dez 15 2020
Cadastrado perigoso cai nas maos da PRM em Nampula
Por Júlio Assane A polícia da República de Moçambique, em Nampula detev um Presumivel asaltante a um cliente num banco comercial. O caso ocorreu no último final de semana onde, Tagir Vasco, de aparentemente trintra (30) anos de idade foi neutralizado pela polícia em conexão com o assalto a um cliente duma das unidades bancárias da cidade de Nampula. A operação foi graças as imagens de camera vigilância assim como pelas denúncias de populares. O indiciado, que responde pelo simples nome de Tagir, nega todas as acusações que pesam sobre si, pese embora tenha adminitido exercer a actividade de taxista que de acordo com as suas palavras é única fonte do seu sustento e da sua familia. O porta-voz da PRM, em nampula, Zacarias Nacute, avançou que o suposto cadastrado que se fazia passar por taxista tem um cadastro de assaltente com recurso a mão armada e já esteve preso numa das subunidades policiais pelo mesmo tipo de crime. A fonte garrantiu que a polícia vai continuar a trabalhar, para desencorejar todos aqueles indivíduos que se fazem passar por taxistas só para roubar cidadãos inocentes.
dez 08 2020
Cidadão de 66 anos detido por violar duas menores em Namutequeliua
Por Júlio Assane Um cidadão que responde pelo nome de Assuate Alfate, de 66 anos de idade, está a ver o sol aos quadradinhos desde último domingo acusado de violar duas menores de idade no bairro de Namutequeliua arredores da cidade de Nampula. Este é o segundo caso de violação que o Alfate pratica com as menores, sendo que num passado recente o mesmo cidadão envolveu-se com as duas menores para satisfazer os seus desejos sexual. Assuate Alfate avançou que trata-se de uma estratégia para da parte dos pais pelo facto do mesmo reunir condições necessárias para pagar as suas despesas dentro da sua casa. “Eu nunca estive envolvido em nenhum caso de violação sexual com estas duas meninas ou mesmo ser acusado um dia por violar alguém deste bairro” avançou o acusado referiu que ficou admirado quando viu uma moldura humana estacionada na sua residência no último domingo onde exigia que o mesmo sai-se do bairro por conta dos actos macabros que o individuo fazia com as menores daquele bairro. As menores violadas explicaram que o mesmo senhor já as havia violado no mês de Agosto, mas por ser a primeira vez a acontecer o caso o cidadão foi lhe dado o perdão por parte dos pais da criança para não ser responsabilizado. “Ele violou-nos por duas vezes e o hospital confirmou a penetração” avançaram as menores residentes no bairro de Namutequeliua, Unidade comunal de Mutomote arredores da cidade de Nampula. Zacarias Nacute, porta-voz da policia em Nampula, avançou que o caso deu-se no último domingo, onde o cidadão em alusão aliciou as crianças e posteriormente as levou ao seu quarto onde manteve relações sexuais com as mesmas. “Como cidadão ele sempre vai ter que inventar uma desculpa para se defender para que o seu processo que está a ser trabalho pelas autoridades legais não seja agravado na pena” sublinhou Nacute durante a apresentação do cidadão de 66 anos que está detido por violar duas menores no bairro de Namutequeliua na cidade de Nampula.
nov 30 2020
H2N Capacita 12 jornalistas provenientes das Rádios Comunitários de Nampula, Niassa e Cabo Delgado
Por Júlio Assane A Help two Nutrition (H2n) está a capacitar nesta cidade 12 jornalistas provenientes das rádios comunitárias em matéria de saúde, nutrição, HIV, Saúde Materno Infantil (SMI) e malária. Com a capacitação que tem a duração de 4 dias, os jornalistas das rádios comunitárias, serão dotados de conhecimentos de como podem criar programas radiofônicos ligados ao HIV, Saúde Materno Infantil (SMI), nutrição para sensilizar as comunidades sobre a existência dessas doenças e os seus cuidados a ter com elas. Sheynise Muze, coordenadora do projecto na H2N, avançou que a capacitação dos jornalistas das provincias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa visa incentivar os jornalistas a divulgar mensagens essenciais pelo facto das informações sobre a saude não chegarem como deve ser, principalmente nas comunidades mais recônditas do nosso pais e onde quando chega muitas das pessoas ignoram a informação. “Nós estamos a capacitar os jornalistas das rádios comunitárias pelo facto dos mesmos terem uma influência muito grande dentro das suas comunidades”-Avançou Sheynise Muze para quem os jornalistas são grande veículo para passar a mensagem sobre a saúde dentro das comunidades e são os mais confiados. Alguns colaboradores das rádios comunitários que falaram a Equipa da VIDA NOVA, esperam que saíam munidos de conhecimentos necessários sobre a saúde, e com ferramentas adequadas para a implementação dos programas radiofônicos dentro das instituições onde eles colaboram. “Depois da formação esperamos que a mensagem que nós formos a expandir para as comunidades seja recebida e aceite pelo grupo alvo que são os nossos ouvintes assíduos” Avançaram aqueles colaboradores das rádios comunitários das província de Nmapula, Niassa e Cabo Delgado.
nov 30 2020
Para melhorar a vida das Crianças vulneráveis em Nampula
Visão Mundial e Assembleia Provincial de Nampula assinam memorando de entendimento Por Júlio Assane A assembleia provincial e a Visão Mundial em Nampula assinaram na manhã desta segunda-feira um memorando de entendimento cuja finalidade centra-se na concertação de esforços para a promoção do bem-estar das crianças no país. O memorando de entendimento vai beneficiar um total de 3.7 milhões de crianças em estado avançado de vulnerabilidade, através de iniciativas de saúde, nutrição, educação e proteção a criança. O gestor de programas da Visão Mundial em Nampula, sublinhou que um dos pontos do acordo assinado entre as duas casas, tem haver com a violência protagonizada para a criança e na província de Nampula é uma realodade nas comunidades. “E este acordo visa essencialmente ajudar a essa camada vulnerável de meninas e meninos a enfrentarem esse mal” Sublinhou a fonte, garantindo ainda que a Visão Mundial vai continuar a criar mais apoios para melhorar a vida das Crianças. Amisse Ibrahimo, Presidente da Assembleia Provincial de Nampula, sublinhou que aquela organização vai ajudar a Assembleia provincial de Nampula no reforço de medidas visando colmatar as causas primárias de violência contra a criança e a baseada no gênero, que inclui as normas e práticas socio-culturais nocivas e fortalecimento dos sistemas e estruturais locais de proteção através de capacitação dos membros e dos funcionários em matérias relevantes. Amisse Ibrahimo avançou ainda que o memorando de entendimento que a Visão Mundial firmou com a casa do povo, irá contribuir de forma significativa e mensurável para o bem-estar de meninas e meninos em estado de vulnerabilidade.
nov 21 2020
Transportadores semi-colectivos de passageiros agastados por falta de terminais rodoviários
Por Júlio Assane A situação vem sendo verificada há bastante tempo, sob olhar impávido das autoridades que tutelam esta área. Grande parte das terminais rodoviárias são improvisados nas bermas das avenidas e ruas da urbe, facto que contribui para o congestionamento do trânsito e acidentes de viação. Como exemplo desses locais, está a terminal improvisada em frente dos CFM, padaria Nampula, Clube 5 (Petrona) e por fim, o mercado grossista do Waresta onde a cada dia, milhares de pessoas perdem os seus bens por conta de falta de segurança desses locais onde se dirigirem para chegar aos seus destinos finais. Por esse motivo, os transportadores que realizam suas actividades em algumas terminais de passageiros, sobretudo Moma e Angoche, por exemplo, procuram vias alternativas nas ruas e avenidas da capital norte do país para estacionar os seus veículos. Cientes do risco que correm, os automobilistas pedem uma intervenção imediata, das autoridades que superintendem esta área para regularizar este problema que é de falta de terminais rodoviários. Contactado telefonicamente Luís Vasconcelos, Presidente da Associação dos transportadores rodoviários desta província, prometeu pronunciar-se sobre o assunto oportunamente.
nov 11 2020
A seca, a desertificação e o plantio de árvores
Por Éden Sansão Mucache Não há dúvida que nestes últimos anos o clima está a mudar:as estações não são as mesmas do passado e as chuvas não respeitam ninguém… O activista ambiental,Dr. Eden Sansão Muchave da Associação Moçambicana para a Saúde e Ambiente,vai-nos ajudar a entender estas mudançase a tomar iniciativas positivas. Uma estiagem, também é conhecida vulgarmente como período de seca e é uma catástrofe natural com propriedades bem características e distintas das demais. Afinal o que é estiagem ou seca? O termo “seca” refere-se ao tempo seco de longa duração. Durante a seca, a água disponível encontra-se abaixo dos parâmetros habituais de uma determinada região geográfica; por conseguinte, a água não é suficiente para satisfazer as necessidades dos seres humanos, os animais e as plantas. A causa mais habitual da seca é a falta de chuvas. Quando não chove durante períodos muito prolongados, surge a seca meteorológica e, se esta se mantiver, resulta numa seca hidrológica. O que causa a seca? Entre as várias causas, encontra-se: O incorrecto ordenamento do território;Insuficientes infraestruturas de armazenamento de água;Uma sobre utilização das reservas hídricas subterrâneas; Uma gestão incorrecta do consumo de água;O desmatamento do território, sem controlo. Como podemos prevenir a seca? Os consumidores têmde reduzir o desperdício e utilizar menos água. Controle de ervas daninhas, uma vez que aceleram a perda de água pela transpiração. Utilização de cobertura morta, como palha, casca de arroz e serragem, bem como à incorporação ao solo, dos restos culturais anteriores, diminuindo o efeito da evaporação e conservando a humidade natural do solo. Adopção da técnica de plantio directo, reduzindo em aproximadamente 30% a perda de humidade. Iniciar a restauração de florestas: as árvores evitam o assoreamento de rios e represas e regulam o clima. Reflorestar é urgente, e o resultado é muito rápido. A desertificação e o plantio de árvores O problema da desertificação passou a despertar o interesse da comunidade científica há 80 anos, contudo somente nos últimos dez anos passou a ser destacado como um sério problema ambiental, devido ao seu impacto social e económico, uma vez que o processo ocorre de forma mais acentuada em áreas correspondentes aos países subdesenvolvidos. O que é desertificação? A desertificação é um fenómeno de degradação dos solos e de áreas agrícolas que afecta centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, uma vez que o seu resultado é a perda total ou parcial de regiões agricultáveis, prejudicando as práticas económicas. Esse processo pode ser uma ocorrência tanto de ordem natural muito embora a sua intensificação se deva exclusivamente ao exaustivo uso dos solos pelo ser humano. Quais são as causas da desertificação? As causas da desertificação pelas actividades humanas estão, sobretudo, relacionadas ao empobrecimento dos solos realizado pelas actividades económicas. O desmatamento é o principal vilão, pois deixa a terra exposta às intempéries climáticas e diminui a retenção de água e nutrientes. Além disso, o uso intensificado do solo em áreas agrícolas, o esgotamento de rios e demais recursos hídricos e até a actividade da mineração também estão na lista de acções que levam à expansão desse problema ao longo do espaço geográfico. De maneira geral, como causas da desertificação podem ser apontadas: sobre uso ou uso inapropriado da terra (monoculturas comerciais como a cana-de-açúcar, soja, trigo, milho); desmatamento;utilização de técnicas agropecuárias impróprias; queimadas; uso excessivo de agrotóxicos; poluição ambiental. Como combater a desertificação? Para combater e evitar a expansão da desertificação, a medida mais eficaz é preservar as áreas verdes, evitar queimadas, plantar árvores e praticar o reflorestamento em zonas devastadas. Então: Vamos plantar mais árvores?
nov 09 2020
Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Como escrevemos no primeiro texto sobre os Direitos Humanos, a Declaração começou a ser elaborada no ano de 1946. Porém, a Declaração foi oficialmente adoptada pela ONU no dia 10 de Dezembro de 1948. O conceito de direitos humanos envolve os direitos e as liberdades básicas necessárias para garantir uma vida digna aos indivíduos. Estes direitos devem ser assegurados a todas as pessoas, independentemente de qualquer distinção, como etnia, nacionalidade, género, religião ou orientação sexual. A Declaração dos Direitos Humanos é composto por 30 artigos que destacam temas chave como: a vida, a liberdade, a segurança, a educação, a igualdade e a liberdade de expressão. Apontamos abaixo os principais direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos: Todos osseres humanos são livres e iguais em direitos e dignidade. Capacidade e liberdade para viver sem discriminação. Direito à vida, liberdade e segurança. Nenhuma pessoa deve ser escravizada. Ninguém deve ser torturado ou receber tratamento cruel. Direito de reconhecimento como pessoa. Igualdade perante a lei. Direito de acesso à justiça quando osdireitos forem violados. Ninguém deve ser preso arbitrariamente. Todas as pessoas têm direito a julgamento justo. Direito à presunção de inocência até que a culpa seja provada Protecção à vida privada e familiar. Liberdade de movimentação e de deixar e voltar a qualquer país. Direito de procurar asilo em outros países. Direito de ter uma nacionalidade. Direito ao casamento e à família. Protecção da propriedade. Liberdade de fé e prática religiosa. Liberdade de expressão e de opinião. Liberdade para participação em associações. Acesso ao governo e ao serviço público do seu país. Direito à segurança e protecção do Estado. Direito ao trabalho e protecção ao desemprego. Direito ao descanso e ao lazer. Padrão de vida que garanta saúde e bem-estar à família. Direito à educação gratuita nos anos fundamentais. Acesso às artes, cultura e ciências. Direito de viver numa sociedade justa e livre. Cumprimento de deveres com a comunidade, de acordo com os princípios das Nações Unidas. Protecção dos direitos determinados na Declaração.
nov 09 2020
As incidências do terrorismo em Cabo Delgado
Pela Redacção No dia 5 de Outubro de 2017, a sede do distrito de Mocímboa da Praia (Cabo Delgado) foi atacada por indivíduos armados. Este ataque que não foi reivindicado, visou essencialmente instituições do Estado, nomeadamente da polícia local. Desde então, os ataques têm sido recorrentes em quase todos os distritos nortenhos de Cabo Delgado até, em Março a ocupação momentânea das sedes dos distritos de Mocímboa da Praia e Quissanga, onde os atacantes içaram uma bandeira semelhante à do Estado Islâmico. Entretanto, depois de dois anos e meio para as autoridades continua o mistério em torno da identidade e motivações deste grupo persiste. Sérgio Chicava, pesquisador do IESE (Instituto de Estudos Sociais e Económicos), apresentou numa sua publicação (Boletim Ideias n. 127) as diferentes hipóteses, enunciadas pelo governo moçambicano, sobre a identidade e objectivos destes insurgentes que podem ser resumidas em quatro: Indivíduos com objectivo de instalar um Estado Islâmico; Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez; Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira e Forças externas. Instalar um Estado Islâmico Logo após o ataque de 5 de Outubro de 2017 a Mocímboa da Praia, o governo afirmou que se tratava de um grupo constituído por indivíduos (estrangeiros e moçambicanos) que tinha como objectivo, instalar um Estado Islâmico em Moçambique. Em virtude disso, imediatamente após os ataques, diversos cidadãos muçulmanos em Cabo Delgado foram presos sob a acusação de pertencerem ao “AlShabaab” e várias mesquitas encerradas. Esta situação criou um mal-estar no seio da comunidade muçulmana moçambicana tanto que as autoridades moçambicanas mudaram de discurso, declarando que não tinhama certeza que os ataques tivessem a ver com um grupo com motivações religiosas e que ainda continuam sem saber os seus objectivos. Igualmente, é preciso realçar que a comunidade muçulmana moçambicana sempre se distanciou dos ataques em Cabo Delgado. Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez De acordo com as autoridades moçambicanas, os garimpeiros locais (a chegada da Montepuez RubyMining, nos princípios de 2017, para explorar as minas de rubis, foi precedida pela expulsão violenta de garimpeiros “ilegais” pelas forças policiais) estariam a ser manipulados por “estrangeiros” oriundos da Tanzânia e República Democrática do Congo (RDC), que tinham sido expulsos das minas de rubi, onde estavam a fazer exploração clandestina, provocando o caos para poderem continuar a fazer exploração ilegal de recursos naturais em Cabo Delgado. Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira O governo de Moçambique diz também que alguns empresários moçambicanos residentes na cidade da Beira, descontentes com o combate feito pelo Estado ao tráfico ilegal da madeira estariam a financiar os “insurgentes”. Contudo, até agora, não houve mais desenvolvimentos quanto a esta hipótese, não se sabendo a que conclusões as autoridades chegaram em relação aos “falsos empresários” ou aos empresários da Beira. Forças externas A outra hipótese avançada pelo governo moçambicano, é a de que se trata de uma guerra movida por forças “externas” em conluio com alguns moçambicanos. Os líderes dos “insurgentes” seriam congoleses, que recrutavam e treinavam moçambicanos na RDC para fazer guerra em Moçambique. Nesta empreitada, os congoleses estariam a agir em colaboração com tanzanianos, somalis e malianos. Uma guerra movida por pessoas de fora e pessoas que têm dinheiro com o objectivo de instrumentalizar o tribalismo para dividir os moçambicanos. Os sem rosto, têm rosto? Que leitura se pode fazer destas diferentes versões? Evidências no terreno mostram claramente que o país está perante a presença de um grupo radical islâmico. Primeira hipótese inicialmente avançada pelo governo e que por razões pouco claras foi “abandonada”. Contudo, os recentes ataqueis , onde a reivindicação de um Islão radical está bem patente, deixa poucas dúvidas da ligação entre o “Al Shabaab” e o Estado Islâmico, o que deita por terra a tese de que se trata de atacantes “sem rosto” nem “mensagem”.
out 30 2020
Beneficiários do apoio no âmbito da COVID-19 denunciam falta de transparência no processo de selecção
Por Júlio Assane Salas abandonadas e pessoas sentadas ao sol e de baixo das mangueiras, é desta forma que está a decorrer o processo de cadastro dos beneficiários ao apoio do INAS no âmbito da covid-19, no posto instalado na Escola Primária completa de Mutauanha. Aqueles beneficiários, explicaram que, têm se deparado com pessoas que consta o seu nome em sete cadernos ou mais casos que contribuem no não atendimento dos outros que ali estão a procura de ter o subsídio. Num outro desenvolvimento disseram que no acto de selecção das pessoas os secretários dos bairros não foram justos. “Eles escreviam os seus familiares e pessoas mais próximas” apontaram aqueles beneficiários do apoio ao combate do novo coronavirus. Outro constrangimento que aqui se vive, circunscreve-se com o abandono sistemático por parte dos técnicos, forçando aos beneficiários a se fazer ao local, mais de dois dias sem o devido registo. Entretanto, o delegado do INAS em Nampula, assegurou que numa primeira fase, a província de Nampula, terá 249 mil beneficiários, que terão ao todo 9000 meticais em seis meses, sendo 1500 por mês. Segundo Assane Juma, delegado do Instituto Nacional de Acção Social em Nampula, a transferência dos valores, será mediante uso duma plataforma digital concebida para o efeito.
out 30 2020
Na província de Nampula: Mais pessoas chegam fugindo de ataques em Cabo Delgado
Por Júlio Assane Mais de 150 pessoas entram diariamente em Nampula, na sequência dos ataques terroristas feitos por indivíduos não identificados. Nos últimos dois dias, mais de 200 deslocados de Cabo Delgado, chegaram ao centro de acomodação de Corrane, distrito de Meconta, Província de Nampula, onde o grosso número é de mulheres e crianças, segundo Charles Moniz, vice coordenador da Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados de Nampula, um organismo da Igreja Católica. E para minorar o sofrimento destas famílias vindas por conta dos ataques de Cabo Delgado, o governo junto das organizações não-governamentais estão a construir tendas naquele distrito para a sua acomodação. Os deslocados por conta dos que se encontram no distrito de Corrane, na província de Nampula, estão a ser assistidos e assegurada a sua permanência definitiva naquele distrito e fornecidos produtos alimentares e vestuário disponibilizado pela CIMIRDE através das doações de pessoas de boa vontade. A fonte voltou a exortar as comunidades e pessoas de boa vontade, para continuarem a ser humildes na disponibilização de produtos alimentares, vestuários e tendas para o amparo das famílias que pretendem recomeçar a sua vida nesta província. A Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados em Nampula, está a assistir mais de 500 deslocados acomodados no centro de Corane distrito de Meconta localizado a 70 quilómetros da cidade de Nampula.


