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ago 20 2020

Lançamento da Campanha de Solidariedade

As vítimas dos ataques terroristas  já vem recebendo apoio da população, das Caritas de Pemba, Nampula e Nacala, do Governo e de várias organizações de ajuda humanitária, mas isto não é suficiente tendo em conta que os desalojados estão a aumentar cada vez mais. Por isso a Igreja Católica tomou iniciativa de lançar uma campanha nacional de solidariedade, devido a gravidade da situação, que exige uma resposta de emergência. Além de mobilizar apoios, o movimento denominado Juntos por Cabo Delgado, visa igualmente harmonizar a solidariedade que tem sido prestada aos deslocados que são consideradas desumanas. As vítimas não param de chegar as zonas seguras e ajuda e insuficiente especialmente comida, e por isso lançamos esta campanha que vai ser coordenada pelas Caritas Diocesana, explicou Dom Luís Fernando Lisboa, o Bispo de Pemba. As vítimas do terrorismo perderam praticamente tudo, e segundo o Bispo, toda ajuda vai estar virada para o mais essencial. As pessoas podem ajudar com comida,  roupa, cobertores, esteiras e lonas, mas quem puder colaborar com dinheiro, também e bem-vindo porque a equipa pode comprar o que for necessário no momento, disse Dom Luís Fernando Lisboa em jeito de apelo. Os ataques terroristas em Cabo Delgado começaram em 2017, e já provocaram mais de 250 mil deslocados. Assista ao video de lançamento da Campanha de Solidariedade

ago 18 2020

A vossa vida nos pertence, porque vocês são parte de nós

    Um testemunho directo da Paróquia da S. Cruz em Nampula, sobre a situação dos deslocados de Cabo Delgado, enviado por Pe. Davide de Guidi, pároco desta paróquia que desde o mês de Junho, com a Caritas e outras organizações governamentais e humanitárias procura acompanhar o sofrimento deste povo ferido. «… Até ao momento, já chegaram 3.000 pessoas ao território da paróquia, mas em todo o território do Norte de Moçambique calcula se que existam mais de 250.000 deslocados. Novas famílias continuam a chegar, pessoas exaustas da viagem com uma profunda tristeza no coração por terem perdido seus bens, por saberem que suas casas foram queimadas, por terem deixado suas terras e por terem visto os seus entes queridos sequestrados ou massacrados a causa dos violentos ataques que “terroristas”, em nome da religião, estão flagelando o Norte da província de cabo Delgado. A dor aumenta quando contam que não puderam enterrar os seus familiares e amigos devido ao perigo de serem mortos eles próprios. Por isso, como paroquia, envolvemos os nossos jovens a levarem a sério os seus coetâneos que chegam feridos no seu espírito e nos seus sonhos. Convidamos as nossas mães paroquiais, que embora vivam na pobreza, a partilhar a roupa da sua família com quem nada tem. Estamos a tentar de fazer da paróquia um jardim aberto da caridade, da escuta, do cuidado e do acolhimento. Acreditamos que somente encontrando-se e colocando-nos ao lado deles, partilhando as tristezas e as esperanças, iremos ser cristãos credíveis. Agora vou contar-vos alguns factos trágicos, infelizmente verdadeiros, que ouvi enquanto visitava estas famílias. Lembro-me do caso de uma garota chamada Ancha que conseguiu escapar quando foi sequestrada por esses “insurgentes”. Ela nos olhou com olhos tristes e ainda assustada. Não tendo coragem de falar, os seus familiares nos contaram que seu irmão de 13 anos foi sequestrado, assim como a sua irmã com seu bebé. Eles nos contaram que quando fugiram dos ataques, ficaram sete dias no mato sem comer, tentando alimentar-se com tubérculos amargos que muitas vezes faziam mal à saúde. Conheci uma senhora de 85 anos que, apesar do que passou, teve a coragem de sorrir para mim sem dentes nenhum; ela me disse que foi forçada a fugir e permanecer na floresta por vários dias sem nada. Em outra família, um jovem nos contou que seu irmão havia sido morto junto com 51 outras pessoas, quase todos jovens, apenas pelo fato de serem cristãos e não quererem lutar ao lado deles. A sua mãe, presente a conversa, nos escutou em silêncio. Também fiquei impressionado com a história de uma menina de dois anos chamada Zainabo, que, quando os terroristas armados chegaram de manhã cedo na sua aldeia, todos fugiram para se proteger, mas ela não se deu conta e continuou a dormir. A sua irmã, que já tinha conseguido esconder-se e vendo que a menina estava desaparecida, resolveu voltar para a casa a buscá-la. Graças a Deus ela conseguiu salvar a menina antes que a casa fosse queimada. Em outra casa, encontramos uma menina que acabara de dar à luz. Ela estava exausta e depois do parto foi levada ao hospital. A pobre mãe não tinha nem um pano para cobrir a nova criatura. Então os vizinhos, pobres em bens mas ricos de amor, partilharam imediatamente o pouco que tinham. Todos estes encontros foram possíveis graças a dona Teresina, uma viúva com um coração grande, que conhece o povo maconde e a sua língua, ela neste tempo é incansável em nos apresentar as tantas famílias que chegam sem nada. Ela nos contou que o seu filho, que é militar, foi chamado para combater os terroristas. Ela e a sua família pediram-lhe que não fosse, porque poderia encontrar um trágico destino, mas ele disse: “Não posso abandonar o meu povo e o juramento que fiz como soldado é para defendê-lo”. Por fim, numa outra família encontrei hospedadas 35 pessoas, entre crianças e velhos. Os seus corações encheram-se de amargura, por terem tido que deixar a sua querida terra que os viu nascer, que os acolheu e alimentou, e agora não sabem se um dia poderão voltar. Neste contexto vêm à mente as palavras do Papa Francisco quando nos convida a acreditar que a Igreja neste tempo deve ser como um “hospital de campanha que alivia feridas”, uma igreja que fica ao lado dos crucificados desta história, que é também Igreja da “visitação”, uma Igreja que sente a dor de um parto para dar à luz uma profecia, como nos ensina Maria quando foi visitar a sua prima Isabel. Uma Igreja que ousa sair com coragem ao encontro dessa humanidade ferida e perdida, e que não tem medo de sujar os pés e as mãos para lhe devolver a dignidade de ser reconhecida como filha amada pelo Pai de todos. Tenho a certeza de que esta experiência que estou a viver não é somente um “acidente de percurso” ao longo da minha vida, mas sim, uma oportunidade e um dom para viver e mergulhar me nessa plenitude de vida, que nos vai permitir ser pessoas ressuscitadas. Pe. Davide de Guidi, (Nampula- 17-8-20)

ago 17 2020

Acidente de viação faz três mortos

Acidente de viação faz três mortos Três pessoas morreram e 109 pessoas deram entrada no Hospital Central de Nampula na sequencia dos acidentes de viação registados durante os primeiros quinze dias na cidade de Nampula. A informação foi divulgada hoje (segunda-feira) pela médica clinica geral do hospital central de Nampula Laise Duarte, durante a apresentação dos casos que deram entrada na primeira quinzena de agosto naquela maior unidade sanitária da região norte do país. Laise Duarte explicou que, para além das mortes por acidente de viação que o hospital, aquela maior unidade sanitária da região norte registou 47 pacientes entrada por malaria que resultou em uma (1) morte. Laise Duarte, lançou um apelo as pessoas desta cidade para que não ignorem as medidas decretadas pelo ministério da saúde no uso corecto da rede mosquiteira e evitar fazer-se ao volante sob efeito de álcool para evitar derrame de sangue nas estradas desta cidade. No mesmo período em alusão, A fonte explicou que, o hospital registou dois (2) casos de violência sexual contra duas menores de 18 anos de idade. No que diz respeito a situação do coronavírus na província de Nampula, Laise Duarte explicou que o hospital testou 3.820 pacientes incluindo os acompanhantes onde, 90 casos foram suspeitos e 40 pessoas foram colhidas as amostras para a sua testagem. A fonte exortou aos cidadãos residentes nesta província para continuarem a usar a máscara e a lavagem constante das mãos para evitar a contaminação da pandemia mundial do novo coronavírus. De referir que, durante a primeira quinzena de agosto, o hospital central de Nampula registou 1792 pacientes dos quais, 240 foram internados, 137 foram encaminhados nos serviços de medicina, 70 pacientes nos erviços de cirurgia e 33 nos serviços de ortopedia e traumatologia. (Júlio Assane)

ago 17 2020

Alfabeto da paz/ vocabulário da Paz

Alfabeto da paz/ vocabulário da Paz A   amor, aprender, ajuda B   beleza, bondade C   compartilhar, comunicar, cooperar, colaborar cidadania D   dignidade, deveres, direitos, dialogo E     educar, emprego, ecologia, esperança, esquecer F     família, fraternidade, fé G     generosidade, gargalhada, graças, gentiliza H     harmonia, historia I     inteligência, informar, igualdade J     justiça, juventude L     liberdade, língua M   mundo, movimento, melhorar N     não violência, natureza O     ousar, ouvir, olhar, optimismo P     perdão, preservar, pensar, paciência Q     qualidade, questionar, querer R     respeitar, reciclar S     ser, sonhar, solidariedade T     tolerância, trabalho, transparência U     unidade, universo V     vontade, voluntariado, vida X   xenia (palavra grega que resume o conceito de hospitalidade próprio do antigo                                        mundo grego onde era dever dar hospitalidade a quem o pedia) Z   zelar

ago 12 2020

Comemoração do dia da juventude

FALTA DE EMPREGO E HABITAÇÃO PREOCUPA JOVENS DE NAMPULA   O governador de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, desafiou aos jovens desta parcela do país a continuarem a trabalhar no processo de desenvolvimento do país. O desafio lançado pelo governador da província foi feito durante a comemoração do dia internacional da juventude, que este ano é celebrado com o lema “Engajamento da juventude para acção global”. Manuel Rodrigues disse que os jovens devem trabalhar para enfrentarem os actuais desafios que esta camada enfrenta no que diz respeito a falta de emprego e espaço para a construção das suas moradias. Dos 378 mil empregos previstos até 2024, Manuel Rodriguês explicou que o seu executivo junto dos parceiros já criou só no primeiro semestre deste ano 12 mil empregos, onde destes foram ocupados maioritariamente por jovens. “O acesso a habitação condigna para os jovens desta província continua a ser uma aposta para o governo de Nampula” sublinhou Manuel Rodrigues, onde prometeu que, o seu executivo vai continuar a criar condições junto dos municípios desta província de modo que os jovens sejam atribuídos espaços para a construção das suas casas. Alguns jovens entrevistados pela equipa da Vida Nova, disseram que a situação de falta de emprego na província de Nampula piorou e ligado a este problema está também a falta de habitação que constitui um calcanhar de Aquiles. O presidente do conselho provincial da juventude de Nampula, Gilberto Francisco, explicou que a juventude de Nampula deve trabalhar com base nas acções do governo para conseguir ultrapassar todos os desafios que a camada está a enfrentar neste tempo da COVID-19 e não só que é a falta de emprego e espaço para a construção das suas residências. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Carência de água em Nampula

FRACO ABASTECIMENTO DE ÁGUA PREOCUPA MORADORES Os moradores do bairro de Muahivire na cidade de Nampula mostram-se preocupados com o fraco abastecimento de água potável para aquela zona residencial. Alguns moradores ouvidos pela nossa reportagem explicaram que a falta de água para aquele bairro regista-se há um ano sob olhar negligente das autoridades competentes que velam a área da distribuição do precioso líquido. Agostinho Carlos, um dos moradores do bairro de Muahivire explicou que a fraca distribuição da água para aquela zona residencial leva a que muitas famílias que ali vivem usem água que não esteja em condições para o seu consumo perigando desta a saúde dos cidadãos. “Já lá vão três anos que somos obrigados a pagar as facturas de água, mesmo sabendo que a mesma não sai e, por conta desse problema, muitas famílias não pagam e são lhes cortadas a água. Não pagamos porque a consumimos. As torneiras não jorram água”- apontou o nosso entrevistado acrescentando que a falta de água naquele bairro faz com que muitas famílias se desloquem para outros bairros mais distantes para ter acesso ao precioso líquido. Os nossos entrevistados explicaram que, para além do não abastecimento de água para aquele bairro, o outro problema está ligado com a não abertura das fontenárias públicas que o FIPAG tinha disponibilizado gratuitamente por conta da COVID- 19 para a higienização das mãos. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Província de Nampula

CERCA DE 200 CRIANÇAS ASSISTIDAS NOS CENTROS DE ACOLHIMENTO O Departamento provincial de Género Criança e Acção Social da província de Nampula está neste momento a assistir cerca de 200 crianças nos centros de acolhimento nesta época da COVID-19. Outras 340 já se encontram no convívio familiar onde, antes de serem entregues aos seus legítimos familiares foi feito um estudo para se aferir se as mesmas reúnem ou não condições para receber as crianças. O Representante do Departamento Provincial de Assuntos de Género Criança Acção, Augusto Mário, explicou que o departamento está a monitorar os centros de acolhimento e famílias para dar resposta as medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus. Augusto Mário afirmou que recebeu baldes com torneira, sabão, máscaras e javel dos seus parceiros para apoiar as famílias carenciadas com maior destaque para pessoas com deficiência e crianças responsáveis de famílias para se prevenirem do novo coronavírus. “Neste momento o sector está a fazer o registo de pessoas vulneráveis para que tenham um apoio em produtos alimentares e, para além disso, as mulheres que realizam actividades informais, viúvas e solteiras vão beneficiar de subsídio de 1500 meticais mensal para se manterem prevenidas neste tempo da COVID-19ʺ- apontou Augusto Mário acrescentando que em todo o país o sector registou cerca de 900 famílias vulneráveis que serão assistidas. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Emprego em Nampula

FALTA DE EMPREGO PREOCUPA O.T.M SINDICA CENTRAL A Organização dos Trabalhadores de Moçambique em Nampula está preocupado com o aumento do desemprego neste tempo da COVID-19. A preocupação foi manifestada pelo secretário provincial da OTM Central Sindical, Silvério Celestino, que referiu que no inicio do estado de emergência muitas empresas sentiram-se obrigadas a reduzir os seus trabalhadores e suspender os contratos até o fim da pandemia, Silvério Celestino explicou que a redução de trabalhadores domésticos e doutros de diferentes empresas radicadas nesta cidade contribui para que muitos jovens se envolvam em actos criminais. “Muitas empresas estão a despedir trabalhadores de forma clandestina sem, no entanto, respeitar e cumprir o decreto presidencial”- apontou Silvério Celestino acrescentando que desde o início do estado de emergência no país, apenas uma empresa suspendeu os seus trabalhadores com o conhecimento do sindicato da área. Silvério Celestino declarou que, neste momento, a província conta com mais de 45 trabalhadores suspensos e sem salários e ainda oito empresas que pediram a suspensão de pagamento do INSS alegando a falta de fundos neste tempo de coronavírus. A O.T.M central sindical está a monitorar as empresas de modo que estas cumpram a lei de trabalho que diz que em tempo de quarentena o trabalhador tem o direito de salário até onde a empresa conseguir. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Moradores de Mutauanha

EXIGEM A REPOSIÇÃO DE LUZ PÚBLICA Os Moradores do Bairro de Mutauanha, posto administrativo de  Muatala,       na cidade de     Nampula  exigem a EDM-Electricidade de  Moçambique, em Nampula     a reposição da iluminação pública na    rua Eduardo Mondlane. Esta preocupação surge numa altura em que nos últimos dias aumenta o número de pessoas que sofrem roubo dos seus bens na via pública. Faúsia Raimundo e Aniceto António, residentes daquele bairro contaram que por falta da corrente pública naquela zona residencial várias pessoas sofreram de agressão dos malfeitores neste primeiro semestre do ano. As nossas fontes explicaram que o falecido presidente do Município de Nampula, Mahamudo Amurane, através do projecto de bairros circulares, a EDM disponibilizou a luz pública para aquele bairro, mas em menos de um mês as lâmpadas deixaram de acender. “Já lá vão três anos que vivemos com esse problema sob olhar negligente das pessoas competentes para resolver esse problema “-apontaram aqueles moradores, acrescentando que ligado ao problema de falta da luz pública esta também a fraca actuação dos homens da lei e ordem no processo de patrulhamento nocturno para garantir a ordem e tranquilidade públicas. Os nossos entrevistados acreditam que se a EDM repusesse a iluminação pública no bairro em causa os casos de agressão física durante a noite iriam reduzir. Os nossos entrevistados pediram a electricidade de Moçambique, delegação de Nampula, para que faça a manutenção das lâmpadas que lá foram instaladas que até então não funcionam. (Por Júlio Assane)

ago 11 2020

Impacto da guerra em Cabo Delgado

GUERRA PREOCUPA OS PSICÓLOGOS QUANTO AO FUTURO DAS CRIANÇAS A Associação provincial dos psicólogos está preocupada com o impacto psicológico que a guerra em Cabo Delgado está a causar as crianças e várias famílias. Este pronunciamento surge numa altura em que várias crianças da província de Cabo Delgado, dos distritos onde eclodiu o conflito armado, estão acomodados em locais de acolhimento construídos para as famílias que se deslocaram por causa dos ataques terroristas protagonizados pelos insurgentes. O psicólogo Nuno Miguel, explicou que a associação dos psicólogos na província de Nampula realizam campanhas de sensibilização para todas as crianças e famílias vindas de Cabo Delgado, como forma de ajuda-las a reintegrarem-se na vida social sem trauma e stress da guerra. Imagine para uma criança “-observou Nuno Miguel acrescentando que para além de ajudar as crianças e famílias vindas de Cabo Delgado, os psicólogos também vão realizar actividades para aquelas famílias afectadas pelo COVID-19, para que estejam cientes da grandeza da doença e como se podem manter distante do vírus. A fonte explicou que o governo deve criar uma estratégia de como integrar a criança depois do reinicio das aulas, tendo em conta que a mesma, não dispõe de documento comprovativo da classe que frequenta, para que não esteja prejudicada no final do ano lectivo. Nuno Miguel referiu-se igualmente da retracção do investimento no país, devido aos ataques de Cabo Delgado, apelando para o efeito, a união dos moçambicanos para identificar a causa principal desta desestabilização. (Por Júlio Assane)

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