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Archive for vidanova

fev 13 2022

Paróquia do Imaculado Coração de Maria do Anchilo conta com o novo Pároco

Trata-se do Padre Jacinto Augusto, do Clero Diocesano de Nampula, que tomou posse na manhã de hoje, VI Domingo do Tempo Comum (13/2) durante a Missa celebrwtiva. O Director do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, Pe Pinho dos Santos Martins Afonso, que presidiu a Eucaristia e a tomada de posse do novo pároco exortou aos fiéis para que se unam à nova equipa missionária para a edificação de uma pastoral ao espírito da sinodalidade desejada pela Igreja. “A vós membros do Conselho Paroquial e fiéis cristãos exorto-vos à comunhão e trabalho zeloso ao serviço do Reino de Deus unidos aos vosos padres que hoje tomam posse”. Ao novo Pároco, Pe Pinho exortou a servir-se de três (3) pilares no exercício do seu ministério pastoral: “a Palavra de Deus, a Tradição e o Magistério da Igreja”, explicou o clérigo. Durante a cerimónia de juramento e confissão de fé, o novo Pároco mostrou-se disponível de servir ao rebanho do Senhor com zelo e espirito sinodal e em conformidade com os ditames da Santa Igreja. Na ocasião, o Decano do Clero Diocesano, o Pe Avelino Arlindo, leu a provisão do Vigário Paroquial, o Pe Serafim João Muacua igualmente do Clero Diocesano de Nampula. Refira-se que o novo Pároco toma posse em substituição do Pe Cantífula de Castro que serviu a Paróquia do Anchilo por três anos (2019-2021). Por Kant de Voronha

fev 07 2022

Seminário Mater Apostolorum abre ano lectivo com 70 formandos

O Reitor do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula, o Reverendo Pe Simone Adriano, falando na manhã desta segunda-feira (7/2) em Nampaco, diz esperar que o novo ano letivo e formativo seja consuzido pela força e luz do Espírito Santo. O ensejo foi expresso ao longo da celebração eucarística da Festa das Cinco Chagas do Senhor na Capela do referido Seminário. Pe Simone referiu que o Seminário que dirige tem 70 seminaristas sendo 56 da Arquidiocese de Nampula e 14 da Diocese de Lichinga. Dom Inácio Saure, que presidiu a Eucaristia, encorajou os jovens seminaristas oriundos das dioceses de Nampula e Lichinga e das congregações dos missionários combonianos, São João Baptista, Sagrada Familia e Claretianos. O prelado ficou entusiasmado pelo número elevado de formandos do primeiro ano. Os seminaristas são convidados a revestir-se de simplicidade de vida em todos os contextos porque “A humildade é uma virtude necessária para os ministros sagrados” disse Dom Inácio em sua homilia. Se lhe faltar humildade durante todo tempo formativo depois torna-se um padre arrogante porque não se deixou moldar à semelhança de Cristo que foi trespassado e ferido, mas sem se exaltar valendo-se de sua divindade. “Somos todos discípulos na escola de Cristo” explicou a fonte. Refira-se que a equipa formadora do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula é constituída pelos padres Simone Adriano (Reitor), Saide Ângelo (Ecónomo), Adelino Lopes Alfredo (Director Espiritual).

nov 05 2021

“EU NÃO TENHO MEMÓRIA DE ELEFANTE”

Uma sociedade de pessoas maduras, bem-educadas e responsáveis é aquela em que cada um assume a responsabilidade pelos seus actos. Não existe maturidade sem responsabilidade. A capacidade de dizer que “eu fiz isso. Eu sou culpado!” Perde-se ao mesmo tempo que desaparece a moral que orientava nossas existências como africanos. Hoje, diante do tribunal, as pessoas são capazes de invocar a embriaguez e os maus espíritos para fugir da responsabilidade da agressão aos seus filhos e sua esposa. Por falar em tribunal, assistimos nestes dias o julgamento do caso das dívidas ocultas. E, como não podia deixar de ser, como pessoas pertencentes a nova geração de jovens moçambicanos sem hábito de assumir a responsabilidade pelos seus actos, certos arguidos preferem dizer simplesmente que não se lembram dos factos que os envolvem ao caso. E quem pensa que quem adopta esta estratégia são apenas eles está enganado! Há jovens dizendo aos seus pais que se esqueceram que deviam fazer uma certa actividade para fugir da responsabilização; há inclusive alunos em tenra idade que são capazes de dizer aos seus professores que se esqueceram do caderno para não ter o castigo de não terem feito o trabalho de casa. Quer dizer que agora também, a negação absoluta de factos tornou-se uma forma de escapar da responsabilidade. Mas como chegamos até aqui? A nova geração, constituída maioritariamente por cidadãos irresponsáveis, pode ser resultado de factores combinados que, pelo hábito, não estamos interessados em assumir. A nossa educação tradicional está em agonia porque achamos que os valores mais aceitáveis e altos são os acidentais. A nossa educação formal desligou-se da realidade porque segue princípios estranhos a realidade. Os melhores valores já não são os nossos, mas são aqueles que proclamam mais os direitos e menos os deveres. Com efeito, nas famílias, as crianças não são mais ensinadas a lutar pelo seu bem. São acostumadas a receber de graça sem conquistar pelo seu esforço. Exigir algo de uma criança já se tornou violência doméstica porque o novo conceito de amor implica dar tudo às crianças. Esta pode ser a situação que criou as condições da amnésia dos ndambis e langas. Se continuarmos a criar uma sociedade de gente com amnésia e irresponsável, em breve teremos uma lei inaplicável, uma sociedade sem orientação e, pior ainda uma geração de cobardes que nunca estará disposta a assumir um papel fundamental no serviço à pátria. Formar pessoas adultas significa instruir nossos filhos para que não se tornem folgados. As nossas escolas, as famílias e as nossas instituições tradicionais precisam de reformular seus critérios para não construir uma sociedade de pessoas que esquecem tudo por conveniência, para fugir da responsabilidade pelos seus actos. Sempre disse que a falta de hospitais e escolas no nosso país não tinha nada a ver com falta de dinheiro nos cofres do Estado. A má qualidade das estradas e de serviços públicos que se insiste aliar à exiguidade de recursos não passa de mentira. Os nossos hospitais não têm profissionais suficientes, as nossas escolas não têm professores com qualidade e quantidade desejáveis não porque falte dinheiro para contrata-los, mas simplesmente porque a nossa gestão Estatal é feita de forma egoísta. Nosso país não é pobre. Criam essa percepção em nós para não reclamarmos, não exigirmos demais. Há anos que assistimos pequenas pontes serem construídas, carros do Estado serem reparados, pequenos blocos de salas de aulas a serem erguidos com a declaração de terem custado altas somas de dinheiro quando na verdade custaram pouco. Os gestores aumentam os valores do custo, sobre-facturam para se beneficiarem dos trocos. É assim que nossos dirigentes enriquecem. Para eles não importa a qualidade de serviços e de infra-estruturas oferecidas ao povo. O que importa para eles é o ganho que terão nessas obras. O mesmo acontece com o aumento de salários. Há anos que o aumento do salário não passa de míseros 500 meticais. A justificação para não aumentar mais, apesar do peso do custo de vida sobre os trabalhadores é que o Estado não tem dinheiro. Mas ouvimos que o governo anunciou novos ajustes salariais. Estes ajustes variaram entre 5 a 10%, tendo havido, deforma triste e vergonhosa, um aumento de 100 meticais para o sector do turismo e hotelaria. Curiosamente, ficamos sabendo que o governo aumentou salários e subsídios dos altos funcionários do Estado em mais de 100%. O maior aumento foi do empregado do povo, o Presidente da República, que chegou aos cerca de 390%. Ora, se por um lado o Estado está em crise, graças a COVID-19 e não tem capacidade de aumentar o salário de funcionários subalternos do Estado, eis que de repente, tem dinheiro suficiente não apenas para aumentar salários, mas também os subsídios de altos funcionários e agentes do Estado como o Presidente, deputados, ministros, procuradores, juízes, governadores e secretários de Estado. Não há dúvidas de que um governo assim nunca esteve e nunca estará empenhado no bem-estar do povo. Um governo assim trabalha para o benefício próprio e de seus amigos. Enquanto ainda ruminamos a desgraça causada por uma dívida feita para engordar os bolsos de alguns cidadãos, eis que sem medo, tranquilos, de consciência limpa, os mesmos aumentam seus próprios salários de forma criminosa e insensível. A ser verdade, a reinvenção do nosso Estado e de nossos valores é urgente. Mais urgente que isto é a aquisição da nossa consciência de cidadania para podermos não apenas reclamar das condições péssimas do país nos chapas e debaixo das mangueiras ao sabor da cabanga e da cerveja, mas também e sobretudo, agir como cidadãos, reclamar, impor nossas vontades como povo. Somos explorados pelos nossos próprios irmãos que ganharam o poder porque continuamos adormecidos, conformados na nossa pobreza que nos é imposta por líderes gulosos e egoístas.   Por Deolindo Paúa, in “A nossa Geração”

nov 05 2021

DUAT: segurança para o futuro

Quero pedir a concessão do DUAT do terreno onde resido para tutelar o futuro dos meus filhos. Gostaria de saber quais são os passos a dar para a obtenção do DUAT e se é um documento que tem valor e que possa tutelar o futuro da minha família (Benjamim Luís – Quelimane) Caro leitor Benjamim Luís, como meio universal de criação de riqueza e do bem-estar social, o uso e aproveitamento da terra é direito de todo o povo moçambicano. A terra é propriedade do Estado e não pode ser vendida ou, por qualquer outra forma, alienada, hipotecada ou penhorada. De acordo com o n.º 1 do artigo n.º 10 da Lei n.º 19/1997 de 1 de Outubro – Lei de Terras, podem ser sujeitos do direito de uso e aproveitamento da terra as pessoas nacionais, colectivas e singulares, homens e mulheres, bem como as comunidades locais.   O direito de uso e aproveitamento da terra é adquirido por: a) Ocupação por pessoas singulares e pelas comunidades locais, segundo as normas e práticas costumeiras no que não contrariem a Constituição; b) Ocupação por pessoas singulares nacionais que, de boa-fé, estejam a utilizar a terra há pelo menos dez anos; A ausência de título não prejudica o direito de uso e aproveitamento da terra adquirido por ocupação nos termos das linhas anteriores. Por outro lado, o direito de uso e aproveitamento da terra pode ser transmitido por herança (para os filhos e familiares), sem distinção de sexo.   Não está sujeito a prazo o direito de uso e aproveitamento da terra: a) Adquirido por ocupação pelas comunidades locais; b) Destinado à habitação própria; O direito de uso e aproveitamento da terra não pode ser concedido em zonas de protecção (definidas legalmente) por se tratar de zonas de domínio público, afectas à satisfação do interesse público. Nestas zonas, porém, são admissíveis o exercício de determinadas actividades mediante a concessão de licenças e autorizações especiais.   Para a aquisição do DUAT ao abrigo de uma autorização são necessários os seguintes documentos (Artigo 24 do Decreto 66/98 de 8 de Dezembro) Formulário devidamente preenchido (este documento pode ser obtido junto dos Serviços de Cadastro); Fotocópia de BI/DIRE/Estatutos (este último, se se tratar de pessoa colectiva ou sociedade); Esboço de localização do terreno pretendido pelo requerente; Plano de exploração e/ou projecto de investimento devidamente aprovado pela entidade competente (no caso de actividades económicas); Acta de consulta às comunidades locais; Cópia do edital; Guia de depósito; Recibo comprovativo de pagamento da taxa anual. Reunidos os requisitos, os Serviços de Cadastro submetem o pedido a entidade competente para o despacho. Autorizado o pedido, emite-se a autorização provisória, que tem a duração máxima de cinco anos para os nacionais e dois anos para os estrangeiros (art. 25 da Lei de Terra).   Competência para a atribuição do DUAT Em áreas não cobertas por planos de urbanização: consoante a área de terreno que se pretenda utilizar, o facto de estar inserido numa zona de protecção total ou parcial, e os pareceres que sejam necessários proferir, a competência para a atribuição do DUAT será do: – Governador Provincial; – Ministro da Agricultura e Pescas; – Conselho de Ministros;   Em áreas cobertas por planos de urbanização: – Presidente do Conselho Municipal; – Administrador de Distrito (nos locais onde não existam órgãos municipais); Na titularização do direito de uso e aproveitamento da terra o Estado reconhece e protege os direitos adquiridos por herança ou ocupação, salvo havendo reserva legal ou se a terra tiver sido legalmente atribuída a outra pessoa ou entidade.   Quando requerer o DUAT? A qualquer momento, tendo-se em consideração o seguinte: no caso de pessoas singulares, é necessário que o requerente do DUAT seja maior ou esteja legalmente representado pelo poder paternal (pai, mãe) ou tutor e no caso das pessoas colectivas, é necessário que estas estejam constituídas ou reconhecidas legalmente. O direito de uso e aproveitamento da terra para fins do desenvolvimento de uma actividade económica está sujeito ao prazo máximo de 50 anos, renovável por igual período. Mesmo findo o período da renovação (o que totaliza um período de 100 anos) o interessado pode apresentar novo pedido. Os pedidos para a obtenção do DUAT são apresentados junto dos Serviços de Cadastro da Província onde se localize o terreno pretendido, uma vez preenchidos os formulários exigíveis, este Serviço de Cadastro submete o pedido à entidade competente para a sua apreciação. O prazo máximo definido legalmente, para a tramitação dos pedidos do DUAT é de 90 dias. Por Dr. Armando Ali Amade

nov 04 2021

A nossa soberania em mãos de uma governação criminosa?

Quando acerca do século V a.C. o filósofo grego Platão defendeu que o governante devia ser filósofo, não pretendia necessariamente dizer que os países deviam ser governados por espertos (tal como os filósofos são chamados na concepção popular moçambicana), por pessoas ágeis em falar e convencer. O que na verdade o filósofo queria dizer era que quem deve governar tinha que ser uma pessoa cujas capacidades compreendessem o significado de justiça, honestidade e bem-comum. Só assim a pessoa que anseia ou assume o poder seria capaz de representar não apenas um povo, mas também as suas vontades. Nesse sentido, governar seria assumir o sofrimento e os conflitos do povo para, com mestria, procurar-lhes a resposta ideal. O maior receio e medo que um povo pode sentir é o de seus governantes tonarem-se seus algozes. Esta tendência torna-se normal nos nossos dias. Há por todo o lado, governantes que deixam de criar segurança e criam insegurança; há governantes que deixam de perseguir ladrões para se tornarem os próprios ladrões; e como não devia deixar de ser, governantes que para proteger o seu poder, deixam a sua missão de combater o crime e tornam-se nos próprios criminosos. Como se vê, o senso de justiça e de honestidade platónicos perdem-se nos filósofos. De facto, nos nossos dias, em Moçambique todos os políticos, os que estão no poder ou fora do poder, falam de justiça, de honestidade e bem-estar do povo. Em todas as campanhas políticas, em todos os comícios, entrevistas e aparições públicas os políticos falam de construir um país de justiça social e de bem-estar para o povo. Mas será que eles compreendem o que dizem? Conhecem o real alcance das expressões que utilizam para convencer o eleitorado a votar em neles?   Poder político confunde-se com a máfia Uma das provas de que estamos longe de realizar o bem-estar de todos e a justiça é que em Moçambique o poder político confunde-se com a máfia. Sim, nos últimos dias o maior número de acusados de roubo e de corrupção em Moçambique são os políticos. Parece que a nossa soberania foi assaltada por egoístas e ambiciosos. Tenho afirmado que todos nós, e sobretudo os governantes traíram o fervor que nos levou à luta de libertação. O patriotismo, a revolta sobre o sofrimento que povo passava na época colonial estimulou o desejo de libertação. Nessa altura, todo o povo moçambicano, todos os jovens que decidiram entregar a sua vida pela causa da libertação faziam-no movidos pelo desejo puro de libertar seu país, para traçar os caminhos do seu próprio destino, da sua felicidade. Esse processo era possível porque a liderança da revolução era de confiança, confundia-se com o povo. Tudo muda quando começa a certeza pela independência. Os combatentes, aos poucos, tornam-se algozes do povo. A ambição de assumir o poder induz a traição da causa original da luta. A própria independência foi proclamada atropelando o princípio básico sobre a liberdade de um povo: o desrespeito à vontade popular. E isto não era o fim, mas o início de uma longa caminhada em que filhos da terra, assumindo o poder político, fariam de seus irmãos, seus país, seus conterrâneos escravos das suas vontades e ideologias egoístas. As denúncias da igreja, na pessoa de Dom Manuel Vieira Pinto, faziam demonstrar a injustiça dessas ideologias. Hoje, Moçambique está distante da felicidade proclamada durante a luta. Hoje, os dirigentes sobrevivem à custa do povo. Hoje, impor a autoridade própria contra a vontade soberana do povo continua sendo a regra do jogo político. Sobre isto, uma das questões que tenho feito aos meus concidadãos é: faz algum sentido estar livre de um colono para ser escravizado pelos próprios irmãos?   A riqueza continua crescendo entre os políticos A nossa dúvida sobre a nossa soberania como moçambicanos cresce a cada dia que os nossos governantes provam serem realmente nossos algozes. No início combinamos construir um país de igualdade e de condições de sobrevivência de todos. Mas há décadas que os sobreviventes são apenas alguns, a riqueza continua crescendo entre os políticos enquanto o povo esgota-se na fome. Na independência combinamos que nosso projecto nacional seria de justiça social. Mas há décadas que a justiça é aceite para uns e negada para outros. Hoje o julgamento funciona e a lei é dura apenas para os pobres enquanto os ricos passeiam a sua classe e escapam de seus crimes usando sua influência. Há anos que as condições financeiras, salariais e bonificações são acrescentadas apenas para os políticos. Os trabalhadores comuns, o povo em geral, continua vivendo do seu árduo trabalho para alimentar políticos egoístas. O poder político em Moçambique é assumido não para contribuir na construção do nosso país, mas para aproveitar-se dele e influenciar a realização dos próprios interesses. Não é por acaso que os salários sobem apenas para as elites politicas. E, como se as regalias não fossem suficientes, os nossos políticos criam estratégias para roubar ao seu próprio povo. Assumir o poder político deixou de ser missão patriótica e tornou-se negócio. A presidência dos municípios e a administração de distritos é promovida e assumida para realizar interesses de partidos e não do povo. Por isso temos pessoas condenadas governando municípios, pessoas com idoneidade duvidosa administrando distritos e províncias, pessoas com processos crimes decorrendo, mas estão a elaborar leis e fiscalizando a governação a partir da Assembleia da República.   As dívidas ocultas resultam de ideologias interesseiras Numa governação do nosso modelo, o que importa não é a satisfação do povo, mas a protecção dos interesses das elites e dos partidos. Para manter essa protecção, tudo será feito. Por isso é possível ver pessoas trocando de poderes na elite desde a independência: torna-se ministro num mandato, depois deputado noutro mandato, mais tarde torna-se PCA de uma empresa pública, no outro mandato torna-se governador e depois de novo torna-se ministro, num ciclo interminável que indica que fora deles não existe mais gente com capacidade de governação. As dívidas ocultas que roubam o protagonismo nas televisões dos nossos dias

nov 03 2021

O Chá de panela

Um pouco por todo o nosso país, a festa do Chá da panela ou da cozinha, faz parte de todo o processo preparatório do matrimónio, por parte da noiva. Um Chá de Panela, é uma festa tradicionalmente organizada pela madrinha, amigos ou familiares da noiva, realizada antes do casamento, com uma antecedência de um mês. O objectivo é ajudar os noivos na vida nova, montando a cozinha do casal. Entretanto, no Chá de Panela tradicional, apenas as mulheres é que participam. As convidadas são previamente escolhidas pela noiva e geralmente, são pessoas mais próximas, com vista a tornarem o ambiente bem descontraído.   Chá de panela em Moçambique Em Moçambique, este evento já está a ganhar um grande espaço. É organizado por mulheres juntamente com a noiva, antes desta celebrar o matrimónio ou Lobolo. Nesta festa, também nunca devem faltar as brincadeiras, os castigos, as mensagens, danças e  cânticos típicos, a entrega dos presentes e brindes. No tocante às Brincadeiras, estas são abrilhantadas pelas nossas danças tradicionais, mensagens e fantasias bem divertidas, tipicamente moçambicanas, com o toque de um clima do próprio dia. Outro detalhe importantíssimo tem a ver com a entrega dos convites a tempo e hora, para que as convidadas possam planificar a agenda e comprar atempadamente os presentes que se adequam às necessidades do novo casal.   Chá de panela cristão No contexto cristão, o Chá de Panela é também chamado “Chá de Bênção” e é organizado com muito amor pelas madrinhas para as noivas ou para os noivos. Desde o noivado, são introduzidas algumas práticas para ajudar a todos nesse caminho, até ao matrimónio. Entretanto, a diferença entre o vulgar Chá de Panela e o “Chá de Bênção é a busca de santidade conjugal e o agradecimento a Deus. Geralmente, neste contexto cristão, os noivos evitam sobrecarregar os amigos. Desta feita, eles criam neste processo preparatório, aquilo que chamam de “Missão Padrinhos”. Trata-se de um calendário do dia em questão, até ao momento do matrimónio, em que cada dia, há uma intenção. Essa é a missão dos padrinhos: rezarem pelos noivos. Entretanto, outras actividades podem garantir muitas risadas, romantismo e um bom humor ao evento, de forma discreta. Por Judite Macuacua  Pinto

nov 02 2021

As seitas: uma perspectiva pastoral

O surgimento e a propagação de seitas ou novos movimentos religiosos é um fenómeno marcante na história religiosa dos nossos tempos. Ao considerar qual posição é preciso tomar para com as “seitas religiosas”, é evidente que se deve evitar a polémica e o confronto directo. As pessoas que pertencem aos vários movimentos religiosos e pentecostais são irmãos e irmãs com quem partilhar a luz e o amor de Cristo.   As seitas como sinal dos tempos O fenómeno das “seitas religiosas” pode ser visto como um sinal dos tempos. É necessário considerar o que o Espírito diz à Igreja por meio desta situação. Portanto, a proliferação e a actuação das seitas não são propriamente uma ameaça, mas um desafio pastoral. De facto, o texto dos Lineamenta em preparação da IV Assembleia Nacional de Pastoral, apresenta a realidade das “seitas religiosas” como um “desafio” que é preciso enfrentar, e assim oferecer uma resposta pastoral a uma situação que não pode ser ignorada. As perguntas que os Lineamenta dirigem aos cristãos das várias paróquias e instituições eclesiais, podem ajudar a refletir e a elaborar propostas de ação para responder ao fenómeno em questão. Entretanto, há algumas acções pastorais que é necessário implementar para fortalecer a qualidade e o sentido de pertença das nossas comunidades cristãs, bem como para abordar este fenómeno de uma forma proactiva.   Acções a ter em conta Em primeiro lugar, é indispensável promover nas comunidades cristãs uma catequese adequada e uma aprofundada formação bíblica. As “seitas religiosas” muitas vezes tiram vantagem de situações de ignorância religiosa entre os cristãos católicos. Neste sentido, é necessário implementar uma pastoral bíblica que ajude os católicos a estarem bem preparados em sua própria fé, de modo a poder ter sempre uma resposta pronta para quem lhe perguntar as razões da sua esperança (1Pd 3,15). Em segundo lugar, é oportuno prestar atenção ao aspeto litúrgico e devocional das nossas comunidades cristãs. Algumas igrejas pentecostais atraem as pessoas porque prometem orações e cultos agradáveis. Mais uma razão para que as nossas celebrações litúrgicas sejam dedicadas, bem preparadas e com a participação activa de toda a comunidade. Algumas “seitas religiosas” colocam muita ênfase no aspecto emocional, nas danças, nos cantos. Sem exceder demasiado, será de ajuda em muitos lugares de culto das paróquias o prestar atenção ao corpo, aos gestos e aos aspectos materiais das celebrações litúrgicas e da devoção popular. Em terceiro lugar, é importante haver um bom acolhimento na paróquia para proporcionar mais um sentido de pertença aos crentes. Está claro que muitos cristãos católicos se integram nas seitas à procura de calor humano, de entusiasmo, de respostas para as suas inquietações e desejos. Parece-lhes que estes movimentos religiosos e igrejas independentes se confrontam abertamente com os problemas existências da pobreza, do sofrimento, da doença, da morte e prometem soluções instantâneas, especialmente a cura psicológica e física. Neste sentido, é importante criar um clima mais acolhedor nas nossas paróquias e comunidades, evitando a atitude burocrática com que muitas vezes se dá resposta aos problemas, simples ou complexos, da vida do povo. Em muitas partes, predomina ainda o aspecto administrativo sobre a pastoral, bem como uma sacramentalização sem outras formas de evangelização. Em quarto lugar, é necessário promover uma maior participação e responsabilidade dos leigos na vida das paróquias e comunidades cristãs. Um acentuado clericalismo pode marginalizar os fiéis leigos e deixá-los ver a Igreja como uma instituição liderada por funcionários burocráticos ordenados. Talvez o que é necessário é um apostolado mais participado, maiores oportunidades para os fiéis leigos de assumirem responsabilidades, uma maior colaboração entre leigos, clero e consagrados/as para levar o espírito de Cristo no meio da sociedade. Por Pe. Massimo Robol

nov 01 2021

Seitas cristãs, um desafio antigo e actual

O VII capitulo dos Lineamenta da IV ANP convida-nos a reflectir sobre o desafio que as seitas lançam à Igreja e a resposta pastoral que é necessário encontrar. Não vamos esquecer que segundo o 4º Censo Nacional da População (2017), a religião Cristã em Moçambique corresponde a 59,8% da população nacional. O termo seita tem diversas derivações no latim clássico, tendo origem nos termos “secta” que significa escola ou linha de pensamento; “sectare que se traduz por cortar ou partir; “secernere”, o mesmo que separar; “sectari” que significa seguir ou aderir. A partir deste campo semântico é que o termo seita adquire o seu significado.   O profeta é a figura primordial Em qualquer seita, o profeta é a figura primordial, já que circunscreve uma nova experiência religiosa. O profeta surge da classe de leigos e busca influenciá-los por meio da proposta de uma nova visão mística e comunitária. Diferentemente dos mágicos, o profeta da seita sustenta uma suposta relação significativa com o divino a partir de uma ética religiosa pretensamente exemplar. Um dos marcos diferenciais que distingue a Igreja da seita é a atitude ecuménica; ou seja, as igrejas buscam o ecumenismo e as seitas anátemas. As seitas afirmam através da sua doutrina relativamente às Igrejas e à sociedade: Extra secta non est salus (fora da seita não há salvação), como se diz por exemplo a respeito da Igreja. Recusam toda a possibilidade de diálogo pois afirmam que os credos de outras igrejas constituem uma verdadeira traição à Sagrada Escritura.   História Na Igreja nascente proliferaram muitas e variadas seitas cristãs que foram consideradas de heréticas pelos Padres da Igreja. As mais famosas foram: a) Os Nicolaítas: surgiu no Séc. I na Ásia Menor e eram seguidores de Nicolau, um prosélito que foi contado entre os sete primeiros diáconos. Os seguidores desta seita levavam uma vida dissoluta, não observando a santidade do casamento. No livro do Apocalipse, João faz duas menções dos Nicolaítas (Ap 2,6) onde confessa que os odeia e (Ap 2,15) em que os acusa de comer as oferendas dos ídolos e de praticar imoralidades. b) Os Ebionitas: surgiu no Séc. I na Judeia entre os judeu-fariseus convertidos ao Cristianismo. Reconheciam a Jesus como figura messiânica do judaísmo. Profundamente enraizados na Lei de Moisés, acreditavam que fora dela não havia salvação. Os Ebionitas são identificados como cristãos judaizantes que entraram em conflito com o Apóstolo Paulo mencionados no livro dos Actos dos Apóstolos (15,1; 21,17-26) e que levou à convocação do primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém. c) Os Nazarenos: são mencionados como uma seita no livro dos Actos dos Apóstolos (24,5). Constituídos por judeus convertidos ao Cristianismo, eram muito semelhantes aos Ebionitas. d) Os Gnósticos: pregavam que a salvação vem somente pelo conhecimento secreto. Surgiu no Séc. I na Ásia Menor e acreditavam que existiam dois deuses: um Deus superior e um deus inferior chamado Demiurgo. Acreditavam que Jesus Cristo sofreu apenas em aparência. Alguns dos ensinamentos do Alcorão e dos Hadiths baseiam-se nestas seitas da igreja primitiva. Também muitas seitas actuais têm inspiração nelas. Ora vejamos: Até hoje existem seitas que recusam o papel da Igreja. Aceitam Cristo e negam a Igreja. Estes movimentos inspiram-se simultaneamente nas culturas hebraica e cristã (Ebionitas e Nazarenos), e são dissidentes das Igrejas cristãs. Caracterizam-se pelo recurso fundamentalista, literal, e pela interpretação de modo parcial da Bíblia de uma forma entusiasta, mas intolerante para com os outros grupos. Vêem o mundo negativamente por ser mau, daí a necessidade de se afastar dele. São movimentos que se centram unicamente e exclusivamente na expectativa à volta de Cristo e não da Igreja.   A teologia milenarista das novas seitas A teologia milenarista, isto é, sobre o fim dos tempos, acompanha-os constantemente, como também o suposto primado dado à inspiração individual. Encontramos alguns grupos como as Testemunhas de Jeová e os Mórmons que alegam que os seus fundadores receberam de Deus revelações que aperfeiçoam a doutrina cristã. Há seitas que recusam o papel de Cristo: dizem “Deus sim, Cristo não.” São grupos de inspiração Gnóstica, com influências do hinduísmo, budismo e sufismo islâmico. Dão muita primazia a uma experiência interior do divino, rodeados de mestres que possuem os segredos de um conhecimento libertador. Falam de Cristo como um grande profeta ou um mestre entre muitos outros. Geralmente não acreditam num Deus transcendente e pessoal. São exemplos a Igreja da Unificação, a Sociedade Teosófica, e a Antroposofia. Seitas que recusam o papel de Deus: dizem “Religião sim, Deus não.” Embora contraditório aos olhos da maioria, existem hoje seitas que negam Deus ou relegam-No para segundo plano, tal como fazia a maioria dos Gnósticos. A Nova Era e a Igreja Cientologia são dos exemplos deste tipo de seitas. As suas propostas assentam em sessões de esclarecimento para ajudar as pessoas a se tornarem mais responsáveis com o domínio de si, com a finalidade de dominarem o espaço, o tempo e a matéria, até ao contacto com o Ser Supremo. Na Nova Era Deus não se revela na sua liberdade, mas está no cosmos, no fundo de nós mesmos. Afasta-se uma imagem monoteísta de um Deus pessoal, Criador, distinto das criaturas, Ser consciente e livre, que ao longo da história acompanha os humanos, quer escolhendo o Povo de Israel, quer enviando seu Filho Jesus. A figura de Cristo sofre uma espiritualização radical. No lugar do Evangelho do Reino está o evangelho do Aquário. A salvação faz-se pela via da espiritualidade – auto-salvação. Seitas que recusam o papel da religião: dizem “Sagrado sim, Religião não.” Estes movimentos dão muita importância à magia pelo que rigorosamente não se deveriam chamar religiosos. Contudo há uma ligação com o sagrado, que pode ser dúbia acerca da sua verdadeira identidade. A diferença está em que o homem religioso predispõe-se a acolher o sagrado, em atitude de gratuidade; e o homem mágico usa a magia como meio de manipular o sagrado a fim de adquirir poderes. São seitas manipuladoras que procuram caminhos fáceis para a felicidade. As Bem-aventuranças são invertidas.

out 27 2021

AS REDES QUE NÃO PESCAM

“47O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. 48Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para os cestos, e os ruins, deitam-nos fora. 49Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, 50para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13, 47-50). A palavra rede é comum na linguagem do mundo actual. Do latim rete, o termo rede é usado para definir uma estrutura que tem um padrão característico. Existem múltiplos tipos de rede. Na actualidade, fala-se de rede mosquiteira; rede social; rede de pesca ou de caça; rede de amigos; rede de burladores; rede de corruptos; rede de bêbados; rede de injustiças; rede de trabalho; rede de pensamento, rede de computadores; rede eléctrica; rede de sustentabilidade; rede de interesses; rede ocupada, etc. Assim, a rede exprime o conjunto de equipamentos ou acções interligados que partilham informação, recursos e serviços. Pode, por sua vez, dividir-se em diversas categorias, isto é, de acordo com o seu alcance; do seu método de conexão ou da sua relação funcional, entre outras. Ademais, toda estrutura em que diversos indivíduos mantêm vários tipos de relações designa ou constitui a rede, por haver um interesse em comum. A Bíblia, no texto acima, fala do Reino de Deus comparado a uma rede de pesca. Nela os pescadores apanhavam tanto os peixes comestíveis quanto os impróprios. Em outras palavras, a rede traz peixes bons e maus. Devemos nos lembrar também que muitas espécies, naquele tempo, eram consideradas impuras de acordo com as tradições judaicas. Na óptica do Evangelho, os discípulos de Jesus, presentes na humanidade devem convidar todos ao arrependimento, sem distinção. Mas devemos apontar para a forte realidade que o grande dia do juízo virá. Nesse dia, então, o ímpio e o justo serão separados. A isso se alinha também a parábola do trigo e do joio (Mt 13,24-46). Da mesma forma como o joio e o trigo crescem juntos na lavoura, sem que sejam separados até o tempo da colheita, também os peixes, bons e ruins, são apanhados na rede e permanecem juntos até que a rede seja arrastada à praia. Aí acontece ou decorre a selecção. Mas diferente de tudo isso é a rede que não pesca. A rede que não evangeliza. A rede que desvirtua a mente e desconstrói as relações sociais. Refiro-me das redes sociais. O mundo globalizado juntou, milhares de utilizadores numa rede (online), permitindo-lhes trocar mensagens e arquivos com outros membros da rede em breve tempo. Mas o interesse das pessoas nessas redes origina consequências sociais não abonatórias em muitos casos. Várias experiências mostram que a confluência de culturas (nas redes sociais) gera novos comportamentos sociais. Em consequência disso, mais preocupa o imediato (whatsapp), o distante mas sempre presente (online). Privilegia-se o ausente e marginaliza-se o físico. Vemos pessoas que não dialogam, mas vivendo juntas. Existem pessoas que têm milhares de amigos online e fisicamente estão na solidão. Isso provoca ansiedade, preocupação, frustração, depressão, etc. Os conteúdos partilhados merecem ser ceifados entre bons e ruins. Esta rede, apesar de juntar milhares de pessoas, não pesca por ser fonte de imoralidades. Apesar de criar facilidades de aquisição de conteúdos, livros, vendas e compras, informações e notícias há também atitudes e comportamentos que corrompem o coração humano. Nas redes sociais há pessoas que tecem e alimentam a onda de criminalidade, promiscuidade sexual, imundície, nudez, falsidade, ilusões de vida fácil e aparências, boatos e fofocas, guerras e invejas, infidelidades e traições, ódios e vexames, etc. Hoje em dia, a maior preocupação das pessoas é por aquilo que é fútil, passageiro, caduco. As pessoas procuram mais os “bifes”, os “podres”, os erros, os “gafes”, as quedas, os fracassos, os insucessos, as falcatruas, as derrotas, tudo alheio e fazer disso motivo de troça e fofoquice. Razão pela qual, esta rede não pesca. Pouco interessa quando alguém partilha ou posta assuntos de aconselhamento, de conteúdos formativos. Isso não toca com o interesse da maioria das pessoas. Mas quanto a imbecilidades você encontra milhares de comentários. Será que o mundo gosta mais de coisas tontas e sem sentido? Vejamos que poucas são as pessoas que se preocupam em partilhar a Palavra de Deus no seu mural. Parece que dá nojo e vergonha quando alguém partilha um versículo da Bíblia no facebook ou num grupo de Whatsapp. Se não for criticado como Mwèle (tonto) ou matreco, será considerado como um atrasado e amigo de padres e freiras. Ou será confundido por um pastor evangélico, recém-convertido ou um fundamentalista religioso. A Palavra de Deus incomoda as pessoas de hoje em dia. São pessoas que não querem ser corrigidas, por isso agem com permissividade. Ninguém lhes pode contrariar. São pessoas que desejam fazer tudo ao seu alcance sem limites nem fronteiras. Entretanto, para que o mundo não ande de pernas ao ar, é necessário que os jovens de hoje usem as redes sociais como instrumento de evangelização. Façam das redes sociais o novo areópago para divulgar a Palavra de Deus alcançando milhares de pessoas em simultâneo. Com efeito, cada um seria catequista, sem esperar ir a capela receber um grupo de 15 ou mais pessoas físicas. Aliás, no contexto planetário da Covid-19 notou-se que a sede por celebrações públicas pode ser saciada com a partilha da Palavra de Deus por estes instrumentos modernos. Façamos das redes sociais um instrumento de correcção mútua; uma escola de moral e ética; um meio de partilha de valores humanos e divinos; uma arma de combate ao ódio, à guerra, ao terrorismo, as divisões, as brigas; um instrumento de promoção do bem comum. Kant de Voronha, in Anatomia dos Factos

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