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Archive for vidanova

abr 21 2021

O Executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos

Para responder as exigências dos utentes, executivo de Nampula vai reforçar o seu staff com mais recursos humanos Este efectivo visa responder uma melhor prestação de serviço ao público. Estes dados foram tornados públicos, esta terça-feira, no decurso da sessão do órgão executivo provincial liderado por Manuel Rodrigues. Por outro lado, Leo Jamal, porta-voz da sessão, anotou que ainda no ano em curso foi confirmada a construção de 18 novas escolas que serão adicionadas a 2345 escolas reabertas no presente ano lectivo, face ao novo normal. A sessão vai igualmente passar em revista o estágio actual da covid-19, onde de Janeiro a esta parte, Nampula registou mais de 2000 novas infecções, com 245 óbitos, e um número não especificado de internados. (Júlio Assane)

abr 21 2021

Estudo multidisciplinar para compreender Moçambique e o seu povo

MOÇAMBIQUE E MOÇAMBICANA/O Moçambique e moçambicanos são um mistério a ser desvendado. Para ser desmistificado o que muitos não sabem sobre este país, sugiro que haja uma equipa de especialistas de várias áreas de saber para se dedicar no estudo sobre Moçambique e também de forma detalhada sobre cada moçambicana e moçambicano. Tenho acompanhado várias tentativas de pesquisas, leio várias obras, sinto o esforço de vários homens e mulheres, dotados de genialidade, mas parece que nenhum entende quem é este povo e o que é este país. Pode parecer exagerado, mas se cada um ficar atento poderá perceber que de facto há um grande mistério a ser revelado. Se vier como antropólogo e sociólogo, podes perceber que é um povo a mais dentro do contexto africano. Pode encontrar semelhanças que irão te atrapalhar e não terás conclusão sobre este povo muito menos seu país, Moçambique. A sociedade não irá te ajudar a entender nada porque apesar da semelhança, o moçambicano, é um povo muito diferente doutros africanos. Poderá o filósofo, o teólogo e o místico se unirem mas cada vez mais haverá algo a ser filosofado, algo a ser questionado e a ser comtemplado. Se for cantor ou poeta, as canções serão lindas e os poemas serão maravilhosos mas nunca dirão o que é ser moçambicano/a. A história nos apresenta uma coisa, a geografia divide, por exemplo, Nampula de outra província como Cabo Delgado, mas na fronteira a diferença será o rio Lúrio porque o povo irá ser o mesmo. Apresento alguns traços que me levam a afirmar que deve haver uma investigação de carácter multidisciplinar. 1. Quinhentos anos de colonização Foram quinhentos anos de colonização, dominação e imposição de culturas diferentes, mas até hoje, tem moçambicanos que não sabem falar a língua portuguesa e resistem se expressando unicamenteem idiomas locais. A dita civilização europeia ficou no papel porque até hoje, Moçambique se pratica a poligamia, algo dito como um crime em países nórdicos. 1.1. Guerras tribais Para maior controle de territórios e para a imposição da autoridade e poder, os chefes tribais faziam guerras entre si, mas no final do campeonato, tomavam juntos suas bebidas, como a Othéka (bebida tradicional feita na base de mapira). Os chefes tribais mantinham laços de amizades e também de vizinhança não se lembrando das guerras. Seus filhos praticavam casamentos inter étnicos e a intimidade crescia. 1.2. A escratura Com o início do comércio de escravos, uns tios vendiam seus sobrinhos principalmente os mais indisciplinados mesmo sabendo que o mesma daria a continuidade da família e do clã ou da tribo. Quando faltasse o que vender, alguns homens preparados para esse tipo de missão, iam roubar meninos noutras regiões. Enquanto a escravidão continuava, crescia também o povo e aos poucos foi povoando o país todo. 1.3. Religiões tradicionais e religiões monoteístas Desde cedo esse povo tinha sua religião e sabia dialogar com Deus. Ao usar diferentes nomes fruto de muitas línguas, o povo foi acusado de animista. Porém, o monoteísmo é mais forte em Moçambique que no Ocidente. Com a dominação colonial e a vinda dos árabes, instalaram as religiões cristã e islâmica, respectivamente. No entanto, quer o cristão quer o muçulmano, continua sendo moçambicano e a viver no dia a dia o ser religioso africano, usando os curandeiros e feiticeiros etc. 2. Dez anos de luta pela independência Após anos de negociação para que Portugal abandonasse o país, não havendo sucesso e com a insistência de que Moçambique era província ultramarina de Portugal, os moçambicanos tomaram nas armas para libertarem o país. Para a surpresa de todos, o tal inimigo passou a ser parceiro de cooperação e hoje os filhos dos dirigentes, os assimilados são mais “tugas” que os nativos. No país, graças a Deus e pelo espírito acolhedor do moçambicano, encontramos muitos amigos portugueses e muitos com nacionalidade moçambicana. Veja como deve haver de facto um estudo multidisciplinar! 3. Dezasseis anos de guerra civil Na guerra que durou 16 anos foi vergonhosa. Irmão lutando contra o irmão, em nome da dita democracia, arruinaram o país e mataram seus próprios familiares e vizinhos. A mesma terra que lhe viu a nascer, é a mesma que ele destrói. Ao se tornar chefe na mesma terra que ele próprio vandalizou, vai a União Europeia pedir empréstimo para reconstruir o país. Para a surpresa dos demais, no final da guerra, os irmãos continuaram a conviver e festejar juntos. Aí está a razão porque Moçambique deve ser estudado por gente de diferentes saberes. 3.1. A nudez e a fome Hoje, cada mulher que tem vida boa, acumula armários de roupa fina. Mas durante o governo de Samora Machel, ter uma única saia era sinónimo de ser esposa de um militar. Nas aldeias chegaram de vestir sacos de sisal. A fome era frequente e provocou as bichas ou filas desde a madrugada para a compra de um pão. Hoje, encontramos crianças que não comem pão do dia anterior. Quem comia pão quente naquele tempo era o comandante. Alguns professores não sabiam o que é ter salário mas recebiam boa comida do Programa Mundial da Alimentação e os mais pobres foram salvos pela Cáritas. Apesar da fome, da nudez e da falta de salário, quer os professores quer os alunos se dedicavam para tornar a Educação de qualidade. 3.2. O cadonqueiro e operação produção A actividade económica mais valorizada na era do tio Samora era a agricultura. Qualquer pessoa que tentasse optar, por exemplo, na venda de roupa usada, vulgarmente chamada de “calamidade”, recebia o nome de candonqueioro. O comércio informal não era bem visto. Por isso, embora não houvesse lucro na venda dos produtos agrícolas, os camponeses se dedicavam bastante. Os chamados preguiçosos eram recolhidos e submetidos ao programa “operação produção ” que consistia em tirar à força alguém, por exemplo, de Inhambame para a província do Niassa. Teve alguns resultados positivos nessa operação? Como terminou esse programa? 4. O Cabrito come onde está amarrado Em certo momento, na era de Joaquim Chissano, houve atraso de salário.

abr 21 2021

Encerramento de fábricas de processamento da castanha põe em causa mais de 30 mil postos de trabalho

Mais de cinco fábricas de processamento de castanha de caju instaladas um pouco por toda a província de Nampula, encontram-se encerradas, e outras em número não especificado trabalham a meio gás, colocando em causa pouco mais de 30 mil postos de emprego entre fixo e sazonais. Face a esta situação, a Associação dos Industriais de Caju, está a fazer de tudo, com vista a salvar este sector, e recolocar a província e o país em particular, na rota dos mais produtores e exportadores da África. Mahumed Yunus Abdul Gani, presidente da AICAJU, falando em entrevista, assegurou que decorrem negociações com o governo, para a concessão de financiamentos través créditos para aquisição da matéria-prima. De sublinhar que nos últimos três anos, os níveis de produção da castanha de caju na província de Nampula, registaram uma queda significativa, passando das 70 mil toneladas anuais para perto de 20 mil toneladas.

mar 23 2021

Alguns líderes religiosos em Nampula mostram-se insatisfeitos com o continuo encerramento dos locais de culto

Esta insatisfação dos líderes religiosos em Nampula surge na sequência do último posicionamento manifestado pelo presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, face as medidas de contenção na propagação da covid-19. Os religiosos dizem não fazer sentido permitir a reabertura das instituições de ensino e dos locais desportivos, deixando de fora o continuo encerramento dos locais de culto. Victor Canana representante de alguns líderes religiosos em Nampula, disse que não se justifica que o presidente da Republica de Moçambique, permita a reabertura das aulas e dos locais desportivos e deixe encerrados os locais de culto, justificando-se que estes locais reúnem mais condições que as escolas. “Será que as crianças têm mais condições de se prevenir da covid-19 que as igrejas? será que os chapas que assistimos com mais de 30 pessoas não são o local onde se transmite a doença? Será que as igrejas devem comprar equipamentos e distribuir aos seus fiéis para que estas possam ser reabertas como os locais desportivos?” Interrogou-se o pastor Canana, dizendo que até neste momento o presidente Nyusi não sabe o papel que as confissões religiosas têm, porque se ele soubesse, ele notaria que a sua eleição como presidente foi através da mobilização dos lideres religiosos que pediram aos fieis para se fazer em massa nos locais de votação. O nosso entrevistado, defendeu-se usando a passagem da bíblia que diz: “Vos hão-de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome”. Victor Canana lançou fortes críticas contra o modus operandi dos agentes da lei e ordem quando surpreendem grupos de fiéis a adorarem a Deus. Aliás, este avançou que quando estes cruzam um grupo de fiéis exaltam-se como se eles conseguissem neutralizar uma quadrilha perigosa. Com incerteza na reabertura dos locais de culto na província e no país em geral, o nosso entrevistado, exige ao presidente da República que no seu próximo pronunciamento possa reabrir as igrejas para que os fiéis possam adorar o verdadeiro Deus e único presidente honesto. (Júlio Assane)

mar 22 2021

Cidade de Nampula sem espaços para parqueamento de viaturas

Munícipes da cidade de Nampula ressentem-se da falta de espaços para parqueamento de automóveis, situação esta que se arrasta há bastante tempo. O Parque automóvel da cidade de Nampula aumentou de forma significativa e a urbe está ficar sem capacidade de resposta em termos de espaço para estacionamento dos veículos. Esta situação poderá se exacerbar nos próximos tempos tendo em conta que a construção dos edifícios ao nível da cidade, não cria condições para essas infra-estruturas. A Avenida Eduardo Mondlane é exemplo desta realidade porque as viaturas são estacionadas quase no leito da estrada. Abordados pela nossa equipe de reportagem, alguns munícipes consideram que esta situação em algum momento tem provocado acidentes de viação, uma vez que o lugar dos pedestres é ocupado por viaturas. Contudo, os munícipes pedem a edilidade de Nampula para identificação de espaços para parqueamento de viaturas de modo a inverter o cenário actual. Em torno do assunto, a Revista Vida Nova contactou o Conselho Autárquico de Nampula na Pessoa de Nelson Carvalho director de Comunicação e imagem o qual prometeu pronunciar-se posteriormente. (Júlio Assane)

mar 22 2021

Reserva de Mecubúri vai beneficiar de reflorestamento

Reserva de Mecubúri beneficia de reflorestamento com mais de 600 Mudas de árvores. A actividade está inserida na passagem do dia mundial do ambiente. Segundo Nélio Manuel chefe de departamento de ambiente, disse que o reflorestamento de uma das maiores reservas de Moçambique, surge por causa da invasão da população que habita há décadas na área de conservação ambiental e vive da agricultura recusando-se a sair. Aliás, segundo suas palavras o governo junto de parceiros vai levar a cabo trabalhos de sensibilização das comunidades que construíram suas moradias dentro da reserva para procurarem lugares melhores para a sua habitação que não seja dentro da reserva. Nélio Manuel, avançou que para o plantio das mudas de árvores nativas dentro da reserva foi identificado o local e, serão usados um total de 2000 hectares e, contará com a participação do governo da província de Nampula. De referir que a reserva nacional de Mecubúri localizada a oeste da província de Nampula, tem uma extensão de 230.000 hectares que nos últimos tempos tem sido palco de acções humanas que de certa forma colocam em causa a sua biodiversidade. (Júlio Assane)

mar 22 2021

Chuva deixa alagada a zona baixa de Nacala-porto em Nampula

A zona baixa da cidade portuária de Nacala em Nampula, ficou submersa em consequência da chuva que se abateu na tarde de ontem naquela região da província. Sem fazer vítimas mortais, a chuva deixou alagada a zona baixa da cidade portuária de Nacala condicionando circulação de pessoas e bens. O cenário teve incidência nos bairros de Mokone e Triângulo, respectivamente. Segundo relatos de algumas testemunhas vários produtos e bens que se encontravam na via pública, foram arrastados pela fúria das águas. O administrador de Nacala-a-Porto, Fernando Doda, avançou que neste momento decorrem trabalhos com vista apurar os estragos causados pela chuva. (Júlio Assane)

mar 22 2021

Em Nampula Dos 2.549.486 hectares planificados Nampula conseguiu apenas lavrar 2.486.834

A província de Nampula não atingiu a meta de produção agrária que era de dois milhões quinhentos e quarenta e nove mil e quatrocentos e oitenta e seis hectares previstos. A campanha agrária prestes a findar a província de Nampula tinha como meta lavrar cerca de dois milhões quinhentos e quarenta e nove mil e quatrocentos e oitenta e seis hectares mas deste plano apenas foram lavrados dois milhões quatrocentos e oitenta e seis mil e oitocentos e trinta e quatro. Os dados foram avançados esta quarta-feira pelo Director Provincial de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Ernesto Pacule, o qual referiu que neste momento há acções em curso visando sensibilizar as comunidades para apostar na segunda época agrícola. Neste âmbito, de acordo com a fonte, a aposta vai para a produção de hortícolas nos próximos seis meses. Numa outra abordagem, o dirigente exortou aos camponeses para evitar a venda excessiva de produtos alimentares que neste momento já estão prontos para o seu consumo.

mar 22 2021

Clero Diocesano de Gurue dispõe-se a colaborar com Dom Inácio Lucas

Por Kant de Voronha Decorreu no último domingo (21.3), em Gurue a ordenação e empossamento do novo Bispo titular. Trata-se de Inácio Lucas Mwita do Clero Diocesano de Nacala, que até a data da sua nomeação a 2 de Fevereiro último desempenhava o cargo de Vigário geral de Nacala e Reitor do Santuário Diocesano Maria Mãe de África em Alua. A Missa presidida por Dom Germano Grachane foi participada com cerca de 10 Bispos e Arcebispos da Conferência Episcopal de Moçambique, sacerdotes, autoridades civis e religiosas. Na sua homilia, o Bispo ordenante, Dom Germano Grachane destacou que Dom Inácio é chamado a ser grau de trigo que vai morrer para dar frutos de apostolado. Pois, “Episcopado significa trabalho e não honra”. Assim, é preciso proclamar a Palavra de Deus a tempo e fora do tempo, na oração e no sacrifício. Dom Inácio foi desafiado a amar o clero e todos os marginalizados da sociedade, dispondo-se a ouvir a todos com generosidade e conduzir os que andam fora do redil. Ademais, pelo vínculo com todo o episcopado, Dom Inácio foi recomendado a despender sua energia para a comunhão e harmonia no seio do colégio dos Bispos do mundo inteiro e os de Moçambique em particular. O Clero Diocesano de Gurue, em sua mensagem de ocasião, manifestou total reconhecimento e gratidão a Deus Pai, por tudo o que foi vivido no decurso da celebração pelo singular amor à Igreja que está no Guruè  e seus fiéis. “O nosso agradecimento dirige-se ao Santo Padre, Papa Francisco, que olhando para as necessidades desta família diocesana, providenciou-nos um novo Bispo. Agradecemos igualmente, a Nunciatura apostólica em Moçambique, na pessoa de S Excia. Revma, Arcebispo D. Pergiorgio Bertoldi, que no seu multiforme empenho tudo fez para que hoje a Diocese do Guruè tivesse um Bispo titular”. Ao novo Bispo, “queremos manifestar a Dom Inácio, desde já, o nosso acolhimento e a nossa inteira disponibilidade em colaborar convosco, fiéis àquilo que o Espírito nos sugere para o crescimento da porção do Povo de Deus que está no Gurúè” lê-se em mensagem do Clero. Criada a 6 de Dezembro de 1993, pela Bula Enixam suscipientes, do Papa São João Paulo II, antes de Dom Inácio Lucas Mwita, a Diocese de Guruè, teve como Bispos, Dom Manuel Chuanguira Machado (1994-2009) e Dom Francisco Lerma Martínez (2010-2019), os quais se entregaram de alma e coração ao serviço de Deus, no meio do povo, selando a sua missão pastoral com a oblação das suas vidas. A Diocese de Gurue é formada por 4 Regiões Pastorais, 27 Paróquias, com 33 sacerdotes e 3 diáconos diocesanos, 18 sacerdotes religiosos, 2 Irmãos Religiosos, 49 Religiosas, 8 Leigas de Institutos seculares e 2.200 comunidades cristãs de base. Refira-se que Dom Inácio Lucas manteve o seu lema de ordenação sacerdotal em 21 de Junho de 1998 e o mesmo servirá para guiar o seu apostolado: “Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!” (Act 3,6).

mar 20 2021

QUINTO DOMINGO DA QUARESMA

*LITURGIA DA PALAVRA* PRIMEIRA LEITURA Jer 31, 31-34 «Estabelecerei uma aliança nova e não mais recordarei os seus pecados» *Leitura do Livro de Jeremias* Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu tivesse domínio sobre eles, diz o Senhor. Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Já não terão de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprendei a conhecer o Senhor». Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas. Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 3-4.12-13.14-15 (R. 12a) Refrão: *Dai-me, Senhor, um coração puro.* Repete-se Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade, pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados. Lavai-me de toda a iniquidade e purificai-me de todas as faltas. Refrão Criai em mim, ó Deus, um coração puro e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. Não queirais repelir-me da vossa presença e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. Refrão Dai-me de novo a alegria da vossa salvação e sustentai-me com espírito generoso. Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos e os transviados hão-de voltar para Vós. Refrão SEGUNDA LEITURA Hebr 5, 7-9 «Aprendeu a obediência e tornou-se causa de salvação eterna» *Leitura da Epístola aos Hebreus* Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna. Palavra do Senhor. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO Jo 12, 26 Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se Se alguém Me quiser servir, que Me siga, diz o Senhor, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. Refrão EVANGELHO Jo 12, 20-33 «Se o grão de trigo, lançado à terra, morrer, dará muito fruto» *Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João* Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim». Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer. Palavra da salvação.   *Breve reflexão da palavra* Jeremias 31,31-34 Salmo 50 (51) Hebreus 5,7-9 João 12,20-33 Tema: *Manter a aliança com Deus e trilhar o caminho de Cristo*A Palavra de Deus garante-nos que a salvação passa por uma vida vivida na escuta atenta dos projectos de Deus e na doação total aos irmãos. Jeremias traz o cenário em que Deus apresenta a Israel a proposta de uma nova Aliança que implica a mudança de coração, a conversão total, pois só com um coração transformado o homem será capaz de pensar, de decidir e de agir de acordo com as propostas de Deus. Cada dia somos surpreendidos por guerras e violências como consequência da incapacidade de pensar, decidir e agir segundo a vontade de Deus. Na carta ao Hebreus, Jesus Cristo é apresentado como o sumo-sacerdote da nova Aliança, solidário com a pessoa humana e que aponta o caminho da salvação para todos. Esse caminho trilhado também por Jesus passa necessariamente pela cruz, lugar onde se faz a descoberta dos desafios e propostas, na obediência radical aos projectos de Deus. O Evangelista João convida-nos a olhar para Jesus, a aprender com Ele, a seguir no seu caminho do amor radical, do dom da vida, da entrega total a Deus e aos irmãos. O caminho da cruz parece, aos olhos do mundo, um caminho de fracasso e de morte; mas é desse caminho de amor e de doação que brota a vida verdadeira e eterna que Deus nos quer oferecer. Não é possível, na compreensão da comunidade joanina, ser de Cristo e nos envergonhar da cruz. Não é possível ser de Cristo e não sair da pobre compreensão do mundo sobre a cruz. Enquanto o mundo se escandaliza da cruz, deve nascer em nós o ardor de anunciarmos o poder da cruz que é a maior prova de amor de Deus pela humanidade. Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.  

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