mar 17 2021
Mercado do peixe no bairro de Carrupeia funciona em condições deploráveis
O mercado municipal de peixe localizado no bairro de Carrupeia, arredores da cidade de Nampula, funciona em condições de higiene deploráveis, sob todos os riscos de saúde pública dai decorrentes. A realidade que vivem no quotidiano dos vendedores de peixe naquele mercado, baptizado por Comauto, localizado no bairro nobre de Carrupeia arredores da cidade de Nampula é caótica. Ali falar de mínimas condições de higiene é o mesmo que falar de uma luz no fundo do túnel. Sem frigoríficos para a conservação de pescado, bancas adequadas para a exposição do produto no processo de venda, são parte das preocupações que afligem os comerciantes. Abordados pela VN, os vendedores não esconderam a sua insatisfação e afirmam que em algum momento os mariscos chegam a deteriorar-se devido a falta de um frigorífico no raio do mercado, mas não há outra alternativa, visto que é a única actividade para estes ganharem dinheiro. No acto da construção, o município ergueu um edifício para colocação de um frigorífico visando a conservação de peixe mas, nos últimos dias serve para armazenamento de diversos produtos. Para além de higiene e falta de frigorífico, o estágio das infra-estruturas não justifica o estatuto que este mercado ostenta. Ana Alexandre, uma das vendedeiras daquele mercado, manifestou preocupação quanto a esta realidade e vincou ser necessário a criação de condições para o bem-estar dos vendedores e compradores. Recordar que este é um dos mercados que, com as receitas diárias, mais contribui para os cofres da edilidade. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Ferroviário de Nampula retoma os treinos com menos de três atletas infectados pela covid-19
No âmbito do cumprimento do decreto presidencial que rege autorização ao regresso aos das equipas que disputam o campeonato nacional de futebol condicionada pela realização dos testes do novo coronávirus, o Ferroviário de Nampula regressa ao seu relvado com menos três jogadores, estes foram afastados dos treinos depois de terem testado positivo da covid-19. De acordo com o adjunto treinador do Ferroviário Nampula “o mister Torito” os treinos vão continuar como forma de levar a taça do Moçambola para a capital nortenha do pais. Quanto a contratação de Diogo, trata-se de carta fora de baralho, porque o atleta selou o vínculo com os homónimos de Nacala. Recordar que para além dos três infectados pela covid-19, os locomotivas nampulenses arrancaram com os treinos na tarde da última segunda-feira e sem sobressaltos. (Júlio Assane)
mar 17 2021
O preço de milho está cada vez mais a subir nos mercados de Nampula
A título de exemplo, uma lata de milho de 20 quilogramas é vendido entre 420 a 470 meticais, contra 320 a 350, preço aplicado até finais de Novembro do ano passado. E o saco de 90 quilogramas varia entre 1200 a 1300 meticais, contra 600 meticais de igual período do ano passado. Todavia, os vendedores entrevistados pela Vida Nova consideram que, este cenário é mais agravante neste ano, quando comparado com os anos anteriores. Carlos António vendedor de milho no mercado grossista do Waresta, disse por exemplo que, adquire o milho na Zâmbia ao preço de 18 meticais o quilograma e revende no mercado Nampulense por 25 meticais. Alguns compradores entrevistados pela nossa reportagem avançaram que para este ano a situação está deveras preocupante. Contudo, enquanto prevalecer a situação da subida de preço de milho afigura-se dias de ranger os dentes devido a fome que poderá assolar as comunidades. Para além do milho, o tomate também está na lista dos produtos que está a registar um agravamento onde a cada dia, está cada vez mais difícil comprar tomate nos mercados de Nampula. Devido ao agravamento de preço de tomate, trava-se uma autêntica batalha na procura do tomate nos mercados de Nampula, um dos produtos de referência para colorir o caril devido ao elevado valor de compra. Só para elucidar, o quilograma que antes era comercializado por apenas 30 a 50 meticais, actualmente, chega a ser vendido ao triplo deste valor, isto é, 150 meticais, e cesto de aproximadamente 25 quilogramas, está entre 1500 a 2000 meticais, contra os anteriores 700 meticais. Os comerciantes, ouvidos pela nossa reportagem, apontam a falta de chuva na fonte, como estando na origem do sumiço de tomate, o que concorre para a explosão do preço. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Em Nampula Mercado Waresta continua com problemas de lama
O Mercado grossista de Waresta debate-se com problemas de lama, devido a paralisação das obras de pavimentação do troço que dá acesso ao interior daquele estabelecimento comercial, situação que vem se arrastando há um ano. Quando tudo se pensava que, o problema de lama teria o seu fim, com o arranque das obras de pavimentação de algumas vias que dão acesso ao interior do maior mercado da cidade de Nampula, não passou de um alarme visando aldrabar os munícipes que, acorrem aquele estabelecimento comercial a fim de fazer suas compras e vendas. A exemplo disso, a nossa equipa de reportagem testemunhou a última quinta-feira, o sofrimento daquele que, diariamente, tem o mercado como fonte de sobrevivência. Entretanto, desesperados estão os munícipes que clamam a quem de direito a inverter o cenário. Aliás, o dedo indicador aponta ao executivo de Paulo Vahanle de nada estar a fazer naquele mercado, tendo em consideração que pagam as taxas diárias exigidas pelo município. Todavia, sem entrar em detalhes, Paulo Vahanle, presidente do conselho autárquico de Nampula, reconhece a paralisação das obras de pavimentação no mercado do Waresta, e promete soluções a breve trecho. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Detidos em Nampula quatro indivíduos por espancar um cidadão
Quatro indivíduos estão detidos em Nampula indiciados de captura ilegal por particulares. Estes indivíduos teriam se dirigido no dia três do mês corrente a uma residência localizada no bairro de Muahivire a fim de exigir o pagamento de um valor e para lograr seus intentos molestaram a vítima algemaram-na e encaminharam para as subunidades policiais. Não sendo da competência do grupo, o porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, referiu que os indivíduos agiram acima da lei por isso que a corporação prendeu-os para responsabilizar criminalmente. Entretanto, os indiciados são confessos na prática do crime e dizem que dirigiram-se a casa da vítima para poder cobrar um valor de um amigo seu, que há tanto estava a ser cobrado. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Em Nampula Moradores exigem a construção de uma ponte sobre o rio Nucuta
Moradores do bairro de Murrapaniua, posto administrativo de Natikiri em Nampula, exigem das autoridades municipais, a construção de uma ponte sobre o rio Nicuta, o que poderá facilitar a travessia de pessoas e bens. Segundo alguns moradores entrevistados pela Revista Vida Nova, quando chove, a transitabilidade para as outras áreas tem sido deficitária devido o aumento do caudal do rio Nicuta que chega a arrastar várias pessoas quando tentam atravessar para a outra margem. Aliás, estes avançaram que as chuvas que se fizeram sentir na última semana na cidade de Nampula, duas pessoas morreram quando tentavam sem sucesso atravessar o rio Nicuta. Dai exigem das autoridades municipais a construção de uma ponte sobre o rio Nicuta para facilitar a circulação de pessoas e bens e para mantê-las protegidas das fúrias das águas em tempos de muita chuva. Teresa António, avançou que, muitas mulheres são obrigadas a dar parto em casa por medo de serem arrastadas pelas águas sempre que o caudal do rio Nicuta aumenta. Os moradores lançam o dedo acusador ao executivo de Paulo Vahanle de nada estar a fazer para melhorar a sua vida e disseram que em tempos da campanha eleitoral para a eleição do Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, não faltaram promessas de construção de uma ponte sobre aquele rio, mas até neste momento não passa de piripiri para os seus olhos. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Vendedores de material escolar em Nampula queixam-se da falta de clientes
De gota em gota é assim que alunos, pais e encarregados de educação, procuram comprar o material escolar em alguns estabelecimentos comerciais, na véspera da retoma das aulas marcada para o dia 22 de Março do ano em curso. Este cenário que se circunscreve na falta de clientes prejudica de certa forma os vendedores de material escolar, pois, em média diária, atendem apenas 10 clientes contra 50 a 100, dos anos anteriores. Estes vendedores, apontam a covid-19 como sendo a principal causa que motiva os pais e encarregados de educação a pautarem pelo relaxamento. “Antes da eclosão da covid-19 nós conseguíamos vender muitos materiais escolares” afirmaram diversos vendedores abordados pela nossa reportagem. Todavia, a falta de clientes verifica-se igualmente nas lojas de venda de tecidos de uniforme escolar. (Júlio Assane)
mar 17 2021
Vendedores do mercado do Comauto em Nampula disputam espaço com resíduos sólido
Vendedores do mercado municipal do Comauto no bairro de Carrupeia são obrigados a conviver com lixo situação que coloca em risco a sua própria saúde. Esta situação perdura mais de três meses com um olhar impávido das autoridades municipais, colocando em risco a saúde dos vendedores e clientes. De acordo com os vendedores do mercado, para minimizar a situação foi criada uma equipa interna para remoção de lixo e recebe pelo trabalho feito. Outro sim, os vendedores dizem estar indignados pela situação uma vez que diariamente pagam taxa do mercado para o exercício das suas actividades comerciais naquele mercado municipal localizado na zona de Carrupeia. Para além de colocar em risco a saúde dos vendedores e clientes, o problema preocupa igualmente os moradores que vivem nas extremidades do mercado, por este representar um perigo de saúde pública. Os nossos entrevistados que falaram a Revista Vida Nova, afirmaram que o município nada está a fazer para melhorar a vida daqueles vendedores e moradores dai que exigem melhores condições de higiene para aquele mercado. Eles afirmam que não tem sido fácil conviver com os resíduos sólidos e pedem as entidades competentes para uma solução urgente. (Júlio Assane)
mar 16 2021
ARCEBISPO DA BEIRA QUESTIONA O FECHAMENTO TOTAL DOS LOCAIS DE CULTO NO PAÍS
Numa carta publicada no dia 12 de Março de 2021 com o Título ALEGRIA PASCAL e dirigida à todos os fiéis da Diocese, o Arcebispo da Beira Dom Cláudio falando das dificuldades para a Celebração da Páscoa (uma festa cristã em memorial da Morte e Ressurreição do Senhor) lamenta dizendo que este acontecimento parece ser abafado nos dias que vivemos. “A Celebração festiva parece ser ameaçada. Entre as medidas de prevenção do novo coronavírus foi decretado pelo Governo moçambicano o enceramento dos lugares de culto. A aplicação responsável do distanciamento social, a medição da temperatura, o uso das máscaras, a higienização das mãos e dos sapatos antes de entrar, acções que se vinham fazendo parecem ser medidas inaptas a fazer os lugares de culto um lugar seguro”. Portanto, encerrar os lugares de culto segundo Dom Cláudio, provoca prejuízo maior à sociedade e sobretudo no combate contra a Pandemia. “Abafar a dimensão espiritual e impedir a religiosidade na vida do cidadão se tira um elemento insubstituível de resiliência que encontra na fé em Deus, na solidariedade com a comunidade o seu alimento” – escreve o Prelado. Ademais, questiona dizendo que secularizar a sociedade, tornar a manifestação Religiosa algo de marginal e reservado à esfera privada responde ao bem do povo ou a agendas de alguns doadores e de agências internacionais? Assim sendo, “fechar os lugares de culto é uma medida fácil que não tem custos económicos, pouca eficácia do ponto de vista da prevenção, mas faz crer que estamos a tomar medidas na luta à Pandemia sem talvez nos dar conta que estamos a fragilizar a nossa sociedade roubando-lhe a alma” – afirma o Arcebispo da Beira no documento de duas páginas. Recorde-se que no último comunicado a nação no dia 4 de Março, o Presidente da República Filipe Nyusi, permitiu a reabertura total das instituições de ensino em todos níveis e manteve a decisão do encerramento dos locais de culto. (Pe. Belarde Sérgio, RP – Beira)
mar 14 2021
LAGOAS TURVAS E PISCINAS GRATUITAS EM PEMBA
Até o início de fevereiro, a cidade de Pemba ainda não tinha recebido a grande visita anual, a chuva. Em conversa com um amigo que lamentava pela demora de chuva, eu argumentei que a cidade não estava preparada para acolher uma visita espetacular embora a sede se fazia sentir na praça. Por que eu resistia e estava a favor que não deveríamos lamentar pela demora da chuva embora houvesse necessidade dela? 1. A Baía não está preparada A terceira maior baía do mundo está a crescer somente em habitantes, mas carece de acompanhamento para o seu desenvolvimento sócio económico . As iniciativas privadas são visíveis a partir de construções de habitações que não são suficientes porque para se chegar a casa de alguém em bairros de expansão deve haver estradas. Hoje ao contrário, necessitamos de barcos para chegar a nossas casas e visitar nossos amigos e familiares que moram, por exemplo, em Nanhimbe, Eduardo Mondlane, Josina Machel, Gingone, Maringanha e Chuiba. Os famosos “chapa cem” não reúnem condições para continuarem circulando. As lagoas turvas e piscinas gratuitas são tão perigosas que se um chapeiro (motorista de chapa cem ou transporte semi colectivo) arriscar poderá perder a vida ou perder emprego ou mesmo perder o carro. Que se passa, minha linda baía? Na verdade o silêncio dos pembenses (residentes de Pemba) não é saudável. Já passam seis anos que nunca vi os moradores desta urbe solicitando uma estrada decente em forma de manifestação pacífica. Não há políticas nem estratégias de urbanização. Não é fácil descobrir se Pemba é cidade ou uma aldeia porque de urbanização não se verifica não. Entretanto, há impostos como autárquicos e taxas de diferentes tipos. Onde investem tanto dinheiro que Pemba possui? E se não há dinheiro, porque não se cria formas de recuperar a dignidade desta baía? Quantos milhões de dólares são necessários para ter alguns quilómetros de estrada de um bairro para outro? Onde moram os dirigentes desta cidade que não sabem que as chuvas estão levando tudo às praias? Prepare-se Oceano Índico que terás que suportar tudo: o lixo, teu amigo permanente, as areias ou solos arrastados, as palhotas dos pobres resumidos em forma de lixo e nos últimos dias assistimos que até os seres humanos correm o risco de serem novos moradores do Canal de Moçambique. 2. Individualismo ou avareza? Se não há políticas públicas que acompanham o desenvolvimento da cidade, deveria haver união e solidariedade entre os munícipes. Há muita gente que tem boas condições económicas. Mas o individualismo está a nos sufocar. Ninguém toma nenhuma iniciativa para se contribuir e arrumar as estradas. O que assistimos a essa altura de chuva é cada um empurrar a água para seu vizinho. Ninguém se lembra mais que o vizinho é um familiar e amigo na hora da aflição. Porque as estradas não são extensas demais, seria possível construir se usando pavê. Mas acredito que não seria sificiente pois as estradas não têm valas de drenagem nem sequer há saneamento público. As pequenas valas de drenagem são as que cada um faz jogando água para o vizinho. “Cada um por si e Deus para todos”. Uma frase criada por avarentos para eliminar os pobres. Agora quem passa mal são os automobilistas que devem atravessar as lagoas turvas e piscinas gratuitas para chegar em casa ou local de trabalho. Sofre igualmente o pobre que deve enfrentar a essa hora a chuva e todas correntes de água até chegar a residência onde também não há condições de se acomodar porque a chuva está dando aviso que levará tudo ao Índico. Em cidade sem condições como esta deve haver união e força dos munícipes para que com seu próprio dinheiro construam estradas. Deve haver igualmente união e força para solicitar aos governantes que assumam suas responsabilidades e cumpram com as promessas feitas durante a campanha eleitoral. A palavra de ordem nessa hora de aflição deve ser “unidos como irmãos com auxílio do único Deus”. Ou “juntos unidos e Deus para todos”. Se há entrada de dinheiro do povo nos cofres do Estado, então que se invista na construção de estradas para se eliminar as lagoas turvas e piscinas que nunca irão oferecer nem peixe nem água para o banho, respectivamente. Eu continuo a escrever mas não sei se isso poderá ajudar na mudança de mentalidade e comportamento, mas aqui em Pemba, naquela que é considerada terceira maior baía do mundo está mergulhada nas lagoas turvas e piscinas gratuitas. Pemba clama por um socorro para sair dessa condição deplorável. Pemba quer estradas e valas de drenagem para transportarem as águas. Pemba clama por estradas para que os “my loves” e chapa cem circulem bem. Pemba precisa de estradas para as ambulâncias transportarem bem os doentes. Socorro gente! Enquanto não houver estradas então pedimos barcos que iremos nos virar bem. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP


