta. Dai exigem das autoridades municipais a construção de uma ponte sobre o rio Nicuta para facilitar a circulação de pessoas e bens e para mantê-las protegidas das fúrias das águas em tempos de muita chuva. Teresa António, avançou que, muitas mulheres são obrigadas a dar parto em casa por medo de serem arrastadas pelas águas sempre que o caudal do rio Nicuta aumenta.   Os moradores lançam o dedo acusador ao executivo de Paulo Vahanle de nada estar a fazer para melhorar a sua vida e disseram que em tempos da campanha eleitoral para a eleição do Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, não faltaram promessas de construção de uma ponte sobre aquele rio, mas até neste momento não passa de piripiri para os seus olhos. (Júlio Assane)

mar 17 2021

Vendedores de material escolar em Nampula queixam-se da falta de clientes

De gota em gota é assim que alunos, pais e encarregados de educação, procuram comprar o material escolar em alguns estabelecimentos comerciais, na véspera da retoma das aulas marcada para o dia 22 de Março do ano em curso. Este cenário que se circunscreve na falta de clientes prejudica de certa forma os vendedores de material escolar, pois, em média diária, atendem apenas 10 clientes contra 50 a 100, dos anos anteriores. Estes vendedores, apontam a covid-19 como sendo a principal causa que motiva os pais e encarregados de educação a pautarem pelo relaxamento. “Antes da eclosão da covid-19 nós conseguíamos vender muitos materiais escolares” afirmaram diversos vendedores abordados pela nossa reportagem. Todavia, a falta de clientes verifica-se igualmente nas lojas de venda de tecidos de uniforme escolar. (Júlio Assane)

mar 17 2021

Vendedores do mercado do Comauto em Nampula disputam espaço com resíduos sólido

Vendedores do mercado municipal do Comauto no bairro de Carrupeia são obrigados a conviver com lixo situação que coloca em risco a sua própria saúde. Esta situação perdura mais de três meses com um olhar impávido das autoridades municipais, colocando em risco a saúde dos vendedores e clientes. De acordo com os vendedores do mercado, para minimizar a situação foi criada uma equipa interna para remoção de lixo e recebe pelo trabalho feito. Outro sim, os vendedores dizem estar indignados pela situação uma vez que diariamente pagam taxa do mercado para o exercício das suas actividades comerciais naquele mercado municipal localizado na zona de Carrupeia. Para além de colocar em risco a saúde dos vendedores e clientes, o problema preocupa igualmente os moradores que vivem nas extremidades do mercado, por este representar um perigo de saúde pública. Os nossos entrevistados que falaram a Revista Vida Nova, afirmaram que o município nada está a fazer para melhorar a vida daqueles vendedores e moradores dai que exigem melhores condições de higiene para aquele mercado. Eles afirmam que não tem sido fácil conviver com os resíduos sólidos e pedem as entidades competentes para uma solução urgente. (Júlio Assane)

mar 14 2021

LAGOAS TURVAS E PISCINAS GRATUITAS EM PEMBA

Até o início de fevereiro, a cidade de Pemba ainda não tinha recebido a grande visita anual, a chuva. Em conversa com um amigo que lamentava pela demora de chuva, eu argumentei que a cidade não estava preparada para acolher uma visita espetacular embora a sede se fazia sentir na praça. Por que eu resistia e estava a favor que não deveríamos lamentar pela demora da chuva embora houvesse necessidade dela? 1. A Baía não está preparada A terceira maior baía do mundo está a crescer somente em habitantes, mas carece de acompanhamento para o seu desenvolvimento sócio económico . As iniciativas privadas são visíveis a partir de construções de habitações que não são suficientes porque para se chegar a casa de alguém em bairros de expansão deve haver estradas. Hoje ao contrário, necessitamos de barcos para chegar a nossas casas e visitar nossos amigos e familiares que moram, por exemplo, em Nanhimbe, Eduardo Mondlane, Josina Machel, Gingone, Maringanha e Chuiba. Os famosos “chapa cem” não reúnem condições para continuarem circulando. As lagoas turvas e piscinas gratuitas são tão perigosas que se um chapeiro (motorista de chapa cem ou transporte semi colectivo) arriscar poderá perder a vida ou perder emprego ou mesmo perder o carro. Que se passa, minha linda baía? Na verdade o silêncio dos pembenses (residentes de Pemba) não é saudável. Já passam seis anos que nunca vi os moradores desta urbe solicitando uma estrada decente em forma de manifestação pacífica. Não há políticas nem estratégias de urbanização. Não é fácil descobrir se Pemba é cidade ou uma aldeia porque de urbanização não se verifica não. Entretanto, há impostos como autárquicos e taxas de diferentes tipos. Onde investem tanto dinheiro que Pemba possui? E se não há dinheiro, porque não se cria formas de recuperar a dignidade desta baía? Quantos milhões de dólares são necessários para ter alguns quilómetros de estrada de um bairro para outro? Onde moram os dirigentes desta cidade que não sabem que as chuvas estão levando tudo às praias? Prepare-se Oceano Índico que terás que suportar tudo: o lixo, teu amigo permanente, as areias ou solos arrastados, as palhotas dos pobres resumidos em forma de lixo e nos últimos dias assistimos que até os seres humanos correm o risco de serem novos moradores do Canal de Moçambique.   2. Individualismo ou avareza? Se não há políticas públicas que acompanham o desenvolvimento da cidade, deveria haver união e solidariedade entre os munícipes. Há muita gente que tem boas condições económicas. Mas o individualismo está a nos sufocar. Ninguém toma nenhuma iniciativa para se contribuir e arrumar as estradas. O que assistimos a essa altura de chuva é cada um empurrar a água para seu vizinho. Ninguém se lembra mais que o vizinho é um familiar e amigo na hora da aflição. Porque as estradas não são extensas demais, seria possível construir se usando pavê. Mas acredito que não seria sificiente pois as estradas não têm valas de drenagem nem sequer há saneamento público. As pequenas valas de drenagem são as que cada um faz jogando água para o vizinho. “Cada um por si e Deus para todos”. Uma frase criada por avarentos para eliminar os pobres. Agora quem passa mal são os automobilistas que devem atravessar as lagoas turvas e piscinas gratuitas para chegar em casa ou local de trabalho. Sofre igualmente o pobre que deve enfrentar a essa hora a chuva e todas correntes de água até chegar a residência onde também não há condições de se acomodar porque a chuva está dando aviso que levará tudo ao Índico. Em cidade sem condições como esta deve haver união e força dos munícipes para que com seu próprio dinheiro construam estradas. Deve haver igualmente união e força para solicitar aos governantes que assumam suas responsabilidades e cumpram com as promessas feitas durante a campanha eleitoral. A palavra de ordem nessa hora de aflição deve ser “unidos como irmãos com auxílio do único Deus”. Ou “juntos unidos e Deus para todos”. Se há entrada de dinheiro do povo nos cofres do Estado, então que se invista na construção de estradas para se eliminar as lagoas turvas e piscinas que nunca irão oferecer nem peixe nem água para o banho, respectivamente. Eu continuo a escrever mas não sei se isso poderá ajudar na mudança de mentalidade e comportamento, mas aqui em Pemba, naquela que é considerada terceira maior baía do mundo está mergulhada nas lagoas turvas e piscinas gratuitas. Pemba clama por um socorro para sair dessa condição deplorável. Pemba quer estradas e valas de drenagem para transportarem as águas. Pemba clama por estradas para que os “my loves” e chapa cem circulem bem. Pemba precisa de estradas para as ambulâncias transportarem bem os doentes. Socorro gente! Enquanto não houver estradas então pedimos barcos que iremos nos virar bem. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP

mar 14 2021

CUIDAR DA MENTE, DA ALMA E DO ESPÍRITO

Há um dito popular que afirma que “mente vazia é oficina do diabo”. Alguns autores da psicologia confirmam que quando o corpo vive na ociosidade, a mente desvia suas energias descontroladamente. Uns começam a pensar só na comida, outros em dormir e outros se especializam em fofocas, de acordo com a inclinação de cada um. A pessoa humana não é um robot (robô) ou máquina automática. Ela é formada por corpo (a mente), alma e espírito. O funcionamento integral e sincronizado dos três: a mente, a alma e o espírito definem a sanidade da pessoa. Não adianta pensar que acordamos bem, declarar que estamos bem de saúde pelo facto de acordar, por exemplo, sem sintomas de COVID-19. A complexidade da pessoa humana passa necessariamente pela saúde do corpo, da alma e do espírito. E aí, tu és saudável ou não? Para evitar que sejas oficina do diabo, deixar o corpo o dia inteiro na ociosidade, passar o dia mergulhado no vazio, partilho algumas dicas que irão te ajudar a viver bem. 1. Saúde física: organismo livre de doenças Com a progressão da COVID-19, muita gente descobriu que nunca se cuidava: higiene, alimentação e repouso. A rotina diária de jornada pesada de trabalho, o estresse e o não o relaxamento adequado contribuem na fraca imunidade. Então, se quiseres uma vida saudável e longa, por favor, se cuide e cuide dos outros em sua volta. Propicie tempo de repouso, cuide da água e alimentação, abandone conservantes, refrigerantes, frituras e comida de muito açúcar e sal. Trabalhe para garantir teu futuro sem desgastar agora a tua saúde. Saiba que tu és único, tens única vida e és importante para tua família e a sociedade. Por outro lado, não fique se privando de tudo ao ponto de ser anoréxico. Faça e coma o essencial com moderação. Atenção, nunca esqueça a prática do desporto: caminhada, exercícios físicos, dança e natação. 2. Saúde da alma: os aspectos afectivos morais e intelectuais Eu coloco o aspecto intelectual neste capítulo somente para facilitar a explanação e por ser algo abstracto. O intelecto está ligado a mente. Porém, a alma também se responsabiliza nas ferramentas abstractas. A vida desregrada de uma pessoa reflecte nos seus relacionamentos, nas suas palavras, nos seus pensamentos e até nas acções. Cuidar da alma é criar espaço para obter paz interior por meio de leituras, escuta de músicas calmas, companhia com gente amada como amigos e familiares, meditação e contemplação, passeio em ambientes naturais como florestas e praias, ver filmes de ficção ou reais e conversas agradáveis com pessoas amigas. A atitude e comportamento da pessoa são reflexos do que a alma vai construindo. Algumas pessoas desenvolvem empatia, solidariedade, amizade, bom senso, a atenção, a compreensão e vivência de bons valores. Entretanto, dependendo da construção interior, muita gente vive de brigas, fofocas, mentiras, guerras contra os outros, inveja, ciúmes, ódio, violência, embriaguez, consumo de drogas etc. Para a cura de pessoas que manifestam atitudes e comportamentos não éticos e sociais, deve se aconselhar a cuidar da alma vivenciando os ponto acima mencionados como remédio. A alma tem sim remédio. A alma precisa de cura quando está ferida. Cuide da tua alma. Cuide da alma dos outros. 3. Saúde espiritual: vida de oração e doação Tem gente que se engana dizendo que rezar é uma perda de tempo. Eu digo, tu perdes tempo ao não colocar como prioridade na tua vida, um tempo de oração. Já recebi algumas pessoas num estado de desespero depois de muitos anos sem pensar em Deus nem da oração. A oração é forma simples de conversar com Deus, de penetrar no interior da pessoa, de auto conhecimento, de acolher o “Eu” não explorado. Se não acreditas em Deus, sugiro que faça oração contemplando o cosmos, agradecendo teus pais pelo dom da vida, pois no final chegarás a Deus que se encontra em todo lugar e em cada pessoa. Providencie tempo pessoal de oração, tempo comunitário de celebrações da fé e da vida. Todo encontro com o outro, sem preconceito, a pessoa sai ganhando, sai enriquecida porque as almas se encontram. Não perca tempo com coisas supérfluas e passageiras. Cultive o hábito de viver a religiosidade e os ritos. Se enriqueça naquilo que será útil ao chegar na velhice. Organize teu tempo para viver bem. Tenha paz interior que surge da oração e contemplação. Por hoje é tudo. Eu estou na luta em busca de coisas boas para minha vida pois de coisas horríveis basta a COVID-19. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.

fev 24 2021

Melhoramento de vias de acesso continua no topo das prioridades de Paulo Vahanle

A título de exemplo, mais uma das principais ruas que liga a cidade e a zona periférica foi entregue hoje aos utentes. Trata-se da rua 3.261 que liga a avenida do trabalho à rua da Solidariedade, no posto administrativo de Muatala, na zona do mercado 25 de Junho, vulgo matadouro, passando pelo prédio Jamila. Com a duração de três meses, as obras absorveram cerca de sete milhões e quinhentos mil meticais, valor resultante das receitas locais e comparticipadas por parceiros. No acto de entrega da infra-estrutura, Paulo Vahanle, presidente do Conselho autárquico de Nampula sublinhou que a reabilitação das vias de acesso consta das prioridades do seu plano de governação para este mandato, e segundo suas palavras “a reabilitação deste troço, vai aliviar a avenida do trabalho que nas horas de ponta, a sua circulação tem sido condicionada devido ao congestionamento”. Os munícipes, sobretudo aos que usam de forma frequente este importante troço mostram-se satisfeitos. Recordar que este é o segundo troço que o edil faz entrega aos munícipes nestes dois meses do ano em curso, sendo que a primeira foi a da feira, vulgo Belenenses que liga as avenidas Eduardo Mondlane e Samora Machel-Nalokho. Por Júlio Assane

fev 17 2021

Perdoar: acto de amor

Uma das coisas mais difíceis numa convivência é o perdão. Os mais fortes encontram nessa virtude um espaço para expressar sua nobreza. Enquanto os mais fracos revelam o rancor e a vingança quando são feridos, injuriados e ofendidos. Admiro imensamente quem tem o dom do perdão e o encorajo que continue a doar sempre o amor escondido no seu coração. A meu ver, o perdão é mais saboroso quando vem de alguém que teria condições de retaliar a pessoa que o ofendeu. Por exemplo, quando um pai é roubado pelo filho, pesa embora haja condições de castiga-lo, toma uma atitude de perdoa-lo. Esse pai mostra ser mais nobre que o filho. A esposa traída, com todas as condições de vingar-se, sendo ela bonita ou capaz ou apta, todavia, decide livremente perdoar o traidor, o fraco, está a revelar o quanto ela é mais poderosa por usar uma arma que atinge o coração que é o Perdão. Nos últimos dias tenho observado que muita gente usa as redes sociais para difamarem, caluniarem e até acusarem injustamente figuras públicas. A forma mais fácil de expressar o ódio, a raiva contra alguém são as redes sociais ou simplesmente via telefone. Em contexto como Moçambique onde muita gente quer ser ouvida suas opiniões, sugiro que usemos gentilmente as ideias e posturas pessoais para não provocar o que acompanhamos há pouco tempo. Dois jovens já identificados, sentindo-se engasgadospor algo que o chefe do Estado fez , usaram as redes sociais para injuriarem. A forma democrática e de liberdade de expressão não deve ser confundida, pois onde termina o meu direito está o direito do outro, logo observo o dever e os outros exigem de mim o respeito. Toda pessoa humana tem sua dignidade a ser respeitada e quando se trata de símbolo de um país como presidente e outras figuras públicas, saibamos proferir as palavras. Por outro lado, não deve haver confusão, não é pelo facto de ser uma figura pública que não deve ser criticada ou ouvir opinião diferente mas deve haver uma linguagem própria para se dirigir ao visado. Não é meramente usar dos insultos que as coisas podem ser resolvidas. Havendo compreensão da parte ofendido, o perdão acontece sem necessariamente se importar qual foi a intenção do agressor. Como muita gente continuará a usar as redes sociais para expressarem suas ideias, abaixo apresento algumas sugestões para uma convivência salutar na família, na sociedade e numa mação. *1. Linguagem apropriada* Não basta falar, mas deve se saber o que pretende-se falar, o objectivo, a finalidade e o meio a usar. Não basta saber escrever, mas é fundamental saber como escrever para não ser motivo de escândalo nem ofender os outros. A seleção de palavras principalmente quando são dirigidas a figuras públicas são cruciais. Ter aulas breves de eloquência acredito ser necessário e indispensável numa comunicação. Deve haver também o mínimo senso crítico para que a pessoa não morra de ingenuidade.   2. Ética e Respeito A pessoa humana merece o respeito, mas algumas pessoas não cultivam a ética e talvez ignoram os valores morais. Por isso deve haver sempre a educação cívica e moral. Deve se incentivar a prática da cidadania para que a convivência seja fraterna e nunca se traduza o outro como inimigo. Na verdade o estranho sempre incomoda mas para haja uma sociedade pacífica deve haver acolhimento e respeito. 3. Escuta e Compreensão A atitude que acompanhamos há pouco tempo em Moçambique que o presidenteFilipe Nyusi chamou e perdoou os jovens que o ofenderam, deve ter iniciado pela escuta e compreensão. A escuta quebra qualquer preconceito. A escuta abre nova visão sobre o outro pois a pessoa é ouvida o que exatamente sente. A escuta exige do ofendido um coração de misericórdia e o agressor, por sua vez deve ter humildade e deve dizer a verdade. Não adianta mentir se quer ser escutado e compreendido. Não importa a relevância do problema, deve haver vontade de superar cada obstáculo atingir a meta. 4. Arrependimento, remorso e perdão No encontro histórico entre uma figura pública e seus agressores aprendemos algo que valha a pena mencionar: é o espírito de arrependimento e remorso dos agressores. Os jovens assumiram culpa, isto é, são maduros e capazes de dar outro passo. A atitude nobre veio do pai, Nyusi escutou-os, compreendeu toda história sem somente ouvir de terceiros. Nyusi sabe o que é ser pai e sabe que os jovens são imperativos. No fundo, Nyusi entendeu que na aflição tudo acontece porque cada um usa seu caminho. Manifesto parabéns ao Nyusi, como um pai, que não se limita em intimidar e usar sua força e poder, mas dá chance para o filho crescer: errar, assumir a culpa, pedir perdão e prometer não cometer mais o crime. Oh, jovens, pai é pai. Mesmo que não compre pão Sufi ciente, ele continua sendo pai. Que o gesto de Nyusi seja uma aula sapiencial de muitas figuras públicas. A lição dada valeu um ano de aulas presenciais e dois anos de aulas on-line. Jovens, devem aprender como chorar sem ofender os adultos. Não adianta ser agressivo, esse mundo tem leis a serem respeitadas. Voltemos ao assunto principal, Perdoar como um acto de amor. Nunca diga que amas se não sabes perdoar. No entanto, não faça do perdão como saída para perpetuar tuas ofensas contra os outros. Perdoar sempre e pedir que o outro seja capaz de dar um pulo para frente. Perdoe sempre e o amor fluirá. Assuma a culpa e serás perdoado. Chore sem insultar os outros. Critique sem ofender. Escute e compreenda para não desperdiçar o tempo nobre de salvar vidas perdidas em caminhos errados. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.

fev 10 2021

Utentes sabotam a ponte aérea e arriscam-se saltando murros

Os Utentes de pontes aéreas continuam reticentes no uso destas infra-estruturas, estes preferem arriscar as suas vidas que recusam abandonar atravessar a linha, sob todos os riscos dai decorrentes. A semelhança de outras pontes aéreas instaladas ao longo da linha férrea do corredor de Nacala, e na cidade de Nampula em particular, vive-se um verdadeiro cenário de tristeza e realidade em vários locais, os munícipes preferiram vandalizar os murros de vedação construídos para o efeito, para facilitar a travessia passando por baixo das máquinas, mesmo apercebendo-se do perigo que lhes incorre. Entretanto, alguns utentes entrevistados pela nossa reportagem, condenaram a acção, relegando atitudes desviantes, como estando na origem do recuo. Aliás, alguns dos entrevistados, sublinharam que preferem usar os murros, porque segundo suas palavras, as pontes construídas são de grande dimensão e lhes gasta muito tempo para chegar aos seus destinos. Refira-se que, recentemente um indivíduo foi trucidado mortalmente ao tentar atravessar a linha férrea na zona da Faina, bairro de Murrapaniua, arredores da cidade de Nampula. (Júlio Assane)

fev 10 2021

Reassentados de Nahene B queixam-se de falta de infra-estruturas básicas

Reassentados de Nahene B pelo Corredor Logístico do Norte, e Conselho Autárquico de Nampula dizem terem sido abandonos a sua sorte, uma vez que a região para onde foram transferidos, parta além de ser distante da cidade falta tudo e menos nada ao que tange em infra-estruturas básicas. A título de exemplo, há um pequeno furo de água que é usado para mais de duas mil e quinhentas famílias ali reassentadas. São famílias que viviam nas imediações da linha férrea, e transferidas, para dar lugar as infra-estruturas construídas pela CLN em coordenação com a edilidade, dentre elas o viaduto e a ponte aérea instalada na zona da Memória. De acordo com o regulamento de reassentamento em vigor no país, nesta comunidade o muito não foi cumprido pela empresa assim como a edilidade. Não existe posto policial, posto de saúde, transporte público, mercado, entre outras. Por outro lado, a qualidade das casas deixa a desejar e os moradores afirmam que em tempos chuvosos, estes vivem um cenário dramático com a água das chuvas a penetrar para o interior. Estas reclamações são do conhecimento da multinacional assim como da edilidade, e que dos vários encontros levados a cabo para o efeito, asseguravam corrigir os erros, mas nada foi feio senão promessas que não passaram por sonho. (Júlio Assane)

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