jun 19 2021
DÉCIMO SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM B
LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Job 38,1.8-11 Salmo 106 (107) Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,14-17 Evangelho: Marcos 4,25-1-41 Tema: Deus nunca abandona o seu povo A liturgia da Palavra deste domingo diz-nos que Deus caminha com seu povo apesar dos acontecimentos que aparentam a ausência de Deus Pai. Ele cuida com amor de pai, de tio e de mãe oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação. Deus é presente mesmo quando pensamos que está surdo. A experiência de Job na primeira leitura destaca que Deus majestoso e omnipotente, domina a natureza e que tem um plano perfeito e estável para o mundo. O homem, na sua pequenez e finitude, nem sempre consegue entender a lógica dos planos de Deus; resta-lhe, no entanto, entregar-se nas mãos de Deus com humildade e com total confiança como fez o personagem de livro chamado por Job. Paulo, na segunda leitura, garante-nos que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que deixa os homens abandonados à sua sorte. A vinda de Jesus ao mundo para nos libertar do egoísmo, da inveja, do ódio que escravizam a pessoa humana e para nos propor a liberdade do amor e fraternidade mostra que o nosso Deus é um Deus interveniente, que nos ama e que quer ensinar-nos o caminho da vida. Marcos propõe-nos uma catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo. O Evangelista garante-nos que os discípulos nunca estão sozinhos a enfrentar as tempestades que todos os dias se levantam no mar da vida. Os discípulos nada têm a temer, porque Cristo vai com eles, ajudando-os a vencer a oposição das forças que se opõe à vida e à salvação dos homens. A história relatada por Job serve de pretexto para reflectir sobre certos temas fundamentais sobre as quais o homem sempre se interroga, por exemplo, a questão do sofrimento do justo, do bondoso e do inocente, a situação do homem diante de Deus e a atitude de Deus face ao homem.Apresenta-nos a história de um homem bom e justo (Job), repentinamente atingido por um vendaval de desgraças que lhe rouba a riqueza, a família e a própria saúde. Depois de vários relatos de resistência diante do sofrimento, desafios, dificuldades, a história termina com Job a perceber o seu lugar, a reconhecer a transcendência de Deus e a incompreensibilidade dos seus projectos, a entregar-se nas mãos de Deus com humildade e confiança. O objectivo pelo qual Deus se manifesta é responder às questões de Job e fazer Job perceber a insensatez das suas críticas. Acontece com cada ser humano no momento da dor tentamos criticar Deus sem nos lembrar que Ele é Pai. Enquanto Job inicia criticando Deus pela sua atitude, Paulo fez a experiência do amor de Cristo e deixou-se absorver por esse amor. A sua acção tem apenas como objectivo levar o amor de Cristo ao conhecimento de todos os homens. Paulo vive uma experiência única na sua vida e se isso fosse, humanamente falando, um encontro entre um jovem e sua namorada diríamos que Paulo está não só apaixonado mas também entregue ao colo e coração da sua amada. Paulo enfatiza que Cristo morreu por todos, a fim de que os homens, aprendendo a lição do amor que se dá até às últimas consequências, deixassem a vida velha, marcada por esquemas de egoísmo e de pecado. Contemplando o Cristo que oferece a sua vida ao Pai e aos irmãos, os homens não viverão, nunca mais, fechados em si mesmos; mas viverão, como Cristo, com o coração aberto a Deus e aos outros homens. É esta “boa nova” que absorve Paulo completamente e que ele quer passar a todos os seus irmãos. Paulo admite e faz uma confissão pública que, no passado, entendeu Cristo “à maneira humana” e não percebeu que a sua doação até à morte era expressão de um amor ilimitado; mas, depois de se ter encontrado com Cristo ressuscitado na estrada de Damasco, Paulo passou a ver as coisas de forma diferente Paulo quer anunciar – por mandato de Cristo – que a adesão a Cristo faz desaparecer o homem velho do egoísmo e do pecado e faz surgir uma nova criatura. Ele experimentou o amor de Cristo e tornou-se uma nova criatura. Agora, ele sente que Deus o manda testemunhar essa experiência diante de todos os homens. Somos convidados a experimentar uma vida com Cristo renunciando o velho, os males que sempre nos escravizaram. Temos que dar um novo passo rumo ao homem novo em Cristo. Marco Situa o barco com Jesus e os discípulos “no mar”, que significa colocá-los num ambiente hostil, adverso, perigoso, caótico, rodeados pelas forças que lutam contra Deus e contra a felicidade do homem. Por outro lado, a “noite” é o tempo das trevas, da falta de luz; aparece como elemento ligado com o medo, com o desânimo, com a falta de perspectivas. O “mar” e a “noite” definem uma realidade de dificuldade, de hostilidade, de incompreensão, de guerra com as forças que dificilmente o ser humano compreende. No contexto africano, o mar pode ser visto como ambiente de “majine”, espíritos do mal que atrapalham a pessoa humana. A “tempestade” significa as dificuldades que o mundo opõe à missão dos discípulos. É provável que Marcos estivesse a pensar numa “tempestade” concreta, talvez a perseguição de Nero aos cristãos de Roma, durante a qual foram mortos Pedro e Paulo, bem como muitos outros cristãos anos 64-68. Marcos alerta que os discípulos terão de enfrentar ao longo do seu caminho histórico, até ao fim dos tempos muitas tempestades: perseguições e guerras contra a Igreja e seus membros. Encontramos a imagem de um barco cheio de discípulos convidados por Jesus a passar “à outra margem do lago” e a dar testemunho dessa vida nova que Deus quer oferecer aos homens é uma boa definição de Igreja. Por isso temos que tomar consciência de que a comunidade que nasce de Jesus é uma comunidade missionária, cuja tarefa é ir ao encontro dos homens e
jun 12 2021
DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM B
LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24 Salmo 91 (92), Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10 Evangelho: Marcos 4,26-34 Tema: Olhar a Deus e a vida com confiança e esperança A Liturgia da Palavra convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, a conduzir a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim. Ezequiel, na primeira leitura, assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilónia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar de todos desafios e sofrimento, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz para sempre. Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a vida nesta terra, marcada por coisas transitórias, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus como consta no Evangelho de hoje, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. Neste contexto, o imediatismo e a vida descartável a que somos impostos deve ser defendido e resistido na esperança de que Deus vos concederá paz, isto é, toda riqueza do céu, no tempo oportuno. Que haja resiliência em todas as circunstâncias que põem em risco o Reino de Deus. Marcos apresenta a catequese de Jesus sobre o Reino de Deus que é um projecto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabará por chegar a todo o mundo e a todos os corações. Também nos dias actuais, todos acontecimentos na Igreja e contra a Igreja parecem definir o rumo de fracasso. No entanto, a experiência da Igreja Primitiva deve ser exemplo no tempo presente, na actualidade, para superarmos cada obstáculo, cada desafio, confiantes no Mestre. Deus, autor da aliança, não esqueceu a promessa feita, por intermédio dos profetas. Hoje são muitos profetas que se entregam ao serviço do Reino para fazer chegar a mensagem de Deus nos corações de cada pessoa. O projecto de salvação que Deus tem para a humanidade revela-se no anúncio do Reino, feito por Jesus de Nazaré. Nas suas palavras, nos seus gestos, Jesus propôs um caminho novo, uma nova realidade; lançou a semente da transformação dos corações, das mentes e das vontades para que a vida dos homens e das sociedades se construa de acordo com os esquemas de Deus. Essa semente não foi lançada em vão: está entre nós e cresce por acção de Deus. A semente do Reino de Deus deve ser lançada em cada realidade onde o cristão se encontra hoje. Não deve haver preguiça de se semear pensando que Deus não irá cuidá-la. A nossa missão é semear. Vamos deixar o resto nas mãos de Deus confiando a sua intervenção poderosa na hora certa. A outra atitude importante é acolhimento da semente e deixar que Deus realize a sua acção. E como discípulos de Jesus, temos de continuar a lançar essa semente do Reino, a fim de que ela encontre lugar no coração de cada homem e de cada mulher da nossa aldeia, cidade, sociedade e nação. Compromisso de vida: Meditar a Palavra de Deus Encontrar uma pessoa nova ou estranha para partilhar com ela a Palavra de Deus Cultivar na vida o espírito missionário. Viver plenamente o ensinamento da Palavra de Deus.
jun 06 2021
SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Ex 24,3-8 Salmo 147 Segunda Leitura: Heb 9, 11-15 Evangelho: Mc 14, 12-16-22-26 Tema: Jesus Cristo, o Pão comungado e partilhado entre os irmãos A Eucaristia é o centro da fé cristã. Pertencer à comunidade cristã é fazer parte da mesa da Palavra e da Eucaristia. Comungar o Corpo e Sangue de Jesus é, acima de tudo, aceitar a sua presença real no Pão e no Vinho consagrados. Comungar é assumir o compromisso de fazer-se pão onde não há pão. Comungar é aceitar a missão de lutar para que não falte pão na mesa do pobre. Comungar tornar-se um Cristo que se doa e se entrega pela causa da humanidade. O convite a fazer é evitar comungar para ser visto ou se exibir como bom cristão. “Comungar é tornar-se um perigo”, como reza o canto de comunhão na liturgia do Brasil, para significar que o cristão torna-se um “Cristo” que anuncia e denuncia as injustiças e os males do mundo. Hoje, não é raro encontrar católicos que põem em dúvida esta permanência da presença Jesus no pão eucarístico. As palavras de Jesus esclarecem-nos: «Este é o meu Corpo… Este cálice é a nova Aliança no meu sangue». Estas afirmações de Jesus, na noite de quinta-feira santa, não dependiam nem da fé nem da compreensão dos apóstolos. É Jesus que se compromete, que dá o pão como sendo o seu corpo, o cálice de vinho como sendo o cálice da nova Aliança no seu sangue. Só Ele pode ter influência neste pão e neste vinho. Hoje, é o sacerdote ordenado que pronuncia as palavras de Jesus, mas não é ele que lhes dá sentido e realidade. É sempre Jesus ressuscitado que se compromete, exactamente como na noite de quinta-feira santa. O sacerdote e toda a comunidade com ele são convidados a aderir na fé a esta acção de Jesus. Mas não têm o poder de retirar a eficácia das palavras que não lhes pertencem. A Igreja tem razão em celebrar esta permanência da presença de Jesus. Que esta seja para nós fonte de maravilhamento e de acção de graças! É preciso comer para viver. Por isso a nossa vida espiritual tem seu alimento: Jesus Cristo na Eucaristia e quem não se alimenta torna-se anémico espiritualmente, por isso deve regularizar a situação urgentemente. Numa das catequeses do Papa Francisco sobre a solenidade que celebramos hoje afirma que a Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Baptismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho. O santo Padre acrescenta ainda que o que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra. O Papa Francisco sustenta que na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo… Tomai e bebei, isto é o meu sangue». Nesta solenidade, importa apontar que a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos. Compromisso de vida: Confessar sempre antes de comungar Participar activamente da Santa Missa Partilhar o pão com os necessitados Testemunhar a presença real de Jesus na Eucaristia Adorar a Jesus Eucarístico Agradecer a Jesus pelo Seu Corpo e Seu Sangue
maio 31 2021
Emakhuwa Consultoria e Serviços lançou 30 novos profissionais ao Mercado de emprego
Emakhuwa Consultoria e Serviços em Nampula lançou no mercado de emprego 30 novos profissionais. Trata-se de estudantes do curso de Jornalismo e Emakhuwa que participaram nos cursos de curta duração promovidos pela instituição. Aliás, destes graduados, 24 são do curso básico de jornalismo e 6 de Emakhuwa. “Nós estamos apostados em servir a nossa sociedade e contribuir no crescimento e para formação integral da pessoa humana” disse o Director Executivo da Emakhuwa Consultoria e Serviços Cantífula de Castro no seu discurso de abertura. Aos graduados no curso Básico de Jornalismo Aquele dirigente avançou que no exercício das suas atividades encontrarão várias dificuldades e que serão um impasse para a materialização e concretização dos seus trabalhos, tendo em conta que actualmente o mundo foi dominado pelas fake news, os graduados devem comunicar a verdade, com imparcialidade e fazer da comunicação fonte de transmissão de mensagens que sejam do povo e para o povo. Para os finalistas do Curso de Emakhuwa O Director Executivo apelou para que trabalhem para o resgate da língua Emakhuwa que nos últimos tempos tem vindo a ser esquecida no seio da comunidade, daí que a necessidade de traduzirem mais livros para que a língua não seja completamente esquecida. Os graduados na sua mensagem disseram que os três meses de formação intensa, nos dois cursos, foi de grande dificuldade devido as limitações financeiras decorrente do cenário económico do país. Daí que prometeram não esvaziar as mentes dos conhecimentos que tiveram dos seus formadores, de matéria, lições de vida, provocações intelectuais e muito menos a inspiração que lhes foi transmitida com brilho e com rigor nos olhos. “Nós estamos cientes dos desafios que nos esperam, porque o trabalho de emprego está difícil no nosso país” avançaram os graduados no seu discurso. (Júlio Assane)
maio 27 2021
Detido suposto falsificador de documentos em nampula
A Direção provincial de Identificação Civil aborta tentativa de falsificação de documentos em Nampula. O caso deu-se num passado não distante quando um cidadão cuja identidade não conseguimos apurar, na posse de certidão de nascimento com dados falsos tentou sem sucesso tratar o documento de identificação civil num dos cartórios localizados na cidade de Nampula. Martinho Salimo, Chefe de Departamento de Identificação Civil de Nampula, avançou que após a neutralização do mesmo foi encaminhado aos calaboços duma das subunidades policiais da cidade de Nampula. A fonte avançou que de género não tem sido frequentes naquela instituição, dai que exortou aos cidadãos que pretendem enveredar para essas vias para que não o façam e sigam as exigências que lhes são dadas pelo sector como forma de ter o seu documento. De Janeiro a esta parte os serviços provinciais de Identificação civil de Nampula ja registaram e entregaram cerca de 43 mil documentos. De referir que este é o primeiro caso a ser registado a nivel da Direção provincial de identificação civil na cidade de Nampula. (Julio Assane)
maio 27 2021
Edil de Nampula promete mão dura aos funcionários incompetentes
Uso indevido dos meios do município, Vahanle ameaça explusar de motoristas. O edil de Nampula fez estas declarações na manhã da última Terça-feira, no acto de entrega de três meios circulantes. Contudo, ameaçou impor mão dura aos funcionários que usam para fins alheios. Paulo Vahanle avançou que nos tempos que correm os motoristas da Autarquia têm vindo a usar as viaturas para o seu uso pessoal, no transporte de areia para pessoas singulares fora do perimetro de trabalho, dai que promete mão dura para esses funcionários. “As nossas viaturas são usadas para transporte de areia para pessoas fora do periodo de trabalho” – disse Vahanle. Num outro desenvolvimento aquele dirigente avançou que as viaturas adquiridas vêm reforcar o processo de remoção de residuos sólidos que tem vindo assolar de forma assustadora esta que é a terceira maior cidade do país. De referir que para a sua aquisição, custaram para os cofres dos parceiros do conselho municipal da cidade de Nampula, Sete milhões e oitocentos mil meticais. Julio Assane
maio 27 2021
Banda Marrove lança o seu primeiro CD
Evento solidário para com as vitimas do terrorismo em Cabo Delgado marca lançamento do primeiro CD da Banda Marrove. Foi no último final de semana em que o anfiteatro da Academia Militar Marechal Samora Machel em Nampula, acolheu ao lançamento do primeiro CD da Banda Marrove, evento que se juntou a solidariedade para com as crianças deslocadas que se encontram no centro de Corrane. O director da casa provincial de Cultura em Nampula juntou-se a este mega evento e enalteceu a iniciativa. O album ora lançado é intitulado por “owani ti weno” e composto por 12 faixas musicais. O evento foi abrilhantado com a presença de diversos convidados com destaque para os irmãos Filomena e Messias Maricoa, Tony, Felex entre outros (Julio Assane)
maio 27 2021
Grandes montes de lixo já servem de moradia de algumas famílias
O lixo na cidade de Nampula para além de ser cartão-de-visita é local de produção de insectos e bactérias, tornou-se também em residência de algumas famílias. Alias, é sabido que o lixo é o maior produtor de agentes provocadores de várias doenças e o mau cheiro mas, nem por isso, impede algumas pessoas de lá morarem. A título de exemplo, é a lixeira localizada no bairro de Muhala Expansão, arredores da cidade de Nampula, que por trás dela, acolhe jovens com idades compreendidas entre 25 a 35 anos, que construíram seu habitat naquela lixeira e passam a vida. Alguns desses jovens saem dos distritos da provincia de Nampula mas, a maioria, provêem da vizinha província da Zambézia, a procura de melhores condições de vida. E enquanto a sorte não lhes bate a porta, são obrigados a recorrerem lixeiras como seus aconchegos e sua fonte de sobrevivência. No local, os moradores e captadores do lixo, fazem reciclagem de algum material plástico e metálico que posteriormente levam para vender. Aliás, para além do lixo reciclado, por aqui também apanham restos de alimentos que são depositados pelos moradores ao redor, serve de refeição. O jovem Plácido, de aparentemente 33 anos de idade, natural da Zambézia e por sinal o chefe dos moradores do local, é residente na lixeira há dois anos. Este, entrevistado pela nossa reportagem, conta como é viver junto com o lixo e não esconde a emoção. “Fui acolhido neste local por outras pessoas que também passaram a sua vida aqui, por isso que a lixeira é a minha residência”- avançou o jovem Plácido. Essiaca é mais um jovem que encontrou o seu aconchego na lixeira, vindo do Distrito de Monapo, fugindo de conflitos familiares igualmente como Plácido diz que por viver na lixeira criou uma família que dificilmente vai se afastar dela. Questionado sobre a sua ausência no seio dos familiares, sublinhou que o seu tio com quem vivia o maltratava, facto que o obrigou a procurar um aconchego na lixeira. Para além do Plácido, o Essiaca e outros moradores da lixeira, encontramos o Munguambe junto a sua esposa, um antigo morador da lixeira, e como diz o ditado, bom filho é aquele que volta para casa, ele volta para a lixeira sempre para visitar os amigos que por ali ainda vivem e aconselha-los a optarem por boas práticas para ganharem a vida de forma digna além de recorrerem a furtos e lança um grito de socorros ao governo, para que haja apoio para antigos companheiros que ainda continuam morando no lixo. Munguambe é pai de quatro filhos, e vive maritalmente há vinte anos com dona Maria, nome fictício, a qual também já viveu na mesma lixeira. Gracinda, de 66 anos de idade, disse que mora no bairro desde 2018 mas, desde que se mudou para sua residência, nunca dormiu tranquila por causa de insectos, répteis e mau cheiro que sai da mesma lixeira. Inconformada com a situação, esta procurou o conselho Autárquico da cidade de Nampula e lançou um grito de socorros mas, sem sucesso. (Júlio Assane)
maio 27 2021
Aumentam casos de mulheres com problemas mentais
Consumo excessivo de Droga aumenta problemas mentais nas mulheres em Nampula. Segundo a Directora Provincial de Prevenção e Combate a Drogas de Nampula Isabel Sanfins, só no ano passado a província notificou 64 casos de mulheres com problemas mentais, contra 35 de igual período do ano 2019. Aliás, destas mulheres na sua maioria são jovens com idades compreendidas entre 21 a 25 anos de idade. De acordo com a dirigente, a problemática surge na sequência desta classe social ter iniciado ingerir as drogas na tenra idade, e por falta de uma ocupação facto que propicia o aumento dos estupefacientes. Para reduzir este cenário dentro das comunidades, o sector junto das associações existentes dentro das comunidades, tem vindo a realizar campanhas de sensibilização como forma de evitar que mais mulheres estejam internadas por consumo excessivo das drogas nas comunidades. Das mulheres internadas pelo consumo de estupefacientes na província de Nampula, 35 são por álcool, 11 por consumo de Surruma e 15 por múltiplas drogas. (Júlio Assane)
maio 27 2021
Beneficiários do subsídio da covide-19 frustrados com a vandalização de listas
Os residentes do bairro de Mutauanha arredores da cidade de Nampula, estão num total desespero com a vandalização das listas para ter acesso ao dinheiro alocado pelo Executivo Moçambicano no contexto da Covid-19. Trata-se de chefes de famílias que estão a viver momentos difíceis, realidade esta forçada pela pandemia planetária. Com a vandalização das listas estes dizem que a esperança de ver dinheiro nas suas mãos é menor, mesmo assim sonham em fazer negócios, aumentar seus campos de cultivo através do mesmo fundo. “Já não sabemos onde recorrer para podermos saber se os nossos nomes foram apurados para termos acesso ao dinheiro prometido” avançaram alguns beneficiários desesperados a procura do seu nome. De referir que o dinheiro prometido pelo governo de Moçambique, já foi desembolsado nos distritos de Monapo, Nacala a Velha, Rapale entre outros distritos. (Júlio Assane)


